Homilias


O ANO LITÚRGICO

A liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Em volta deste núcleo fundamental da nossa fé, celebramos no Ano Litúrgico a memória do Ressuscitado na vida de cada pessoa e de cada comunidade.

O Ano Litúrgico “revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a Encarnação e Nascimento até à Ascensão, ao Pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor” (SC, n. 102). Ele assim nos propõe um caminho espiritual, ou seja, a vivência da graça própria de cada aspecto do mistério de Cristo, presente e operante nas diversas festas e nos diversos tempos litúrgicos (cf. NALC, n. 1).

O Ano Litúrgico não apenas recorda as ações de Jesus Cristo nem somente renova a lembrança de ações passadas, mas sua celebração tem força sacramental e especial eficácia para alimentar a vida cristã. Por isso, o Ano Litúrgico é sacramento e, assim, torna-se um caminho pedagógico-espiritual nos ritmos do tempo. Como a vida, a liturgia segue um ritmo que garante a repetição, característica da ação memorial. Repetindo, a Igreja guarda a sua identidade. Para fazer memória do mistério, a liturgia se utiliza de três ritmos diferentes: o ritmo diário, alternando manhã e tarde, dia e noite, luz e trevas; o ritmo semanal, alternando trabalho e descanso, ação e celebração; o ritmo anual, alternando o ciclo das estações e a sucessão dos anos.

O ritmo semanal é marcado pelo domingo, o dia em que o Senhor se manifestou ressuscitado (cf. Mc 16,2; Lc 24,1; Mt 28,1; Jo 20,1). A história do domingo nasce na cruz e na ressurreição de Jesus. No primeiro dia da semana, quando as mulheres foram para embalsamar seu corpo, já não o encontraram mais. No domingo, Jesus apareceu vivo a vários dos discípulos, sozinhos, ou reunidos; comeu e bebeu com eles e falou-lhes do Reino de Deus e da missão que tinham que levar adiante (Mt, 28,5-9; Lc 24,13-49; Mc 16,14; Jo 20,11-18; 20,24-29; Ap 1,10). O dia de Pentecostes, vinda do Espírito Santo, também aconteceu no domingo (At 2,1-11).

“Por tradição apostólica que tem sua origem do dia mesmo da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra cada oitavo dia o mistério pascal, naquele que se chama justamente dia do Senhor ou domingo. Neste dia, pois, devem os fiéis reunir-se em assembleia para ouvirem a palavra de Deus e participarem da eucaristia, e assim recordarem a paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os ‘gerou de novo pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos para uma esperança viva (1Pd 1,3). O domingo é, pois, o principal dia de festa que deve ser lembrado e inculcado à piedade dos fiéis: seja também o dia da alegria e da abstenção do trabalho. As outras celebrações não lhe sejam antepostas, a não ser as de máxima importância, porque o domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico” (SC, n. 106).

O domingo, conforme rezamos no Prefácio IX dos domingos do Tempo Comum, é o dia em que a família de Deus se reúne para “escutar a Palavra e repartir o Pão consagrado, recordar a ressurreição do Senhor na esperança de ver o dia sem ocaso, quando a humanidade inteira repousar diante do Pai”.

João Paulo II, na Carta Apostólica sobre o domingo (Dies Domini), apresenta as cinco características deste dia: Dia do Senhor, Dia de Cristo, Dia da Igreja, Dia do Homem e Dia dos Dias. O mesmo Papa nos pede, na Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, que demos “uma atenção ainda maior à missa dominical, como celebração na qual a comunidade paroquial se reencontra em coro, vendo comumente participantes também os vários grupos, movimentos, associações nela presentes” (MND, n. 23).

“Por causa de sua especial importância, o domingo só cede sua celebração às solenidades e festas do Senhor. Os domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa gozam de precedência sobre todas as festas do Senhor e todas as solenidades. As solenidades que ocorrem nestes domingos são transferidas para a segunda-feira seguinte” (NALC, n. 5).

O domingo exclui, por sua natureza própria, a fixação definitiva de qualquer outra celebração. São exceções somente as festas da Sagrada Família, do Batismo do Senhor, da Santíssima Trindade, de Jesus Cristo Rei do Universo, a comemoração de todos os fiéis defuntos, e, no Brasil, as solenidades de S. Pedro e S. Paulo, da Assunção de Nossa Senhora e de Todos os Santos.


Os dias que seguem o domingo, chamados dias de semana ou férias, celebram-se de diversos modos, segundo a importância própria (cf. NALC, n. 16). Para não repetir as orações das missas do domingo, é conveniente que, no Tempo Comum, e não havendo celebração especial, se utilizem nesses dias também os formulários das Missas votivas e para diversas circunstâncias.
ANO A

TEMPO DO ADVENTO
Das primeiras vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, até antes das primeiras vésperas do Natal do Senhor. “O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa” (NALC, n. 39). Os dias de semana entre 17 e 24 de dezembro visam de modo mais direto à preparação do Natal do Senhor (NALC, no 42).




Dia da Coleta para a Evangelização, com a finalidade de ajudar no trabalho evangelizador da Igreja no Brasil. Entregar integralmente na cúria diocesana; 45% desta coleta permanecem na diocese e 20% devem ser remetidos à CNBB Regional e 35% à CNBB Nacional.


TEMPO COMUM
O Tempo Comum – o mais extenso do ano litúrgico – nos possibilita desfrutar de outros aspectos da vida e da missão de Jesus e seus discípulos, que não são contemplados nos tempos do Natal e da Páscoa. Começa no dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma, inclusive. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º domingo do Advento (cf. NALC, n. 44). A tônica dos 33 (ou 34) domingos é dada pela leitura contínua do Evangelho. Cada texto do Evangelho proclamado nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito dos fins dos tempos. Neste tempo, temos também as festas do Senhor e a comemoração das testemunhas do mistério pascal (Maria, Apóstolos e Evangelistas, demais Santos e Santas). No penúltimo Domingo de outubro a coleta da missa é destinada às Missões e Santa Infância. Enviar integralmente esta coleta às Pontifícias Obras Missionárias, SGAN-Q. 905 - Conj. B, 70790-050 Brasília, DF, através das cúrias diocesanas.

Orientações Litúrgicas para o Tempo Comum








Homilética IX Domingo Comum - Ano A

Homilética X Domingo Comum - Ano A

























TEMPO DA QUARESMA
Da 4ª feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal” (SC, n. 109). 



A Quarta-feira de Cinzas tem precedência sobre as solenidades. Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade (quem completou 18 anos) até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e pais cuidem para que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade (cf. Cân. 1252). “No Brasil, toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia. 

Quarta-feira de Cinzas






TEMPO PASCAL
Os 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes. É o tempo da alegria e da exultação, um só dia de festa, “um grande domingo” (cf. NALC, n. 22). São dias de Páscoa e não após a Páscoa. “Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor” (NALC, n.24). A festa da Ascensão é celebrada no Brasil no 7º domingo da Páscoa. A semana seguinte, até Pentecostes, caracteriza-se pela preparação à celebração da vinda do Espírito Santo. Em sintonia com as outras Igrejas cristãs, no Brasil, realizamos nesta semana a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”. Recomendam-se para esta ocasião orações durante a missa, sobretudo na oração dos fiéis, e oportunamente a celebração da missa votiva pela unidade da Igreja (cf. Diretório Ecumênico, n. 22 e 24). É muito oportuno que as crianças da catequese recebam sua primeira comunhão nestes domingos pascais (OS, n. 103).







Homilética VII Domingo de Páscoa - Ano A
No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa a solenidade da Ascensão do Senhor. 

ANO B

TEMPO DO ADVENTO
Das primeiras vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, até antes das primeiras vésperas do Natal do Senhor. “O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa” (NALC, n. 39). Os dias de semana entre 17 e 24 de dezembro visam de modo mais direto à preparação do Natal do Senhor (NALC, no 42).




Dia da Coleta para a Evangelização, com a finalidade de ajudar no trabalho evangelizador da Igreja no Brasil. Entregar integralmente na cúria diocesana; 45% desta coleta permanecem na diocese e 20% devem ser remetidos à CNBB Regional e 35% à CNBB Nacional.


TEMPO COMUM
O Tempo Comum – o mais extenso do ano litúrgico – nos possibilita desfrutar de outros aspectos da vida e da missão de Jesus e seus discípulos, que não são contemplados nos tempos do Natal e da Páscoa. Começa no dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma, inclusive. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º domingo do Advento (cf. NALC, n. 44). A tônica dos 33 (ou 34) domingos é dada pela leitura contínua do Evangelho. Cada texto do Evangelho proclamado nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito dos fins dos tempos. Neste tempo, temos também as festas do Senhor e a comemoração das testemunhas do mistério pascal (Maria, Apóstolos e Evangelistas, demais Santos e Santas). No penúltimo Domingo de outubro a coleta da missa é destinada às Missões e Santa Infância. Enviar integralmente esta coleta às Pontifícias Obras Missionárias, SGAN-Q. 905 - Conj. B, 70790-050 Brasília, DF, através das cúrias diocesanas.

Orientações Litúrgicas para o Tempo Comum


































TEMPO DA QUARESMA
Da 4ª feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal” (SC, n. 109). 



A Quarta-feira de Cinzas tem precedência sobre as solenidades. Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade (quem completou 18 anos) até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e pais cuidem para que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade (cf. Cân. 1252). “No Brasil, toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia. 

Quarta-feira de Cinzas






TEMPO PASCAL
Os 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes. É o tempo da alegria e da exultação, um só dia de festa, “um grande domingo” (cf. NALC, n. 22). São dias de Páscoa e não após a Páscoa. “Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor” (NALC, n.24). A festa da Ascensão é celebrada no Brasil no 7º domingo da Páscoa. A semana seguinte, até Pentecostes, caracteriza-se pela preparação à celebração da vinda do Espírito Santo. Em sintonia com as outras Igrejas cristãs, no Brasil, realizamos nesta semana a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”. Recomendam-se para esta ocasião orações durante a missa, sobretudo na oração dos fiéis, e oportunamente a celebração da missa votiva pela unidade da Igreja (cf. Diretório Ecumênico, n. 22 e 24). É muito oportuno que as crianças da catequese recebam sua primeira comunhão nestes domingos pascais (OS, n. 103).







Homilética VII Domingo de Páscoa - Ano B
No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa a solenidade da Ascensão do Senhor. 

ANO C

TEMPO DO ADVENTO
Das primeiras vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, até antes das primeiras vésperas do Natal do Senhor. “O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa” (NALC, n. 39). Os dias de semana entre 17 e 24 de dezembro visam de modo mais direto à preparação do Natal do Senhor (NALC, no 42).





Dia da Coleta para a Evangelização, com a finalidade de ajudar no trabalho evangelizador da Igreja no Brasil. Entregar integralmente na cúria diocesana; 45% desta coleta permanecem na diocese e 20% devem ser remetidos à CNBB Regional e 35% à CNBB Nacional.


TEMPO COMUM
O Tempo Comum – o mais extenso do ano litúrgico – nos possibilita desfrutar de outros aspectos da vida e da missão de Jesus e seus discípulos, que não são contemplados nos tempos do Natal e da Páscoa. Começa no dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma, inclusive. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º domingo do Advento (cf. NALC, n. 44). A tônica dos 33 (ou 34) domingos é dada pela leitura contínua do Evangelho. Cada texto do Evangelho proclamado nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito dos fins dos tempos. Neste tempo, temos também as festas do Senhor e a comemoração das testemunhas do mistério pascal (Maria, Apóstolos e Evangelistas, demais Santos e Santas). No penúltimo Domingo de outubro a coleta da missa é destinada às Missões e Santa Infância. Enviar integralmente esta coleta às Pontifícias Obras Missionárias, SGAN-Q. 905 - Conj. B, 70790-050 Brasília, DF, através das cúrias diocesanas.

Orientações Litúrgicas para o Tempo Comum


































TEMPO DA QUARESMA
Da 4ª feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal” (SC, n. 109). 

  

A Quarta-feira de Cinzas tem precedência sobre as solenidades. Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade (quem completou 18 anos) até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e pais cuidem para que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade (cf. Cân. 1252). “No Brasil, toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia. 

Quarta-feira de Cinzas






TEMPO PASCAL
Os 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes. É o tempo da alegria e da exultação, um só dia de festa, “um grande domingo” (cf. NALC, n. 22). São dias de Páscoa e não após a Páscoa. “Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor” (NALC, n.24). A festa da Ascensão é celebrada no Brasil no 7º domingo da Páscoa. A semana seguinte, até Pentecostes, caracteriza-se pela preparação à celebração da vinda do Espírito Santo. Em sintonia com as outras Igrejas cristãs, no Brasil, realizamos nesta semana a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”. Recomendam-se para esta ocasião orações durante a missa, sobretudo na oração dos fiéis, e oportunamente a celebração da missa votiva pela unidade da Igreja (cf. Diretório Ecumênico, n. 22 e 24). É muito oportuno que as crianças da catequese recebam sua primeira comunhão nestes domingos pascais (OS, n. 103).







Homilética VII Domingo de Páscoa - Ano C
No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa a solenidade da Ascensão do Senhor. 

SOLENIDADES E FESTAS
Nesta parte encontram-se os roteiros homiléticos das solenidades que têm celebração festiva; se caem em domingo, tomam elas o lugar da liturgia dominical. Na Quaresma e no Advento, porém, a celebração é feita no primeiro dia seguinte livre. Encontra-se também os roteiros homiléticos das festas do Senhor que substituem a do domingo quando caem neste dia. Quando não caem no domingo, lê-se apenas uma das duas leituras propostas antes do evangelho. A comemoração dos fiéis falecidos, se cair em domingo, também substitui a liturgia desse domingo. Certas solenidades têm também missa própria da Vigília, que se celebra na tarde do dia precedente, e é denominada pelo Missal Romano "Missa vespertina na Vigília". Têm missa vespertina na Vigília as solenidades da Natividade de São João Batista (24 de junho), dos santos apóstolos Pedro e Paulo (29 de junho), da Assunção da Virgem Maria (15 de agosto). A celebração de todos os fiéis defuntos, por não ter caráter de solenidade, festa ou memória propriamente ditas, é chamada pela Igreja de Comemoração. Trata-se de uma Comemoração muito especial, celebrada mesmo quando ocorre em domingo.


No Domingo entre 28 de junho e 4 de julho a coleta da missa é destinada ao óbolo de São Pedro. Participação nas preocupações do Santo Padre pelas aflições e necessidades da Igreja em todo o mundo. Enviar à Nunciatura Apostólica através da cúria diocesana.







No Brasil esta solenidade é celebrada no domingo seguinte, caso o dia 1º não caia num domingo. Quando, porém, o dia 2 de novembro cair em domingo, celebra-se a solenidade de Todos os Santos no dia 1º de novembro.

Mesmo quando o dia 2 de novembro cair num domingo, celebra-se a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos.


SOLENIDADES E FESTAS QUE OCORREM 
NO TEMPO DO NATAL
Das primeiras vésperas do Natal do Senhor até o Domingo após o dia 6 de janeiro (NALC, n. 33). É a comemoração do nascimento do Senhor, em que celebramos a “troca de dons entre o céu e a terra”, pedindo que possamos “participar da divindade daquele que uniu ao Pai a nossa humanidade”. Na Epifania, celebramos a manifestação de Jesus Cristo, Filho de Deus, “luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação”. A liturgia para a Comemoração mensal de Nossa Senhora Rainha da Paz, Padroeira do Ordinariado Militar do Brasil, é a da Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No Brasil a festa do Batismo do Senhor é celebrada no domingo entre 9 e 13 de janeiro. Quando a solenidade da Epifania ocorrer no Domingo 7 ou 8 de janeiro, a festa do Batismo do Senhor é celebrada na segunda-feira seguinte:



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No Brasil a Epifania é celebrada no domingo entre 2 e 8 de janeiro.  


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Nas regiões onde a solenidade da Epifania é celebrada no Domingo entre 2 e 8 de janeiro, nada se diz do 2º Domingo depois do Natal. Onde a Epifania é celebrada no dia 6 de janeiro, e este não cai num domingo, celebra-se no domingo entre 2 e 8 de janeiro: 

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Quando o Natal do Senhor ocorrer no Domingo, a Festa da Sagrada Família se celebra dia 30 de dezembro:



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No último dia do ano civil (31 de dezembro), concede-se a Indulgência Plenária a todas as pessoas que, em comunidade, nas igrejas e oratórios públicos ou semipúblicos, rezarem ou cantarem o “Te Deum” em ação de graças (cf. Enchir. Indulgentiarum, no 60).

SOLENIDADES DO SENHOR 
QUE OCORREM NO TEMPO COMUM
“As solenidades são constituídas pelos dias mais importantes, cuja celebração começa no dia precedente com as Primeiras Vésperas. Algumas solenidades são também enriquecidas com uma Missa própria para a Vigília, que deve ser usada na véspera quando houver Missa vespertina” (NALC, n. 11). Estas celebrações têm orações, leituras e cantos próprios ou retirados do Comum. “As festas celebram-se nos limites do dia natural; por isso, não têm Primeiras Vésperas, a não ser que se trate de festas do Senhor que ocorrem nos domingos do Tempo Comum e do Tempo do Natal, cujo Ofício substituem” (NALC, n. 13). Na Missa, as orações, leituras e cantos são próprios ou do Comum. “No Ofício das Leituras, nas Laudes e Vésperas, tudo é feito como nas solenidades” (IGLH, n. 231). Para promover o bem pastoral dos fiéis, é lícito transferir para os domingos do Tempo Comum as celebrações pelas quais o povo tem grande apreço (p. ex. as festas dos[as] Padroeiros[as]) e que ocorrem durante a semana, contanto que, na tabela de precedência, elas se anteponham ao próprio domingo. Estas celebrações podem ser realizadas em todas as Missas celebradas com o povo (cf. NALC, n. 58).

Celebra-se no 1º domingo depois de Pentecostes:



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Celebra-se na quinta-feira depois da Santíssima Trindade. Nas regiões onde a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo não é de “preceito”, a celebração é transferida para o 2º domingo depois de Pentecostes.




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Celebra-se na sexta-feira após o 2º domingo depois de Pentecostes:





A Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus, na 1ª sexta-feira de cada mês, é regida pelas normas gerais das Missas votivas. Portanto, ela é permitida: 1. durante o Tempo Comum, também quando ocorre uma memória facultativa; 2. se verdadeira necessidade ou utilidade pastoral o exigirem, na celebração com o povo, também quando ocorre uma memória obrigatória e em dia de semana do Advento, do Tempo de Natal, Tempo da Quaresma e do Tempo Pascal depois da oitava da Páscoa.

SEMANA SANTA E 
SOLENIDADES DO TEMPO PASCAL
No Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja entra no mistério do seu Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado que, ao entrar em Jerusalém, prenunciou a sua majestade. Os cristãos levam ramos em sinal do régio triunfo alcançado por Cristo ao morrer na cruz. De acordo com a palavra do Apóstolo: Se com ele padecemos, com ele também seremos glorificados (Rm 8,17), deve-se na celebração e catequese deste dia salientar o duplo aspecto do mistério pascal (CB, n. 263). Com o Domingo de Ramos da Paixão, inicia-se a Semana Santa. Neste dia se faz a Coleta para a Campanha da Fraternidade. 60% da coleta ficarão à disposição do Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% da coleta são destinados para o Fundo Nacional de Solidariedade, através das cúrias diocesanas.





Homilética Domingo de Ramos da Paixão do Senhor - Ano A



O bispo e os sacerdotes concelebram na catedral. Constituídos, na última ceia, "servos do Mistério": realizam eles a unidade do seu sacerdócio no único grande sacerdote, Jesus Cristo. Nesta missa manifesta-se o mistério do sacerdócio de Cristo, participado pelos ministros constituídos em cada Igreja local, que renovam seu compromisso ao serviço do povo de Deus. O Bispo, cercado pelos outros sacerdotes, abençoa os óleos, que serão usados nos diversos sacramentos: o Crisma (óleo misturado com perfumes), para significar o dom do Espírito no batismo, na crisma, na ordem, na dedicação do altar; o óleo para os catecúmenos e o óleo para os enfermos, sinal da força que liberta do mal e sustenta na provação da doença. Através de uma realidade terrena já transformada pelo trabalho do homem (o óleo) e de um gesto simples e familiar (a unção), exprime-se a riqueza da nova existência em Cristo, que o Espírito continua a transmitir à Igreja até o fim dos tempos. 

Homilética Missa do Crisma (Bênção dos Santos óleos)


A missa vespertina "na Ceia do Senhor" dá início ao Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor que tem seu cume na Vigília Pascal e termina com as vésperas do Domingo da Ressurreição. O Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor começa na 5ª feira à noite com a Missa da Ceia ( depois do pôr do sol) até a tarde do domingo da Páscoa da ressurreição com as Vésperas. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, “quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida” (NALC, n. 18).


A coleta feita na celebração da Paixão do Senhor é destinada à manutenção dos Lugares Santos. Entregar a coleta integralmente na cúria diocesana, que fará o repasse à Nunciatura Apostólica.


Homilética da Celebração da Paixão do Senhor (Sexta-feira Santa) (2)

A Vigília Pascal é o cume do ano litúrgico. Sua celebração se realiza de noite; mas de maneira a não começar antes do início da noite e a terminar antes da aurora do Domingo.


Homilética da Vigília Pascal - Ano A 


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No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa a solenidade da Ascensão do Senhor. Neste dia são proibidas outras celebrações, inclusive a Missa exequial. A semana entre a Ascensão e Pentecostes, caracteriza-se pela preparação da vinda do Espírito Santo. Em sintonia com as outras Igrejas cristãs, no Brasil, realizamos nesta semana a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”. Recomendam-se para esta ocasião orações durante a missa, sobretudo na Oração dos fiéis, e oportunamente a celebração da missa votiva pela unidade da Igreja (cf. Diretório Ecumênico, 22 e 24). 



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O período dos cinquenta dias do tempo pascal conclui-se com o domingo de Pentecostes, no qual se comemora o dom do Espírito Santo aos Apóstolos, os primórdios da Igreja e o início da sua missão a todos os povos, línguas e nações. É bom celebrar em forma prolongada a Missa da Vigília, com as leituras e as orações propostas nos livros litúrgicos. Esta Missa não tem caráter batismal, como na Vigília Pascal, mas de intensa oração a exemplo dos Apóstolos e dos discípulos que estavam unidos a Maria, Mãe de Jesus, em oração na espera da efusão do Espírito Santo.




FESTAS E SOLENIDADES DOS SANTOS
As festas dos santos sempre se celebram no dia indicado no calendário; quando caem num domingo, na Quarta-feira de Cinzas e na Semana Santa, omitem-se nesse ano. As solenidades dos santos que coincidem com os domingos do Advento, Quaresma e Páscoa são adiadas para o primeiro dia livre após o domingo; quando caem na Semana Santa e na Oitava da Páscoa, transferem-se para o primeiro dia livre após a Oitava da Páscoa. A Quarta-feira de Cinzas tem precedência sobre as solenidades. As solenidades e as festas têm precedência sobre as férias do Advento, Quaresma e Páscoa, caso não caiam num domingo, na Semana Santa ou na Oitava de Páscoa.

Homilética da Festa da Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro)

Homilética da Solenidade de São José, esposo da virgem Maria (19 de março)

Homilética da Solenidade da Anunciação do Senhor (25 de março)


Ao Rei dos Séculos Imortal e Invisível

honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém.

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