quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Suspeitos jogaram fora relicário com sangue de João Paulo II, diz polícia

Foto de relíquia furtada com sangue do Papa João Paulo II na Itália 
(Foto: Arquidiocese de L'Aquila/Reuters)

A polícia da Itália deteve nesta quinta-feira (30) uma terceira pessoa pelo furto da relíquia que continha sangue do Papa João Paulo II, que afirmou que sua intenção era vender o relicário e que, ao desconhecer o valor, resolveu se desfazer do mesmo.

Além disso, este último detido, de 18 anos, afirmou não lembrar o local onde se desfez da relíquia, um pequeno pedaço de pano da batina de João Paulo II que ficou manchado de sangue durante o atentado que o Papa sofreu na Praça de São Pedro, no Vaticano, em 13 de maio de 1981.

Durante a manhã desta quinta, os primeiros detidos, de 23 e 24 anos, confessaram o roubo do relicário e de uma cruz da igreja de San Pietro della Ienca, na região italiana de Abruzzi.

Agora a polícia trabalha para tentar achar a relíquia do Papa João Paulo II que o cardeal polonês, Stanislaw Dziwisz, entregou à comunidade como "uma amostra de seu amor pela região montanhosa".


João Paulo II era muito ligado à região onde está o pequeno santuário onde o roubo foi cometido, ao se encontrar muito perto da montanha de Gran Sasso, perto dos Apeninos, onde o Papa Woytila ia com certa frequência passear, meditar e inclusive esquiar.

O promotor de L'Aquila, David Mancini, ordenou nesta manhã um novo interrogatório aos dois detidos para que confessem onde se encontra a relíquia.


Antes da confissão destes três jovens italianos, foi ventilada a possibilidade de que se tratava de um roubo para realizar algum rito satânico ou que tivesse a ver com um roubo vinculado a algum colecionador.
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Fonte: G1

Arquidiocese de Belo Horizonte e Ordem Carmelita reprovam atos de grupo sectário em paróquia da capital mineira


O site ACI informou nesta terça-feira (29/01/14) que a  Arquidiocese de Belo Horizonte e a Ordem do Carmo divulgaram neste 28 de janeiro um comunicado oficial lamentando e condenando os incidentes ocorridos no domingo passado, 26 de janeiro, na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, na Zona Sul da cidade, quando um grupo de pessoas impediu de forma agressiva a celebração de uma Missa.

Segundo os manifestantes, a confusão foi provocada para evitar a suposta ‘remoção’ do religioso carmelita Cláudio Van Balen. A celebração, que iria ser presidida pelo pároco da Igreja, Frei Evaldo Xavier Gomes, em ação de graças por sua recente eleição como prior da Província Carmelitana de Santo Elias ocorreria às 11:00 da manhã, horário em que normalmente celebra o frade holandês.

Há muitos anos em sua ação pastoral e em diversas intervenções públicas Frei Van Balen tem defendido o aborto, o casamento homossexual, o fim do celibato sacerdotal, a mudança radical da estrutura hierárquica da Igreja, assim como o divórcio, a homossexualidade e apresentou uma constante aproximação ideológica de cunho marxista, condenada há anos pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, às lutas e protestos populares.

Outro exemplo de sua heterodoxia, o religioso holandês, querido por tantos pelas suas posturas liberais, modifica os textos da Sagrada Escritura e a própria estrutura litúrgica dos sacramentos, além de dar a comunhão a divorciados em segunda união ou pessoas publicamente em situações irregulares. Para seus seguidores, estas atitudes mostram a abertura ao mundo moderno que a Igreja toda deveria ter.

Para afastar ainda mais a alegação de que o Pe. Van Balen estava sendo removido ou condenado, o próprio estava convidado a participar como concelebrante, mas rejeitou, e segundo seus seguidores, divulgou por e-mail que seus superiores tinham decidido sua remoção da paróquia para envia-lo a Lagoa Santa, município da Zona Metropolitana de Belo Horizonte.


O comunicado conjunto dos Carmelitas e da Arquidiocese de BH afirma que os incidentes ocorridos configuram “desacato à Igreja de Belo Horizonte e ao novo provincial carmelita” e informa que “diante dos acontecimentos, define-se pela suspensão por tempo indeterminado da Missa celebrada aos domingos, às 11h, na igreja Nossa Senhora do Carmo”.

Sacerdote e assessor canônico e jurídico da CNBB, frei Evaldo Xavier, foi eleito prior provincial da Província Carmelitana de Santo Elias durante o capítulo provincial, no dia 22 de janeiro, em Belo Horizonte (MG).

A reação imediata da Arquidiocese e da Ordem foi gerada pela intensa agressividade com que uma centena de manifestantes impediram, aos gritos de “esta Igreja é de Frei Claudio”, a celebração no templo. Houve gritos, xingamentos, palavrões, bate-boca, invasão do presbitério, e tentativas de bater nos fies que queriam participar da missa, incluindo um grupo de crianças.

As tentativas de iniciar a celebração foram frustradas pela ação dos manifestantes que tomaram o presbitério e batiam no altar. O pároco, Frei Evaldo, começou a rezar o terço de joelhos diante da imagem de Nossa Senhora do Carmo junto com os fiéis, mas os seguidores de Frei Claudio tentaram impedir também o ato de oração multiplicando as vaias, gritando palavrões e batendo com força inúmeras vezes com as mãos no altar.

Até mesmo Polícia Militar tentou intervir, mas o pároco pediu sua retirada,  pois a situação poderia piorar.

A suposta saída de Frei Claudio da paróquia, caso venha a ser confirmada pelas autoridades competentes, longe de ser uma anomalia constitui um prática comum na Igreja e a transferência ou remoção de clérigos esta prescrita no Código de Direito Canônico, nos cânones 190 a 196. Além de se tratar de um religioso que fez votos de obediência.

Por sua parte, Frei Evaldo Xavier afirmou que em toda sua vida sacerdotal jamais presenciou uma atitude tão agressiva e sectária como esta, que quebra a comunhão que deve reinar na Igreja.

Depois de impedir a celebração eucarística, o grupo de inconformados ainda discutiu dentro da igreja quais seriam as próximas atitudes a serem tomadas quanto aos protestos e cogitam até em pressionar o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, para deixar o frade na Igreja que, segundo eles ‘é dele e de ninguém mais’.

Diante da lamentável situação, fiéis da arquidiocese mineira criaram uma fanpage para solidarizar-se com as medidas tomadas pela Arquidiocese de Belo Horizonte e a Ordem do Carmo. O endereço é: www.facebook.com/euapoiofreievaldo.

Leia a seguir, na íntegra, o comunicado da Arquidiocese e da Ordem Carmelita:

Comunicado – Paróquia Nossa Senhora do Carmo

A Arquidiocese de Belo Horizonte e a Província Carmelitana de Santo Elias – responsável pela Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Sion – lamentam os incidentes ocorridos no último domingo, que gravemente prejudicaram a Celebração da Santa Missa às 11h, configurando desacato à Igreja de Belo Horizonte e ao novo provincial carmelita.

Diante dos acontecimentos, define-se pela suspensão por tempo indeterminado da Missa celebrada aos domingos, às 11h, na igreja Nossa Senhora do Carmo.


As igrejas devem ser sempre local de paz e fraternidade, de respeito e de fé, ambiente que favorece o encontro com Deus.
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Fonte: ACI
Disponível em: Aleteia

O Crente que foi para o Céu


Era um dia de domingo no céu de Nosso Senhor, os anjos vinham cantando por um lindo corredor, quando a paz foi quebrada pois assim alguém gritou: “Tem um “crente” aqui no céu!!!” E a confusão se deu, todos perguntavam: “Onde???” O alerta se ascendeu. A milícia foi chamada pra ver onde se escondeu. Logo o Anjo Gabriel, deu a ordem de prisão, e a busca e captura foi em toda direção, a primeira testemunha deu-lhes esta descrição: “Ele era baixo e gordo, tinha um paletó lascado”. Logo o anjo desenhista fez um retrato falado, e no céu distribuiu com a cara do procurado.

Os anjos já comentavam, fazendo especulação: “será o Edir Macedo, ou Malafaia, então?” Era grande o comentário no meio da multidão. Disse o apóstolo Paulo: “aqui não pode entrar os que são de divisão, é bom deles se afastar, esses não servem a Cristo, existem pra dispersar” (Rm 16,17-18).

Pedro disse: ”esses indoutos de Escrituras na mão pegam os pontos difíceis fazem deles confusão distorcendo as Escrituras para a própria perdição.” (2 Pd 3,16) Procuraram pelos bosques, na casa de são Tomé, perguntaram pra São Dimas, se informaram com Noé que disse: “vi o safado por aqui vendendo a fé.”

Perguntaram pra Maria, que disse: “eu não vi não, dizem que ele me odeia, mas lhe dou o meu perdão, pobre filho da serpente, (Gênesis 3,15) que Deus tenha compaixão”. Tiago disse: “eu vi, expulsei da minha porta. Ele prega o “Sola fé”, mas a fé sem obra é morta (Tg 2,19-20).

Bati-lhe a porta na cara que o bicho caiu de costa.” Melquisedeque falou: “eu vinha com vinho e pão, (Gênesis 14,18) quando ele me encontrou quis jogar tudo no chão, dizendo: ‘pentecostal não crê nessa enganação!”.

João profeta revelou: “sete livros tão faltando, na bíblia daquele “crente”, que vocês tão procurando. Mutilou as Escrituras a si mesmo condenando (Ap 22,18-19) Tito disse: “ é um farsante e de lábia que faz medo, fui logo desconfiando, pelas asas de morcego. Tapei-lhe a boca depressa, (Tito 1,10-11) mostrei-lhe o caminho com o dedo.”

Santo Eliseu informou: “ele quase me bateu, não crê na intercessão, certamente nunca leu que tocando nos meus ossos um defunto reviveu.” (2 reis 13-20,21).


Isabel muito assustada disse: “eu vi ele passar, dizendo que de Maria eu devia me afastar, pois ela não é bendita (Lc 1,42) e só serviu pra chocar.” Consultaram a Mateus, que tinha dito ao canalha: “se com Jesus não ajuntas,” certamente só espalhas.” (Mt 12,30).

A fé de Jesus é única, hoje a dos “crentes” são várias. Lucas disse: “o ‘ta escrito’, nunca vai me convencer, (Lc 4, 9-11) porquê foi com o “ta dito”, que eu vi Jesus vencer. O Satã do ‘ta escrito’ Cristo botou pra correr.” (Lc 4, 12-13).

Disse João: “não és dos nossos por ter nos abandonado, pois se tu fosses dos nossos conosco tinhas ficado (1 Jo 2,18-19). Não sinto nenhum remorso seu ‘crente’ cabra safado!” O Judas Tadeu falou: ”vi o ‘árvore desraigada’, (Judas 1,12) que ousou passar aqui, feito nuvem carregada pela pancada do vento com sua bíblia capada.”

João Batista revoltado à milícia relatou: “da minha roupa de pele o sujeito desdenhou, veio oferecer um terno e um tabefe levou.” Adiante, Madalena, que estava a caminhar, viu se aproximar o “crente” e pensou: “vou-lhe agarrar, entregá-lo pra milícia pro cordel não se alongar.” Ela deu-lhe uma gravata que o “crente” estrebuchou, roxo de olhos trocados, o malandro se mijou, quando pra felicidade a milícia ali chegou. Disse o anjo Gabriel: “de Deus tu perdeste o medo? Como tu entraste aqui? Vai, me fala esse segredo?” E o “crente” confessou: “foi num cochilo de Pedro.” E o anjo assim falou: “tu quebraste a paz no céu, e pela segunda vez vais para o banco de réu. Jesus ta te esperando pra chutar teu carretel.” E o “crente” foi levado pra sala do julgamento, onde Jesus esperava para o sentenciamento. Jesus disse: “qual a causa do teu aborrecimento?” Disse o “crente”: “em teu nome fiz milagres e preguei, esculhambei os católicos, a Maria execrei, odiei todos os santos, de novo me batizei.” Jesus retrucou: “ nem todos que gritam Senhor, Senhor, entram no Reino dos céus, (Mt 7, 21-23) muito menos pecador que não honra nem a mãe do que diz que é Salvador.” “Só existe uma fé, um batismo e um Senhor, (Ef 4,5-6) te batizaste de novo na seita de um pecador???”

O chão do céu se abriu e o “crente” despencou. E caindo no inferno, o “crente” gritou: “DE NOVO???” Vendo que estava perdido, resolveu juntar seu povo, pra contar a causa deles ta ali em meio fogo. Ele disse: “meus irmãos, fumo tudo enganado; homem, tire o paletó; mulher raspe o sovaco; Pastor não sabe de nada ensinaram tudo errado.”

“Lá no céu só tem católico, de “crente” só tinha eu, tudo é muito diferente do que a gente aprendeu, em pastor não mais confio, vou já esfolar o meu.” Os pastores vendo isso na frente desembestaram, os “crentes” correndo atrás pelo inferno se danaram, Satanás gritava: “PEGA!!!” nos lugares que passaram. Fim.



Fernando Nascimento. 

Fora da Sucessão Apostólica, pastor e bispo é tudo made in Paraguay


Em maio, tivemos uma conversa amigável na fanpage de O Catequista (pros demais leitores não ficarem viajando: o Lucas é evangélico). Foi então que eu lhe prometi escrever este post (perdoe a demora). Resumindo aqui o seu pensamento, sei que você entende, basicamente, que:

1.    todos os cristãos, seja qual for a igreja que frequentem, formam uma só Igreja;
2.   nenhuma igreja pode afirmar que tem a chave da salvação, pois só Jesus salva;
3.   as diferenças doutrinárias entre as várias denominações cristãs não são relevantes.

Vamos ver agora porque essas ideias NÃO SE SUSTENTAM.


Há uma só Igreja, e os protestantes estão separados dela

É belo o seu pensamento, Lucas F., de que todos os cristãos fazem parte de uma só Igreja. Isso tem uma raiz nobre: o desejo de unidade. Entretanto, tal ideia não corresponde ao real. No post “Placa de igreja não traz salvação –será?”, mostramos porque é impossível que todos os cristãos formem uma só igreja, por causa das grandes divergências doutrinárias entre as diversas comunidades. Cada igreja evangélica prega um Zizuiz diferente das outras!!!

Lucas F., você argumentou que citar as doutrinas absurdas de certas igrejas evangélicas seria uma apelação, equivalente a de apelar pra história da inquisição, pra desmerecer o catolicismo. Não, são coisas bem diferentes. Pois nenhum dos erros cometidos na Inquisição foi respaldado na doutrina da Igreja(lembrando que a Inquisição salvou milhares de vidas e teve muito mais acertos do que erros).

Você está certo, Lucas F., quando diz que só em Jesus há absoluta certeza da salvação. E essa salvação Ele quis nos dar por meio da Sua Igreja. Afinal, como saberíamos quem é Jesus e o que ensinou, se não fosse por meio da Igreja por Ele fundada?

Os protestantes são nossos irmãos separados. Vagando no mar do mundo, longe da barca de Pedro, as comunidades protestantes mergulham em erros doutrinários gravíssimos. Mas, apesar disso, algo de bom muitas delas pregam, graças ao pouco que ainda guardam de católico em si (a começar pela Bíblia).


A Igreja Católica está vacinada contra erros de doutrina

Lucas, F., você nos chama de bitolados por crer na doutrina infalível da Igreja. Mas veja, foi o próprio Cristo que deu a seus Apóstolos a autoridade do ensinamento:

“Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” - Lc 10, 16

Em outras palavras: tudo o que os Apóstolos ensinavam era própria palavra de Cristo, e na palavra de Cristo não pode haver falhas. Concorda? O Espírito Santo foi quem garantiu que aqueles homens falíveis transmitissem o conteúdo da fé infalivelmente.

Se não fosse assim, você, que é protestante, não poderia nem mesmo confiar nas palavras do Novo Testamento, que foi organizado pelo Papa e pelos bispos católicos. E se eles, por equívoco, tiverem inserido no Cânon textos não-inspirados? E se alteraram maliciosamente as palavras do Evangelho? O garantiria que essas coisas não ocorreram, se a Igreja Católica não fosse guiada pelo Espírito Santo?

Note, Lucas F, que se você não crê na Sucessão Apostólica – que legitima a autoridade dos bispos católicos – e na infalibilidade do Papa, então você deve confessar que sua Bíblia é pó. Uma Bíblia organizada por um Papa e por bispos não inspirados pelo Espírito Santo não teria a menor credibilidade! Certamente estaria cheia de erros. E, sem uma Bíblia confiável (é só isso que vocês têm), como podem ficar de pé as igrejas evangélicas?

O fato é que na Igreja Católica pode haver erros na ação pastoral, pode haver maus sacerdotes e maus leigos, mas não erros de doutrina.

Quem são os Apóstolos hoje? Quem é Pedro?

A sentença “Quem vos ouve, a mim ouve” não foi dirigida a todos os discípulos, mas somente ao grupo seleto dos Apóstolos. Então, havia uma hierarquia bem clara. Do contrário, qualquer cristão – tipo eu – poderia falar e ensinar com a autoridade do próprio Cristo. Num rola, né…

Jesus fundou uma Igreja organizada de forma hierárquica, estabelecendo Pedro como autoridade máxima (a Pedra) e os demais Apóstolos como colunas. Sobre a primazia de Pedro, já falamos no post de ontem.

Então, para o cristão atual, a pergunta mais importante é: quem são os Apóstolos hoje? Serão os pastores de todas as igrejas evangélicas? Serão os pastores só de algumas igrejas evangélicas? Será o pastor ex-funkeiro*? Será o Benedito? E Pedro… quem hoje ocupa o lugar de Pedro? Precisamos chegar a uma conclusão sobre isso, pois seguindo os sucessores dos Apóstolos estaremos seguramente seguindo a vontade do próprio Cristo.


No nosso bate-papo, você chegou justamente no ponto central da questão, Lucas F.: é claro que ninguém pode se apresentar como pastor, bispo ou apóstolo se não tiver recebido essa consagração de um legítimo sucessor dos Apóstolos. E qual líder de igreja protestante pode se garantir nesse sentido? NE-NHUM!

Agora, podemos perguntar: de onde o Papa Francisco tirou o seu título de “pastor” e “sucessor de Pedro”? De onde os bispos católicos tiraram seus títulos de “sucessores dos Apóstolos”?

Lendo Atos 1,21-26, vemos que a sucessão apostólica teve início com Matias, que foi colocado no lugar de Judas Iscariotes. Assim, sempre que morria um Apóstolo, outro o sucedia. É uma missão passada de Apóstolo para Apóstolo, como herança, desde a igreja primitiva até hoje.

E a única igreja que detém essa herança é a Igreja Católica APOSTÓLICA Romana e as Igrejas Ortodoxas do Oriente (apesar de estas estarem unidas a Roma apenas de modo parcial). Só nessas igrejas há verdadeiros bispos e legítimos sucessores dos apóstolos. O resto, é “ungido” achando que baixou nele o caboclo de pastor, bispo ou apóstolo…



Por fim, Lucas F., você nos pediu uma prova de que a Igreja Católica é continuidade da Igreja primitiva, e não uma dissidência. Bem, reflita sobre as informações que apresentamos até agora, e amanhã falaremos sobre isso. Até lá!


* Pra quem não conhece o pastor ex-funkeiro, vale conferir o vídeo da sua performance ungida! “No passinho, no passinho, no passinho do abençoado…”.
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Fonte: O Catequista

Maior igreja protestante dos EUA agora é católica


Depois que a mega-igreja protestante foi a falência, seu prédio foi comprado pela Diocese Católica do local, que a usará como sua nova catedral. Sem entrar no mérito da feiúra protestante da igreja, isso tem uma forte simbologia por trás. É uma virada da Igreja Católica nos Estados Unidos, que afinal começou muito pequena, e agora já é a maior denominação cristã dos Estados Unidos. Embora as conversões antes do Vaticano II fossem quase dez vezes maiores, ainda assim, muitos americanos estão largando suas seitas e buscando a verdadeira Igreja de Cristo.

O nome que foi dado à nova Catedral, aprovado pela Santa Sé, é Christ Cathedral (antes era chamada de Crystal Cathedral). As motivações são ecumênicas (nem tudo é perfeito); mas há um bom motivo para escolherem essa como sua nova Catedral, que afinal é um ponto turístico e já tinha se tornado referência em igrejas protestantes no país. A Igreja Católica está crescendo nos EUA. Essa é a verdade.

Lá, podemos ver o oposto do Brasil. Aqui o “padrão” é dizer-se católico, então temos muitos “católicos não-praticantes”. Lá, os não-praticantes são em maioria os protestantes, já que eles são a grande maioria da população. Como a grande parte dos protestantes no Brasil, os católicos dos Estados Unidos são ativos em sua Igreja.



Alguém me disse que a tendência é aumentar. Que talvez daqui a vinte anos, metade dos Americanos sejam católicos. Eu espero firmemente que isso seja verdade. Por que, cá entre nós, eles parecem bem mais espertos que os brasileiros, que sempre tiveram Cristo na sua esquina, mas não ligam  para isso. A Diocese de Orange County é a 10º maior do país. A Catedral atual não tem capacidade para abrigar os fiéis, já chegaram a ter que distribuir entradas para entrar (como no Vaticano).

Aqui está um vídeo da Catholic News Agency de uma ordenação na Diocese, onde foi apresentado o novo nome da Catedral e foi nomeado o seu vigário episcopal, o Pe. Christopher H. Smith:

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Fonte: Dominum Vobiscum

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Na catequese, Papa se concentra no sacramento da Crisma


CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

Nesta terceira catequese sobre os Sacramentos, concentremo-nos na Confirmação ou Crisma, que é entendida em continuidade com o Batismo, ao qual está ligada de modo inseparável. Estes dois sacramentos, junto com a Eucaristia, formam um único evento salvífico que se chama “iniciação cristã”, na qual somos inseridos em Jesus Cristo morto e ressuscitado e nos tornamos novas criaturas e membros da Igreja. Eis porque na origem estes três sacramentos se celebravam em um único momento, ao término do caminho catecumenal, normalmente na Vigília Pascal. Assim era selado o percurso de formação e de gradual inserção na comunidade cristã que poderia durar também alguns anos. Fazia-se passo a passo para chegar ao Batismo, depois à Crisma e à Eucaristia.

Comumente se fala de sacramento da “Crisma”, palavra que significa “unção”. E, de fato, através do óleo chamado “Sagrado Crisma” somos confirmados, no poder do Espírito, em Jesus Cristo, o qual é o único e verdadeiro “ungido”, o “Messias”, o Santo de Deus. O termo “Confirmação” recorda-nos então que este Sacramento leva a um crescimento da graça batismal: une-nos mais firmemente a Cristo; cumpre a nossa ligação com a Igreja; dá-nos uma especial força do Espírito Santo para difundir e defender a fé, para confessar o nome de Cristo e para não nos envergonharmos nunca da sua cruz (cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 1303).

Por isto é importante cuidar para que nossas crianças, nossos jovens, recebam este Sacramento.  Todos nós cuidamos para que sejam batizados e isto é bom, mas talvez não cuidamos tanto para que recebam a Crisma. Deste modo, ficam no meio do caminho e não receberão o Espírito Santo, que é tão importante na vida cristã, porque nos dá a força para seguir adiante. Pensemos um pouco, cada um de nós: de fato temos a preocupação que as nossas crianças, os nossos jovens recebam a Crisma? É importante isto, é importante! E se vocês, em suas casas, têm crianças, jovens que ainda não a receberam e têm idade para recebê-la, façam tudo o possível para que esses terminem a iniciação cristã e recebam a força do Espírito Santo. É importante!


Naturalmente, é importante oferecer aos crismandos uma boa preparação, que deve buscar conduzi-los a uma adesão pessoal à fé em Cristo e a despertar neles o sentido de pertença à Igreja.

A Confirmação, como todo Sacramento, não é obra dos homens, mas de Deus, que cuida da nossa vida de modo a plasmar-nos à imagem e semelhança de seu Filho, para nos tornar capazes de amar como Ele. Ele o faz infundindo em nós o seu Espírito Santo, cuja ação permeia toda a pessoa e toda a vida, como refletido pelos sete dons que a Tradição, à luz da Sagrada Escritura, sempre evidenciou. Estes sete dons: eu não quero perguntar a vocês se vocês se lembram dos sete dons. Talvez vocês todos o sabem…Mas os digo eu em nome de vocês. Quais são estes dons? Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus. E estes dons nos foram dados propriamente com o Espírito Santo no sacramento da Confirmação. A estes dons pretendo então dedicar as catequeses que seguirão àquelas sobre os Sacramentos.

Quando acolhemos o Espírito Santo no nosso coração e O deixamos agir, o próprio Cristo se torna presente em nós e toma forma na nossa vida; através de nós, será Ele o próprio Cristo a rezar, a perdoar, a infundir esperança e consolação, a servir os irmãos, a fazer-se próximo aos necessitados e aos últimos, a criar comunhão, a semear paz. Pensem em quão importante é isto: por meio do Espírito Santo, o próprio Cristo vem fazer tudo isso em meio a nós e por nós. Por isso é importante que as crianças e os jovens recebam o Sacramento da Crisma.

Queridos irmãos e irmãs, recordemo-nos de que recebemos a Confirmação! Todos nós! Recordemos antes de tudo para agradecer ao Senhor por este dom, e depois para pedir-lhe que nos ajude a viver como verdadeiros cristãos a caminhar sempre com alegria segundo o Espírito Santo que nos foi dado.
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Fonte: Boletim da Santa Sé

Tradução: Jéssica Marçal

No último domingo a Santa Missa foi profanada em Belo Horizonte


No último domingo, a Santa Missa do Senhor foi profanada por seres descontrolados numa igreja em Belo Horizonte-MG. O mais aterrador é que essa afronta foi cometida pelos próprios paroquianos!

Frei Evaldo Xavier, provincial dos Carmelitas, estava presidindo a missa na Paroquia Nossa Senhora do Carmo, quando um grupo de possuídos foi para a frente do altar e começou a tocar o rebú. Vaiaram o sacerdote, gritaram, ameaçaram. O motivo? Queriam que celebração fosse presidida pelo Frei Claudio Van Balen, que esteve há cerca de 40 anos à frente da paróquia.


Outro vídeo, mais longo (ver aqui) mostra que o Frei Evaldo, impedido de continuar a celebração da missa, se reuniu com os fiéis diante do Sacrário para rezar o terço (a partir dos 13 min.). Diante dessa cena, os demônios – tanto os visíveis quanto os invisíveis – se enfureceram tremendamente. O barulho dos urros parecia um brado vindo do fundo do inferno, maculando um lugar consagrado ao silêncio e à oração. Alguns baderneiros começaram a bater sobre o santo altar.

O que terá sido isso, minha gente? Um ataque dos avós do Mumm-Ra?



Aqueles que, de livre consciência, fizeram esse pandemônio aos pés da cruz, esses hão de responder no dia do Juízo. Como bem disse o nosso leitor Harun Salman, haverá mais misericórdia para aquelas feministas que invadem nossos templos com as tetas de fora do que para essas pessoas, que estão dentro da Igreja e não poderão alegar ignorância. Eles violaram não só as leis de Deus: ultraje a culto é crime, conforme o código penal brasileiro.

“A Missa acabou! A Missa acabou!”, decretavam os infelizes. Como ousam interromper o rito mais sagrado mundo, no qual o Sacrifício de Cristo na cruz é renovado e reapresentado!? Volta, Senhor Jesus, volta para socorrer a Tua Esposa maltratada e pisada não pelos pagãos, mas sim pelos próprios filhos! Quando um cristão perde o respeito pela Santa Missa, ele PERDEU TUDO, TUDO! Ai, de mim pelos meus muitos pecados! Mas Deus me livre de enlouquecer e cometer tal barbaridade um dia.

No meio da balbúrdia, no final do vídeo, ouvimos a voz de um homem, dizendo: “Vamos ficar perto dele [do padre], pra ninguém agredir ele”. Que Nossa Senhora abençoe esse homem e a todos que protegeram o sacerdote do Senhor.

É muito útil comparar a reação dessa gente com a dos filhos espirituais do Padre Pio de Pietralcina. Em 1922, por meio de manobras demoníacas, seus inimigos convenceram o Santo Ofício a afastá-lo do povo. Ele ficou quase dez anos sem confessar nem rezar missa publicamente. Foi uma lástima imensa! Quantas lágrimas não devem ter sido derramadas por todos!

Pois bem. Acaso algum dos fiéis que amavam Padre Pio atacou a hierarquia da Igreja por causa disso? Algum deles fez baderna no templo? Não, óbvio que não. Houve fortes protestos da população, e graças a isso desistiram de transferir o santo daquele convento. Mas desrespeito a sacerdotes e zona durante a Missa, jamais! Daí a gente vê a diferença de um povo formado por um padre fiel e santo…

Porém, comparar o Frei Claudio Van Balen ao Padre Pio é até sacrilégio. O frei holandês divulga tranquilamente e em alto e bom som diversas heresias, que estão espalhadas em áudio e vídeo pela internet. Em um vídeo, por exemplo, ele nega os dogmas marianos. Diz que a Igreja os inventou para ganhar poder (veja o vídeo).

Mas tem coisa bem pior: frei Claudio nega a fé no anúncio central do cristianismo, a crença de que o Verbo se fez Carne, se fez Homem (pessoa) e habita entre nós. Ele disse, numa entrevista, que Deus não é uma pessoa. E, pelo que deu pra entender, ele também não crê que Deus possa realizar milagres, como curas sobrenaturais.

“Na visão antiga, Deus no Céu e nós na Terra. Mas na visão que eu fui adquirindo, não existe um Deus fora e acima; não existe mais pra mim um Deus que possa interferir. Pra mim, Deus é impotente. Deus só fica potente graças a nós, graças à natureza, graças à Ciência, tecnologia… Deus está amarrado. porque tudo britou de Deus, e Deus carece de tudo e de todos para se afirmar como Deus.

“Então, a minha mãe viveu os últimos 34 anos na cadeira de rodas e, os últimos três, cega. O que nós rezávamos para Deus dar um jeito… E Deus não podia! Porque a Ciência não estava à altura…”(10:50 min.)

Um Deus fora e acima, particularizado, um Deus… Eu digo: esse Deus nem existe pra mim hoje. Não existe, ele não é pessoa como nós, não é.” (12:40 min.)

- Frei Claudio Van Balen (veja aqui o vídeo)

Mas tem coisa bem, bem pior. Na parte 2 da entrevista dada ao Frei Petrônio, Frei Cláudio nega a divindade de Jesus Cristo na maior cara dura. Segundo ele, isso foi mais uma invenção da Igreja.

“Declamaram no século terceiro ou quarto, debaixo de ameaças, num Concílio, que Jesus era realmente Deus. Então, muitos naquele tempo não consideravam Jesus Deus.”

Depois dessas declarações, alguém pode me perguntar: você acha que esse Frei é herege? Não, claro que não… imagina! Eu só acho que ele é do tipo que vê gnomos. Gnomos que querem nos ajudar! Gnomos que nos ensinam a amar! Gnomos que nos fazem viver!



Será que as missas rezadas por esse Frei são válidas? Afinal, para que ocorra o milagre da transubstanciação – quando o pão e o vinho se transformam no Corpo e Sangue de Cristo – é necessário que o celebrante tenha a INTENÇÃO de realizar a consagração. Ora, se o Frei não crê que Jesus é Deus, como crerá na Sagrada Eucaristia?

Aí a gente entende porque os fanáticos seguidores do Frei Claudio fizeram o que fizeram: se a missa dele é a única que frequentam, é muito provável que seja um povo sem Eucaristia.

Mas Deus ouviu o clamor de seu povo, e vem aí um novo tempo, em que o povo dessa paróquia voltará a ser alimentado pela Sã Doutrina e pelo Corpo e Sangue de Cristo. Por favor, rezem ao menos um Pai-Nosso e uma Ave-Maria pelo Frei Evaldo Xavier e pelos demais sacerdotes dessa paróquia de BH. E, quem puder, faça penitência em desagravo a esse horror.

Resumindo: no último domingo, dia 26, o novo Provincial foi impedido pelos sectários de celebrar a Missa no lugar de Frei Cláudio, com insultos blasfemos e desordem na igreja paroquial.

O problema do Rev.do Frei Cláudio Van Balen e seus sectários na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Belo Horizonte, é mais sério do que podemos pensar:

Veja abaixo, o folheto de uma Missa datada de 2012 e celebrada pelo mencionado frade carmelita. Prestem mais atenção à saudação para a proclamação do Evangelho e, pasmem!, a alteração das palavras da consagração do pão e do vinho que, salvo engano, invalidaram a Eucaristia.



A Missa das 11h do domingo, celebrada pelo mesmo sacerd
ote, atraía a muitos. O motivo: aquela linguagem enganosa e falsa de que cada um pode fazer tudo e Deus aceita tudo e a Sagrada Comunhão era dada a homossexuais de vida sexual ativa, casais de segunda união e defensores do aborto.

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Título original: Avós do Mumm-Ra esculhambam Santa Missa em BH
Fonte: O Catequista
Com informações: Página "Direto da Sacristia" no facebook.

Papa em Sta. Marta: Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor?


O Santo Padre na missa desta terça-feira falou sobre a fecundidade da oração de louvor. Ao comentar a primeira leitura, extraída do segundo Livro de Samuel, destacou que se nos fecharmos na formalidade, nossa oração se torna fria e estéril.

Em sua homilia, Francisco deteve-se principalmente sobre a figura de Davi “que dança com todas as suas forças diante do Senhor” e recordou que “todo o povo de Deus estava em festa, porque a Arca da Aliança havia regressado à casa. A oração de louvor de Davi- explicou- “o levou a perder a compostura e dançar diante do Senhor “com todas as suas forças”. Isto é oração de louvor! – exclamou o Papa-.

Este trecho o levou “a pensar em Sara”, depois de dar à luz: “O senhor me fez dançar de alegria”.  Por isso, “é fácil entender a oração para pedir uma coisa ao Senhor, para agradecer-Lhe, ou mesmo a oração de adoração”, mas a “oração de louvor não nos vem de maneira tão espontânea”.

Alguns podem dizer: “‘Mas, Padre, isso é para aqueles da Renovação no Espírito, não para todos os cristãos!’”. “Não – afirmou o Papa- a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na Missa, todos os dias, quando cantamos o Santo… Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus pela sua grandeza, porque é grande! E dizemos a Ele coisas bonitas, porque gostamos disso. ‘Mas, Padre, eu não sou capaz…’ – alguém pode dizer. Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor? De perder um pouco a compostura para cantar? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”

Devemos rezar “com todo o coração”. “É um ato inclusive de justiça, porque Ele é grande! É o nosso Deus!”. Davi -recordou o Papa- “estava feliz porque voltava com a Arca, com o Senhor: seu corpo rezava com a dança”.


O Papa Francisco, como de costume, sugeriu algumas perguntas: “Mas como vai a minha oração de louvor? Eu sei louvar ao Senhor? Sei louvar ao Senhor quando rezo o Glória ou oSanctus, ou movo somente a boca sem usar o coração?’. O que me diz Davi, dançando? E Sara, dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade, começa outra coisa: uma festa!”

“A alegria do louvor nos leva à alegria da festa –explicou o Papa-.Então, o Pontífice recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do Rei Saul, Micol, o repreende e lhe pergunta se não sente vergonha por ter dançado daquela maneira diante de todos, já que ele era o rei. Micol “desprezou Davi”.

“Eu me pergunto – continuou- quantas vezes nós desprezamos no nosso coração pessoas boas, que louvam ao Senhor como bem entendem, assim espontaneamente, porque não são cultas, não seguem atitudes formais? E diz a Bíblia que Micol ficou estéril por toda a vida devido a isso! “O que quer dizer a Palavra de Deus? Que a alegria, que a oração de louvor nos torna fecundos! Sara dançava no auge da sua fecundidade, aos noventa anos! O homem e a mulher que louva ao Senhor, que quando reza o Glória se alegra ao prenunciá-lo, que quando canta o Sancto na missa se alegra por cantá-lo, é uma mulher ou um homem fecundo”.

Por fim, advertiu Francisco, “os que se fecham na formalidade de uma oração fria, comedida, talvez acabem como Micol: na esterilidade de sua formalidade”. E convidou a imaginar Davi que dança “com todas as suas forças diante do Senhor”. Disse ainda que “nos fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai, ó portas, os vossos frontões, elevai-vos antigos portais, para que entre o rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.
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(Trad.:MEM)
(28 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
Fonte: Zenit

"Eu, homossexual, acredito que toda criança tem direito a um pai e a uma mãe"




Ele é declaradamente homossexual, mas o lobby gay o considera um traidor. Seu crime: achar que o casamento é prerrogativa exclusiva do casal formado por um homem e uma mulher e, principalmente, defender o direito das crianças a ser criadas por pai e mãe.

Jean-Pier Delaume-Myard foi o protagonista da fala mais interessante da edição italiana da Manif Pour Tous (“Manifestação para Todos”, movimento surgido na França que exerce o direito democrático de se manifestar nas ruas contra as novas legislações favoráveis ao casamento homossexual e à adoção de crianças por casais do mesmo sexo). No último sábado, a manifestação reuniu cerca de 4.000 pessoas em Roma, na maioria jovens e famílias, para expressar oposição ao projeto de lei Scalfarotto. O projeto “contra a homofobia” pretende considerar crime de opinião as posições contrárias ao casamento e adoção de crianças por homossexuais e, mais em geral, as posições contrárias à ideologia de gênero.

Após a entrada em vigor da lei Taubira, na França, Jean-Pier foi vítima de ameaças de morte pela internet. Ele é porta-voz da associação francesa Homovox, representante dos “homossexuais fora da caixa”, ou seja, aqueles que não aderem à chamada “cultura gay”. Seu livro, “Homossexual - Contra o casamento para todos”, foi censurado pela mídia por pressão de grupos LGBT. "Quem é mais homofóbico, a Manif Pour Tous ou eles?", questionou, com amarga ironia, diante da multidão reunida na praça Santi Apostoli.

Jean-Pier é homossexual, mas não se diz orgulhoso dessa inclinação e sim “um pouco envergonhado”. É católico, mas a sua batalha é laica, civil e aconfessional, de acordo com o espírito da Manif Pour Tous.


No final de 2012, o governo de François Hollande anunciou a lei Taubira para legalizar o casamento e a adoção de crianças por homossexuais na França. Os meios de comunicação franceses se alinharam quase unanimemente a favor, mas o porta-voz da Homovox declara: "Na verdade, eles estavam roubando a minha voz, a nossa voz, de nós, homossexuais, que não tínhamos pedido nada disso".

Jean-Pier decidiu então escrever para o site Nouvelle Observateur. Sua carta intitulada “Sou homossexual, não gay: chega dessa confusão!” atraiu mais de 110 mil visitas.
O ativista da Homovox acusa o lobby gay de marginalizar ainda mais os homossexuais, minando a sua aceitação social. "Os gays evocam uma cultura gay, um estilo de vida gay. Eles querem que o açougueiro, o padeiro, o vendedor de jornal sejam todos gays. Eles querem viver com outros gays... Já eu, como homossexual e como um indivíduo de uma nação, sempre fiz a escolha de agir sem me preocupar com a orientação sexual dos outros".

Ele faz uma nova pergunta incômoda: "Por que eles querem uma lei a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Para as pessoas homossexuais ou para as centenas de gays que vivem nas áreas chiques de Paris?".

O direito de casais homossexuais a adotar crianças, opina Jean-Pier, é "a folha de parreira" que esconde "a floresta da maternidade sub-rogada e da reprodução assistida", projeto de lei a ser discutido pelo parlamento francês em março.
"Eu luto em consciência e com todas as minhas forças para que cada criança tenha mãe e pai”, diz ele. “Se eu fosse heterossexual, teria esse mesmo objetivo, ou seja, a racionalidade".

"O meu compromisso não tem nada a ver com a minha orientação sexual. Eu me comprometi porque qualquer um que tem um pouco de compaixão pelos seres humanos não tem como aceitar que uma criança cresça sem pontos de referência sociais".

Uma criança, afirma Jean-Pier, não pode ser privada do afeto materno nem ser obrigada a perguntar um dia que era a sua mãe. Uma criança "não é moeda de troca, é um ser humano que tem o direito de saber a origem cultural, geográfica, social e religiosa dos seus pais".

Leis como a Taubira na França e a Scalfarotto na Itália farão com que "os homossexuais paguem o preço, porque são essas leis que estão criando homofobia". Os governos que endossam essas mudanças não têm "nenhum propósito além de destruir a família".

Antes de se despedir dos manifestantes sugerindo uma "grande manifestação europeia", o fundador da Homovox apresentou a sua proposta para as próximas eleições no continente: que os candidatos assinem uma carta “declarando proteger a família e respeitar as pessoas”, porque a família, além de ser “o melhor lugar para crescer e ser educado”, é “a célula fundamental da sociedade” e “garante o futuro e o progresso do país”.


(14 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.
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Fonte: Zenit

Como os padres devem se vestir?


"Eu gostaria de perguntar, como todo respeito, se os padres devem usar “uniforme” somente quando estão em seus respectivos “trabalhos”, para onde foram enviados, ou se devem sempre estar identificados como sacerdotes, porque, na minha cidade, nenhuma congregação se identifica como padre (nem em missão, nem nos colégios, nem nas próprias paróquias), exceto na hora da Missa."
 
Sobre este tema é recorrer ao último documento da Santa Sé que trata do tema: o número 61 do Diretório para o ministério e a vida dos presbíteros, na sua última versão, de 2013. É fácil encontrá-lo na internet, mas resumirei algo do seu conteúdo.
 
O documento afirma, em primeiro lugar, que o sacerdote deve ser reconhecido como tal, de maneira que sua roupa seja “sinal inequívoco da sua dedicação e da sua identidade de detentor de um ministério público”. Acrescenta, a seguir, que sua realidade interior deve se manifestar no exterior, também desta forma.
 
Por isso, indica que o padre deve usar o hábito talar ou um hábito eclesiástico decoroso, que o distinga dos leigos, segundo as normas das conferências episcopais e os legítimos costumes locais.
 

Não podem ser considerados legítimos os costumes que se opõem às indicações anteriores. Obviamente, o documento está falando de situações cotidianas – pois às vezes há circunstâncias extraordinárias, como no caso da perseguição religiosa.
 
E conclui com um parágrafo que afirma que estas medidas não beneficiam apenas o povo, mas o próprio sacerdote, pois sua forma de vestir é uma lembrança permanente da sua entrega e missão, e também o protege: “Vestir o hábito clerical serve, ademais, para a salvaguarda da pobreza e da castidade”.


Estas são as disposições do Diretório. Considero que ele deve ser entendido sem uma rigidez excessiva, que iria contra o bom senso mais elementar (não se trata de vestir obrigatoriamente o hábito sacerdotal quando o padre vai fazer um dia de excursão na montanha), mas ao mesmo tempo com toda a exigência que se desprende das suas palavras.

 
Um esclarecimento pertinente é que tais palavras se dirigem fundamentalmente ao clero secular. O regular – os religiosos (na pergunta se mencionam “congregações”, o que corresponde a estes) – não é que fique de fora, mas é que cada instituto tem seu próprio hábito religioso.