sexta-feira, 29 de agosto de 2014

No aniversário da I Guerra Mundial o Papa rezará por todas as vítimas de todas as guerras




Foi divulgado hoje o programa oficial da visita do Papa a Redipuglia, na província de Gorizia, que será realizada no próximo 13 de setembro, por ocasião do centenário do início da Primeira Guerra Mundial.



Às 7h30, o Papa viajará de carro do Vaticano para o aeroporto de Ciampino, de onde, às 8 horas, partirtà para o aeroporto de Ronchi dei Legionários. O desembarque está previsto 50 minutos após.



O primeiro compromisso será às 9h15, no cemitério Austro-Húngaro de Fogliano da Redipuglia: lá, o Papa vai parar na frente do monumento central para uma oração e uma homenagem floral. Às 10h o Santo Padre celebrará a Santa Missa no Memorial militar da Redipuglia, e depois recitará uma oração pelos caídos e as vítimas de todas as guerras.

Papa Francisco: "se o 666 é o diabo, o 99,9 é Jesus"




Nesta sexta-feira o Papa Francisco concedeu uma entrevista por telefone aos sacerdotes Joaquin Giangreco e Juan Ignacio Liébana, que foi transmitida ao vivo pela rádio local de Campo Gallo e Huachana, duas paróquias localizadas cerca de 200 quilômetros da capital de Santiago del Estero, na província de mesmo nome, uma das mais pobres da Argentina.

"Tenho vocês dentro do meu coração. O trabalho que vocês fazem, me faz feliz. Por isso começo com uma forte saudação e a minha benção”, disse-lhes o Santo Padre.

Perguntado pelos sacerdotes sobre a religiosidade popular e a sua cultura disse:

“Tenho uma grande convicção de que o nosso povo nunca erra e só adora a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. E junto com esta adoração a Deus, sabe que Jesus deixou nossa Mãe, a Virgem, para que cuidasse de nós. Nosso povo não a adora, a ama e a honra. Como todos nós que queremos e honramos nossa mãe, sabe que Ela cuida de nós e que está no céu. E nosso povo, adorando a Deus, que é o único que deve ser adorado, e Jesus Cristo, que é o único que deve ser adorado, também se deixa cuidar pela Mãe. Nosso povo não é órfão, tem mãe e é uma das coisas mais bonitas da devoção à Virgem, que não é adoração, mas sim carinho de um filho pela sua mãe. E este povo se reúne para adorar a Deus e para recordar a sua mãe. Este é o núcleo da piedade popular da américa latina. Um filho sem mãe tem a alma mutilada. Um povo sem mãe é um povo órfão, órfão de solidão, de secura, talvez de ideias, sem a ternura que só uma mãe dá. Por isso, seguimos sempre as duas coisas na piedade popular: a adoração a Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo, e a Ele somente se adora, e o carinho e o respeito e veneração que não é adoração à Nossa Mãe, porque nós não somos órfãos, temos mãe.

Síria: piores do que as armas são os pregadores da violência






O pior não é apenas a ocupação armada, mas o fato de que as milícias do Estado Islâmico levem os pregadores até as mesquitas e templos para pregar o ódio e envolver as mentes mais frágeis, afirmou ontem, terça-feira, em coletiva no Meeting de Rimini, o vigário apostólico de Aleppo, dom George Abou Khazen, acompanhado pelo seu antecessor, o bispo Giuseppe Nazzaro.

Respondendo a ZENIT sobre a impressão existente de que os muçulmanos desses países sejam todos extremistas, ele disse: “Na Síria, a população muçulmana é muito moderada e continua sendo”. Mas as milícias estrangeiras “não somente trouxeram as tropas, como também os ulemás e os sauditas que começaram a pregar um islã absolutamente diferente, tentando cooptar até as crianças”. Os extremistas instituíram tribunais islâmicos em que um sírio pode ser julgado por um radical checheno, por exemplo. Se um pai vir a filha sendo sequestrada por um islâmico, encontrará no tribunal outro miliciano igual ao agressor.

Para dar ideia de quem são esses radicais, dom Nazzaro lembrou que, no ano passado, o Grande Mufti da Arábia Saudita emitiu uma fatwa [decreto islâmico, ndr], divulgada nos jornais, em que declarava: “Quem acreditar que a terra gira em torno do sol é um infiel, porque assim o disse o meu predecessor dos anos 1970, e quem omite este fato não merece viver”.

Sobre a situação atual de Aleppo após três anos de guerra, dom Kazhen respondeu a ZENIT que há muitos problemas de abastecimento de água e luz e que a falta de segurança é crítica: mísseis continuam sendo lançados e há novos mortos todos os dias. A cidade está dividida, com bairros dominados pelos rebeldes e outros pelo governo. Os rebeldes tinham sitiado e dominado toda a cidade, mas o exército recuperou uma parte e hoje consegue abastecê-la. O aeroporto está fechado porque os combatentes “disparam também contra os voos civis”. Até hoje, recordou Kazhen, não se sabe nada sobre os dois bispos e sacerdotes sequestrados. Por outro lado, os mosteiros de religiosas residentes em Aleppo continuam em atividade.

Em nome de Deus, paz!




Mais de uma vez, o papa Francisco tem apelado às consciências e aos senhores das guerras feitas com supostas motivações religiosas: “não se pode justificar a guerra e a violência apelando para o nome de Deus!”. O conceito de “guerra santa” é preocupante e é repugnante a violência feita contra o próximo com justificação religiosa. Acontece em nossos dias em várias partes do mundo. Cristãos são os mais atingidos.

Existe uma guerra “santa”? A resposta é um decidido não! É absolutamente descabido aplicar à guerra o conceito de “santa”, que tem a ver com “sagrado”. E, fazer guerra “em nome de Deus”, parte de uma compreensão inadequada de Deus e da religião. A violência contra o próximo não presta glória a Deus, nem honra seu nome.

A religião pode ser usada como pretexto ideológico e político para alcançar objetivos nada religiosos, como o poder, as vaidades, a dominação e o dinheiro. Nesse caso, da mesma forma, ela é usada e manipulada indevidamente e desviada de sua verdadeira finalidade, que é a glória de Deus e a “salvação” do homem.

Não é raro que, atrás de tensões e manifestações de violência, ou até de guerras, haja motivos religiosos. Foi o caso da longa guerrilha dos católicos na Irlanda do Norte. Geralmente, porém, não é por questões de fé religiosa que se combate, mas por haver profundas injustiças e discriminação religiosa, às quais os cidadãos oprimidos reagem, para a sua superação. Quando algum grupo de “crentes” é vítima de discriminação e opressão, estão em jogo direitos humanos e direitos civis.

Santa Mônica e Santo Agostinho




Dois santos admiráveis celebramos nessa semana: Santa Mônica (dia 27) e Santo Agostinho (dia 28), do século IV. Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste, na Região de Cartago, na África, filho de Patrício, pagão, e Mônica, cristã fervorosa. Segundo narração dele próprio, Agostinho bebeu o amor de Jesus com o leite de sua mãe. Infelizmente, porém, como acontece muitas vezes, a influência do pai fez com que se retardasse o seu batismo, que ele acabou não recebendo na infância nem na juventude. Estudou literatura, filosofia, gramática e retórica, das quais foi professor. Afastou-se dos ensinamentos da mãe e, por causa de más companhias, entregou-se aos vícios. Cometeu maldades, viveu no pecado durante toda a juventude, teve uma amante e um filho, e, pior, caiu na heresia gnóstica dos maniqueus, para os quais trabalhou na tradução de livros.



Sua mãe, Santa Mônica, rezava e chorava por ele todos os dias. “Fica tranquila”, disse-lhe certa vez um bispo, “é impossível que pereça um filho de tantas lágrimas!” E foi sua oração e suas lágrimas que conseguiram a volta para Deus desse filho querido transviado.

Acordo para uma "trégua ilimitada" e festa nas ruas de Gaza




Após cerca de 50 dias de conflito, ontem, finalmente chegou-se a um acordo para um cessar-fogo em Gaza entre Israel e o Hamas. Uma verdadeira e real vitória diplomática do Egito, que sediou os diálogos na sua capital, o Cairo. O anúncio, que foi feito pelo presidente palestino, Abu Mazen, gerou grandíssimo entusiasmo pelas ruas da Faixa de Gaza: milhares de palestinos fizeram passeatas também com tiros de pistolas e fuzis Kalashnikov para saudar o evento.

Jerusalém confirmou as palavras de Abu Mazen, pouco depois, mantendo, porém, um perfil de cautela. "É um novo texto de trégua egípcia, aceitamo-lo como fizemos com os outros no passado”, comentam laconicamente fontes próximas do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Cautela também no exterior: o Departamento de Estado dos EUA, por boca de Seu porta-voz Jen Psaki dá "as boas-vindas à esperança desejando o respeito aos termos, esperando que o cessar-fogo seja duradouro".

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Divisão entre cristãos é um dos pecados mais graves, diz Papa.



 CATEQUESE Praça São Pedro – Vaticano Quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Queridos irmãos e irmãs, bom dia.

Toda vez que renovamos a nossa profissão de fé recitando o “Credo”, nós afirmamos que a Igreja é “una” e “santa”. É una porque tem a sua origem em Deus Trindade, mistério de unidade e de comunhão plena. Depois, a Igreja é santa, enquanto fundada sobre Jesus Cristo, animada pelo seu Espírito Santo, repleta do seu amor e da sua salvação. Ao mesmo tempo, porém, é santa e composta de pecadores, todos nós, pecadores, que fazemos experiência cada dia das nossas fragilidades e das nossas misérias. Então, esta fé que professamos nos impele à conversão, a ter a coragem de viver cotidianamente a unidade e a santidade, e se nós são somos unidos, se não somos santos, é porque não somos fiéis a Jesus. Mas ele, Jesus, não nos deixa sozinhos, não abandona a sua Igreja! Ele caminha conosco, Ele nos entende. Entende as nossas fraquezas, os nossos pecados, perdoa-nos, sempre que nós nos deixamos perdoar. Ele está sempre conosco, ajudando-nos a nos tornarmos menos pecadores, mais santos, mais unidos.

1.                  O primeiro conforto vem do fato de que Jesus rezou tanto pela unidade dos discípulos. É a oração da Última Ceia, Jesus pediu tanto: “Pai, que sejam uma só coisa”. Rezou pela unidade, e o fez propriamente na iminência da Paixão, quando estava para oferecer toda a sua vida por nós. É aquilo que somos convidados continuamente a reler e meditar, em uma das páginas mais intensas e comoventes do Evangelho de João, o capítulo dezessete (cfr vv. 11.21-23). Como é belo saber que o Senhor, pouco antes de morrer, não se preocupou consigo mesmo, mas pensou em nós! E no seu diálogo sincero com o Pai, rezou justamente para que pudéssemos ser uma só coisa com Ele e entre nós. Bem: com estas palavras, Jesus se fez nosso intercessor junto ao Pai, para que possamos entrar também nós na plena comunhão de amor com Ele; ao mesmo tempo, confia-lhe a nós como seu testamento espiritual, para que a unidade possa se tornar sempre mais a nota distintiva das nossas comunidades cristãs e a resposta mais bela a qualquer um que nos pergunte a razão da esperança que há em nós (cfr 1 Pe 3, 15).

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"Enquanto os políticos debatem, os cristãos iraquianos continuam sofrendo e morrendo"



"Visitei os campos de refugiados nas províncias [iraquianas] de Erbil e Dohok e o que vi e o que ouvi por lá vai além de qualquer imaginação febril!", declarou o patriarca caldeu Louis Raphael I Sako em comunicado enviado à agência AsiaNews. Ele faz um novo chamamento à comunidade internacional e ao mundo muçulmano, "que ainda não compreenderam a gravidade da situação".

O patriarca destaca que os cristãos iraquianos e outras minorias no país sofreram "um golpe terrível" no "coração da sua vida", privados de todo direito, da propriedade e até dos documentos. Sako adverte que, "diante de uma campanha que pretende eliminar os cristãos e as outras minorias do Iraque, o mundo ainda não entendeu a gravidade da situação". Esta é, para ele, "a segunda fase da catástrofe", ou seja, depois da invasão dos extremistas, "a migração destas famílias" para muitas partes do mundo, causando "a dissolução da história, do patrimônio e da identidade deste povo".

Sako explica, no comunicado, que o fenômeno da migração tem "grande impacto" tanto sobre os cristãos quanto sobre os próprios muçulmanos, porque o "Iraque está perdendo um componente insubstituível" da sua sociedade. Ele afirma também que a comunidade internacional, encabeçada pelos Estados Unidos e pela União Europeia, "embora reconheça a necessidade de uma solução rápida, não tomou medidas concretas para aliviar a tragédia da população afetada".

"O fundamentalismo religioso vem crescendo em força e ​​poder", observa o patriarca caldeu. Por isso, é necessário promover no Iraque uma cultura de encontro e de respeito, que considere "todos os cidadãos iguais em direitos".

Líbia: a pequena comunidade cristã submetida a grandes provações


Trípoli, a capital da Líbia, tem registrado nos últimos dias ferozes combates pelo controle do aeroporto e de outros pontos estratégicos da cidade. O vigário apostólico Giovanni Innocenzo Martinelli declarou nesta segunda-feira: “Ainda nesta manhã escutamos explosões e combates, mas agora parece que há uma trégua. Alguns dizem que a situação deverá melhorar, mas eu não acredito até ver, até podermos dormir à noite”.

De acordo com a agência de notícias FIDES, o vigário apostólico implorou "que todos orem pela Líbia pedindo a intercessão de Maria, porque só a oração nos dará as forças para superar estes momentos”.

Sobre a situação da pequena comunidade cristã, dom Martinelli informou: “A Igreja está se esvaziando cada vez mais, mas existe um grupo que quer seguir em frente. São de trezentas a quatrocentas pessoas, na maioria filipinos e, especialmente, africanos [de outros países] que fazem trabalhos ocasionais na construção. Nós também tentamos resistir para oferecer um serviço aos nossos irmãos e irmãs”.

Alguns aviões, não se sabe se líbios ou dos países vizinhos, atacaram as milícias de Misurata, que parecem ter tomado o controle do aeroporto das mãos das milícias de Zintan.

Martinelli destaca a escassez de combustível e os cortes frequentes de luz, que podem durar de 6 a 10 horas, criando muitos transtornos para a população. “A Líbia nos ajuda a viver a ascética da privação, o desapego dos bens materiais, da perfeita alegria, para expressá-lo em termos franciscanos”.

Bispo desaparecido em 1949 poderia ser o primeiro santo da Coréia do Norte


Coréia do Norte poderia ter o seu primeiro santo canonizado, depois do Vaticano reconhecer oficialmente a morte do Bispo de Pyongyang, Dom Francis Hong Yong-ho, desaparecido em 1949.
Pouco depois do reconhecimento de sua morte, a Conferência Episcopal da Coréia (do Sul) solicitou à Congregação para as Causas dos Santos a abertura da causa de beatificação do bispo e 80 companheiros.

Dom Hong nasceu em Pyongyang em 1906 e foi ordenado sacerdote em 1933 durante a ocupação da Coréia por parte do Japão. Em 1944 foi nomeado bispo e vigário apostólico de Pyongyang.

Em 1948 a Coréia do Norte e a Coréia do Sul foram formalmente estabelecidas. Muitos cristãos fugiram do norte. Em 1950 tinham morrido ou desaparecido 166 sacerdotes e religiosos na Coréia do Norte.

A esperança da salvação para as crianças que morrem sem Batismo



 COMISSÃO TEOLÓGICA INTERNACIONAL
A ESPERANÇA DA SALVAÇÃO PARA AS CRIANÇAS
QUE MORREM SEM BATISMO

SUMÁRIO

Nota preliminar

Introdução

1. Historia quaestionis. História e hermenêutica do ensinamento católico
1.1. Fundamentos bíblicos
1.2. Os Padres gregos
1.3. Os Padres latinos
1.4. A Escolástica medieval
1.5. A era moderna pós-tridentina
1.6. Do Concílio Vaticano I ao Concílio Vaticano II
1.7. Problemas de natureza hermenêutica

2. Inquirire vias Domine: Indagar os caminhos de Deus. Princípios teológicos

2.1. A vontade salvífica universal de Deus realizada através da única mediação de Jesus Cristo no Espírito Santo
2.2. A universalidade do pecado e a necessidade universal da salvação
2.3. A necessidade da Igreja
2.4. A necessidade do Batismo sacramental
2.5. Esperança e oração pela salvação universal

3. Spes orans. Razões de esperança

3.1. O novo contexto
3.2. A filantropia misericordiosa de Deus
3.3. Solidariedade com Cristo
3.4. A Igreja e a comunhão dos santos
3.5. Lexorandi, lex credendi
3.6. Esperança

A esperança da salvação para as crianças que morrem sem Batismo

Nota preliminar

O tema da sorte das crianças que morrem sem ter recebido o Batismo foi abordado levando em conta o princípio da hierarquia da verdade, no contexto do desígnio salvífico universal de Deus, da unicidade e da inseparabilidade da mediação de Cristo, da sacramentalidade da Igreja em ordem à salvação e da realidade do pecado original. No estágio atual de relativismo cultural e de pluralismo religioso, o número de crianças não-batizadas aumenta consideravelmente. Em tal situação, aparece mais urgente a reflexão sobre a possibilidade de salvação também para estas crianças. A Igreja tem consciência que ela é unicamente atingível em Cristo por meio do Espírito. Mas ela não pode renunciar a refletir, enquanto mãe e mestra, sobre a sorte de todos os seres humanos criados à imagem de Deus, e, particularmente, dos mais fracos e daqueles que ainda não estão em posse do uso da razão e da liberdade.

É conhecido que o ensinamento tradicional recorria à teoria do limbo, entendido como estado no qual as almas das crianças que morrem sem Batismo não mereciam o prêmio da visão beatífica, por causa do pecado original, mas não sofriam nenhuma punição, dado que não tinham cometido pecados pessoais. Essa teoria, elaborada por teólogos a partir da Idade Média, nunca entrou nas definições dogmáticas do Magistério, mesmo que o próprio Magistério a mencionasse no seu ensinamento até o Concílio Vaticano II. Esta permanece, portanto, uma hipótese teológica possível. Contudo, no Catecismo da Igreja Católica (1992) a teoria do limbo não é mencionada e, ao contrário, tem ensinado que, quanto às crianças mortas sem o Batismo, a Igreja só pode confiá-las à misericórdia de Deus, como, exatamente, faz no rito específico dos funerais para elas. O princípio de que Deus quer a salvação de todos os seres humanos permite esperar que exista uma via de salvação para as crianças mortas sem Batismo (cf. Catecismo, 1261). Tal afirmação convida a reflexão teológica a encontrar uma conexão teológica e coerente entre os diversos enunciados da fé católica: a vontade salvífica universal de Deus, a unicidade da mediação de Cristo, a necessidade do Batismo para a salvação, a ação universal da graça em relação aos sacramentos, a relação entre pecado original e privação da visão beatífica e a criação do ser humano “em Cristo”.

A conclusão do estudo é que existem razões teológicas e litúrgicas para motivar a esperança de que as crianças que morrem sem Batismo possam ser salvas e introduzidas na bem-aventurança eterna, embora não exista um ensinamento explícito da Revelação sobre este problema. Nenhuma das considerações que o texto propõe para motivar uma nova abordagem da questão pode ser adotada para negar a necessidade do Batismo nem para retardar o rito da sua administração. Ou melhor, existem mais razões para esperar que Deus salve estas crianças, dado que não se conseguiu fazer o que se desejaria fazer por elas, isto é, batizá-las na fé da Igreja e inseri-las visivelmente no Corpo de Cristo.

Enfim, uma observação de caráter metodológico. A maneira de abordar este tema se justifica bem dentro daquele desenvolvimento da história da inteligência da fé, da qual fala a Dei Verbum (n. 8), e cujos fatores são a reflexão e o estudo dos crentes, a experiência dos bens espirituais e a pregação do Magistério. Quando, na história do pensamento cristão, se começou a perceber a pergunta pela sorte das crianças que morrem sem Batismo, talvez não se conhecesse exatamente a natureza e todo o alcance doutrinal implícito nesta pergunta. Somente no desenvolvimento histórico e teológico havido no decorrer dos séculos e até o Concílio Vaticano II nos damos conta que tal pergunta específica merecia ser considerada em um horizonte sempre mais amplo das doutrinas de fé, e que o problema pode ser repensado, colocando o ponto em questão em relação explícita com o contexto global da fé católica e observando o princípio da hierarquia das verdades, mencionado no decreto do Concílio Vaticano II Unitatis Redintegratio. O Documento, seja do ponto de vista teológico especulativo, seja do ponto de vista prático-espiritual, constitui um instrumento explícito útil e eficaz para a compreensão e o aprofundamento desta problemática, que não é somente doutrinal, mas se depara com urgências pastorais de não pouca relevância.

* * *

O tema da “A esperança da salvação para as crianças que morrem sem Batismo” foi submetido ao estudo da Comissão Teológica Internacional. Para preparar este estudo, foi formada uma Subcomissão, composta por Dom Ignazio Sanna e Dom Basil Kyu-Man Cho, pelos reverendíssimos. professores Peter Damian Akpunonu, Adalbert Denaux, Gilles Emery O.P., Mons. Ricardo Ferrara, István Ivancsó, Paul McPartlan, Dominic Veliath S.D.B. (presidente da Subcomissão) e da professora irmã Sara Butler M.S.B.T., com a colaboração do Pe. Luis Ladaria S.J., secretário geral, e do Mons. Guido Pozzo, secretário adjunto da supracitada Comissão Teológica, e também com os contributos de seus outros membros. A discussão geral se desenvolveu por ocasião da Sessão Plenária da mesma Comissão Teológica Internacional, acontecida em Roma em dezembro de 2005 e outubro de 2006. O presente texto foi aprovado de forma específica pela Comissão, e, posteriormente, submetida ao seu presidente, Cardeal William J. Levada, o qual, recebido o consentimento do Santo Padre na Audiência concedida a 19 de janeiro de 2007, deu a sua aprovação para a publicação.

Satanistas devolvem hóstia consagrada à arquidiocese de Oklahoma


A hóstia consagrada que um satanista da cidade norte-americana de Oklahoma tinha declarado que usaria na realização pública de uma "missa negra" no mês que vem foi entregue à arquidiocese local. A informação é da própria arquidiocese.

Um dia depois de o arcebispo dom Paul Coakley dar início a um processo contra Adam Daniels, o líder do grupo satânico que planeja realizar a "missa negra" no Centro Cívico de Oklahoma, o satanista concordou em entregar ao arcebispado a hóstia consagrada.

"Um advogado representante do líder do grupo satânico entregou a hóstia a um padre católico na quinta-feira à tarde", comunicou o site da arquidiocese. "Com a devolução da hóstia e com a assinatura de um documento por parte do líder do grupo satânico afirmando que o grupo não possui mais nenhuma hóstia consagrada nem usará qualquer hóstia consagrada em seus rituais, o arcebispo concordou em retirar a ação judicial".

"Eu estou aliviado porque nós conseguimos a devolução da hóstia consagrada e porque impedimos a sua profanação nesse ritual satânico", disse o arcebispo. "[Mas] continuo preocupado com os poderes obscuros que essa adoração satânica está convidando a penetrar em nossa comunidade e com o perigo espiritual que tudo isso representa para todas as pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas".

Dom Coakley fez reiterados pedidos às autoridades da cidade de Oklahoma para que seja cancelado o ritual satânico agendado para acontecer em um espaço público.

Entretanto, o próprio fato de o Centro Cívico de Oklahoma ser um espaço público é alegado pelas autoridades locais para negar os pedidos de cancelamento da missa negra. Jim Brown, gerente geral do Centro Cívico, citou a constituição dos EUA para explicar que, "como serviço público, nós somos obrigados a alugar o centro para quaisquer organizações e indivíduos, desde que eles respeitem as nossas políticas e procedimentos".

Bispo dos EUA aceita participar do desafio do balde de gelo, mas...

...se recusa o enviar seu donativo à Associação ALS e o manda para outra instituição.


Afinal, as doações feitas à Associação ALS serão usadas ou não em pesquisas com células-tronco embrionárias humanas?


Há dúvidas e questionamentos suficientes para que muitos católicos decidam não participar do "Desafio do Balde de Gelo".


E pelo menos uma Igreja local, nos Estados Unidos, já alertou os fiéis para evitarem a campanha.

O “Desafio do Balde de Gelo” se tornou sensação mundial na internet ao longo da semana passada, mas a arquidiocese norte-americana de Cincinnati pediu que os diretores das suas escolas católicas não incentivem os alunos a arrecadarem dinheiro para a Associação ALS. As informações são do site Cincinnati.com.


Como é possível que Deus tenha criado o universo em seis dias?



Sigo sempre, com interesse, os debates que falam sobre a Ciência e fé a serviço da verdade, que é Deus. Gostaria de fazer uma pergunta: É possível Deus ter criado todo o universo em apenas seis dias de 24 horas, e ter repousado no sétimo?


Resposta do Padre Francesco Carensi, professor de Sagrada Escritura


Quando lemos os primeiros capítulos do livro de Gênesis, o que esperamos? A fé e a ciência se interessam pelos mesmos temas, mas segundo perspectivas diversas: a ciência se interessa pelo “como” os fenômenos acontecem, a  pelo sentido e pelo “porquê”. É possível que pensemos que existam oposições entre as duas? Pensamos que a busca científica seja um obstáculo para a vida de , ou que a fé limita a ciência? Concordamos com a afirmação de Wittgenstein: “Sentimos que, mesmo depois que todas as proposições ou perguntas científicas tenham encontrado uma resposta, os nossos problemas vitais não terão sido ainda tocados”. A evolução de Darwin e a teoria do Big Bang constituíram no passado um desafio para a Doutrina da Igreja. Hoje, tais hipóteses científicas são comumente aceitáveis e ninguém lê mais o texto de Gênesis 1, mas busca ali uma história de salvação.


A criação é coisa de Deus, primeiro tempo em que se manifesta a ação divina. A vida em meio à criação deve ser uma liturgia contínua, uma ação de graças através do tempo. A criação é um ato de potência, beleza e harmonia. O protagonista de “Idiota”, de Dostoiévski, príncipe Míchkin, não responde explicitamente, mas suas atitudes deixam perceber que a beleza que salvará o mundo é o amor que compartilha a dor. O termo hebraico tob, usado em Gênesis 1, indica tanto “belo” quanto “bom”. 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Papa Francisco está na mira do Estado Islâmico, diz jornal italiano




O papa está na mira do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), responsável pela decapitação do jornalista americano James Foley, por ser "portador da verdade falsa", conforme publica nesta segunda-feira o jornal italiano "Il Tempo".

No texto, jornal afirma que "fontes israelenses acreditam que o papa Francisco, o máximo expoente da religião cristã, está na mira do EI". O artigo diz ainda que a Itália é "um trampolim de lançamento para os mujahedins (combatentes da guerra santa)" e que "as chegadas contínuas de imigrantes servem de base para a entrada dos jihadistas no Ocidente".

O jornal lembra que o autoproclamado califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, "quer superar à Al Qaeda e as façanhas do 'chefe do terror' (Osama bin Laden)". A publicação garante que o líder do EI, "segundo fontes israelenses, conta em seu entorno mais próximo com a presença de conversos ocidentais e de jovens de segunda geração, filhos de imigrantes nascidos em países europeus, e que agora optaram por abraçar o fundamentalismo islâmico".

Cartilha para o Eleitor 2014




Os Bispos do Estado do Rio de Janeiro e a Pastoral Fé e Política do Regional Leste 1, prepararam esta cartilha cívica contendo recomendações para os eleitores das próximas eleições do presente ano. Configura numa lista de 10 critérios, são eles:

1. Votar é um exercício importante de cidadania, por isso, não deixe de participar das eleições. Seu voto contribui para definir a vida política de nosso pais.

2. Verifique se os candidatos estão comprometidos com a superação da pobreza, com a educação, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à criação e ao meio ambiente.

3. Veja se seus candidatos estão comprometidos com a justiça, segurança, combate a violência, dignidade da pessoa, respeito pleno pela vida humana desde a sua concepção até a morte natural.

4. Observe se os candidatos representam o interesse apenas de seu grupo ou partido e se pretendem promover políticas que beneficiam a todos. O bom governante governa para todos.

Papa convida fiéis a refletirem sobre a fé em Jesus



 ANGELUS Praça São Pedro – Vaticano Domingo, 24 de agosto de 2014

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo (Mt 16, 13-20) é a célebre passagem, central na história de Mateus, na qual Simão, em nome dos Doze, professa a sua fé em Jesus como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”; e Jesus chama Simão “feliz” por esta fé, reconhecendo nessa um dom especial do Pai e lhe diz: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

Paremos um momento justamente neste ponto, no fato de que Jesus atribui a Simão este novo nome: “Pedro”, que na língua de Jesus soa “Kefa”, uma palavra que significa “rocha”. Na Bíblia, este termo, “rocha”, refere-se a Deus. Jesus o atribui a Simão não por suas qualidades ou seus méritos humanos, mas por sua fé genuína e firme, que lhe vem do alto.

Jesus sente no seu coração uma grande alegria, porque reconhece em Simão a mão do Pai, a ação do Espírito Santo. Reconhece que Deus Pai deu a Simão uma fé “confiável”, sobre a qual Ele, Jesus, poderá construir a sua Igreja, isso é, a sua comunidade, isso é, todos nós. Jesus tem em mente dar vida à “sua” Igreja, um povo fundado não mais na descendência, mas na sé, vale dizer na relação com Ele mesmo, uma relação de amor e de confiança. A nossa relação com Jesus constrói a Igreja. E, portanto, para iniciar a sua Igreja, Jesus precisou encontrar nos discípulos uma fé sólida, uma fé “confiável”. É isto que Ele deve verificar a este ponto do caminho.

O Senhor tem em mente a imagem do construir, a imagem da comunidade como um edifício. Eis porque, quando ouve a profissão de fé sincera de Simão, chama-o “rocha” e manifesta a intenção de construir a sua Igreja sobre esta fé.

CNBB promoverá debate com candidatos à presidência




O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, fará a abertura do debate com presidenciáveis, no dia 16 de setembro, no Santuário Nacional de Aparecida, a partir das 21h30. O evento será transmitido por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios e portais católicos, com a proposta de atingir o maior número de eleitores.

De acordo com dom Damasceno, o debate promovido pela CNBB quer proporcionar aos eleitores a oportunidade de conhecer melhor os candidatos que concorrem à presidência do Brasil, nas eleições do dia 5 de outubro.

“Desejamos que o nosso eleitor exerça seu direito de cidadania com liberdade, responsabilidade e consciência, pensando no bem do país, a partir do conhecimento das propostas que os candidatos irão apresentar. Desta forma, o debate oferecerá elementos para que o eleitor posso discernir em quem vai votar, não apenas pensando em seus benefícios pessoais, mas no bem comum”, explicou o presidente da CNBB.

Podemos ajudar os nossos irmãos perseguidos




Meriam Yehya Ibrahim já está livre e segura. Mas desgraçadamente numerosos homens, mulheres, crianças, bebês e idosos cristãos continuam sendo perseguidos em países como Iraque, Síria, Nigéria, Camarões, Sudão, Paquistão, Somália e Egito. Três quartos dos países do mundo mantêm algum tipo de discriminação contra cristãos.

Os cristãos são forçados a abandonares suas casas. Outros, como Asia Bibi, estão presos por suposto delito de “blasfêmia”. Suas igrejas são queimadas e os fiéis são assassinados sistematicamente. As meninas cristãs são seqüestradas e obrigadas a contrair matrimônio contra a sua vontade.

Trata-se de um verdadeiro genocídio. 80% da discriminação por motivos religiosos ocorre com os cristãos. A cada ano 100.000 cristãos são assassinados. Um a cada cinco minutos!

Enquanto no Oriente os cristãos são discriminados e perseguidos, no Oriente são discriminados. O Observatório contra a Intolerância e a Discriminação identificou 41 leis de 15 países europeus que restringem a liberdade de religião, consciência ou reunião entre os cristãos.

Na França, por exemplo, 84% dos atos de vandalismo tiveram como alvo locais cristãos, segundo informes do ministério do interior francês.

Católicos, desliguem a TV




São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, pedia a seus filhos espirituais que promovessem o "apostolado da diversão". O santo enxergava a necessidade de renovar os costumes populares, afastando-os das ocasiões de pecado, da maledicência da língua e da concupiscência da carne. Dizia que era preciso pessoas dispostas a trabalhar nesta tarefa urgente: "recristianizar as festas… evitar que os espetáculos públicos se vejam nesta disjuntiva: ou piegas ou pagãos" (Caminho, n. 917)

Considerando o mau gosto dos entretenimentos de hoje em dia - incentivados de todos os modos pelos meios de comunicação -, percebe-se que São Josemaria estava certo. O culto à feiúra está na moda. E no que depender da grande mídia ainda vai perdurar por muito tempo. Os espetáculos de bizarrices, o apelo ao erótico, a defesa intransigente de contravalores, a ridicularização do bem e a exaltação do mal denotam a putrefação da sociedade, quer na periferia, quer nas áreas nobres. Cláudio Abramo, renomado jornalista, escrevia a seus leitores: "O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter." Que diria agora se visse o que fazem seus colegas?

A produção midiática se transformou no exercício diário da malandragem. Publicam-se mentiras, promovem-se imoralidades, a inocência das crianças é corrompida e elas são expostas, desde a tenra idade, a publicações abjetas, que fariam qualquer pessoa equilibrada corar o rosto de vergonha. Mas vergonha? Que vergonha? A lama que cobre seus corpos se tornou motivo de orgulho, direitos humanos, liberdade, amor… essa palavra tão banalizada e mal compreendida. Há um apostolado, sim, praticado pela imprensa: o apostolado da perversão!

Um leigo pode ler o Evangelho na Missa?




A ordenação ritual da Missa pode comparar-se a uma partitura musical, em que cada intervenção está programada e dosada para se obter uma execução harmônica; assim, se um cantor ou um instrumentista executar uma parte que não lhe pertença, comprometerá toda a execução. O mesmo acontece com a leitura do Evangelho durante a Missa, se efetuada por um simples fiel, pois não se trata somente de infração disciplinar, mas também provoca uma espécie de grande desafinação. Ao tornar-se uma regra, e ainda por cima com a aprovação do pároco, revela uma incompreensão grave dos diferentes papéis a desempenhar na celebração eucarística e manifesta um enorme atropelo ritual.

O papel dos sacerdotes e dos fiéis

Entre o papel do sacerdote e o da assembleia dos fiéis – os dois polos de convergência que interagem numa relação constante-, há outras pessoas ou atores com tarefas bem determinadas, sem sobreposições nem interferências. Poderá haver quem considere que estas inter-relações têm uma importância secundária ou até mínima; mas a verdade é que o Concilio Vaticano II consagrou-lhes explicitamente um artigo Constituição Litúrgica Sacrosanctum concilium (SC): “Nas celebrações litúrgicas, limite-se cada um, ministro ou simples fiel, exercendo o seu ofício, a fazer tudo e só o que é da sua competência, segundo a natureza do rito e as leis litúrgicas” (SC 28).

A disposição conciliar acabou com o monopólio do sacerdote que tinha centrado em si as diversas funções desde a da presidência à de ler as leituras e os textos destinados ao canto, e voltou a dar plena capacidade de expressão e de participação à assembleia dos fiéis. De fato, a assembleia, à semelhança da Igreja, de que é a manifestação visível e privilegiada – reveladora da sua natureza e das suas características – , não é uma massa indiferenciada e uniforme, mas um povo reunido e ordenado, onde cada membro ou grupo desempenha a sua função específica para serviço de todos.

À frente da assembleia eucarística coloca-se a figura do sacerdote que, por força do sacramento da Ordem (por isso é que se diz "ministério ordenado"), preside em vez de Cristo, dirige a oração, anuncia a Palavra de salvação, associa o povo à oferta e distribui o pão da vida eterna. Ente os ministros ordenados, além do bispo, encontramos o diácono, sempre tido em grande honra, a quem competem diversos ofícios, especialmente a proclamação do Evangelho e o serviço da comunhão no cálice. Para evitar qualquer forma de individualismo e de divisão, exige-se que a assembleia forme um único corpo, participando de modo unitário na escuta da Palavra, na oração, no canto, na oferta, na comunhão e, igualmente, nos gestos e atitudes do corpo.

Extremistas do Estado Islâmico ameaçam “afogar os americanos no seu próprio sangue”




Nos primeiros meses de 2001, o jornal The New York Times publicava uma série de artigos sobre o grupo radical islâmico talibã, que, na época, chamava a atenção do mundo ao destruir antigas estátuas budistas gigantes no Afeganistão.

Além disso, o talibã dava abrigo à Al-Qaeda, o grupo terrorista que atacaria Nova Iorque e Washington em setembro daquele mesmo ano.

Hoje, em 2014, o mundo presencia não só a perseguição brutal contra os cristãos e outras minorias religiosas no Iraque e na Síria, mas também a destruição de estátuas, mesquitas e outros objetos físicos que os islâmicos extremistas tacham de “ídolos”.

Será que estamos presenciando uma repetição da história? Será que vamos ver dentro em breve outro 11 de setembro?

O grupo Estado Islâmico (EI) quer que você pense exatamente assim. Com o abominável assassinato do jornalista americano James Foley, filmado e divulgado na internet, eles deram mostra da sua estratégia midiática. Além disso, avisaram que atacarão os americanos em todos os lugares "caso os combatentes do EI sejam atacados", informa o site Al-Arab.net.

Ao postar o vídeo da decapitação de Foley nas mídias sociais, o EI ameaçou diretamente os Estados Unidos: "Vamos afogar todos vocês no seu próprio sangue". No vídeo, o grupo terrorista declara que decapitou Foley em retaliação pelos ataques aéreos dos EUA contra as posições do EI no norte do Iraque.

O presidente Barack Obama prometeu nesta semana desenvolver uma estratégia de longo prazo para combater o Estado Islâmico. Em discurso na Casa Branca, Obama advertiu que os extremistas representam uma ameaça "para os iraquianos e para toda a região".

"Nós vamos seguir uma estratégia de longo prazo para voltar o curso dos acontecimentos contra o EI, apoiando o novo governo iraquiano", disse ele.

Outros representantes do governo norte-americano foram mais longe. Um oficial da inteligência dos Estados Unidos disse nesta quinta-feira: "Eu diria que o EI tem interesse aberto e de longa data em matar americanos".

sábado, 23 de agosto de 2014

Eleições 2014: em defesa da vida ou a favor do aborto?




CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL I DA CNBB

TEXTO APROVADO NA REUNIÃO DA COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 - CNBB, EM 23 DE AGOSTO DE 2014

Em janeiro de 2014, o papa Francisco, ao dirigir-se ao corpo diplomático sediado no Vaticano, declarou que «causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto», pecado que o santo padre qualificou de manifestação da «cultura do descarte» contemporânea e «negação da dignidade humana»



A dignidade inviolável da vida humana inocente, em todas as suas fases, não é apenas um princípio do Evangelho como também um fundamento para a construção de uma sociedade que promova efetivamente a dignidade da pessoa humana. É com esse pensamento, e com o propósito de atender aos apelos do papa Francisco, como também dos papas anteriores, Bento XVI e S. João Paulo II, que a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB vem a público, neste período de eleições, propor uma reflexão sobre esse assunto de vital importância, sem medo de exercer igualmente o papel profético da denúncia, convencida de que calar-se sobre este ponto equivaleria a omitir-se gravemente no cumprimento de sua missão.



Infelizmente, ao se fazer um balanço sobre a atuação do atual governo na questão da defesa da vida, os resultados obtidos foram indiscutivelmente sombrios. Neste período de governo, podemos assinalar os seguintes fatos:



01) A Presidente deu continuidade e renovou por três vezes o convênio com a Fundação Oswaldo Cruz, tendo por objeto o “estudo e pesquisa para legalizar o aborto no Brasil”; ao ser renovado pela presidente, o objeto passou a ser estrategicamente designado como “estudo e pesquisa sobre o aborto para fortalecer o Sistema Único de Saúde”, mas a equipe contratada continuava sendo a mesma, constituída pelos principais ativistas e representantes das ONGs que promovem, no Brasil, o reconhecimento dos “direitos sexuais e reprodutivos das mulheres”, expressão eufemística criada na Conferência do Cairo para abrir espaço ao direito do aborto.



02) Nomeou como ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres a socióloga Eleonora Menicucci, que fez diversos pronunciamentos públicos apoiando a legalização do aborto. Em 6 de junho de 2012, essa ministra declarou à Folha de São Paulo que «o governo entende que não é crime orientar uma mulher sobre como praticar o aborto». No mesmo dia a Secretaria de Atenção à Saúde do próprio Ministério declarou ao mesmo jornal que «o Sistema de Saúde brasileiro passará a acolher as mulheres que desejam fazer aborto e orientará como usar corretamente os métodos existentes para abortar» e que «Centros de aconselhamento indicarão quais são, em cada caso, os métodos mais eficazes».



03) Em fevereiro de 2013, o então ministro da Saúde, atualmente candidato ao governo do Estado de S. Paulo, em reunião com o presidente da Câmara Federal, solicitou que fosse votado em regime de urgência, um projeto de lei de autoria da deputada Iara Bernardi (PT), reapresentado em 2013 como PL 03/2013. Tal projeto de lei, apresentado simplesmente como dispondo sobre “atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”, não menciona explicitamente a palavra ‘aborto’, mas, conforme reconheceu sua própria autora, a deputada Iara Bernardi (PT), procura dar força de lei às normas técnicas do Ministério da Saúde que dispõem sobre o aborto supostamente legal, ainda que não haja no Brasil lei alguma definindo o aborto como direito em caso algum.