terça-feira, 18 de junho de 2019

"Jesus Cristo foi morto como a Marielle", diz professor para alunos em sala de aula


Mais um episódio de doutrinação ideológica em sala de aula foi gravado pelos alunos e divulgado no último final de semana. Se trata de um professor de Geografia do Sesi de Suzano. O vídeo mostra o docente fazendo críticas ao cenário cultural e político do país, indiretamente, induzindo a opinião dos alunos sobre tais aspectos.

O professor identificado como Jefferson, segundo informações do movimento Escola Sem Partido (ESP), aparentemente contextualiza sua fala ao modo como a figura da mulher é tratada na sociedade atual, tema de um trabalho feito pelos alunos. No entanto, o mesmo chega à comparar o assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), à morte de Jesus Cristo.

Ideologia de gênero e a desconstrução da família


Ao definir ideologia de gênero, devemos considerar dois conceitos bem particulares, que assumem significados distintos: ideologia e movimento. Algumas ideologias viraram movimentos, ao passo que muitos movimentos nasceram sem ideologia.

Hoje, quando precisamos nos referir à ideologia de gênero, é mais prático utilizar a expressão agenda de gênero – lembrando-se de que o termo “agenda” significa projeto, planejamento e sequência.

Essa questão remete a um movimento promovido, no início do século XIX, por uma pessoa de nome Lewis Henry Morgan. Ele dedicou seus estudos a estabelecer três itens no incipiente movimento chamado, então, de “sociedade primitiva”. A intenção de Morgan era demonstrar que o Estado, a ideologia de gênero, a crise da identidade sexual e religião tinham causado grandes problemas na configuração da família. Para Morgan, que desenvolveu sua pesquisa ao lado da tribo dos Iroqueses, nada poderia ser mais errado do que estabelecer o conceito de família na sociedade, pois os vínculos consanguíneos, segundo ele, não existem.

Testemunho: "Após 18 anos sendo protestante fervorosa, fui vencida pela Verdade".


Eu fui vencida pela Verdade. É isso que costumo dizer quando alguém me pergunta o motivo de ter me tornado católica. Resolvi escrever um breve relato de minha pequena história porque para muitos a mudança ainda assusta e as pessoas não entendem como fui “capaz” de me tornar católica.

Fui protestante por dezoito anos, desde muito pequena eu vou à igreja, cresci na Assembleia de Deus e lá permaneci até mais ou menos doze anos de idade.

A partir daí foi só ladeira abaixo, entrei numa igreja de célula M12, é um negócio complicado demais para eu explicar num post de facebook, mas lá participava de encontros em que colocavam-nos num sítio por um fim de semana inteiro e nos submetiam a palestras de cura e libertação. Eu ainda estou no começo dos estudos sobre o assunto tentando entender o fenômeno, então digo, por hora, que a coisa toda fica entre um tipo de psicoterapia grupal, sob a liderança de pastoras desnorteadas, e lavagem cerebral. Eu não quero ofender os membros da seita, os respeito como almas imortais, no entanto eu preciso dizer a verdade do que sei, e sei por experiência direta e contínua.

Não era bonito. Eles abriam as feridas da minha alma e davam-me paliativos para que pudessem abrir de novo quantas vezes precisassem até que eu estivesse domesticada o bastante, era terrível! Fora as humilhações a que era submetida e a vigilância constante das mínimas decisões que tomava em minha vida. Uma submissão total à liderança.

Bem, vivi nesse caos por seis anos, nunca satisfeita, sempre com aquele vazio enorme no peito. Saí da seita depois de um término de namoro muito doloroso e comecei a frequentar outras igrejas protestantes, batista, presbiteriana, etc.

Então num dia difícil, onde eu vivia de crise em crise, com depressão e ansiedade, automutilação, burrice sem fim e perdida na dor que o subjetivismo atroz e a incompreensão do que a vida realmente é me causavam, eu conheci o filósofo e professor Olavo de Carvalho. E minha vida mudou.

Estava eu assistindo vídeos no YouTube quando o Nando Moura, explicando sobre a decadência em que estamos metidos, citou o professor e fui atrás para saber quem era; foi uma centelha de esperança que me invadiu quando assisti o professor pois pela primeira vez na vida eu ouvia alguém falar com veracidade, sem tapeação e com uma inteligência extraordinária, um mestre que ensina e um pai que aconselha; percebi que havia encontrando um tesouro então assisti quase tudo o que havia dele no youtube.

A respeito do catolicismo o que me fez começar a pensar no assunto foi quando ele disse: — fé não é crer no sentido de crença, fé é confiança numa pessoa real, Nosso Senhor Jesus Cristo; você pode crer o quanto quiser mas se não confiar na pessoa real do Cristo você não é cristão — isso foi no podcast dele com o Yuri Vieira e a partir daí eu fui tomada por uma ânsia em buscar a verdade.

Vaticano prepara documento doutrinário sobre ideologia de gênero


A Congregação para a Doutrina da Fé está preparando um documento sobre o ensinamento da Igreja e a antropologia correta no contexto da ideologia de gênero, uma corrente global que nega que o sexo seja algo natural, mas o considera como uma construção sociocultural.

Segundo indicou uma fonte do Vaticano a CNA – agência em inglês do Grupo ACI –, a Congregação para a Doutrina da Fé deveria publicar o texto nos próximos meses, com uma profundidade maior do que o documento divulgado em 10 de junho pela Congregação para a Educação Católica, intitulado "Homem e mulher os criou", que busca ser uma orientação para abordar a questão da ideologia de gênero no contexto educacional de crianças e jovens.

Este documento se centra na educação por ser o âmbito da congregação que o produziu, embora outros especialistas também tenham sido consultados, como é habitual no Vaticano.

Canadá: Aprovam lei que proíbe uso de símbolos religiosos no trabalho


A província de Quebec (Canadá) aprovou no domingo, 16 de junho, uma lei que proíbe funcionários públicos, como professores e juízes, de usar símbolos religiosos em suas horas de trabalho.

O projeto promovido pelo ministro de Imigração, Diversidade e Inclusão de Quebec, Simon Jolin-Barrette, foi apresentado em 28 de março e proíbe o uso de véus muçulmanos, kipá judaica e crucifixos.

A lei afetará futuros funcionários contratados no setor público, incluindo professores, policiais e juízes, enquanto os atuais funcionários do governo em Quebec estariam isentos da proibição, mas não poderiam ser promovidos se a rejeitarem.

Vaticano se pronuncia sobre saúde de Bento XVI


O diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, desmentiu os rumores sobre o estado de saúde do Papa Emérito Bento XVI, os quais asseguravam que ele tinha sofrido um AVC ou derrame cerebral.

Na segunda-feira, 17 de junho, começaram a circular rumores em diversos meios de comunicação e redes sociais que afirmavam que Bento XVI havia sofrido uma leve isquemia, que desencadeou um AVC.

No entanto, Alessandro Gisotti assegurou ao jornal britânico ‘Catholic Herald’ que "esses rumores são falsos".

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Madrasta assassina do menino Rhuan é filiada ao PCdoB


Não há escapatória: por onde passa, a esquerda deixa um rastro de sangue. No caso envolvendo o menino Rhuan, o rastro veio de uma forma muito cruel. É difícil imaginar o quanto alguém pode descer ao nível mais abjeto do ser humano por uma ideologia política.

Toda a concepção de mundo da esquerda se baseia na criação de um novo indivíduo. Esse indivíduo deve obedecer aos mandamentos radicais da ideologia sem titubear. Caso apareça alguma dúvida, um lampejo de contestação, algo que indique que esse indivíduo não rezará na cartilha esquerdista, basta eliminá-lo.

Rhuan foi brutalmente assassinado por ser menino e só por isso. As motivações alegadas pelas assassinas são absurdas. A pouca repercussão na mídia oficial é uma prova definitiva de que, aparelhada por militantes, a nossa imprensa, além de jeca, é porcamente tendenciosa.

A madrasta do menino, para dar amostra do poder assassino da ideologia de esquerda, é filiada ao PCdoB. Na cabeça doentia das assassinas, Rhuan foi um experimento que falhou e por isso descartado. É preciso dizer que nem todas as pessoas de esquerda chegam a esse extremo, mas, dando voz a essa visão deturpada de mundo, acabam colaborando com casos como esse.

Ratinho e SBT terão de pagar R$ 400 mil a padres por inventar história de adultério


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que Carlos Massa e o SBT terão de pagar R$ 400 mil a dois padres por danos morais. A indenização foi aplicada na semana passada, após duas décadas do Programa do Ratinho exibir uma falsa matéria envolvendo os sacerdotes.

A ação foi iniciada em 1999, época em que Ratinho era recém-contratado da emissora de Silvio Santos. Em sua atração, o apresentador mostrou a história de um morador da cidade de Astorga (Paraná) que havia sido largado pela esposa. A mulher teria escolhido ir morar com o padre que celebrou seu casamento.

No entanto, a notícia não passava de fake news. Além disso, Ratinho ilustrou a reportagem com a foto de um outro padre – como se fosse o envolvido no adultério. De acordo com o colunista Lauro Jardim, de O Globo, cada padre receberá o valor de R$ 200 mil.

Morre jovem com câncer terminal ordenado sacerdote em cama de hospital

 
Faleceu nesta segunda-feira, 17 de junho, Pe. Michal Los, o jovem com câncer terminal que foi ordenado sacerdote no mês passado em uma cama de hospital, após receber a autorização do Papa Francisco.

Em um comunicado em sua página no Facebook, a Congregação dos Filhos da Divina Providência (Orionitas) da Polônia expressou seu pesar pelo falecimento e Pe. Michal Los. “Acreditamos que mele se encontrou com Cristo ressuscitado, a quem desejava servir como sacerdote”, manifestaram, ao agradecer também pelas “orações e apoio”.

Por sua vez, os Orionitas no Brasil informaram por meio de sua página no Facebook que o sacerdote polonês “celebrou sua Páscoa às 11h53 e agora está para sempre nos braços do Bom Pai”.

“Vamos orar e rezar, agradecendo ao Senhor por tê-lo dado a nós como testemunha de grande Fé e amor. Não foi a morte que tirou a sua vida, mas sim quem a deu por amor a Cristo e aos pobres”, assinalam.

Comunismo chinês teme até os mártires enterrados


Quando, no último dia 13 de abril (2019), os fiéis foram visitar o túmulo de Mons. Pedro José Fan Xueyan (1907-1992), ex-Cardeal e Bispo da diocese de Baoding, província de Hebei, depararam-se com um obstáculo: duas viaturas de polícia, com câmeras de vigilância e espionagem, bloqueavam a estrada, informou Bitter Winter. Os policias interrogavam os transeuntes e diziam: “Se vão procurar os vossos parentes podem passar. Mas se vão visitar o túmulo (do Bispo), então não podem”.

Segundo um dos fiéis, também havia agentes do governo de uniforme que faziam guarda em volta da sepultura do bispo. Outro posto de controle e bloqueio foi montado na entrada da aldeia de Xiaowangting onde morou o falecido sucessor dos Apóstolos. Cerca de 20 policias com uniformes camuflados garantiam a vigilância em postos de controle ostensivo, analisando cada pedestre que passava.

Um fiel contou que muitos não ousam aproximar-se da sepultura com medo das represálias dos agentes do Partido Comunista. Nestes casos, lembram a memória de Mons. Fan com cerimónias no interior das suas casas. Em 2018, desafiando a polícia, alguns fiéis fizeram uma Cruz com flores sobre o túmulo de Mons. Fan.

“Malgrado a perseguição constante do comunismo, o Bispo preferiu morrer antes que aceitar compromissos. A sua fé inspirou sempre os fiéis sinceros. É isto que assusta o Partido Comunista, que o considera inaceitável”, acrescentou.

O bispo passou mais de trinta anos na prisão porque se recusou a romper a união com Roma e aderir à Associação Patriótica Católica Chinesa, uma dependência do estado marxista. Foi um dos prisioneiros de consciência encarcerados durante o mais longo período de tempo no mundo.

Foi nomeado bispo da diocese de Baoding no dia 12 de Abril de 1951 e foi sagrado dois meses depois. Foi um dos últimos bispos chineses sagrados pela Santa Sé antes que a China maoista rompesse as relações.

Mons. Fan desapareceu em Novembro de 1990. Dava-se por certo o seu martírio até que a 16 de Abril de 1992, a polícia abandonou o seu cadáver congelado num saco de plástico do lado de fora da casa de parentes seus.

As autoridades alegaram que o prelado morrera de pneumonia três dias antes. Porém o corpo presentava fraturas ósseas e outras feridas compatíveis com a tortura. Desde então, desafiando a proibição, todos os anos os fiéis se reúnem em volta do seu túmulo para lhe render homenagem.

Em 2001 o governo enviou um bulldozer para impedir a visita. Também incrementou a vigilância na zona entre os dias 11 e 13 de Abril, bloqueando as estradas num perímetro de 7 quilômetros e meio em volta do lugar da sepultura do heróico prelado.

domingo, 16 de junho de 2019

Modernização esvaziou Igreja Católica de seminaristas, sacerdotes e frades

 
Convento da Conceição de Siguenza-Guadalajara, Espanha

No período “pós-conciliar”, iniciado no século XX, foi assombroso o número das apostasias sacerdotais, dos mosteiros que esvaziaram seus claustros, dos seminários que fecharam.

A “caridade” é uma palavra que quase não quase não se pronuncia com o significado de outrora. Entraram outras vozes mais modernas tiradas da sociologia – da não marxista na melhor das hipóteses.

Na Espanha, mais recentemente se multiplicaram os esforços marqueteiros para preencher os imensos vazios abertos. Com golpes de propaganda pretendem apresentar uma imagem “simpática” e “moderna” da Igreja. Mas os vazios se agigantam. Viram abismos.

Entre esses esforços para mostrar a Igreja como Ela não é para “parar a sangria de vocações”, o jornal de Madri “El País” mencionou uma campanha de sensibilização voltada para os jovens cristãos sob o lema Responde sim ao sonho de Deus.

Os hábeis propagandistas jogam sedutores slogans para jovens que sentem o chamado de Deus e que procuram um seminário ou uma casa religiosa de acordo com a vocação divina.

As campanhas então prometem “oração” e até acenam doações econômicas para os eventuais seminaristas de poucos recursos e ou estrangeiros, especialmente africanos.

Porém, prossegue o “El País”, nada disso convence. Então o número de candidatos matriculados na Espanha decai ano após ano. 

Vaticano diz que as pessoas não podem escolher o seu gênero. Documento oficial choca ativistas católicos


O Vaticano renegou na segunda-feira (10) a ideia de que o gênero de uma pessoa possa ser diferente do sexo com que nasceu. Segundo o The Washington Post, a Igreja Católica também afirmou que a fluidez de identidade não é “baseada nas verdades da existência.”

O direito de “escolher um gênero”, afirmou o Vaticano através de um comunicado oficial, está em “contradição direta com o modelo de casamento enquanto união de um homem com uma mulher.”

Este documento, apresentado em forma de guia para educadores Católicos, prende-se firmemente aos ensinamentos tradicionais de gênero e sexualidade. Membros de comunidades LGBT que também são crentes afirmam que esta tomada de posição confirma os pontos de vista que acreditavam estar a mudar.

“Isto leva-nos de volta à Idade das Trevas”, afirmou Marianne Duddy-Burk, a presidente executiva da associação DignityUSA, um grupo de advoga a inclusão e igualdade LGBT dentro da Igreja. “Acho que é incrivelmente insensível ainda estarmos a falar sobre gênero e sexualidade enquanto escolha ou capricho momentâneo, em vez de o vermos como uma identidade atribuída por Deus.”

O comunicado, que foi emitido pelo departamento do Vaticano associado à educação, coincidiu com o mês em que se celebra o Orgulho Gay um pouco por todo o mundo. Não foi assinado pelo Papa Francisco, mas sim por dois cardeais importantes — Giuseppe Versaldi e Angelo Vincenzo Zani — da Curia Romana.

Esta tomada de posição surge numa altura em que a Igreja enfrenta uma crescente secularização — quando muitos dos seus ensinamentos sobre a sexualidade estão a ser vistos como ultrapassados. Francisco já expressou várias vezes a vontade de se aproximar às comunidades LGBT mas, ao mesmo tempo, também já fez finca pé sobre os assuntos ligados à identidade de gênero — “É terrível”, afirmou o Papa em 2016.

Falando sobre a importância de ouvir e “compreender os eventos culturais das últimas décadas”, esta missiva também refere uma crise na educação sexual, uma “desorientação” que está a desestabilizar a ideia de família e a cancelar as diferenças entre homens e mulheres.

Projeto de lei autoriza o tratamento psicológico à pessoas com transtornos de gênero


O deputado Sargento Isidório (AVANTE-BA), o mais votado do estado da Bahia nas eleições do ano passado, protocolou um projeto de lei que visa autorizar o tratamento psicológico para pessoas que sofrem de transtornos ligados à identidade de gênero. A ideia visa oferecer maior liberdade aos psicólogos do país no tocante ao acolhimento do público LGBT.

O texto foi apresentado no último dia 29 na Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, que é ex-homossexual, o público mais jovem é o alvo principal, uma vez que a propagação da chamada "ideologia de gênero" tem suscitado conflitos de natureza sexual em muitas crianças e adolescentes.

“Dentre essas pessoas, as que mais nos preocupam são as crianças, adolescentes e jovens que, ainda em fase de formação psicológica, portanto sendo mais vulneráveis, podem enfrentar dificuldades, conflitos e crises de identidade tão sérias decorrentes da sua sexualidade que, em alguns casos – infelizmente cada vez mais frequentes – tem levado muitas dessas pessoas ao suicídio", diz um trecho do projeto.

"Nesse sentido, vedar o acesso de pessoas com tamanho sofrimento ao atendimento por profissionais da Psicologia, tão importantes para a nossa sociedade, remete-nos aos editos e decretos nazistas", acrescenta o texto, segundo a Terça Livre.

O projeto está em tramitação e será avaliado nas comissões do Trabalho, de Administração e Serviço Público; Seguridade Social e Família; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Apenas 9% das promessas de doações para reconstrução da Notre-Dame foram cumpridas


No dia seguinte ao incêndio que destruiu parcialmente a Catedral de Notre-Dame de Paris, a solidariedade parecia ter sensibilizado as maiores fortunas da França. No entanto, entre as promessas de doações que chegaram a € 850 milhões, apenas 9% foram cumpridas.

A informação foi revelada pela rádio France Info nesta sexta-feira (14). Segundo o Ministério da Cultura da França, as doações recebidas até o momento chegam a € 80 milhões.

O montante que chegou aos cofres das fundações que gerenciam o patrimônio francês corresponde a pequenas doações particulares, sob forma de cheques, transferências e até mesmo dinheiro vivo. Segundo a France Info, muitos doadores também decidiram recuar, ao perceberem o grande sucesso da mobilização em prol da catedral.

O ministro francês da Cultura, Franck Riester, tentou minimizar a situação, em entrevista ao canal France 2 nesta sexta-feira. "O que acontece é que pode haver pessoas que prometem, mas, no final, não realizam a doação. Mas, sobretudo - e isso é normal - as doações serão feitas progressivamente em função da evolução das obras", afirmou.

Estudo mostra que os Cristãos são os mais perseguidos no mundo e está chegando quase em níveis de um genocídio


A perseguição contra cristãos no mundo está chegando quase aos níveis de um genocídio, segundo um novo estudo publicado por um instituto que observa a violência contra os cristãos em todo o mundo.

O estudo foi encomendado pelo Secretário de Estado para Assuntos Externos do Reino Unido, Jeremy Hunt.

Na análise, liderada pelo Bispo de Truro, o Reverendo Philip Mounstephen, descobriu que uma a cada três pessoas sofrem com a perseguição religiosa de forma global, sendo 80% deles Cristãos e seguidores de Jesus Cristo.

A pesquisa mostra “consistentemente” que os Cristãos são os mais perseguidos no mundo inteiro. O Bispo ainda afirmou:

    “O politicamente correto tem uma responsabilidade nisso”

O documento que ainda não foi finalizado, define perseguição como “tratamento discriminatório podendo ser acompanhando com a percepção ou não de ameaças de violência ou outras coerções”.

No Oriente Médio e no Norte da África, o estudo afirma que a severidade da perseguição contra Cristãos chega bastante próximo ao que a ONU define como genocídio.

O primeiro fato a ser notado foi o massivo êxodo de Cristãos desses países. Na Síria, a população saiu de 1.7 milhão em 2011 para 450 mil em 2019. No Iraque, o número de Cristãos despencou drasticamente, de 1.5 milhão em 2003 para menos de 130 mil hoje.

Segundo o Bispo:

    “Considerando a escala de perseguição dos Cristãos hoje no mundo, as indicações mostram que a situação está piorando e o impacto que envolve a dizimação de certos grupos religiosos, faz necessário com que o governo dê prioridade específica para tais grupos para apoiar a sua fé, em caráter de urgência”

A análise aqui demonstrada não é a única a apontar os mesmos dados. Em 2016, o instituto Pew Research, mostrou que os Cristãos eram perseguidos em pelo menos 144 países, saindo de 19 para 215 em 2015.

A organização não-governamental “Open Doors” também publicou neste ano, que “aproximadamente 245 milhões de Cristãos vivendo nos 50 maiores países do mundo, sofreram altos níveis de perseguição”. A ONG ainda afirmou que o número de países classificados como “extremos níveis” de perseguição saíram de 1 para 11, incluindo a Coreia do Norte.

A população cristã no mundo declinou no último século, de 20% para menos que 4% nos países do Oriente Médio e do Norte da África. A informação é que as cidades tiveram falhas políticas, um aumento considerável no conservadorismo religioso, primariamente muçulmana e o crescimento do radicalismo islâmico pelos militantes.

No Sul da Ásia, o estudo mostra que a perseguição contra cristãos aumentou devido ao crescimento do militarismo nacionalista. Partidos políticos no Paquistão, Índia e Sri Lanka, estão adotando militantes religiosos para aumentar o populismo nas bases eleitorais.

Em 2017, o Sri Lanka, com sua maioria budista, experimentou um aumento de ataques contra Cristãos e muçulmanos, com 97 episódios de violência registrados no ano. Na Índia, a perseguição aumentou consideravelmente desde que o partido Nacionalista Hindu, liderado pelo Primeiro Ministro Narendra Modi entrou no poder em 2014. Os ataques dobraram, de 358 em 2016 para 736 em 2017.

Equador: Bispos rechaçam reconhecimento de casamento gay


A Conferência Episcopal do Equador (CEE) expressou seu rechaço ao recente reconhecimento do casamento gay pela Corte Constitucional e lembrou que o casamento é formado pela união de um homem e uma mulher.

A Corte Constitucional do Equador reconheceu o casamento gay no dia 12 de junho, depois de resolver a consulta apresentada pela Corte Provincial de Pichincha, referente aos casais homossexuais e ativistas LGBT Xavier Benalcázar e Efraín Soria e Rubén Salazar e Carlos Verdesoto.

No caso 11-18-CN, correspondente a Efraín Soria e Xavier Benalcázar, a Corte Constitucional informou que, com o voto favorável dos juízes Agustín Grijalva, Daniela Salazar, Karla Andrade, Ramiro Ávila e Alí Lozada, foi reconhecido "o casamento de pessoas do mesmo sexo".

Os juízes afirmam que se basearam na Opinião Consultiva OC 24/17 da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que interpreta os artigos 11 e 24 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, e na interpretação do artigo 67 da Constituição do Equador, "à luz das normas constitucionais favoráveis ​​à igualdade da pessoa e que rejeitam todo tipo de discriminação".

Em um comunicado publicado em 13 de junho, os bispos assinalaram que "a Corte Constitucional, sob nenhum argumento, tem o direito de reformar o conteúdo da Constituição da República, incluindo a figura do casamento, definida em seu art. 67 como a união de um homem e uma mulher".

Os prelados também destacaram que "dois juízes da Corte Constitucional estavam moral e legalmente impedidos de participar na tramitação destes casos, por terem sido advogados patrocinadores e defensores do casamento igualitário antes de serem nomeados juízes e, além disso, publicamente expressaram com antecipação seus critérios de apoio a esta reivindicação".

Deste modo, a CEE lembrou que "a definição de casamento, como a união de um homem e uma mulher foi aprovada pelo povo equatoriano, através de um referendo realizado em 2008, com 63% dos votos, precisamente para proteger e fortalecer a instituição do casamento que é a única que garante a continuidade da espécie humana e seu livre desenvolvimento, de modo que 5 juízes não podem ir contra a vontade soberana dos equatorianos".

Cristãos no Sri Lanka ainda têm medo após atentados


No próximo dia 21 de junho, completará dois meses dos atentados contra três igrejas cristãs e vários hotéis no Sri Lanka ocorridos no Domingo de Páscoa, quando mais de 300 pessoas morreram e 500 ficaram feridas, mas muitas pessoas ainda têm medo de ir a uma igreja.

Veronique Voguel, diretora de projetos da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), responsável pelo Sri Lanka, viajou ao país asiático para se informar e conhecer pessoalmente a situação em que vivem os cristãos na ilha.

"As medidas de segurança em todo o Sri Lanka foram muito grandes durante a nossa visita; as forças de segurança e os militares estavam presentes em todos os lugares. Particularmente, a população cristã ainda tem medo. Sabe-se que no Domingo de Páscoa, havia mais pessoas envolvidas nos atentados do que aquelas que foram investigadas e presas posteriormente. Deste modo, todo mundo sabe exatamente: em algum lugar ainda há pessoas muito perigosas em liberdade, que poderiam atacar novamente a qualquer momento", destacou Voguel.

No último dia 21 de maio, exatamente um mês após os ataques, as igrejas do Sri Lanka reabriram. No entanto, os cristãos ainda estão com medo.

A diretora de projetos da ACN destacou que "sentem-se atemorizados quando ouvem o som dos sinos. É um testemunho aflito de como as lembranças do Domingo de Páscoa são angustiantes para eles".

"Não entendem porque esse sofrimento lhes aconteceu, no Sri Lanka, após a situação relativamente tranquila dos últimos anos. No entanto, têm uma imensa vontade de viver e uma fé forte. Os cristãos e todos os habitantes do Sri Lanka não querem nenhuma nova guerra civil; eles querem trabalhar por uma paz duradoura", enfatiza Vogel.

China: Morre bispo e autoridades proíbem funeral público


As autoridades da China proibiram o funeral público e o enterro em um cemitério católico do Bispo de Tianjin, Dom Stefano Li Side, que morreu em 8 de junho, aos 92 anos, em prisão domiciliar.

Dom Li Side sempre foi fiel à Santa Sé e, por isso, foi preso várias vezes, 17 anos em campos de trabalhos forçados e exilado em um povoado em prisão domiciliar desde 1992.

Segundo informa ‘Asia News’, a Associação Patriótica Católica, o organismo do governo chinês para o controle da Igreja no país, e à qual Dom Li "sempre se recusou a pertencer, proíbe enterrar seus restos mortais em um cemitério católico".

Um católico local disse a ‘AsiaNews’ que "o governo local é muito mais civilizado do que a Associação Patriótica", que ordenou que o bispo não tivesse o seu funeral na Catedral de São José (Xikai), em Tianjin. Os sacerdotes que quiseram se despedir, tiveram apenas dez minutos para rezar diante de seus restos e não puderam estar na Missa de exéquias.

Atriz Isis Valverde lamenta morte de menino Rhuan, feministas criticam


Rhuan tinha 9 anos. Foi sequestrado, castrado, assassinado com dez facadas, decapitado vivo, queimado e esquartejado. Autoras da barbaridade: a mãe e sua companheira. A tragédia não obteve repercussão na grande mídia, formou-se um espiral de silêncio em torno do caso. A atriz Isis Valverde lamentou a morte da criança em seu perfil no Instagram, atitude que foi criticada pelas feministas.

“Passei dias com um aperto no peito sem conseguir falar sobre o assunto. Me feriu a alma ler e escutar aqueles dois monstros falando sobre como massacraram esta criança com a maior frieza do mundo! […] Tive pesadelos envolvendo a história e hoje decidi escrever aqui uma homenagem a esta criança linda, que não escolheu nascer, não escolheu morrer, que não escolheu NADA. Espero que a justiça seja feita nos céus e na terra, afinal, nem um animal irracional mata sua cria”, escreveu a atriz.

“Uma mordaça será colocada em todos”, alertam Bispos do Regional NE1



CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
NOTA DA CNBB REGIONAL NE 01

Como pastores do Povo de Deus – nós, Bispos do Regional NE1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, denunciamos o grave perigo que representam a aprovação de Projetos de Lei no Congresso Nacional e os Julgamentos em curso no Supremo Tribunal Federal – STF voltados para a criminalização do bom senso.

Querem impedir a liberdade de expressão de opiniões científicas e/ou religiosas a respeito da normalidade da sexualidade humana, da desconstrução da identidade etc.

Uma mordaça será colocada em todos que se posicionam contra a destruição dos valores que sustentam uma sociedade saudável, justa e verdadeiramente livre. É preciso posicionar-se de forma crítica diante dessa verdadeira colonização ideológica e cultural como tem denunciado reiteradas vezes o Santo Padre, o papa Francisco: “As colonizações ideológicas e culturais somente olham o presente, renegam o passado e não olham o futuro” (21.11.2017, homilia casa S. MartaRoma).

Neste sentido, conclamamos todos os nossos irmãos/ãs, como também os nossos parlamentares a se posicionarem contra todos Projetos de Lei que, se aprovados, promoverão o incremento da violência, e de tantas outras formas nocivas para a sociedade.

É de fundamental importância que a população exerça sua legítima força de pressão junto aos parlamentares.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Deputada católica denuncia ativismo do STF em decisão que equipara “homofobia” a racismo


Em julgamento na noite de quinta-feira, 13 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela equiparação da “homofobia” e da “transfobia” ao crime de racismo, decisão que, conforme denunciou a deputada católica Chris Tonietto demonstra o “ativismo judicial”, que usurpa uma competência do Legislativo.

O Supremo concluiu o julgamento que teve início em fevereiro deste ano sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26 e o Mandado de Injunção (MI) 4733, os quais solicitavam o reconhecimento da omissão do Congresso Nacional ao legislar sobre a criminalização do tema e o enquadramento da “homofobia” e da “transfobia” no crime de racismo, de acordo com a Lei 7.716/1989.

Em sua decisão, o STF afirma que esta é válida “até que sobrevenha lei emanada do Congresso Nacional”.

Entretanto, para a deputada federal católica Chris Tonietto, este julgamento no Supremo foi “o mais absurdo dos últimos tempos”, demonstrando “o absolutismo do STF”.

“Quando não se reconhece nenhum princípio anterior e superior à lei, em pouco tempo a própria lei será corrompida”, comentou a parlamentar, ao informar que “a cultura do positivismo jurídico e as forças da anticivilização e da barbárie alcançaram hoje uma grande vitória, e o povo brasileiro é sua vítima: por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal acaba de decidir pela equiparação da ‘homofobia’ ao crime de racismo”.

Segundo Tonietto, “com esta atitude, instala-se no Brasil a tirania de uma Suprema Corte que demonstra cada vez mais não possuir qualquer comprometimento com a ordem democrática e constitucional que garante a paz e a prosperidade de nosso país”.

“Ao punir como crime de racismo uma ficção jurídica, que sequer possui tipificação penal, abre o STF um precedente para todo tipo de arbitrariedade”, adverte.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Pobres não são lixo humano, precisam de amor, diz Papa


MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O III DIA MUNDIAL DOS POBRES

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(17 DE NOVEMBRO DE 2019)

«A esperança dos pobres jamais se frustrará»

1. «A esperança dos pobres jamais se frustrará» (Sal 9, 19). Estas palavras são de incrível atualidade. Expressam uma verdade profunda, que a fé consegue gravar sobretudo no coração dos mais pobres: a esperança perdida devido às injustiças, aos sofrimentos e à precariedade da vida será restabelecida.

O salmista descreve a condição do pobre e a arrogância de quem o oprime (cf. Sal 10, 1-10). Invoca o juízo de Deus, para que seja restabelecida a justiça e vencida a iniquidade (cf. Sal 10, 14-15). Parece ecoar nas suas palavras uma questão que atravessa o decurso dos séculos até aos nossos dias: como é que Deus pode tolerar esta desigualdade? Como pode permitir que o pobre seja humilhado, sem intervir em sua ajuda? Por que consente que o opressor tenha vida feliz, enquanto o seu comportamento haveria de ser condenado precisamente devido ao sofrimento do pobre?

No período da redação do Salmo, assistia-se a um grande desenvolvimento económico, que acabou também – como acontece frequentemente – por gerar fortes desequilíbrios sociais. A desigualdade gerou um grupo considerável de indigentes, cuja condição aparecia ainda mais dramática quando comparada com a riqueza alcançada por poucos privilegiados. Observando esta situação, o autor sagrado pinta um quadro realista e muito verdadeiro.

Era o tempo em que pessoas arrogantes e sem qualquer sentido de Deus espiavam os pobres para se apoderar até do pouco que tinham, reduzindo-os à escravidão. A realidade, hoje, não é muito diferente! A numerosos grupos de pessoas, a crise económica não lhes impediu um enriquecimento tanto mais anómalo quando confrontado com o número imenso de pobres que vemos pelas nossas estradas e a quem falta o necessário, acabando por vezes humilhados e explorados. Acodem à mente estas palavras do Apocalipse: «Porque dizes: “sou rico, enriqueci e nada me falta”, e não te dás conta de que és um infeliz, um miserável, um pobre, um cego, um nu?» (3, 17). Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus.

2. Também hoje devemos elencar muitas formas de novas escravidões a que estão submetidos milhões de homens, mulheres, jovens e crianças.

Todos os dias encontramos famílias obrigadas a deixar a sua terra à procura de formas de subsistência noutro lugar; órfãos que perderam os pais ou foram violentamente separados deles para uma exploração brutal; jovens em busca duma realização profissional, cujo acesso lhes é impedido por míopes políticas económicas; vítimas de tantas formas de violência, desde a prostituição à droga, e humilhadas no seu íntimo. Além disso, como esquecer os milhões de migrantes vítimas de tantos interesses ocultos, muitas vezes instrumentalizados para uso político, a quem se nega a solidariedade e a igualdade? E tantas pessoas sem abrigo e marginalizadas que vagueiam pelas estradas das nossas cidades?

Quantas vezes vemos os pobres nas lixeiras a catar o descarte e o supérfluo, a fim de encontrar algo para se alimentar ou vestir! Tendo-se tornado, eles próprios, parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo. Aos pobres, frequentemente considerados parasitas da sociedade, não se lhes perdoa sequer a sua pobreza. A condenação está sempre pronta. Não se podem permitir sequer o medo ou o desânimo: simplesmente porque pobres, serão tidos por ameaçadores ou incapazes.

Drama dentro do drama, não lhes é consentido ver o fim do túnel da miséria. Chegou-se ao ponto de teorizar e realizar uma arquitetura hostil para desembaraçar-se da sua presença mesmo nas estradas, os últimos espaços de acolhimento. Vagueiam duma parte para outra da cidade, esperando obter um emprego, uma casa, um afeto… Qualquer possibilidade que eventualmente lhes seja oferecida, torna-se um vislumbre de luz; e mesmo nos lugares onde deveria haver pelo menos justiça, até lá muitas vezes se abate sobre eles violentamente a prepotência. Constrangidos durante horas infinitas sob um sol abrasador para recolher a fruta da época, são recompensados com um ordenado irrisório; não têm segurança no trabalho, nem condições humanas que lhes permitam sentir-se iguais aos outros. Para eles, não existe fundo de desemprego, liquidação nem sequer a possibilidade de adoecer.

Com vivo realismo, o salmista descreve o comportamento dos ricos que roubam os pobres: «Arma ciladas para assaltar o pobre e (…) arrasta-o na sua rede» (cf. Sal 10, 9). Para eles, é como se se tratasse duma caçada, na qual os pobres são perseguidos, presos e feitos escravos. Numa condição assim, fecha-se o coração de muitos, e leva a melhor o desejo de desaparecer. Em suma, reconhecemos uma multidão de pobres, muitas vezes tratados com retórica e suportados com fastídio. Como que se tornam invisíveis, e a sua voz já não tem força nem consistência na sociedade. Homens e mulheres cada vez mais estranhos entre as nossas casas e marginalizados entre os nossos bairros.

3. O contexto descrito pelo salmo tinge-se de tristeza, devido à injustiça, ao sofrimento e à amargura que fere os pobres. Apesar disso, dá uma bela definição do pobre: é aquele que «confia no Senhor» (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado. Na Escritura, o pobre é o homem da confiança! E o autor sagrado indica também o motivo desta confiança: ele «conhece o seu Senhor» (cf. 9, 11) e, na linguagem bíblica, este «conhecer» indica uma relação pessoal de afeto e de amor.

Encontramo-nos perante uma descrição verdadeiramente impressionante, que nunca esperaríamos. Assim faz sobressair a grandeza de Deus, quando Se encontra diante dum pobre. A sua força criadora supera toda a expetativa humana e concretiza-se na «recordação» que Ele tem daquela pessoa concreta (cf. 9, 13). É precisamente esta confiança no Senhor, esta certeza de não ser abandonado, que convida o pobre à esperança. Sabe que Deus não o pode abandonar; por isso, vive sempre na presença daquele Deus que Se recorda dele. A sua ajuda estende-se para além da condição atual de sofrimento, a fim de delinear um caminho de libertação que transforma o coração, porque o sustenta no mais profundo do seu ser.

4. Constitui um refrão permanente da Sagrada Escritura a descrição da ação de Deus em favor dos pobres. É Aquele que «escuta», «intervém», «protege», «defende», «resgata», «salva»… Em suma, um pobre não poderá jamais encontrar Deus indiferente ou silencioso perante a sua oração. É Aquele que faz justiça e não esquece (cf. Sal 40, 18; 70, 6); mais, constitui um refúgio para o pobre e não cessa de vir em sua ajuda (cf. Sal 10, 14).

Podem-se construir muitos muros e obstruir as entradas, iludindo-se assim de sentir-se a seguro com as suas riquezas em prejuízo dos que ficam do lado de fora. Mas não será assim para sempre. O «dia do Senhor», descrito pelos profetas (cf. Am 5, 18; Is 2 – 5; Jl 1 – 3), destruirá as barreiras criadas entre países e substituirá a arrogância de poucos com a solidariedade de muitos. A condição de marginalização, em que vivem acabrunhadas milhões de pessoas, não poderá durar por muito tempo. O seu clamor aumenta e abraça a terra inteira. Como escrevia o Padre Primo Mazzolari: «O pobre é um contínuo protesto contra as nossas injustiças; o pobre é um paiol. Se lhe ateias o fogo, o mundo vai pelo ar».

5. Não é possível jamais iludir o premente apelo que a Sagrada Escritura confia aos pobres. Para onde quer que se volte o olhar, a Palavra de Deus indica que os pobres são todos aqueles que, não tendo o necessário para viver, dependem dos outros. São o oprimido, o humilde, aquele que está prostrado por terra. Mas, perante esta multidão inumerável de indigentes, Jesus não teve medo de Se identificar com cada um deles: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). Esquivar-se desta identificação equivale a ludibriar o Evangelho e diluir a revelação. O Deus que Jesus quis revelar é este: um Pai generoso, misericordioso, inexaurível na sua bondade e graça, que dá esperança sobretudo a quantos estão desiludidos e privados de futuro.

Como não assinalar que as Bem-aventuranças, com que Jesus inaugurou a pregação do Reino de Deus, começam por esta expressão: «Felizes vós, os pobres» (Lc 6, 20)? O sentido deste anúncio paradoxal é precisamente que o Reino de Deus pertence aos pobres, porque estão na condição de o receber. Encontramos tantos pobres cada dia! Às vezes parece que o transcorrer do tempo e as conquistas da civilização, em vez de diminuir o seu número, aumentam-no. Passam os séculos, e aquela Bem-aventurança evangélica apresenta-se cada vez mais paradoxal: os pobres são sempre mais pobres, e hoje são-no ainda mais. Mas, colocando no centro os pobres ao inaugurar o seu Reino, Jesus quer-nos dizer precisamente isto: Ele inaugurou, mas confiou-nos, a nós seus discípulos, a tarefa de lhe dar seguimento, com a responsabilidade de dar esperança aos pobres. Sobretudo num período como o nosso, é preciso reanimar a esperança e restabelecer a confiança. É um programa que a comunidade cristã não pode subestimar. Disso depende a credibilidade do nosso anúncio e do testemunho dos cristãos.

Torturado e esquartejado, ele não se chamava "Marielle" - Era só um menino de 9 anos


O assassinato brutal do menino Rhuan Maycon da Silva Castor, de apenas 9 anos, cometido por sua própria mãe e a parceira com quem mantinha uma relação homossexual, revela mais uma vez e de forma estarrecedora o quanto grupos políticos, movimentos sociais e boa parte da grande mídia tratam de forma seletiva a questão sobre direitos humanos no Brasil.

O crime bárbaro ocorreu no dia 31 de maio, em Samambaia Norte, região de Brasília, DF. A cabeleireira Rosana Auri da Silva Candido (27) e sua namorada, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa, 28 anos, deram 12 facadas em Rhuan e em seguida esquartejaram o seu corpo, colocando suas partes em duas malas para serem descartadas.

Segundo um laudo da Polícia Civil, o garoto já passava por tortura física e psicológica a pelo menos um ano. Como sinal disso, seu pênis teria sido mutilado pela mãe, que cultivou ódio contra a figura masculina e por isso teria descontado sua revolta no próprio filho, por ser homem.

Rhuan foi retirado da guarda do pai, Maycon Douglas Lima de Castro, em 2015 e de forma ilegal. “A gente postava no Facebook fotos e as pessoas indicavam onde ele estava. Tentamos salvar o Rhuan”, disse ele emocionado ao portal Metrópoles. Sem ser encontrado, o garoto passou a viver com a mãe e sua parceira, além de uma menina de 8 anos, filha de Kacyla, que presenciou a cena do crime.

Segundo a conselheira tutelar Cláudia Regina Carvalho, a menina de 8 anos que também falou sobre o que viu do crime apresentou forte rejeição ao pai, o agente penitenciário de Rio Branco (AC) Rodrigo Oliveira. Ao que tudo indica, ela foi vítima de alienação parental. Ou seja, Kacyla e Rosana influenciaram a visão da menina sobre a figura paterna.

“Ela tem a figura masculina como agressora. Se refere ao irmão [Rhuan] como primo e estava ressentida. Disse que tinham desavenças, no entanto, não mencionou agressão por parte da mãe. Pelo contrário: falava dela com um grande carinho”, disse Cláudia Regina Carvalho.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Novo documento do Vaticano bate forte na Ideologia de Gênero



A Congregação para a Educação Católica lançou na última segunda (10) um documento chamado “Homem e Mulher os criou”, que traça uma abordagem para as questões de gênero nas instituições católicas de ensino. Também dá algumas diretrizes para a atuação de educadores católicos, mesmo fora de instituições confessionais.

Segundo o Cardeal Giuseppe Versaldi, prefeito da congregação, o documento procura diferenciar a ideologia de gênero que, segundo o Papa Francisco pretende “impor-se como um pensamento único que determine a educação infantil”, dos estudos de gênero, que aprofundam adequadamente as diferenças entre homens e mulheres nas diversas culturas. Essa diferença precisa ser estabelecida para que se possa abrir um justo diálogo com as áreas de estudo, deixando de lado a imposição ideológica.

Partindo disso, o cardeal afirma que “o documento traça a história, concentra-se em pontos de encontro razoáveis e propõe a visão antropológica cristã” como via para a educação.

O documento é dividido em 3 partes principais: ouvir, analisar e propor. Abaixo, um breve resumo de cada uma.

O único Salvador e Sua única Igreja


Caro Amigo, gostaria, de recordar uma declaração da Santa Sé, da Congregação para a Doutrina da Fé, publicada por ordem de São João Paulo II, a Declaração Dominus Iesus. O objetivo do documento era, na verdade, “recordar aos Bispos, aos teólogos e a todos os fiéis católicos alguns conteúdos doutrinais imprescindíveis” para a nossa fé católica e apostólica.

Primeiramente o texto critica uma ideia muito difundida hoje em dia que afirma que todas as religiões têm o mesmo valor, pois cada uma ensina uma parte da verdade. A verdade divina é tão grande – dizem alguns – que nenhuma religião por si só pode exprimi-la totalmente. Assim, Jesus Cristo seria apenas parte da verdade de Deus. Mas esta verdade precisaria ser completada pelo que outras religiões apresentam: Buda, Confúcio, Maomé, etc, seriam outras manifestações da única verdade divina. Jesus poderia até ser a manifestação mais completa desta verdade, mas Ele não seria a verdade absoluta e universal.

Que pensar de tal opinião? O Documento insiste que é necessário “reafirmar, antes de mais, o caráter definitivo e completo da revelação de Jesus Cristo. Deve, de fato, crer-se firmemente na afirmação que no mistério de Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado, que é o Caminho, a Verdade e a Vida (cf. Jo 14,6), dá-se a revelação da plenitude da verdade divina. (...) A verdade profunda, tanto a respeito de Deus como da salvação dos homens, manifesta-se a nós por esta revelação na Pessoa de Jesus Cristo que é simultaneamente o mediador e a plenitude da revelação”.

Em outras palavras, “é contrária à fé da Igreja a tese que defende o caráter limitado, incompleto e imperfeito da revelação de Jesus Cristo, que seria complementar da que é presente nas outras religiões. (...) Temos em Jesus Cristo a revelação plena e completa do mistério salvífico de Deus!” Assim, Jesus é a revelação plena do Pai e tudo quanto contradiga Sua revelação não está de acordo com a verdade divina. Isso não significa que as religiões não-cristãs sejam más: elas têm elementos da verdade e até podem ajudar o homem na sua busca de Deus, que “não deixa de Se tornar presente sob variadas formas quer aos indivíduos, quer aos povos, através de suas riquezas espirituais, das quais a principal e essencial expressão são as religiões, mesmo se contêm lacunas, insuficiências e erros”. Contudo tais religiões não são fruto da revelação divina e sim da busca de verdade que, por vontade de Deus, reside no coração do homem.

Quanto aos textos “sagrados” dessas religiões (o Corão, o Veda, etc), são expressão dessa busca que se encontra no íntimo de cada ser humano e, neste sentido, merecem nosso respeito. Contudo não são inspirados pelo Espírito Santo no sentido da inspiração bíblica.