segunda-feira, 1 de março de 2021

Após protestos, Dória recua e reconhece religião como atividade essencial



O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira, 1º, que as atividades religiosas foram incluídas na lista de serviços essenciais durante a pandemia do coronavírus. Assim como as outros serviços, os templos religiosos deverão respeitar as determinações da Vigilância Sanitária e os protocolos da Secretaria da Saúde. “Esperança, fé e oração”, disse o governador durante o anúncio. O decreto foi assinado por Doria nesta segunda e será publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira, 2. Durante a coletiva de imprensa, ele afirmou que o decreto irá virar uma Lei.

“Eu entendo que as igrejas, de qualquer religião, tem um papel essencial, sim, evidentemente obedecendo os cuidados necessários e as recomendações feitas pela Vigilância Sanitária. Entendo que a oração ajuda muito você a aumentar sua resiliência, sua resistência e esperança em relação ao futuro”, justificou Doria. A fase vermelha do Plano São Paulo, no entanto, já permitia a realização de cultos e missas, desde que respeitado os protocolos de distanciamento social, uso de máscaras e aferição da temperatura.

Palavra de Vida: “Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos, ensinai-me as vossas veredas” (Sl 25 [24], 4)


Este salmo apresenta-nos um homem que se sente cercado por perigos e ameaças. Ele precisa de encontrar o caminho certo, que o leve finalmente para fora de perigo. Mas quem o poderá ajudar?

Consciente da sua fragilidade, finalmente levanta o olhar e clama pelo Senhor, pelo Deus de Israel, que nunca abandonou o Seu povo, mas sempre o guiou no longo caminho da travessia do deserto até à Terra Prometida.

A experiência dessa caminhada faz renascer no viandante a esperança. É uma ocasião privilegiada para uma nova intimidade com Deus, para nos podermos abandonar confiadamente no Seu amor fiel, apesar da nossa infidelidade.

Na linguagem bíblica, caminhar com Deus é também uma lição de vida, é aprender a reconhecer o Seu desígnio de salvação.

“Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos, 
ensinai-me as vossas veredas”

Muitas vezes, depois de termos percorrido os caminhos da nossa suposta autossuficiência, encontramo-nos desorientados, confusos, mais conscientes dos nossos limites e das nossas faltas. Gostaríamos de encontrar de novo a bússola da vida e, com ela, o percurso até à meta.

Este Salmo ajuda-nos muito. Impele-nos a fazer uma experiência nova ou renovada de encontro pessoal com Deus, de confiança na Sua amizade.

Dá-nos coragem para sermos dóceis aos Seus ensinamentos, que nos convidam constantemente a sair de nós mesmos para O seguir pelo caminho do amor, caminho que Ele próprio percorreu, antes de nós, para vir ao nosso encontro.

Este Salmo pode ser uma oração, para nos acompanhar ao longo do dia e fazer de cada momento, alegre ou doloroso, uma etapa do nosso caminho.

1ª Pregação da Quaresma: "Convertei-vos e crede no Evangelho".


“CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO!”
Primeira Pregação, Quaresma de 2021
 

Como de costume, dedicamos esta primeira meditação a uma introdução geral ao tempo quaresmal, antes de entrar no tema específico no programa, uma vez concluído o retiro espiritual da Cúria. No Evangelho do primeiro domingo da Quaresma do ano B, ouvimos o anúncio programático com o qual Jesus inicia seu ministério público: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”(Mc 1,15). Vamos meditar sobre este apelo sempre presente de Cristo.

De conversão, fala-se em três momentos ou contextos diversos do Novo Testamento. Cada vez, vem à luz uma sua componente nova. Juntas, as três passagens nos dão uma ideia completa sobre o que é a metanóia evangélica. Não está dito que devemos experimentá-las todas as três juntas, com a intensidade. Há uma conversão para cada estação da vida. O importante é que cada um de nós descubra a que serve para si neste momento.

Convertei-vos, isto é, crede!

A primeira conversão é aquela que ressoa no início da pregação de Jesus e que está resumida nas palavras: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). Procuremos entender o que significa aqui a palavra conversão. Antes de Jesus, converter-se significava sempre um “voltar atrás” (o termo hebraico, shub, significa inverter a rota, voltar nos próprios passos). Indicava o ato de quem, a um certo ponto da vida, percebe estar “fora do rumo”. Então se detém, reconsidera; decide voltar à observância da lei e de retornar à aliança com Deus. A conversão, neste caso, tem um significado fundamentalmente moral e sugere a ideia de algo penoso a se cumprir: mudar costumes, deixar de fazer isso ou aquilo...

Nos lábios de Jesus, este significado muda. Não porque ele se divirta em mudar os significados das palavras, mas porque, com sua vinda, mudaram as coisas. “Cumpriu-se o tempo, e está próximo o Reino de Deus!”. Converter-se não significa mais voltar atrás, à antiga aliança e à observância da lei, mas significa mais dar um salto adiante e entrar no Reino, agarrar a salvação que veio aos homens gratuitamente, por livre e soberana iniciativa de Deus.

“Arrependei-vos e crede” não significam duas coisas diversas e sucessivas, mas a mesma ação fundamental: convertei-vos, isto é, crede! «Prima conversio fit per fidem», escreveu S. Tomás de Aquino: a primeira conversão consiste em crer.[1] Tudo isso requer uma verdadeira “conversão”, uma mudança profunda no modo de conceber as nossas relações com Deus. Exige passar da ideia de um Deus que pede, que ordena, que ameaça, à ideia de um Deus que vem com as mãos cheias para se dar todo a nós. É a conversão da “lei” à “graça”, tão querida a São Paulo.

“Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças...”

Escutemos agora a segunda passagem em que, no Evangelho, volta a se falar de conversão:

“Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: ‘Quem é o maior no Reino dos Céus?’ Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: ‘Em verdade vos digo, se não vos converterdes e nãos vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus’” (Mt 18,1-3).

Esta vez, sim, que converter-se significa voltar atrás, até mesmo a quando se era criança! O próprio verbo usado, strefo, indica inversão de marcha. Esta é a conversão de quem já entrou no Reino, acreditou no evangelho, já está há tempos no serviço de Cristo. É a nossa conversão!

O que supõe a discussão sobre quem é o maior? Que a preocupação maior não é mais o reino, mas o próprio lugar nele, o próprio eu. Cada um deles tinha algum título para aspirar a ser o maior: Pedro tinha recebido a promessa do primado; Judas, a caixa; Mateus podia dizer que tinha deixado mais do que os outros; André, que tinha sido o primeiro a segui-lo; Tiago e João, que estiveram com ele no Tabor... Os frutos desta situação são evidentes: rivalidades, suspeitas, confrontos, frustração.

Jesus, de imediato, tira o véu. Nem como primeiros, deste modo nem se entra no reino! O remédio? Converter-se, mudar completamente perspectiva e direção. A que Jesus propõe é uma verdadeira revolução copernicana. É preciso “descentralizar-se de si mesmo e recentralizar-se em Cristo”.

Jesus fala mais simplesmente de um tornar-se criança. Tornar-se criança, para os apóstolos, significava voltar a como eram no momento do chamado às margens do lago ou no posto de arrecadação: sem pretensões, sem títulos, sem confrontos entre si, sem invejas, sem rivalidades. Ricos apenas de uma promessa (“Farei de vós pescadores de homens”) e de uma presença, a de Jesus; a quando eram ainda companheiros de aventura, não concorrentes pelo primeiro lugar. Também para nós, tornar-se criança significa voltar ao momento em que descobrimos sermos chamados, ao momento da ordenação sacerdotal, da profissão religiosa, ou do primeiro verdadeiro encontro pessoal com Jesus. Quando dizíamos: “Só Deus basta!”, e acreditávamos.

“Não és frio, nem quente”

O terceiro contexto em que recorre, martelante, o convite à conversão, é dado pelas sete cartas às Igrejas do Apocalipse. As sete cartas são dirigidas a pessoas e comunidades que, como nós, vivem há tempos a vida cristã e, ainda mais, exercem nelas uma papel-guia. São endereçadas ao anjo das diversas Igrejas: “Ao anjo da igreja que está em Éfeso”. Não se explica este título senão em referência, direta ou indireta, ao pastor da comunidade. Não se pode pensar que o Espírito Santo atribua a anjos a responsabilidade das culpas e desvios que são denunciados nas diversas igrejas, muito menos que o convite à conversão seja dirigido a anjos ao invés de homens.

Das sete cartas do Apocalipse, a que deve nos fazer refletir mais do que as outras é a carta à Igreja de Laodiceia. Conhecemos seu tom severo: “Conheço as tuas obras. Não és frio, nem quente... porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca... Sê zeloso, pois, e arrepende-te” (Ap 3,15ss). Aqui, trata-se da conversão da mediocridade e da tibieza.

Na história da santidade cristã, o exemplo mais famoso da primeira conversão, a do pecado à graça, é Santo Agostinho; o exemplo mais instrutivo da segunda conversão, a da tibieza ao fervor, é Santa Teresa d’Ávila. O que ela diz de si em seu Livro da Vida é certamente exagerado e ditado pela delicadeza da sua consciência, mas, em todo caso, pode servir a todos nós para um útil exame de consciência.

“Comecei, pois, assim, de passatempo em passatempo, de vaidade em vaidade, de ocasião em ocasião, a pôr novamente em risco a minha alma [...]. As coisas de Deus me davam prazer, e eu não sabia desvencilhar-me daquelas do mundo. Queria conciliar estes dois inimigos entre si e tão contrários: a vida do espírito com os justos e os passatempos dos sentidos”.

O resultado deste estado era uma profunda infelicidade:

“Caía e me reerguia, e me reerguia tão mal que voltava a cair. Eu estava tão por baixo em relação à perfeição, que quase não me dava conta dos pecados veniais, e não temia os mortais como deveria, pois não fugia de seus perigos. Posso dizer que a minha vida era das mais penosas que se possam imaginar, pois eu não me deleitava nem com Deus, nem me sentia contente com o mondo. Quando estava nos passatempos mundanos, o pensamento daquilo que eu devia a Deus me fazia transcorrê-los com pena; e quando estava com Deus, vinham-se a distrair os afetos do mundo”[2].

Muitos poderiam descobrir nesta análise o real motivo da própria insatisfação e descontentamento.

Falamos, portanto, de conversão da tibieza. São Paulo exortava os cristãos de Roma com as palavras: “Não sejais lentos na solicitude, sede fervorosos no espírito” (Rm 12,11). Seria de se replicar: “Mas, caro Paulo, justamente aqui está o problema! Como passar da tibieza ao fervor, se alguém fatalmente aí caiu?” Nós podemos, pouco a pouco, escorregar na tibieza, como se cai na areia movediça, mas não podemos sair sozinhos, quase puxando-nos pelos cabelos.

Esta nossa objeção nasce do fato de que negligenciamos ou interpretamos mal o acréscimo “no espírito” (en pneumati), que o Apóstolo põe na exortação: “sede fervorosos”. Em Paulo, a palavra “Espírito” indica, ou inclui, quase sempre uma referência ao Espírito Santo. Jamais se trata exclusivamente do nosso espírito ou da nossa vontade, exceto em 1Ts 5,23, onde indica uma componente do homem, ao lado do corpo e da alma.

Somos herdeiros de uma espiritualidade que concebia o caminho de perfeição segundo as três etapas clássicas: via purgativa, via iluminativa e via unitiva. Em outras palavras, é preciso exercitar-se longamente na renúncia e na mortificação, antes de poder experimentar o fervor. Há uma grande sabedoria e uma experiência secular à base de tudo isso, e ai de se pensar que tudo esteja superado. Não, não está superado, mas não é a única via que segue a graça de Deus. Um esquema assim rígido denota uma lenta e progressiva mudança do acento da graça ao esforço do homem. Segundo o Novo Testamento, há uma circularidade e uma simultaneidade, por isso, se é verdade que a mortificação é necessária para chegar ao fervor do Espírito, é também verdade que o fervor do Espírito é necessário para chegar a praticar a mortificação. Uma ascese assumida sem um forte impulso inicial do Espírito seria um esforço morto, e não produziria nada senão “vaidade da carne”. O Espírito nos é dado para estarmos condições de nos mortificarmos, mais do que como prêmio por termos nos mortificado. “Se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis”, escreve o Apóstolo (Rom 8,13). Esta segunda via que vai do fervor à ascese e à prática das virtudes foi a via que Jesus fez percorrer os seus apóstolos. Escreve o grande teólogo bizantino Cabásilas:

“Os apóstolos e pais da nossa fé tiveram a vantagem de serem instruídos em toda doutrina e, ainda mais, do Salvador em pessoa. [...] Contudo, mesmo tendo conhecido tudo isso, enquanto não foram batizados [em Pentecostes, com o Espírito], não mostraram nada de novo, de nobre, de espiritual, de melhor do que o antigo. Mas quando veio para eles o batismo e o Paráclito irrompeu em suas almas, então se tornaram novos e abraçaram uma vida nova, foram guia para os demais e fizeram arder a chama do amor por Cristo em si nos outros. [...] Do mesmo modo, Deus conduz à perfeição todos os santos vindos depois deles”[3].

Os Padres da Igreja expressavam tudo isso com a sugestiva imagem da “sóbria embriaguez”. O que levou muitos deles a retomar este tema, já desenvolvido por Fílon de Alexandria[4], foram as palavras de Paulo aos Efésios:

“Não vos embriagueis com vinho, que leva ao descontrole, mas enchei-vos do Espírito: entoai juntos salmos, hinos e cânticos espirituais, cantai e salmodiai ao Senhor, de todo o coração” (Ef 5,18-19).

Ratzinger repete: "Não há dois Papas"



A renúncia ao pontificado, feita oito anos atrás, foi uma "escolha difícil", mas feita "em plena consciência", da qual ele não se arrependeu de forma alguma. Mais uma vez o  Papa emérito Bento XVI, embora em voz baixa, repete o que já disse várias vezes para desmentir os "amigos um tanto fanáticos" que continuam a ver "teorias conspiratórias" por trás da decisão de deixar a Cátedra de Pedro, retirando-se por razões de velhice. Isto foi reiterado por Joseph Ratzinger em uma entrevista ao jornal Corriere della Sera.

"Foi uma decisão difícil", explicou o Papa emérito, "mas tomei-a em plena consciência, e acredito que fiz muito bem". Alguns de meus amigos um tanto "fanáticos" ainda estão irritados, eles não quiseram aceitar minha escolha. Acreditam nas teorias de conspiração: alguns disseram que foi por causa do escândalo Vatileaks, outros por causa de um complô da lobby gay, outros ainda por causa do caso do teólogo conservador Lefebvrian Richard Williamson. Eles não querem acreditar em uma escolha feita conscientemente. Mas minha consciência está limpa".

Bispos brasileiros voltam a suspender Missas com fiéis devido a Covid-19



Frente ao aumento de registro de casos de Covid-19 no Brasil, bem como da média de mortes no país pela doença, alguns governos estaduais adotaram novas medidas restritivas a fim de evitar a propagação do vírus e, em razão disso, Arquidioceses e Dioceses decidiram suspender novamente as Missas com a presença de fiéis, orientando as transmissões on-line.

Não é a primeira vez que Dioceses e Arquidioceses brasileiras suspendem a celebração da Missa com fiéis devido à pandemia de Covid-19.

Em 2020, nos primeiros meses em que a doença foi detectada no país e frente ao crescimento dos casos, muitas circunscrições eclesiásticas tomaram esta decisão. Até as celebrações da Semana Santa e Páscoa aconteceram sem a presença dos fiéis no Brasil e em vários países, incluindo o Vaticano.

Em carta enviada às Conferências Episcopais de todo o mundo, com aprovação do Papa Francisco, em setembro de 2020, o então prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Liturgia dos Sacramentos, Cardeal Robert Sarah (cuja renúncia foi aceita pelo Santo Padre no último dia 20 de fevereiro), assinalou que a Missa “virtual” não substitui participação pessoal na Celebração Eucarística.

“Embora os meios de comunicação desenvolvam um apreciado serviço aos doentes e àqueles impossibilitados de ir à igreja, e tenham prestado um grande serviço na transmissão da Santa Missa num momento em que não havia possibilidade de celebrar comunitariamente, nenhuma transmissão é equiparável à participação pessoal ou pode substituí-la”, disse o cardeal.  Essas transmissões “por si só, correm o risco de nos afastar de um encontro pessoal e íntimo com o Deus encarnado que se entregou a nós não de forma virtual, mas sim, dizendo: ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6,56)”.

Dessa forma, encorajou a, “uma vez identificadas e adotadas as medidas concretamente praticáveis ​​para reduzir ao mínimo o contágio do vírus, é necessário que todos retomem seu lugar na assembleia dos irmãos”. Dioceses em todo o mundo adotaram protocolos de segurança a fim de evitar o contágio por coronavírus, os quais englobam o uso obrigatório de máscaras e álcool em gel, o distanciamento social e a higienização dos templos.

A nova suspensão de missas com a presença de fieis foi adotada pela Província Eclesiástica de Natal (RN), formada pela Arquidiocese de Natal e pelas Dioceses de Mossoró e Caicó. Em nota de 27 de fevereiro, seus respectivos Bispos – Dom Jaime Vieira Rocha, Dom Mariano Manzana e Dom Antônio Carlos Cruz Santos – informaram que as celebrações de “missas e outras congêneres” com a presença de fiéis ficam suspensas “de 1º a 10 de março”.

Os bispos dizem que foram contatados previamente pelo governo do Rio Grande do Norte, no dia 26 de fevereiro, e, “compreendendo a gravidade do momento; em espírito de recíproca cooperação e corresponsabilidade; e tendo em conta a vida como bem maior a ser preservado, achamos por bem acatar o disposto no decreto estadual nº 30.383, de 26 de fevereiro de 2021”.

Cidade destruída pelo Estado Islâmico espera visita do Papa Francisco



O sacerdote da Diocese Católica Síria de Mosul (Iraque), Pe. George Fahola, afirmou que os cristãos de Baghdeda (Qaraqosh), cidade destruída pelo Estado Islâmico, aguardam com alegria a visita do Papa Francisco.

De 5 a 8 de março, o Santo Padre viajará ao Iraque, o programa da visita inclui uma visita a Qaraqosh no domingo, 7 de março, para se encontrar com a comunidade local, pronunciar um discurso e presidir a oração do Angelus.

Em um vídeo da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), Pe. Fahola garantiu que a visita do Papa Francisco terá um grande impacto nos cristãos e no povo iraquiano.

“Para os cristãos, porque este povo está enraizado nesta terra que dá testemunho do Evangelho”, disse.

O sacerdote assinalou que os cristãos esperam com grande alegria o Santo Padre e lembrou que a cidade de Qaraqosh foi destruída pelo grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS)

Em agosto de 2014, após tomar Mosul, o ISIS invadiu Qaraqosh, destruindo casas, igrejas, a biblioteca e outros pontos importantes da cidade. Dezenas de milhares de famílias tiveram que fugir de suas casas apressadamente e ir para Erbil, capital do Curdistão iraquiano.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Quaresma em novo confinamento



O ano passado fomos apanhados a meio da Quaresma naquilo que é designado como o primeiro confinamento, que durou de 15 de março (3.º domingo da quaresma) até 31 de maio (domingo do Pentecostes)…

Há quase um ano atrás a surpresa causou medo…o medo gerou suspeita… a suspeita provocou dúvida…a dúvida fez mudar os comportamentos…essa mudança trouxe novas formas de estar em sociedade… essas formas, maioritariamente, foram fechando as pessoas, que se vem tornando mais egoístas, desconfiadas e mesmo interesseiras… umas para com as outras e até para com Deus.

Para encontrarmos pistas de reflexão sobre tudo isto, que nos tem estado a acontecer desde os finais de março do ano passado, vamos cingir-nos a aspetos, desta vez, mais de ordem da dimensão espiritual, não esquecendo as suas manifestações no âmbito cristão/católico… onde se podem incluir algumas iniciativas programadas para este longo tempo de suspensão das celebrações religiosas reformuladas, bem como as necessárias implicações deste longo ‘deserto’ a que fomos confinados por obrigação sanitária e sentido cívico.

a) Linguagem, postura e comunicação

Não podemos usar uma linguagem demasiado do liturguês, porque os não-iniciados não compreendem nem tão básica sem isso possa parecer que os mistérios se reduzem a expressões banais; a postura se é de ver o rosto e as suas expressões, o uso da máscara, para além de ser desnecessário, tal a distância das pessoas umas em relação às outras, inviabiliza qualquer expressividade por muito simples que esta se possa verificar; comunicação é bem diferente de falar para ouvintes e para telespectadores ou internet-ouvintes, estes estão perto embora longe, mas querem ter uma mensagem que possa ser pessoal, próxima e adequada às suas circunstâncias… ou, então, desligam ou procuram quem lhe fale de forma mais do que vazia!

Pôr no ar missas como se estivesse presente uma assembleia presencial não é o mesmo que estar a celebrar para uns poucos – mesmo que representativos – de serviço. Aquelas missas não são ‘teatro’, mas também não podem ser feitas sem cuidado nem menos boa imagem. Mostrar o que se faz é, claramente, diferente de fazer o que se quer mostrar. Há códigos de comunicação e de duração para cada um dos momentos, não se pode, por isso, fazer-de-conta que tudo é igual e com a idêntica valorização. Vamos aprendendo com os erros?

Iraque: Igreja Católica prepara-se para receber Papa Francisco



A Igreja Católica no Iraque está a preparar-se para receber o Papa Francisco, de 5 a 8 de março, numa visita que é vista como sinal de esperança para o futuro, após anos de violência no país.

D. Nathanael Nizar Samaan, arcebispo da diocese siro-católica de Hadiab, no Curdistão iraquiano, sublinha que a comunidade cristã “é pobre, pequena, sem poder político, mas certamente é uma Igreja viva” e “enriquecida também pelo testemunho daqueles que passaram por perseguições”.

“Aqui há um futuro também para nós”, acrescenta, em declarações ao portal ‘Vatican News’.

O programa da primeira viagem internacional do Papa desde novembro de 2019 inclui uma Missa no Estádio de Erbil, para milhares de pessoas – apesar das limitações impostas pela pandemia.

“Será o único evento no programa da visita papal com multidões”, aponta D. Nathanael Nizar Samaan.

A assembleia deve reunir participantes do Curdistão iraquiano e deslocados provenientes de Mossul e da Planície de Nínive; a liturgia será celebrada em rito latino, com cânticos em árabe e aramaico.

Vaticano: medidas de contenção da Covid-19 estão causando uma erosão mundial da liberdade religiosa



O Secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, Dom Paul Richard Gallagher, disse ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em 23 de fevereiro, que na resposta global à pandemia do coronavírus há uma erosão do direito à liberdade religiosa.

Nesta terça-feira em uma mensagem de vídeo, Dom Gallagher indicou que a Santa Sé reitera "a urgência de proteger o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião", especialmente as crenças e expressões religiosas, que estão " no cerne da dignidade da pessoa humana em sua consciência".

O Prelado assinalou que "a resposta global à pandemia da Covid-19 revela que esta sólida compreensão da liberdade religiosa foi corroída".

“A Santa Sé gostaria de sublinhar que, como reconhecido em numerosos instrumentos de direitos humanos, a liberdade de religião também protege seu testemunho público e expressão, tanto individual quanto coletivamente, pública e privada, em formas de culto, observância e ensino” adicionou.

Dom Gallagher explicou que o respeito pelo "valor intrínseco" do direito à liberdade religiosa requer que as autoridades políticas se comprometam os com líderes religiosos, organizações religiosas e líderes da sociedade civil comprometidos com a promoção da liberdade de religião.

“Em meio à atual pandemia da Covid-19, algumas medidas implementadas pelas autoridades públicas para garantir a saúde pública dificultaram o livre exercício dos direitos humanos”, afirmou.

O Prelado explicou que muitas pessoas em situação de vulnerabilidade, tais como idosos, migrantes e crianças “foram desproporcionalmente afetados pela crise atual” e indicou que qualquer limitação “para o exercício dos direitos humanos para a proteção da saúde pública deve derivar de uma situação de estrita necessidade”.

“Estas limitações devem ser proporcionais à situação, aplicadas de forma não discriminatória e utilizadas somente quando outros meios não estiverem disponíveis”, acrescentou.

Homem falece de joelhos diante do altar em igreja no México



A Cidade do México ficou comovida com a história de Juan, um homem de 60 anos que entrou em uma igreja para rezar e que, estando de joelhos, morreu em poucos minutos, em frente ao altar. Nessa mesma tarde, o pároco celebrou a Missa de exéquias acompanhado por vários paroquianos.

A informação oficial indica que Juan entrou na paróquia Jesus Sacerdote, em Tlalpan, por volta do meio-dia de domingo, 21 de fevereiro, se ajoelhou em frente ao altar e morreu logo depois, cerca de 45 minutos antes do início da Missa da tarde no primeiro domingo da Quaresma.

O sacristão avisou ao pároco, Pe. Sajid Lozano, que chamou uma ambulância, mas “havia vários sinais que indicavam que não podíamos mais fazer nada, que ele já havia falecido”, disse.

Em declarações à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, o Pe. Lozano disse que “Juan veio com suas próprias pernas para a sua Missa de corpo presente. Que é a morte dos justos, uma morte sem sofrimento”.

“Juan teve a fortaleza e o ânimo de vir à casa de Deus para dar o seu último suspiro”, acrescentou.

Segundo a revista Desde la Fe, da Arquidiocese do México, pouquíssimas pessoas conheciam Juan, mas comovidos, participaram da Missa de exéquias.

A polícia e os paramédicos "nos disseram que a morte ocorreu devido a um infarto fulminante e que não havia sinais de violência", indicou o sacerdote ao meio mexicano. Informou também que as autoridades lhe deram permissão para continuar suas atividades e lhe sugeriram encontrar algum familiar de Juan.

Um jovem que passou perto da igreja identificou o corpo e depois acompanhou as autoridades até a casa da família. Lá, encontrava-se o filho do falecido, que comovido pela notícia, foi até a paróquia Jesus Sacerdote e participou da Missa de exéquias.

Seu pai foi coberto com um lençol branco em sinal de respeito. A Missa foi realizada com a permissão da polícia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Bispos alemães pedem que ensinamento do Catecismo sobre homossexualidade seja mudado



Um bispo alemão defendeu publicamente seu apoio a um livro de bênçãos e ritos para as uniões homossexuais, juntando-se a outros prelados alemães que pressionam por uma mudança no ensinamento da Igreja sobre a homossexualidade.

O Bispo de Mainz (Alemanha), Dom Peter Kohlgraf, também sugeriu que não se pode esperar que todos os católicos com inclinações homossexuais vivam castamente e que a Igreja deveria adotar uma abordagem pastoral que reconheça isso.

“Muitas pessoas que têm atrações homossexuais pertencem à Igreja e são verdadeiramente piedosas no melhor sentido da palavra”, escreveu Dom Peter Kohlgraf em sua coluna intitulada “Não ignorar a ciência”, publicada em 3 de fevereiro no jornal diocesano e também no site da diocese.

“Sobre a exigência de castidade: o que significa na perspectiva das pessoas que vivenciam a atração pelo mesmo sexo? Penso que poucos deles considerariam esta exigência como discreta e respeitosa, porque - como também reconhece o Catecismo - esta inclinação não é auto-selecionada”.

O livro de bênçãos, intitulado “Paare. Riten. Kirche. "(Casais. Ritos. Igreja), é uma publicação de Bonifatiusverlag, uma editora afiliada à Arquidiocese de Paderborn. O livro também contém um prefácio de Dom Ludger Schepers, Bispo Auxiliar de Essen.

Dom Kohlgraf confirmou, no dia 3 de fevereiro, que membros de sua equipe diocesana participaram da produção do livro e expressaram seu apoio à publicação. Ele também disse que logo "percebeu" que já existiam muitas formas de bênçãos para os casais homossexuais “e que continuariam existindo” depois de sua nomeação como Bispo de Mainz em 2017.

Dom Kohlgraf é o último de uma série de prelados alemães a pedir publicamente mudanças na postura da Igreja sobre a homossexualidade. Também houve chamados semelhantes na vizinha Áustria. Um livro foi publicado em maio de 2020 sobre como os casais homossexuais podem receber uma bênção litúrgica formal de sua união na Igreja Católica, e um autor chamou-o de uma resposta a um pedido do comitê litúrgico da Conferência Episcopal Austríaca.

Os bispos alemães que até agora expressaram publicamente seu apoio à bênção das uniões do mesmo sexo incluem o Arcebispo de Munique Freising, Cardeal Reinhard Marx; o Bispo de Osnabrück, Dom Franz-Josef Bode; e o Bispo de Dresden-Meißen, Dom Heinrich Timmerervers

Dom Georg Bätzing, presidente da Conferência Episcopal Alemã, em dezembro de 2020, pediu mudanças na seção sobre homossexualidade do Catecismo da Igreja Católica, promulgado por São João Paulo II, em 1992, como um guia oficial para os ensinamentos da Igreja.

De acordo com a CNA Deutsch – agência em alemão do Grupo ACI - Dom Bätzing disse que achava que era necessária uma mudança no Catecismo, expressando abertura às bênçãos homossexuais. O Prelado disse que “precisamos de soluções para isso”.

O Catecismo diz: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves a Tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados”.

Em seguida, acrescenta: " Um número considerável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição”.

“As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”, diz o Catecismo.

CNA Deutsch informou que Dom Bätzing sugeriu várias vezes que a próxima Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre o tema da sinodalidade poderia ajudar a implementar as mudanças propostas pelos bispos alemães e pelo “Caminho sinodal” do país, não apenas na Alemanha, mas em toda a Igreja Católica.

O “Caminho Sinodal” é um processo que reúne leigos e bispos alemães para discutir quatro questões principais: a forma como se exerce o poder na Igreja, a moral sexual, o sacerdócio e o papel da mulher.

Aqueles que exigem uma mudança no ensinamento e na prática da Igreja argumentam que isso é necessário à luz da "nova evidência científica" sobre a sexualidade humana. O caminho sinodal é baseado no estudo “MHG” sobre abuso sexual. CNA Deutsch informou sobre as críticas de especialistas católicos ao estudo.

Áudios de Padre Robson de Oliveira sugerem conduta suspeita em investigação de corrupção



Uma série de áudios obtidos do celular de Padre Robson de Oliveira, ex-reitor do Santuário do Pai Eterno e membro da Congregação dos Padres Redentoristas, indicam uma conduta suspeita do sacerdote em corrupção, organização criminosa e até mesmo pagamento de suborno a autoridades.

Os áudios constam em material apreendido em uma operação do Ministério Público, em agosto do ano passado e foram exibidos este domingo, 21, no programa televisivo ‘Fantástico’, da Rede Globo, contendo conversas gravadas secretamente pelo próprio sacerdote. Os áudios passaram por perícia técnica que comprova ser próprio o padre falando.

Padre Robson passou a ser investigado na Operação Vendilhões, deflagrada em agosto de 2020, acusado de delitos de lavagem de dinheiro, apropriação indébita e falsidade ideológica, todos eles cometidos na Associação dos Filhos do Pai Eterno (Afipe), da qual era fundador e presidente.

Segundo investigadores, em dez anos, teriam sido movimentados 2 bilhões de reais, e compras de patrimônios incondizentes com a natureza evangelizadora da associação como fazendas, um avião e uma casa de praia.

Após as primeiras denúncias, o sacerdote redentorista, que até então era reitor do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), e presidente da Afipe se afastou das duas funções.

Em outubro, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás determinou o arquivamento das denúncias contra Pe. Robson. Porém, em 4 de dezembro, o presidente do Tribunal expediu uma decisão permitindo a retomada das investigações.

Com isso, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) ofereceu novamente denúncia contra Pe. Robson e outras 17 pessoas, por supostos ilícitos cometidos com doações feitas à Afipe, em 7 de dezembro.

Entretanto, uma semana depois, o desembargador Leobino Valente Chaves acatou um pedido da defesa do sacerdote e voltou a bloquear a investigação. Na ocasião, considerou que a decisão de retomada da investigação competia ao Superior Tribunal de Justiça e não à presidência da Corte estadual.

Posteriormente, em 18 de dezembro, uma sentença do STJ reforçou esta decisão do desembargador. O ministro Nefi Cordeiro suspendeu o andamento da ação penal contra Pe. Robson, considerando, entre outros fundamentos, indícios de que o MP-GO teria usado provas obtidas por meios ilícitos.

Agora, com os novos áudios divulgados, o secretario de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse em entrevista ao ‘Fantástico’ que se vê “com clareza” que houve “obstrução de Justiça” no caso. “Nós estamos vendo tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, afirmou Miranda.

Em um dos áudios divulgados pelo programa no último domingo, o sacerdote fala com o advogado Luís Barbosa sobre a situação de outro advogado, Anderson Reiner Fernandes, que teria passado de um aliado para desafeto do padre. “Se o Senhor pudesse matar ele pra mim, seria uma benção”, diz Pe. Robson.

Outros áudios indicam que o sacerdote teria desembolsado milhares de reais da Afipe em pagamento de extorsões. Um pagamento com dinheiro dos fiéis teria sido destinado a um Hacker, que alegava possuir material comprometedor sobre o padre.

Outro suposto caso de suborno pago com as doações citado na matéria da Globo, teria sido o de Tyrone Di Martino, esposo de Talitta Di Martino, quem, segundo o Fantástico “atualmente” ainda trabalha na associação, mas que na verdade, deixou o grupo de funcionários em 2018. 

“Supostamente, Robson teria pago R$ 350 mil ao marido dela, o jornalista Tyrone Di Martino, com a justificativa de que ele ia escrever uma biografia dele. Entretanto, um áudio do próprio padre desmente a contratação do serviço”, diz o Portal de notícias G1, indicando que o sacerdote teria comprado o silêncio de Tyrone em matérias comprometedoras e justificado a saída do dinheiro com um contrato fraudulento de serviços.

Ainda de acordo com a reportagem, o material aponta para uma ligação entre Pe. Robson e a delegada Renata Vieira, que acompanhava o caso de extorsão e teria ajudado o sacerdote pedindo favores em contrapartida. Ao programa, ela disse em nota que é amiga do sacerdote desde 2009, que presidiu investigação de eventual crime de extorsão, em que o padre era a vítima, e que “obedeceu as normas da lei”. Ela foi afastada e a delegacia está sob intervenção da Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Segundo o portal G1, a delegada classificou como “absurda” a hipótese da troca de favores.

O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, afirmou que o caso “parece até um grau de subordinação dessa delegada para o padre... ela trabalhando para ele e obtendo favores dele por conta disso”. A Polícia Civil e o Ministério Público pedem que o caso seja revisto à luz destas evidências de que o Redentorista teria subornado agentes públicos e fora indevidamente favorecido por magistrados.  
Nesse sentido, os investigadores assinalaram ao Fantástico que o sacerdote e seus advogados “tinham a porta aberta com alguns desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás”, e apontam o pagamento de subornos em uma ação sofrida pela Afipe por conta da compra de uma fazenda.

Por sua vez, a presidência do Tribunal disse desconhecer os fatos. “Não foram utilizados os meios próprios para trazer ao Poder Judiciário informações ou indícios de eventual conduta inadequada de magistrados para regular apuração”, disse em nota ao programa.

Em seguida, acrescentou, “não se pode presumir a ocorrência de irregularidades no julgamento de processos a partir de conversa mantida entre advogado e cliente”.

Diante das denúncias apresentadas pela reportagem, a defesa de Padre Robson de Oliveira afirmou em nota ao programa que “desconhece o conteúdo das mensagens mencionadas”. “Mais uma vez, são frutos de montagens e adulterações feitas por pessoas inescrupulosas que o extorquem há anos”, declarou.

Ainda segundo a defesa do sacerdote, ele “está sofrendo perseguição de políticos” e pede “para que lhe permitam seguir sua vida religiosa em paz, sem que seja constantemente vitimado por injustiças e falsas acusações”.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Arcebispo de Fortaleza informa que seu decreto de agosto de 2020 continua a valer



Indagado sobre o que mudaria na Igreja, a partir do Decreto de 18 de fevereiro, emitido pelo Governo do Ceará, o arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio, informou que “tudo continua igual”. Ou seja, as Paróquias e organismos da Arquidiocese devem continuar a obedecer o Decreto homologado por Dom José, em agosto de 2020, quando orientou sobre a abertura gradual das Igrejas no contexto de pandemia do Covid-19.

A informação foi repassada pela coordenação da Pastoral da Comunicação.

“Tudo continua igual. Agora, é preciso intensificar os cuidados para que, de fato, sejam cumpridas todas as normas de seguranças exigidas, tais como: uso de máscaras, álcool gel, distanciamento, higienização dos objetos litúrgicos e das mãos dos celebrantes, sobretudo durante a distribuição da comunhão”, disse o arcebispo.

“Quanto aos horários de início e término das atividades religiosas, estas podem acontecer no intervalo das 5hs às 21h30, em virtude do toque de recolher estabelecido no já citado Decreto do Governador, que proíbe a circulação de pessoas nas ruas e espaços públicos das 22h às 5h”, é o que consta no informe que chegou às paróquias.

O Decreto que o arcebispo se refere acompanhou a Carta 008 e prescreve 68 determinações referentes a cuidados preventivos ao novo Coronavírus na administração dos sacramentos. Mesmo quando as autoridades civis afrouxaram os cuidados e amenizaram nos decretos, a Igreja Católica continuou seguindo o rigoroso protocolo.

As festas de padroeiros, por exemplo, o ápice da evangelização em uma paróquia, foram completamente reformuladas para evitar aglomerações. Grandes solenidades como a festa da padroeira de Fortaleza, Missas de ordenação diaconal e presbiteral, Natal e Ano Novo seguiram as orientações arquiepiscopais de prevenção a Covid.

Arquidiocese da Paraíba fecha as portas das igrejas novamente por Covid-19



Arquidiocese da Paraíba fecha as portas das igrejas antes do anúncio do novo decreto estadual e revolta fiéis que novamente ficarão sem os sacramentos.

A Arquidiocese da Paraíba suspendeu por 15 dias as celebrações com a presença de fiéis no território de sua jurisdição eclesiástica. As transmissões, via redes sociais, serão mantidas, assim como aconteceu no início da pandemia, em março de 2020. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (22).

Deputado católico alerta para que não sejamos enganados pelo Fantástico



Não é segredo que o programa Fantástico, da Rede Globo de televisão, tem atacado com cada vez mais frequência a Igreja católica e seus membros. Fizeram uma série de reportagens contra os Arautos do Evangelho, também contra o Arcebispo Dom Alberto Taveira, e sempre que possível sobre problemas no Vaticano.

A série de reportagens mais recente é sobre o Padre Robson, cujas investigações já foram arquivadas pela justiça.

Neste contexto que o deputado estadual católico do Rio de Janeiro, Marcio Gualberto, publicou um texto em suas redes sociais alertando os católicos para que deixem de ser soberbos e ingênuos.

Leia a publicação na íntegra:

Governo do Ceará volta atrás e altera decreto que determinava entrega de hóstias embaladas



O governo do Ceará voltou atrás em um decreto no qual havia estabelecido que “alimentos e bebidas de cunho religioso” deveriam ser fornecidos “pré-embalados”, o que afetava diretamente a distribuição da Santa Eucaristia nas Missas.

A mudança de posição do governo cearense se deu logo após a repercussão negativa desta medida, que havia sido publicada no decreto nº 33.936, de 17 de fevereiro.

Este decreto do governador Camilo Santana traz novas orientações para prevenir o contágio por coronavírus, inclusive em relação às igrejas. Afirmava um de seus trechos:

“Em caso de partilha de alimentos e bebidas de cunho religioso, estes devem ser fornecidos pré-embalados e em porções individuais. O celebrante e os seus auxiliares devem estar com as mãos higienizadas adequadamente, utilizando luvas descartáveis, máscaras e tomando o máximo cuidado para oferecer os alimentos e bebidas sem entrar em contato com os membros”.

O mesmo decreto estabelece ainda outras medidas como limitação da quantidade de pessoas dentro dos templos, número de músicos que pode haver por celebração, bem com forma de realizar as coletas.

Tal medida do governo não foi bem vista pelos católicos, para os quais, conforme assinalou o blog ‘Ancoradouro’, “a Hóstia Consagrada e o Vinho Consagrado são, realmente, Corpo e Sangue de Cristo”.  Além disso, as Dioceses e Arquidioceses estão entre as “instituições que mais tem colaborado na prevenção ao Covid-19”.

Por outro lado, segundo fontes de ACI Digital, os próprios Bispos do Ceará, ao tomar conhecimento desta restrição imposta pelo governo, entraram em contato com o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 no estado para que a mesma fosse revista.

Assim, no Diário Oficial de 18 de fevereiro, foi publicada uma nova versão do decreto, eliminando a determinação de que alimentos religiosos fossem pré-embalados.

A nova redação do texto afirma: “Em caso de partilha de alimentos e bebidas de cunho religioso, estes devem ser fornecidos em porções individuais. O celebrante e os seus auxiliares devem estar com as mãos higienizadas adequadamente, utilizando luvas descartáveis, máscaras e tomando o máximo cuidado para oferecer os alimentos e bebidas sem entrar em contato com os membros”.

6 práticas que não devem ser realizadas nas missas durante a Quaresma



Como em outros tempos litúrgicos, a Quaresma, que começou no dia 17 de fevereiro, tem suas normas litúrgicas e, nesse sentido, há práticas que a Igreja Católica indica que não devem ser realizadas nestes 40 dias de preparação espiritual para a Páscoa.

A seguir, apresentamos seis práticas que devem ser evitadas durante a Quaresma

1. Tocar música instrumental durante a Missa

Em algumas paróquias, costuma-se tocar música instrumental em alguns momentos da Santa Missa sem que ninguém esteja cantando. Embora esta prática não seja proibida durante outros tempos litúrgicos, na Quaresma, com algumas exceções, não deve ser realizada.

Segundo o numeral 313 da Instrução Geral do Missal Romano: “No tempo da Quaresma só é permitido o toque do órgão e dos outros instrumentos musicais para sustentar o canto. Exceptuam-se, porém, o domingo Laetare (IV da Quaresma), as solenidades e as festas”.

2. Cantar ou recitar o "Glória"

O ponto número 53 da Instrução Geral do Missal Romano afirma que "o Glória, é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro".

"É cantado ou recitado aos domingos" na Missa; com exceção dos domingos do "Advento e da Quaresma" e “nas solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes".

3. Cantar ou recitar o Aleluia 

O Aleluia é uma aclamação os fiéis recitamos antes de ler o Evangelho para professar a nossa fé e acolher e saudar o Senhor que nos falará.

Esta prática ocorre durante todo o ano, com exceção do Tempo da Quaresma.

De acordo com o ponto 62 da Instrução Geral do Missal Romano: “O Aleluia é cantado em todo o tempo, exceto na Quaresma. O Versículo é tomado do lecionário ou do Gradual”.

“No Tempo da Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário. Pode-se cantar também um segundo salmo ou trato, como se encontra no Gradual”, acrescenta.

MG: Hóstias encontradas intactas após enchente cobrir totalmente o sacrário de uma igreja



Após uma enchente que deixou a cidade de Carangola (MG) debaixo d’água, um fato comoveu os moradores locais e ganhou grande repercussão nas redes sociais: a Capela de Santo Antônio, no bairro Lacerdina, foi tomada pelas águas, cobrindo inclusive o sacrário na sua totalidade, entretanto, as hóstias consagradas permaneceram intactas e foram retiradas secas.

O fato foi relatado por diversas pessoas nas redes sociais, entre elas o jovem Victor Marius, morador de Carangola. Segundo publicou em seu Facebook, “a água alcançou mais de 2 metros de altura e atingiu o sacrário onde fica guardado o Santíssimo, ao abrir foi visto que as hóstias permaneceram intactas demonstrando como nas maiores adversidades Deus permanece o mesmo”. 

   

Marius lamentou que “mais uma vez em pouco mais de um ano nossa cidade de Carangola sofre com mais uma enchente, sendo esta de proporções jamais vistas e em meio a uma pandemia que nos faz a cada dia repensar o sentido da vida e o cuidado”.

Diante de tudo isso, refletiu, “está aquele que não muda, que não se abala em meio a tempestade e que possamos confiar e nos manter firmes: Jesus”.

Por fim, exortou a não duvidar na capacidade de Deus “te reerguer nesse momento difícil”, pois, indicou, “fé e esperança são coisas” que confortam e dão força. “Deus honra aqueles que merecem, aqueles que clamam! Ele não muda, nada pode te atingir enquanto Ele está do seu lado. Toda honra e Glória ao Senhor Jesus Cristo!”, concluiu.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

A Suprema Ditadura da Toga


“Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus, 
nem respeitava ninguém” (Lucas 18:2). 

“A pior Ditadura é a Ditadura do Poder Judiciário. 
Contra ela, não há a quem recorrer” (Rui Barbosa).

Denuncio desde 2019, quando o STF resolveu decidir aquilo que não lhe cabe decidir, usurpando prerrogativa do Congresso de legislar, criar leis, definir o que é crime. O STF que na composição de 2019 era um lixo residual do desgoverno petista comunista.

E que era e ainda é a trincheira de resistência da Esquerda que não ganhou nas urnas, mas que jamais desiste dos seus propósitos. Atendendo a uma demanda da militância LGBT, usando de ativismo judicial político de viés ideológico de Esquerda, rasgou a constituição. Aparelhado para ser o capacho das Pautas Progressistas da Esquerdada. O STF atropelou a Liberdade de Expressão e por consequência a de religião, ao criminalizar a teologia cristã que discorda da ideologia de gênero do movimento LGBT.

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.” Qualquer estudante de direito sabe onde este texto está na Constituição…

Desde a ADO 26, o STF vem impondo a censura no Brasil, com seu autoritarismo, ao criar uma fictícia exceção à regra com o absurdo, quando os togados militantes fizeram ressalvas sobre “manifestações em templos religiosos”.

Conforme os votos apresentados, não será criminalizado: “Dizer em templo religioso que é contra relações homossexuais”. Criaram uma aberração jurídica. Crime é crime e apologia ao crime é apologia ao crime. Não se pode criar uma lei criminalizando a liberdade de expressão no território nacional com dispositivo que “permita” dentro do espaço físico de templos a pratica do “crime” da liberdade de expressão.

Proibir um cidadão que é cristão de livre manifestação do seu pensamento, sendo vedado a ele o seu anonimato, lhe impondo a censura, é um atentado contra a Democracia. Começou com pastores e agora temos jornalistas e parlamentares censurados?

O que define a Democracia e a difere de uma Ditadura? É justamente a Liberdade de Expressão, de diversidade de pensamentos. Eu não posso censurar uma pessoa de expressar seu pensamento, mesmo que seja contrário e ofensivo ao meu grupo e ao meu modo de pensar. Censura a quem pensa de forma diferente é o sintoma claro de uma Ditadura. Hoje ao censurar críticos, o STF na atual composição, se tornou a maior ameaça a nossa democracia.

Desde 2019 pastores tem sofrido ameaças de processos por “crime de homofobia” simplesmente por explicar o que a teologia cristã fala sobre o tema, e pasme, temos até processo retroativo por suposto “crime de opinião” feito em 2016, três anos antes da “lei” ilegal ser imposta pelo STF em 2019.

E parece que agora declarações feitas no passado serão considerados crimes até em flagrante? Foi há algumas horas ou há anos? Agora temos mandado de prisão em flagrante? Se é em flagrante não precisa de mandado, se precisa de mandado não é flagrante. Tudo isso por decisão absurda e autoritária do STF?

O que não faltam são denúncias dos abusos constantes dos ministros togados do STF que se consideram semideuses. A hermenêutica do STF tem, sim, sempre um viés ideológico de Esquerda com pautas progressistas, repudiadas pela maioria da população brasileira que é na essência conservadora e cristã.

O STF vem impondo ao Brasil uma verdadeira ditadura comunista, onde o direito à liberdade de expressão é relativo, de acordo com o viés ideológico. Os próprios ministros do STF já insinuaram que o presidente eleito democraticamente e que até agora não mandou a PF prender ninguém que falar mal dele, de ser nazista, fascista e genocida.

A turma da Esquerda, artistas, políticos e jornalistas podem ofender o presidente, atacar o presidente, caluniar, desejar a sua morte, chamar ele do que quiser. Ameaças e ofensas a honra do presidente é o que não faltam nas redes sociais. Apesar de ser uma autoridade eleita pelo voto direto, não o respeitam.

A turma da Esquerda pode tudo, todo o tempo o tempo todo? Podem defender o genocídio que é o aborto, fazendo apologia ao crime de tortura que é o aborto? Podem defender ditaduras de Esquerda? Agora se alguém da Direita falar um pouco mais grosso, o caldo entorna? Prenderam um deputado federal por exercer sua liberdade de expressão? Por fazer duras criticas aos abusos do STF?

ONU cria lista negra de líderes contrários à ideologia de gênero



Um grupo de especialistas do Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas trabalha em uma pesquisa que resultará na confecção de uma lista internacional de pessoas e instituições que são contrários a ideologia de gênero.

A pesquisa será usada para gerar um relatório a ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos sobre o tema.

O grupo encabeçado pelo costa-riquenho Víctor Madrigal-Borloz – especialista da ONU sobre orientação sexual e identidade de gênero – encaminhou um questionário para governos e ONGs internacionais com o objetivo claro de identificar “organismos multilaterais e regionais que buscam eliminar o arcabouço de gênero dos instrumentos e processos de regulamentos internacionais de direitos humanos e de documentos legislativos e normativos nacionais.”

O relatório tem como objetivo “ documentar a maneira como narrativas estão sendo usadas para fomentar a violência e a discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero e suas repercussões específicas sobre os direitos sexuais e reprodutivos [leia-se direito de assassinar bebês no ventre].”

Vejam abaixo seis perguntas que não deixam dúvidas sobre o posicionamento da ONU em relação à liberdade religiosa ou proteção da família: