segunda-feira, 13 de maio de 2019

SP: Fiéis protestam contra padre e pedem afastamento do bispo de Limeira


Cerca de 100 féis fizeram uma manifestação neste sábado, 11, em Limeira (SP), pedindo o afastamento do bispo Vilson Dias de Oliveira. Ele é suspeito de acobertar denúncias de abuso sexual do padre Leandro.  

O protesto, em frente a basílica Santo Antônio de Pádua, reuniu cerca de cem fiéis e moradores de Americana. Com cartazes e vestidos de preto, eles pediram Justiça e um basta contra denuncias na Igreja Católica.

Bispo Dom Vilson de Oliveira dias é suspeito de extorsão, enriquecimento ilícito e por acobertar assédios sexuais que teriam sido cometidos pelo padre Leandro Ricardo, afastado em janeiro da Basílica de Americana. A acusação contra ele é de pedofilia.

O vaticano também investiga o caso. Já o bispo Dom Vilson continua no cargo mesmo com as investigações. O protesto acontece na mesma semana em que o papa Francisco se pronunciou sobre as denúncias de crimes dentro da igreja. Um decreto tornou obrigatório que padres e religiosos denunciem suspeitas de abusos sexuais.

"Os advogados informaram que nos teríamos uma investigação que iria demorar, o problema é que muitas acabaram não sendo ouvidas ainda e isso faz com que crie ansiedade de quem esperou as vezes 15 anos para falar e só agora tomou coragem. Isso é a síndrome do silêncio das vítimas na psicologia e estamos esperando com eles", afirmou Thalita Camargo, advogada das vítimas. 

Medjugorje, a fé mariana e a decisão do Pastor


Para compreender as razões e o significado profundo da decisão de autorizar as peregrinações a Medjugorje por parte de Francisco, é útil reler algumas passagens da Exortação Apostólica Evangelii gaudium, o documento que traça a rota de seu pontificado.

O Papa, naquele texto, recordava que "na piedade popular, pode-se captar a modalidade em que a fé recebida se encarnou numa cultura e continua a transmitir-se". E recordava ainda, citando as palavras do documento final da Conferência dos bispos latino-americanos em Aparecida, que «o caminhar juntos para os santuários e o participar em outras manifestações da piedade popular, levando também os filhos ou convidando a outras pessoas, é em si mesmo um gesto evangelizador». “Não coarctemos nem pretendamos controlar esta força missionária!“, concluía o Pontífice. É um dado de fato que milhões de peregrinos nestes anos tiveram uma experiência significativa de fé indo a Medjugorje: isso é atestado pelas longas filas nos confessionários e à noite, adorações eucarísticas na grande igreja paroquial, sem um metro quadrado livre de fiéis ajoelhados.

Papa autoriza peregrinações a Medjugorje


O Papa Francisco decidiu autorizar as peregrinações a Medjugorje, que a partir de agora poderão ser oficialmente organizadas por dioceses e paróquias e não mais apenas por particulares. A notícia foi divulgada domingo (12/05) durante a Missa no Santuário paroquial que se tornou destino de milhões de peregrinos pelo núncio apostólico na Bósnia-Herzegovina, Luigi Pezzuto, e o Arcebispo Henryk Hoser, um visitante apostólico especial da Santa Sé.

Peregrinações não autenticam eventos conhecidos

O diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, especificou que a autorização Papal deve “ser acompanhada de cautela, para evitar que estas peregrinações sejam interpretadas como uma autenticação dos eventos ocorridos, que ainda precisam ser examinados pela Igreja”. Deve-se, portanto, evitar que tais peregrinações criem confusão ou ambiguidade do ponto de vista doutrinal. Isto também vale para os pastores de todas as ordens e graus que pretendem ir a Medjugorje e lá celebrarem ou concelebrarem, inclusive de forma solene”.
Atenção pastoral

“Considerando o significativo fluxo de pessoas que vão a Medjugorje e os abundantes frutos da graça que brotaram - continuou Gisotti - esta disposição faz parte da particular atenção pastoral que o Santo Padre quis dar àquela realidade, destinada a encorajar e promover os frutos do bem”.

O visitador apostólico, concluiu o porta-voz, “terá, deste modo, mais facilidade em estabelecer – em acordo com os ordinários locais - relações com os sacerdotes encarregados de organizar as peregrinações a Medjugorje, pessoas certas e bem preparadas, oferecendo-lhes informações e indicações para que realizem frutuosamente tais peregrinações”.

A decisão do Papa vem um ano depois da nomeação de Dom Hoser, arcebispo emérito de Warszawa-Praga na Polônia, como ‘Visitador Apostólico de caráter especial para a Paróquia de Medjugorje, indefinidamente e ad nutum Sanctae Sedis’, ou seja, à disposição da Santa Sé, em 31 de maio de 2018.

Novo ataque contra igreja em Burkina Fasso: a dor do Papa


“Papa Francisco recebeu com dor a notícia do ataque à igreja de Dablo, em Burkina Fasso. Ele reza pelas vítimas, seus familiares e por toda a comunidade cristã do país”, assim referiu o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, a respeito do atentado ocorrido em Dablo, na manhã do domingo, 12 de maio.

A dor das testemunhas

A Missa tinha começado há pouco na paróquia do Beato Isidoro Bakania em Dablo, no norte do país, quando, por volta das 9h da manhã, um comando de 20 jihadistas, chegaram a bordo de motos, e circundaram a igreja. É o terrível testemunho, segundo a agência de notícias Ansa, do ataque à igreja, obtido de fontes locais. O objetivo, explicam as fontes, era o sacerdote burkinabé, Abbé Siméon Yampa, 34 anos, encarregado do diálogo inter-religioso na sua diocese: quando alguns tentaram escapar, os terroristas foram atrás e atiraram. Depois, dentro da igreja, fizeram todos deitarem no chão e escolheram cinco deles e os mataram. A sangue frio, sem piedade.

 
Os terroristas incendiaram a igreja

Os terroristas, declarou o prefeito de Dablo, Ousmane Zongo, “incendiaram a igreja para depois assaltar um ambulatório e incendiar também este”. A cidade entrou em pânico, as pessoas ficaram dentro de suas casas e todas as atividades comerciais ficaram fechadas. Em seguida, foram enviados militares de Barsalogho, cidade vizinha a 45 quilômetros, que rastrearam a localidade durante todo o dia.

Condenando o “ataque bárbaro e covarde”, o governo confirmou o número de mortos, incluindo um padre. Depois de “não colocar as comunidades umas contra as outras com assassinatos seletivos de chefes tradicionais e líderes comunitários, grupos terroristas agora estão atacando a religião em uma conspiração maligna para nos dividir”, afirmou em um comunicado.

domingo, 12 de maio de 2019

Papa critica defensores da ordenação de mulheres: “Se quiserem fundar outra igreja, estão livres para ir”


Nesta sexta-feira (10), o Sumo Pontífice Romano, Papa Francisco, criticou abertamente os hereges modernistas defensores da ordenação de diaconisas em reunião com a União Internacional dos Superiores Gerais da Mulher religiosa.

Questionado sobre a ordenação de diaconisas, o Romano Pontífice respondeu:

“Nós andamos em um caminho sólido, o caminho da Revelação, não podemos andar em um caminho diferente … que altera a revelação e expressões dogmáticas. Somos católicos, mas se algum de vocês quiser fundar outra igreja, você está livre para ir”

“Precisamos olhar para trás, para o início da Revelação, se não havia uma coisa destas, se o Senhor não quis um ministério sacramental para as mulheres, não vai haver.”

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Papa assina Carta Apostólica Vos estis lux mundi para prevenir e denunciar abusos


O Papa Francisco escreveu a Carta Apostólica em forma de "Motu próprio” intitulada "Vos estis lux mundi", que em português significa "Vós sois a luz do mundo", na qual estabelece novos procedimentos para prevenir e denunciar casos de abusos sexuais dentro da Igreja.

Esta carta apostólica foi publicada pela Sala de Imprensa da Santa Sé nesta quinta-feira, 9 de maio, mas entrará em vigor em 1º de junho de 2019 e depois também será publicada na "Acta Apostolicae Sedis".

O Santo Padre afirmou que essas normas foram aprovadas "ad experimentum" por três anos.

Na “Vos estis lux mundi”, o Papa Francisco descreve as normas que se aplicam no caso de assinalações relativas a " clérigos ou a membros de Institutos de Vida Consagrada ou de Sociedades de Vida Apostólica", em relação aos crimes contra o sexto mandamento do Decálogo.

Em concreto, essas novas normas regulam os casos em dois âmbitos. O primeiro consiste “em forçar alguém, com violência, ameaça ou abuso de autoridade, a realizar ou sofrer atos sexuais; em realizar atos sexuais com um menor ou com uma pessoa vulnerável; na produção, exibição, posse ou distribuição, inclusive por via telemática, de material pornográfico infantil, bem como no recrutamento ou indução dum menor ou duma pessoa vulnerável a participar em exibições pornográficas.

Por outro lado, este Motu proprio regula a conduta de acobertamento que consiste em “ações ou omissões tendentes a interferir ou contornar as investigações civis ou as investigações canônicas, administrativas ou criminais, contra um clérigo ou um religioso” com relação aos delitos enumerados anteriormente.

Polônia: Polícia prende feminista por profanar imagem de Nossa Senhora com arco-íris gay


Uma feminista radical foi presa pela polícia polonesa por suspeita de ter profanado uma imagem do ícone mais sagrado do país da Virgem Maria, a “Madonna Negra”, com cores do arco-íris pró-homossexualismo.

Elżbieta Podleśna, de 51 anos, ativista LGBT, foi presa mais de duas semanas depois de cartazes mostrando o ícone da Virgem Maria de Częstochowa e seu Divino Filho com halos de arco-íris LGBT. Eles foram colocados perto da Igreja de São Domingos na cidade polonesa de Płock durante o fim de semana da Páscoa, o tempo mais sagrado do ano cristão.

Ofender sensibilidades religiosas é um crime na Polônia – aparecendo no artigo 196 do Código Penal – semelhante a perturbar a paz. As punições podem variar de pagar uma multa, alguma limitação de liberdade ou até dois anos de prisão.

De acordo com Norbert Pęcherzewski, chefe do Gabinete do Procurador Distrital de Płock, a decisão de deter Podleśna foi tomada de forma independente pela Polícia. Em entrevista à TVN24 da Polônia, Pęcherzewski disse que o Ministério Público só queria revistar o apartamento e o carro da mulher.

Podleśna foi acusada, questionada e libertada.

A Anistia Internacional, com quem Podleśna é ativista, divulgou um comunicado dizendo que Podleśna foi presa após retornar de “uma turnê de defesa de direitos homossexuais”.

“Elżbieta Podleśna tinha acabado de retornar à Polônia depois de completar uma turnê de advocacia com a Anistia Internacional na Bélgica e na Holanda, levantando preocupações sobre o estado de direito na Polônia”, escreveu a organização.

A pesquisadora regional da Amnistia Internacional na Europa, Barbora Cernusakova, chamou as acusações de “espúrias” e acusou as “autoridades” polonesas de “assediar manifestantes pacíficos e ativistas na Polônia”.

Mas de acordo com o site de notícias de esquerda  Na Temat, não foi por acaso que as cópias da “Madonna Arco-Íris” foram postadas perto da Igreja de São Domingos.

“Os Ativistas da Liberdade de Varsóvia já haviam explicado anteriormente por que eles haviam conduzido uma ação com a Mãe de Deus da Igualdade em Płock”, escreveu Łukasz Grzegorczyk em polonês.

“Em uma carta enviada ao escritório editorial Na Temat, eles escreveram que o blasfemo arco-íris contra Maria, que eles fixaram nas paredes e calçadas perto da igreja de São Domingos, supostamente seriam uma expressão de oposição à estigmatização dos não-heteronormativos feita pelo clero católico”.

A versão LGBT do ícone mais amado da Polônia não foi o único tapa na sensibilidade católica em Płock. De acordo com o site de notícias polonês Gazeta.pl, um “Santo Sepulcro” decorativo na Igreja de São Domingos foi encontrado no domingo de Páscoa para ser coberto com caixas de papelão com as inscrições “LGBT”, “gênero”, “traição”, “mentiroso”. “e” roubo ".

Bernardo Küster produz filme sobre os males da teologia da libertação


Há alguns meses, o londrinense Bernardo Pires Küster começou a divulgar pelo YouTube uma série de vídeos sobre a infiltração esquerdista na Igreja Católica. Desde então, os vídeos se tornaram um fenômeno da internet, vistos por milhões de pessoas. Agora, esse trabalho vai virar filme. Já foi iniciada a campanha de financiamento coletivo para o longa-metragem "Eles estão no meio de nós". Com o documentário, Bernardo promete contar a história secreta da teologia da libertação no Brasil. Veja a seguir a entrevista que ele concedeu à #AvenidaParaná:

Como surgiu a ideia do filme e o que nós podemos esperar dele?

Bernardo Pires Küster: O filme vai ser uma elevação artística do trabalho que venho fazendo nas redes sociais: a denúncia contra a teologia da libertação. Nossa ideia é criar uma narrativa mais longa, mais desenvolvida, mais fundamentada, com entrevistas de intelectuais em diversos países. O filme vai contar a verdadeira história da infiltração esquerdista nos meios religiosos, quem são os seus agentes e quais os males que isso tem causado à Igreja. Vamos apontar problemas, consequências e soluções. Decidimos fazer um filme porque o cinema é uma linguagem artística que tem uma permanência maior do que os vídeos de rede social. Chegou a hora de colocar uma pá de cal na teologia da libertação.

Seus vídeos foram vistos por milhões de pessoas no Brasil e até no exterior. Quais têm sido as principais reações do público?

Houve basicamente quatro tipos de reação. A primeira, dos católicos leigos e cristãos em geral que não conheciam a teologia da libertação. Muita gente passou a entender o que é a TL e a gravidade do problema representado por ela. A segunda, dos fiéis que eu chamo de "muristas"; que ficam em cima do muro. Estes acham que as denúncias não poderiam ser feitas, mesmo que amparadas por toda a tradição católica, o direito canônico e o Catecismo da Igreja. A terceira, dos fiéis que já conheciam o problema, mas puderam aprofundar o seu conhecimento e agir localmente contra a TL. A quarta reação foi a do clero. Entre os padres e bispos, houve muitas manifestações de apoio. Existe até um carmelo inteiro que está rezando por meu trabalho! Por outro lado, da parte do clero progressista, é claro, houve um descontentamento muito grande. Mas eu digo que a reação positiva foi muito maior do que a negativa.

Quando o silêncio não é a resposta


Em meio às discussões e disputas ocasionadas pelas denúncias de graves erros doutrinários, abusos litúrgicos e instrumentalização da Igreja para a promoção de uma agenda esquerdista por parte da CNBB, surgiram muitos sofismas e ideias equivocadas, especialmente por quem se esforçava para defender o indefensável ou silenciar os denunciantes.

Algumas verdades precisam ficar bem claras:

01- As graves denúncias foram feitas com base em fatos e podem ser comprovadas com farta documentação

Muitos tentaram desqualificar as denúncias dizendo que se tratavam de fofocas, mal-entendidos, meias verdades ou mesmo mentiras, quando na realidade se tratam de fatos que podem ser demostrados de maneira clara e inequívoca.

02- Expor os erros da CNBB não significa atacar a Igreja

Não se pode simplesmente identificar a Igreja com a CNBB, do contrário teríamos que aceitar que a Igreja Católica mudou sua doutrina, ou, o que é pior, que está fadada ao erro no tocante ao seu ensinamento de fé e moral; pois há uma clara discrepância entre a doutrina da Igreja Católica e o que ensina a CNBB.

Por exemplo:

– A Igreja Católica ensina que a legítima defesa é um direito e até mesmo um dever, podendo-se fazer uso das armas para repelir o agressor; mas a CNBB é contra o direito do cidadão de bem possuir armas e está militando pelo desarmamento;

– A moral católica ensina que os criminosos devem ser impedidos de continuar atuando e serem separados do convívio social; enquanto as cartilhas da CNBB ensinam que prisão não resolve, defendendo uma política de desencarceramento;

– A Igreja Católica condena o socialismo, mostrando ser este incompatível com a fé cristã; enquanto a CNBB pauta boa parte de sua visão de sociedade em uma perspectiva socialista;

– A Igreja Católica defende a propriedade privada e condena a invasão das mesmas; enquanto a CNBB incentiva a invasão de terras e financia o MST e outros movimentos revolucionários que promovem invasões e depredações;

– A Igreja Católica na defesa da família combate vigorosamente a ideologia de gênero; enquanto a CNBB em suas cartilhas utiliza a terminologia dos ideólogos de gênero.

Por essas e muitas outras é que não se pode de modo simplista identificar a Igreja Católica com a CNBB, a doutrina católica e o ensinamento da CNBB.

03- A Igreja Católica é nossa mãe e mestra e não a CNBB

Embora sejam estruturas legais e previstas no Direito Canônico, as Conferências Episcopais não fazem parte da hierarquia da Igreja Católica, de modo que suas iniciativas, doutrinas ou declarações não obrigam nem o clero nem os fiéis, salvo naquilo que é previsto pelo próprio direito ou determinado pela Santa Sé.

Portanto, não se pode dar à Conferência Episcopal o mesmo status e função que tem a Igreja mesma. Neste sentido podemos afirmar que somos filhos da Igreja e não da CNBB.

Vaticano: Papa quer católicos e judeus juntos para superar preconceitos e combater antissemitismo


O Papa convidou hoje católicos e judeus a unir forças para superar preconceitos e combater o antissemitismo.

Francisco recebeu os membros do Pontifício Instituto Bíblico, que está a promover, em Roma, o congresso ‘Jesus e os Fariseus. Um reexame interdisciplinar’.

“No nosso mundo, os estereótipos negativos tornaram-se, infelizmente, muito comuns. Um dos estereótipos mais antigos e prejudiciais é justamente o de ‘fariseu’, especialmente se usado para denigrir os judeus”, refere o discurso entregue pelo pontífice aos participantes na assembleia.

Estudos recentes, prossegue Francisco, reconhecem que hoje se sabe menos dos fariseus do quanto acreditavam as precedentes gerações. Estamos menos certos de suas origens e de muitos de seus ensinamentos e práticas.

“Portanto, a pesquisa interdisciplinar sobre questões literárias e históricas acerca dos fariseus, debatida pelo Congresso, ajudará a adquirir uma visão mais verdadeira deste grupo religioso, contribuindo também para combater o antissemitismo.”

Considerações sobre a "Mensagem da CNBB ao povo brasileiro"



A "mensagem da CNBB ao povo brasileiro", publicada por ocasião da sua 57a. Assembleia Geral, está mais para "manifesto da militância cnbbista contra o povo brasileiro" [1].

Basta o mínimo de informação para ser capaz de identificar, no "manifesto" da Conferência dos Bispos, estereótipos, tipos, lugares comuns, distorções - e as falsificações! - que lotam o discurso comuno-esquerdista. Como é possível que Bispos católicos subscrevam uma "mensagem" que utilize o já batido e furado conceito de "feminicídio"? Mas não é só isso.

A CNBB - Conferência dos Bispos acusa o governo brasileiro de fazer a "opção" por um "liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população". É óbvio que não estou aqui para uma defesa do liberalismo, o bom senso mostra que sem os parâmetros devidos ele pode sim gerar problemas. Mas, onde está esse "liberalismo exacerbado e perverso" que a Conferência dos Bispos denuncia? Que políticas sociais foram "ignoradas", tendo em vista até mesmo a concessão de um "13o" para o Bolsa Família?

Fala-se no "cuidado especial" com a "educação" que, segundo os Bispos, está "gravemente ameaçada com corte de verbas, retirada de disciplinas necessárias à formação humana e desconsideração da importância das pesquisas". É patente que todo o alarde feito com o tal corte de verbas é instigado sobretudo pelos que mais usufruem das próprias verbas, ou por quem ainda se deixa enganar pelo discurso idealizado e embelezado a respeito da educação e das universidades. Falo com conhecimento de causa, pois sou formado em Filosofia, exatamente em uma das "disciplinas" que a CNBB diz ser "necessária" para a "formação humana". E eu vi com os meus próprios olhos o contrário: a mais absoluta degradação humana, moral e intelectual. Várias vezes dei o meu testemunho nas redes sociais sobre a universidade. Militância comunista, território livre para o tráfico e o consumo de drogas, o turismo acadêmico pelo país e pelo mundo, desvio de verbas e de bolsas de pesquisa, etc., etc. Pesquisas completamente estúpidas que eu mesmo conferia semanalmente estampadas pelos corredores. É que o cidadão não sabe que paga com o seu dinheiro suado "pesquisas" sobre a propaganda do sabão em pó OMO, ou para avaliar se na "Odisseia" de Homero, Penélope de fato ouviu o canto dos pretendentes - para não falar de outros absurdos que vieram a público. E a CNBB vem me falar, com um país praticamente quebrado, em "desconsideração da importância das pesquisas"? O que esses Bispos sabem a respeito do ambiente e da pesquisa universitária? Santa paciência...

A Conferência dos Bispos ainda repete o grito de ordem comunista: "é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras". Mas quais direitos foram cortados e suprimidos?

A CNBB desarmamentista prega: "o verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento 'Não matarás' e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas". Prega com palavras de um falso "amor", e esconde o próprio Catecismo da Igreja Católica, que prevê a legítima defesa, inclusive armada e, se necessário for, ao ponto de matar o agressor (CIC 2263, 2264 ss.).

"Povos originários". A CNBB fala da "ameaça aos direitos dos povos indígenas", como se fosse realmente representante dos índios. Expressa muito mais as posições dos "índios" fabricados em universidades, fantasiados pelos "movimentos sociais" e pelo CIMI. Conselho Indigenista Missionário, ligado à própria CNBB, e envolvido em uma série de escândalos, sendo inclusive objeto de CPI [2]. A Conferência dos Bispos estaria também explorando os "povos indígenas"? Como responde a tantas denúncias?

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Paquistão: Asia Bibi, cristã que escapou de condenação à morte, está no Canadá



Asia Bibi, a cristã paquistanesa que passou oito anos no corredor da morte acusada de blasfémia, deixou o seu país e reuniu-se com familiares no Canadá.

A notícia foi confirmada pelo seu advogado, que fala num “grande dia”, informa a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Saif Ul Malook disse ainda que o asilo no Canadá foi o resultado do trabalho de ativistas, diplomatas e organizações que lutaram durante estes “tempos difíceis” pela “liberdade de Asia Bibi”. 

O Supremo Tribunal do Paquistão rejeitou em janeiro um recurso contra a sua decisão de absolver a cristã das acusações de blasfêmia, pelas quais tinha sido condenada à morte.

CCJ do Senado vota hoje a PEC da Vida, contra a legalização aborto



A proposta de 2015 será votada hoje (8) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e visa impedir o maldito ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) na matéria do aborto.

O Supremo já legalizou através de seu ativismo, e contra a vontade da maioria do povo e do Legislativo, o aborto eugênico de fetos portadores de anencefalia (ADPF 54). Agora visam aumentar a promoção do aborto eugênico para casos de microcefalia (ADI 5581) para que possam legalizar o aborto em todos os casos até a 12ª semana (ADPF 442). O maior ativista do aborto no Supremo é o Min. Luís Roberto Barroso.

A proposta (PEC da Vida) quer alterar o artigo 5º da Constituição Federal para garantir o direito à vida “desde a concepção” como cláusula pétrea (imutável).

Defensores do movimento pró-vida tentam avançar no Senado. Nesta quarta-feira, 8, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa vota a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 29, de 2015, que deseja mudar o artigo quinto da Constituição Federal para garantir o direito à vida “desde a concepção”. Na prática, se for aprovada, a PEC irá dificultar alterações legais favoráveis ao aborto (assassinato) no futuro.

A proposta é apoiada pela bancada evangélica e pelos católicos romanos, que a batizaram de “PEC da Vida”. Originalmente, a PEC foi apresentada em 2015 pelo ex-senador protestante Magno Malta, mas foi desarquivada no começo deste ano a pedido do senador Eduardo Girão (PODE-CE) – Girão é membro do grupo “Movida”, que se dedica a extinguir a possibilidade de abortos em qualquer situação. No relatório feito pela senadora Juíza Selma (PSL-MT), apresentado à CCJ no dia 24 de abril, a parlamentar foi favorável ao texto e defendeu que “o direito à vida desde a concepção é o principal de todos os direitos humanos”.

Papa afirma que “não há acordo” na comissão sobre a ordenação de diaconisas


Na conferência de imprensa a bordo do avião que retornou de Macedônia para Roma, o Papa Francisco indicou que o estudo da Comissão sobre a possibilidade de ordenar diaconisas na Igreja parou e seus resultados a matéria “até agora não vai”.

“O fundamental é que não há certeza de que foi uma ordenação com a mesma forma e com o mesmo propósito da ordenação masculina. Alguns dizem que há dúvida. Vamos seguir em frente no estudo. Não tenho medo de estudar, mas até o momento não vai ”, disse o Santo Padre, respondendo a uma pergunta sobre a comissão que ele criou em 2016 para analisar o papel das diaconisas na Igreja Católica.

O Santo Padre recordou que, após uma consulta recebida da União Internacional de Superiores Gerais (UISG) em 2016, ordenou a criação de uma comissão de estudos que “esteve e trabalha há quase dois anos. Eles eram todos diferentes, todos os sapos de diferentes poços. Todo mundo pensava diferente, mas eles trabalharam juntos e concordaram em um certo ponto ».

No entanto, ele disse, “cada um deles tem sua própria visão que não concorda com a dos outros. E lá eles pararam como comissão e cada um está estudando para continuar adiante ”.

O Papa Francisco também disse que “no diaconato feminino, há uma maneira de concebê-lo não com a mesma visão do diaconato masculino. Por exemplo, as fórmulas de ordenação diaconal encontradas até agora pela comissão não são as mesmas para a ordenação do diácono masculino e são mais parecidas com o que hoje seria a bênção abacial de uma abadessa ”.

Isto, explicou o Santo Padre, “é o resultado de alguns deles. Estou falando um pouco de boatos, do que me lembro. Outros dizem “não, isso é uma fórmula diaconal”, mas eles argumentam. Não está claro. Havia diáconas no começo, mas foi a ordenação sacramental ou não? E isso é discutido e não está claro ».

Em mensagem ao povo brasileiro, CNBB critica principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro



MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)

Suplicando a assistência do Espírito Santo, na comunhão e na unidade, nós, Bispos do Brasil, reunidos na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no Santuário Nacional, em Aparecida-SP, de 1 a 10 de maio de 2019, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro, tomados pela ternura de pastores que amam e cuidam do rebanho. Desejamos que as alegrias pascais, vividas tão intensamente neste tempo, renovem, no coração e na mente de todos, a fé em Jesus Cristo Crucificado-Ressuscitado, razão de nossa esperança e certeza de nossa vitória sobre tudo que nos aflige.

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20)

Enche-nos de esperançosa alegria constatar o esforço de nossas comunidades e inúmeras pessoas de boa vontade em testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo, comprometidas com a vivência do amor, a prática da justiça e o serviço aos que mais necessitam. São incontáveis os sinais do Reino de Deus entre nós a partir da ação solidária e fraterna, muitas vezes anônima, dos que consomem sua vida na transformação da sociedade e na construção da civilização do amor. Por essa razão, a esperança e a alegria, frutos da ressurreição de Cristo, hão de ser a identidade de todos os cristãos. Afinal, quando deixamos que o Senhor nos tire de nossa comodidade e mude a nossa vida, podemos cumprir o que ordena São Paulo: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!’ (Fl 4,4) (cf. Papa Francisco, Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, 122).

Nossos Bispos reunidos


Como todos os anos, vimos pedir aos nossos fiéis orações especiais pelos seus Bispos, pois é interesse de todos que os seus pastores os guiem bem. Porque está acontecendo em Aparecida a 57ª Assembleia Geral Ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na qual estou presente com os outros irmãos no episcopado, demonstrando a nossa comunhão eclesial efetiva e afetiva, tratando de assuntos importantes para a Igreja no Brasil.

Durante a Assembleia, os Bispos celebram a Santa Missa, rezam em comum o Ofício Divino, fazem retiro espiritual e tratam de assuntos importantes e necessários à vida da Igreja.

A Assembleia desse ano, entre muitos outros assuntos, tem como tema central as “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023”. Na linha de continuidade com as Diretrizes passadas, as DGAE 2019-2023 têm como objetivo geral ANUNCIAR A ALEGRIA DO EVANGELHO, no Brasil cada vez mais urbano, e formar discípulos, em comunidades de fé, saindo em missão rumo às periferias existenciais, em solidariedade com os pobres, sofridos e abandonados, no cuidado da casa comum, testemunhando o reino de Deus.

Cinco urgências foram definidas: estado permanente de missão; iniciação à vida cristã; animação bíblica da vida e da pastoral; comunidade de comunidades; serviço à vida plena para todos. Diante da cultura urbana, cada vez mais abrangente, as DGAE 2019-2023 estão estruturadas a partir da imagem da comunidade cristã como “casa”, “construção de Deus” (1Cor 3,9). No centro, como eixo, está a Comunidade Eclesial Missionária, sustentada por “quatro pilares”: Palavra, Pão, Caridade e Missão.

Além dos temas religiosos, a Assembleia trata de outros assuntos de interesse geral: “A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política... não pode nem deve se colocar no lugar do Estado. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Deve inserir-se nela pela via da argumentação racional e deve despertar as forças espirituais, sem as quais a justiça não poderá firmar-se nem prosperar” (Deus caritas est, n. 28).

Adoração e Idolatria

 
No evangelismo há adoração de Deus?
E os sacrifícios?  (II Reis 17,36)

A Igreja nos ensina que só devemos adorar Deus; esse culto se chama “latria”. Adorar é reconhecimento da Divindade e oferecimento de sacrifício presidido pelo Sacerdote. O Sacrifico da Cruz é oferecido em todas as missas; é o mesmo Sacrifício, mas, incruento.

Aos Santos prestamos nosso culto de veneração chamado “dulia”, a eles não se faz sacrifícios.

À Maria nossa veneração se chama “hiperdulia”, a Ela não se faz sacrifícios. 

O motivo desta celeuma é que externamente, TODOS OS CULTOS SÃO IGUAIS; o que diferencia é o sacrifício (externo) e o coração do fiel (interno).

Se na oração, o fiel está pedindo para a Imagem fazer algo na terra, apesar da imagem representar alguém que já está no céu, é idolatria. Deixa de ser idolatria, quando se pede a quem a imagem “representa” que “interceda” junto a Deus. A ação vai depender única e exclusivamente de Deus.

VENERAR significa ter um respeito muito grande. Os Evangélicos VENERAM a Bíblia, por exemplo, fazem hinos para a bíblia, fazem poesias, etc.

Se Deus fosse contra imagem, porque no Santos dos Santos (1 Rs 6,23-28) havia duas imagens da altura equivalente a um prédio de dois andares, mais ou menos 5 metros (10 côvados)? [1]

A diferença entre a imagem de um santo e um ídolo é que se alguém quebrar a Imagem de um Santo não destruirá a existência do Santo, mas se partir um ídolo, acaba a divindade.

No caso da serpente de bronze (cf. Nm 21,8-9), enquanto ela não ocupou o lugar de Deus, foi cultuada, mas quando as pessoas começam a adorar a estátua como deus-serpente (a quem chamaram de “Neustã”) o rei mandou destruí-la (2 Rs 18,4). [2]



A VERDADEIRA ADORAÇÃO ESTÁ EM SEGUNDO REIS

2Reis 17,36: “Vocês devem cultuar, adorar e OFERECER SACRIFÍCIOS somente a Javé...

A Verdadeira Adoração deve cultuar em espírito e verdade (João 4,23)

A Verdadeira Adoração deve adorar em espírito e verdade (João 4,23)

A Verdadeira Adoração deve OFERECER SACRIFÍCIOS em espírito e verdade (João 4,23)

Isto é, é o Espírito quem inspira em nós a prática na comunhão com a Verdade que é Cristo, o filho de Deus; e se dirige ao Pai.[3] “Pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8,14).

No primeiro capítulo do Livro Levítico, Moisés estabelece as leis do sacrifício; todo sacrifício requer um sacerdote, um altar e uma vítima.  Logo, não existe adoração sem sacerdote, sem altar e sem sacrifício. [4]

SACRIFICIO PAGÃO

Gehenna – (Mt 5,22; Mc 9,43) era um vale ao sul de Jerusalém que era utilizado para sacrifícios pagãos de crianças pelo fogo.[5]

Nm 25,1-2; 2Cr 28,23

At 14,12ss Chamavam a Barnabé Zeus e a Paulo Hermes, porque era este quem dirigia a palavra. Um sacerdote de Zeus Propóleos trouxe para as portas touros ornados de grinaldas, querendo, de acordo com todo o povo, sacrificar-lhes.

SACRIFÍCIO CATÓLICO



O Sacrifício de Cristo na Cruz é oferecido a Deus na Santa Missa, este Sacrifício é tornado presente (atualizado, não repetido), de forma incruenta. O centro da Missa é o Sacrifício, oferecido pelo sacerdote na Pessoa de Cristo em benefício de toda a Igreja. 

Nas narrativas da instituição da Eucaristia (Mt 26,26s; Mc 14,22s; Lc 22,19s; I Cor 11,23s) vemos que Nosso Senhor disse que o Pão e o Vinho são Seu Corpo e Seu Sangue (Isto é Meu Corpo; Isto é o cálice do Meu Sangue). 

Na Missa, fazemos memória do Sacrifício de Cristo, tornando-o presente. Se a última ceia, foi uma antecipação do sacrifício, a Missa é a sua perpetuação.

O termo utilizado pelos evangelistas, e que traduzimos por “memória” é anamnese. Tal palavra não é uma simples memória (mnemone), mas um “recordar, tornar presente” (cf. Lc 22,19).

“O sacrifício da Missa é o verdadeiro e o próprio sacrifício da Nova Lei, no qual Cristo é oferecido sob as espécies de pão e vinho pelo sacerdote sobre o altar, em memória e renovação do sacrifício do Calvário.” [6] [7]

Seria possível escrever em grego "isto significa", ou "isto representa"?

Sim, se Jesus quisesse poderia usar “semanei” (em grego) para “simbolizar” ou “significar”. No entanto, a forma usada pelos três evangelistas é "Esti" (em grego), que significa "É". [8]

Se Jesus queria falar em sentido figurado, por que preferiu usar o verbo “ser” aos quarenta verbos figurativos existentes no aramaico? 

Nos versos 52 e 54 de João 6, Jesus falou em “comer” e o verbo correspondente no grego é “phagéin”. A partir do verso 55, porém, o texto grego usa um verbo mais forte: “trógo”, que além de “comer”, quer dizer também “mastigar”, quebrar com os dentes os alimentos mais duros”. Perguntamos: Se Jesus falou em sentido figurado, por que além do verbo “ser”, o texto grego usa um verbo que exige o sentido real das palavras? [9].

terça-feira, 7 de maio de 2019

De agricultura urbana a feixe de luz, veja algumas propostas de restauro da Notre-Dame


O primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, quer realizar competição arquitetônica internacional para reconstruir o pináculo e parte do teto destruídos pelo incêndio (Foto: Reprodução)

Desde que a França anunciou a abertura de um concurso internacional para reconstruir Notre-Dame, não param de aparecer propostas ousadas e inovadoras para transformar o monumento após o incêndio.

Entre as muitas sugestões, o Studio NAB, da França, apresentou um conceito que envolve a construção de uma estufa no telhado, permitindo que a Notre-Dame seja um lugar de integração com o meio ambiente, em sintonia com os desafios atuais da ecologia. De acordo com o Design Boom, a torre destruída foi reimaginada como um apiário, abrigando diversas colméias.

Papa aos sacerdotes e religiosos: "ternura, paciência e compaixão".


VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
À BULGÁRIA E MACEDÔNIA DO NORTE
[5-7 DE MAIO DE 2019]

ENCONTRO COM SACERDOTES, RELIGIOSOS E RELIGIOSAS DISCURSO DO SANTO PADRE

Catedral do Sagrado Coração de Jesus (Skopje)
Terça-feira, 7 de maio de 2019

Queridos irmãos e irmãs!

Obrigado pela oportunidade que me dais de vos poder encontrar. Vivo com uma gratidão especial este momento em que posso ver a Igreja respirar plenamente com os seus dois pulmões – rito latino e rito bizantino – para se encher do ar sempre novo e renovador do Espírito Santo. Dois pulmões necessários, complementares, que nos ajudam a saborear melhor a beleza do Senhor (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 116). Demos graças pela possibilidade de respirar juntos, a plenos pulmões, como o Senhor foi bom para conosco.

Agradeço os vossos testemunhos, sobre os quais gostaria de voltar. Aludíeis ao facto de ser poucos e ao risco de ceder a algum complexo de inferioridade. Enquanto vos ouvia, vinha-me à mente a imagem de Maria de Betânia, que, tomando uma libra de perfume de nardo puro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com os seus cabelos. O evangelista conclui a descrição da cena, dizendo: «A casa encheu-se com a fragrância do perfume» (Jo 12, 3). Aquele nardo foi capaz de impregnar tudo e deixar uma marca inconfundível.

Há situações – e não são poucas – em que sentimos necessidade de fazer contas à vida: começamos a olhar quantos somos... e somos poucos; os meios que temos... e são poucos; depois vemos a quantidade de casas e obras a sustentar... e são demasiadas! Poderíamos continuar a enumerar as múltiplas realidades em que experimentamos a precariedade dos recursos que temos à disposição para levar por diante o mandato missionário que nos foi confiado. Quando isto acontece, parece que o saldo do balanço apareça «em vermelho», seja negativo.

É verdade que o Senhor nos disse: se queres construir uma torre, calcula as despesas; «não suceda que, depois de assentar os alicerces, [tu] não a possas acabar» (cf. Lc 14, 29). Mas, o «fazer as contas» pode-nos levar à tentação de olhar demasiado para nós próprios e, curvados sobre as nossas realidades e misérias, podemos acabar quase como os discípulos de Emaús, proclamando o querigma com os nossos lábios enquanto o nosso coração se fecha num silêncio marcado por subtil frustração, que o impede de escutar Aquele que caminha ao nosso lado e é fonte de júbilo e alegria.

Irmãos, «fazer as contas» é sempre necessário, quando nos pode ajudar a descobrir e aproximar de muitas vidas e situações que todos os dias sentem dificuldade em fazer quadrar as contas: famílias que não conseguem continuar, pessoas idosas e sozinhas, doentes forçados a estar na cama, jovens tristes e sem futuro, pobres que nos lembram o que somos, isto é, uma Igreja de mendigos necessitados da Misericórdia do Senhor. Só é lícito «fazer as contas», se isto leva a mover-nos tornando-nos solidários, atentos, compreensivos e solícitos em abeirar-nos das fadigas e precariedade em que vivem submersos muitos dos nossos irmãos necessitados duma Unção que os levante e cure na sua esperança.

Só é lícito fazer as contas para exclamar com força e implorar com o nosso povo: «Vinde, Senhor Jesus!»