sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Maria na Plenitude dos Tempos: A Encarnação


“Mas, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os súditos da lei e nós recebêssemos a condição de filhos de Deus” (Gl 4,4)

Esse texto está na Carta de São Paulo aos Gálatas. A Galácia, hoje Turquia, fazia parte do Império romano e tinha sido evangelizada por São Paulo. Sua carta é um alerta contra a influência dos cristãos judaizantes, que insistiam em obrigar os cristãos gálatas, não judeus, à observância da Torá, a começar da circuncisão. Isso criou divisão na Comunidade. Por isso, São Paulo faz a defesa de que a salvação vem pela graça de Jesus e não pela lei. Ele reafirma que o batismo e não a circuncisão era o sinal que marcava o discípulo de Jesus, independentemente de sua raça e origem. Ninguém compra a salvação com boas obras e ninguém pode tirar a libertação da lei dada por Jesus. A relação salvífica com Jesus e o amor fraterno oferecem o critério da liberdade cristã, que jamais pode ser sufocada por outras obrigações, impostas pelas tradições ou pelas leis. Por isso, o que importa é viver no Espírito, de quem brota a verdadeira liberdade. O cap. 4 fala exatamente da liberdade dos filhos de Deus, conquistada por Jesus. Somos todos herdeiros das promessas de Abraão, que são anteriores à Torá dos judeus. Contudo, porque éramos menores de idade, ficamos sujeitos a leis e a crenças, como escravos. Contudo, quando Deus envia seu Filho, n’Ele e por Ele, todos nós, judeus e não judeus, recebemos a dignidade de filhos de Deus e nos tornamos livres dessa escravidão. Essas afirmações de São Paulo são tão contundentes para a fé cristã, que ele se decepciona com os gálatas, que se deixavam enfeitiçar pelos judaizantes, chamando-os de insensatos (Gl 3,1) e se irrita fortemente com os pregadores judaizantes, que insistiam na lei da circuncisão, dizendo que eles deveriam se mutilar totalmente, e não só circuncidar-se (Gl 5,12).   

Vejamos, então, que horizonte esse texto da Carta aos Gálatas descortina para nós e o sentido das expressões “plenitude dos tempos” e “nascido de uma mulher” para este tempo de Natal.  

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal: tristeza ou esperança?


Como todos lembram, em 2010, a solenidade do Natal foi celebrada num sábado. Portanto, dois dias seguidos de festas. E o que é que chamou a atenção de um site de Dourados, que acessei no final do dia 25? Eis as manchetes mais incisivas: “Véspera de natal termina com 47 mortos nas rodovias federais”. “Condutor embriagado é aprendido”. “Casal é vítima de tentativa de homicídio”. “Indígena é encontrada morta em aldeia”. “Homem assassina sogra e fere sogro”. “Mulher-bomba mata ao menos 41 em ataque no Paquistão”.

Por isso, talvez ninguém se admirou ou espantou ao se deparar, na segunda-feira, dia 27 de dezembro, com a manchete que um jornal da cidade encontrou para falar dos dois dias de festa: “Violência marca Natal em Dourados: polícia registrou seis tentativas de homicídio e o corpo de um jovem morto a tiros foi encontrado na Vila Valderez”.


No dia 12 de maio de 2007, Bento XVI visitou, em Guaratinguetá, a Fazenda da Esperança, uma organização presente em dezenas de países do mundo, a serviço da recuperação de dependentes químicos. Tocado pelo clima de serenidade e alegria que irradiava do rosto de milhares de jovens que se sentiam sanados pela comunhão fraterna que caracteriza as “Fazendas”, ele não hesitou em defini-los “embaixadores da esperança” num mundo que parece tê-la perdido. Significativo é que o Papa se dirige a pessoas que tinham acabado no fundo do poço. Mas, por acreditarem no amor de um Deus que é capaz de «mudar as pedras em filhos de Abraão» (Lc 3,8), eles se transformavam em embaixadores de uma esperança que não falha, porque alicerçada na «rocha, que é Cristo» (1Cor 10,4).

No dia anterior, durante o encontro com os bispos do Brasil na catedral de São Paulo, o Papa ressaltou a ligação profunda que existe entre a fé em Deus e a libertação humana: «Onde Deus e a sua vontade não são reconhecidos, onde não existe a fé em Jesus Cristo e na sua presença, falta também o essencial para a solução dos urgentes problemas sociais e políticos». Assim falando, ele repisava o que escrevera na Encíclica “A Caridade na Verdade”, em 2009: «O ser humano se desenvolve quando cresce no espírito, quando sua alma se conhece a si mesma e aprende as verdades que Deus nela imprimiu em gérmen, quando dialoga consigo mesma e com o seu Criador. Longe de Deus, o homem é inquieto e doente. Não há desenvolvimento pleno nem bem comum universal sem o bem espiritual e moral das pessoas, consideradas na sua totalidade de alma e corpo».

Distanciando-se de Deus, o homem também se distancia da felicidade pessoal e do desenvolvimento social e econômico da sociedade. Não terá sido por isso que o mesmo site douradense, entre as manchetes do dia 25 de dezembro, afirmava que “o sentimento de tristeza no Natal não é algo fora da normalidade”?

Contudo, verdade seja dita, tristeza no Natal é algo fora da normalidade, sim! Se ela existe, é porque, não poucas vezes, a festa se reduz a compras, viagens, farras e comilanças, onde o amor e o serviço aos irmãos nada significam: «Quem ama o seu irmão está na luz e não corre perigo de tropeçar; mas quem deixa seu irmão de lado caminha nas trevas e não sabe para onde vai» (1Jo 2, 10-11).

Não se pode negar: para que sejamos sustentados pela esperança, pela paz e pela alegria, precisamos viver em “estado de conversão” permanente. Foi o que lembrou Bento XVI, no dia 23 de maio de 2010, solenidade de Pentecostes: «A chama do Espírito Santo deve consumir as escórias que dificultam e corrompem o homem em suas relações com Deus e com o próximo. Este fogo divino, porém, nos assusta: com medo do fogo, preferimos permanecer no estado em que estamos. Isso acontece porque, muitas vezes, a nossa vida é governada pela lógica do ter e do possuir, ao invés do doar-se. Há pessoas que creem em Deus e admiram a figura de Jesus Cristo, mas quando se pede que abandonem algo de si mesmas, o medo das exigências da fé as faz recuar. Temem ter que renunciar a algo de bonito, ao que estão apegadas; temem que, seguindo a Cristo, se privem da liberdade, de certas experiências, de uma parte de si mesmas. Querem ficar com Jesus e segui-lo de perto, mas têm medo das conseqüências que o fato comporta».

                                                                      Dom Redovino Rizzardo, cs

Bispo de Dourados - MS


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Um novo Natal!


Para alguns pode parecer que a cada ano, os cristãos repetem os mesmos ritos, para relembrar um fato a primeira vista tão antigo, mas ao mesmo tempo tão novo, o nascimento do Emanuel, Deus conosco, Jesus de Nazaré, o Salvador!

Na verdade, não vivemos de uma recordação. Por incrível que pareça, a cada ano revivemos o que ocorreu no meio da noite, tornamo-nos contemporâneos, podemos aproximar-nos deste Menino na companhia dos pastores, alegrando-nos com José e Maria, sussurrando palavras cheias de emoção e alegria, pela chegada de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem!

A alegria deste fato que se irradia pelos séculos e que nos alcança hoje, no início de um Novo Milênio é o fato de que podemos ver a Deus! Deus tornou-se visível aos nossos olhos, Ele nos revelou a Sua Face, Ele deixou-nos penetrar no seu Mistério insondável. Podemos, como os pastores e os Magos do Oriente, que retornaram exultantes para suas casas dizer a todos que nós vemos o Senhor! Podemos ver a Face humana de Deus numa criança pequenina, recém-nascida, colocada sobre um presépio, que não tem para se aquecer senão algumas faixas e o hálito dos animais. Deus se fez um de nós!

Mas, se grande alegria é poder ver o Senhor, não é menor a de poder ouvi-Lo, pois “a Palavra eterna fez-Se pequena; tão pequena que cabe numa manjedoura. Fez-Se criança, para que a Palavra possa ser compreendida por nós.” (Bento XVI, Verbum Domini, 12). Cada vez que abrimos o Evangelho, revivendo os fatos e acolhendo as palavras, como um personagem à mais nas cenas, deixamos que a Palavra que se revelou no Natal ressoe em nossos corações!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Mistério do Natal


Padre Pietro Messa explica as razões do nascimento do Menino Jesus*

O nascimento do Menino Jesus realmente mudou a história da humanidade? É verdade que os potentes e o povo entenderam imediatamente a importância daquele nascimento? Por que contamos os dias desde aquele nascimento? Que sentido tem na vida de cada um fazer o presépio?

 ***
Qual é o significado na história e no presépio feito por São Francisco, da figura do Menino Jesus?

Pe. Pietro Messa: Sabemos que os primeiros cristãos, sendo todos de religião hebraica, guardavam o sábado, mas o dia seguinte, ou seja, o atual domingo, se reuniam para lembrar a Ressurreição. Então, a primeira festa celebrada e aquela por excelência é a Páscoa. Sucessivamente, começaram a celebrar outros acontecimentos da vida de Jesus, como o seu nascimento no dia 25 de dezembro, isto é, o dia em que anteriormente celebravam o Sol invictus, ou seja, que não foram vencidos pelas trevas; visto que passado o solstício de inverno, os dias começam a ser mais longos e a luz toma conta da escuridão da noite. Da celebração passamos para as representações e a peregrinação a Belém, cidade do rei Davi de cuja linhagem nasceu Jesus.

As peregrinações - ao mesmo tempo, expressão e incentivo de ligação com os lugares da vida terrena de Jesus - foram motivos propulsores para a narração e representação da humanidade de Jesus. Neste contexto está o desejo de frei Francisco de Assis manifestado ao povo de Greccio em 1223,  de ver "com os olhos do corpo", como o Menino Jesus estava deitado na manjedoura entre o boi e o jumento. E assim, na noite de Natal sobre a manjedoura onde estavam os dois tradicionais animais, foi celebrada a Eucaristia para que pudéssemos ver "com os olhos do corpo", o pão e o vinho consagrados, e acreditar, graças ao espírito Santo, na presença do Corpo e Sangue de Cristo (para aprofundar cfr U.Occhialini-P.Messa, O primeiro presépio do mundo, Ed.Porziuncula, Assis 2011).

Em um âmbito secularizado como este moderno, o nascimento de Jesus Menino é banalizado e colocado no contexto de um "mito" que apenas as crianças podem acreditar. Por que, segundo os cristãos, aquele nascimento mudou o mundo?

Pe.Pietro Messa: Mas talvez a pior desmistificação do Natal não seja a de acreditar em um mito, mas o reducionismo do mesmo para a festa de bondade, do altruísmo, de ajuda aos necessitados. Não que essas coisas não sejam importantes ou presentes no Evangelho, mas o centro é o fato de que Jesus vem a nós porque fez a opção pela nossa pobreza. Ele estende sua mão até o momento em que seu braço é estendido na cruz. Como nos disse a Clarissa, irmã Clara Tarcisia do Promnastero de Santa Clara de Assis nos últimos meses de sua existência: "O importante na vida é amar, e, sobretudo deixar-se amar!". E o Natal é o tempo propicio para deixar-se amar e isso não gera passividade porque Jesus nos ama como somos; mas não nos deixa como somos, ao contrário, nos transforma em capacidade de amar de modo criativo e eficaz. Desta forma, o encontro com a sua Presença muda e dá início a uma nova humanidade.


Os cristãos falam de Jesus como o Salvador, por quê?

Pe.Pietro Messa: Jesus de Nazaré - uma cidade que, de acordo com alguns, não poderia vir nada de bom - passou pela Palestina e, como para outras pessoas, também sobre ele perguntavam quem era. As respostas a essa pergunta foram as mais variadas, mas quem não se fecha em seus próprios esquemas, nota que toda resposta é inadequada, ou melhor, inesgotável. E assim, devagar, cada vez mais se reconhece a sua realidade de Messias, ou seja, ungido pelo Altíssimo e então o Salvador. Mas sobre a pessoa de Jesus, ainda que obtenhamos algumas certezas definidas pelos dogmas, questões ainda se abrem e, como nos mostram os santos, há sempre algo a se maravilhar, isto é, para parar e olhar com estupor para Ele.

A data, o Cometa, os Reis,... quais são os argumentos para recordar-los como fatos que realmente aconteceram na história?

Pe Pietro Messa: O acontecimento de Jesus ocorreu nas coordenadas da história, ou seja, no espaço e no tempo: o espaço é aquele da Palestina e o tempo é - como dizemos no Credo - "sob Pôncio Pilatos". Mas isso não basta porque muitos viram a sua humanidade, escutaram suas palavras, admiraram seus milagres, mas somente alguns acreditaram na sua divindade. Como afirma Francisco de Assis na Admoestação em primeiro lugar, os discípulos viram "com os olhos do corpo" a sua humanidade, mas acreditaram na sua divindade. Assim, certamente, Jesus tem uma história, mas também alguma coisa que supera a história; por isso é importante, como nos recorda Bento XVI, que exista uma razão aberta ao mistério e uma fé racional. Caso contrário, cairíamos no racionalismo ou no fideísmo. Jesus é um acontecimento racional, mas que supera a razão e quando a razão quer ser omni-compreensiva, ou seja, pretender que com-preende tudo, cai no racionalismo. Da mesma forma, quando a fé exclui a história, a investigação da razão torna-se fideísmo, que abre a qualquer deriva, até mesmo violenta.

Quem, além dos cristãos, acolheu a importância daquele nascimento que aconteceu há mais de dois mil anos?

Pe.Pietro Messa: Muitas pessoas, incluindo os muçulmanos para os quais Jesus é um grande profeta. Dizia Monsenhor Luigi Padovese que na missa de Natal na Turquia, estavam presentes também os muçulmanos e em sua homilia inédita pela ocasião, soube acolher tal presença com sabedoria. Na verdade, ele disse que todos estavam comemorando o nascimento de Jesus, para alguns, porque era um grande profeta, para os cristãos manifestava misericórdia, ou melhor, presença de Deus entre os homens sendo o Filho de Deus.

Porque grande parte do mundo marca o tempo a partir daquele nascimento?

Pe.Pietro Messa: Em 313 houve o decreto de Constantino, de certa forma, marcou o fim das perseguições, após o qual o cristianismo se tornou a religião oficial.E assim, o cálculo do tempo começou a ser pontuado por seu nascimento, reconhecendo nele o cumprimento das profecias e promessas e o início de uma nova era. Nas palavras do Beato João Paulo II, ele é "o centro do cosmos e da história."

Por Antonio Gaspari
(Tradução:MEM)

*Padre Pietro Messa, Presidente da Escola Superior de Estudos Medievais e Franciscanos da Pontifícia Universidade Antonianum.
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Fonte: ROMA, segunda-feira, 19 de dezembro de 2011(ZENIT.org) -

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Roteiro da Visita do Ministro Provincial


Após o capítulo dos frades capuchinhos, o Provincial, Frei Deusivan e sua equipe irão fazer visitas nas fraternidades dos frades do território provincial. Após as visitas o novo ministro deverá reunir-se com o definitório para só então publicar a lista com as transferências dos frades que ficarão nas devidas paróquias.

Regional Barra do Corda:

Tuntum: 20/12 (noite)
Barra do Corda: 21/12 (manhã)
Grajaú: 22/12 (manhã)
Trizidela do Vale/Igarapé Grande: 30/12 (tarde)

Regional de Imperatriz:

Porto Franco: 22/12 (noite)
Imperatriz: 23/12 (manhã)
Açailândia: 23/12 (tarde)
Conceição do Araguaia: 26/12 (tarde)
Marabá: 28/12 (tarde)


Regional de São Luís:

Cohab: 30/12 (manhã)
Anil: 30/12 (tarde)
Coroadinho: 31/12 (manhã)
Carmo: 31/12 (tarde)

Regional de Belém: 

Belém: 03-04 (manhã)
Macapá: 05/01 Mosteiro Santa Verônica Giuliana (manhã)
Santana: 07/01 (manhã)
Primavera/Quatipuru: 09/01 (manhã)
Peixe-Boi/Nova Timboteua: 09/01 (tarde)
Capanema: 10/01 (manhã)

Natal: tempo de Jesus em nossas vidas!


Em todos os lugares em que estivermos, realidades e sentimentos do Natal se fazem sempre novidade. Os sonhos são acordados e as memórias escondidas no tempo ganham espaço no coração das pessoas de “boa vontade”. Deus age em todos os tempos e lugares. Afinal, quais seriam o tempo e o lugar desconhecidos por Deus? Enquanto o Natal se faz advento de Deus em nossas vidas, brota de dentro de nós, como dom de Deus, o desejo de eternidade, de vida nova e de um mundo mais justo e fraterno.

O tempo presente é o lugar da manifestação de Jesus Cristo. Ele, desde a manjedoura, passando pela cruz e ressurreição revela a Sua grandeza na fragilidade humana. “Ele tem feito tudo bem; faz tanto os surdos ouvirem como os mudos falarem” (Mc 7, 37). Por ser Ele o “Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6), todos somos convidados a manifestar, no tempo presente, a Sua vontade, o Seu agir e o Seu falar. Jesus revela a todos nós o verdadeiramente humano.


Olhando cada dia para Jesus Cristo descobrimos sempre algo novo. Este novo não pode ser explicado, decodificado ou definido. Mesmo que a aventura das palavras tente definí-lo, sempre permanecerá um algo mais a ser expresso. Este novo que traz sentido para a existência humana é que se torna ação, testemunho de vida, alegria, entusiasmo, silêncio e esperança.

Enquanto os rumores do mercado de consumo tentam oferecer coisas materiais como sinônimos de felicidade, abramos o nosso coração para contemplar o cenário no qual Jesus nasceu, único capaz de trazer a alegria ao coração. Dos textos bíblicos que narram o momento do encontro de Deus com a nossa humanidade, surgirão muitas moções e inspirações capazes de trazer sentido para o nosso existir.

A novidade do Natal quebra a “rotina” do nosso “fazer humano” para dar espaço ao “fazer de Deus” em nós e para nós. Que esta novidade não passe despercebida e nem se torne uma rotina. É o tempo de Deus nas nossas vidas!

Tenhamos um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo com Jesus Cristo!

Dom Paulo De Conto

Bispo de Montenegro - RS


Apelo de Natal da Terra Santa


“Tornar-se pessoas que se perdoam, dentro da própria história, na busca de Deus": são os votos do Custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, contida na Mensagem de Natal divulgada na segunda-feira, 18 de dezembro, pela Custódia.

"O Natal – escreve o Custódio – é a história de um Deus que veio se esconder num campo em Belém. Natal é também a história de campos e tesouros, de homens que os encontram. Mas, ao possuir o tesouro, é preciso despojar-se de tudo."

Fr. Pizzaballa recorda que quem ama perde tudo, porque amar significa doar, como fez Cristo. E o homem, ao perder tudo, encontra Deus. "Assim, afirma o Custódio, o caminho do perder se transforma no caminho a encontrar. Quem o percorre, encontra Deus, o irmão e a si mesmo." E conclui:

"De fora, pode parecer que não muda nada, que a história, em especial a da Terra Santa, continua a ser a realidade dramática que vivemos: ódio, divisões, medos, desconfiança e preconceito. Mas dentro muda tudo! Muda o olhar sobre a vida porque esta vida não é somente um campo, mas é o campo que esconde o tesouro."
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Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/8342-apelo-de-natal-da-terra-santa

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Educar os Jovens para a Justiça e a Paz


1. INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confi ança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fi que marcado concretamente pela justiça e a paz.

Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor « mais do que a sentinela pela aurora »(v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações.

Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia. Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista.

Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.

A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, econômica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade mas um dever primário de toda a sociedade.

Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.

As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora atual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais
humano e solidário.

É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6).

Os responsáveis da educação

2. A educação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar – na sua etimologia latina educere– significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo. Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe.

E quais são os lugares onde amadurece uma verdadeira educação para a paz e a justiça? Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro ». Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz.

Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se vêem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas.

Quero dirigir-me também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas: Velem, com grande sentido de responsabilidade, por que seja respeitada e valorizada em todas as circunstâncias a dignidade de cada pessoa. Tenham a peito que cada jovem possa descobrir a sua própria vocação, acompanhando-o para fazer frutificar os dons que o Senhor lhe concedeu. Assegurem às famílias que os seus filhos não terão um caminho formativo em contraste com a sua consciência e os seus princípios religiosos.

Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar ativamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna.

Dirijo-me, depois, aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito--dever de educar. Não deve jamais faltar um adequado apoio à maternidade e à paternidade. Atuem de modo que a ninguém seja negado o acesso à instrução e que as famílias possam escolher livremente as estruturas educativas consideradas mais idôneas para o bem dos seus filhos. Esforcem-se por favorecer a reunificação das famílias que estão separadas devido à necessidade de encontrar meios de subsistência.

Proporcionem aos jovens uma imagem transparente da política, como verdadeiro serviço para o bem de todos. Não posso deixar de fazer apelo ainda ao mundo dos media para que prestem a sua contribuição educativa. Na sociedade atual, os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens. É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de fato, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa.

Também os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam. Que tenham a força de fazer um uso bom e consciente da liberdade, pois cabe-lhes em tudo isto uma grande responsabilidade: são responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz.

Educar para a verdade e a liberdade

3. Santo Agostinho perguntava-se: « Quid enim fortius desiderat anima quam veritatem – que deseja o homem mais intensamente do que a verdade? ». O rosto humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter viva esta questão inevitável. De fato, a educação diz respeito à formação integral da pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim último e o bem da sociedade a que pertence.

Por isso, a fim de educar para a verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a sua natureza. Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: « Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o fi lho do homem para com ele Vos preocupardes? » (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Que é o homem?

O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Assim, o fato de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa.

Por isso, a primeira educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que « o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões », incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele econômico ou social, individual ou coletivo.

Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da sua liberdade, sendo tarefa da educação formar para a liberdade autêntica. Esta não é a ausência de vínculos, nem o império do livre arbítrio; não é o absolutismo do eu. Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De fato, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.

A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal. « Hoje um obstáculo particularmente insidioso à ação educativa é constituído pela presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”. Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível, portanto, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde
cada pessoa está, de fato, condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validez do seu compromisso para construir com os outros algo em comum ». Por conseguinte o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado. Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem caráter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.

Assim o reto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.

Educar para a justiça

4. No nosso mundo, onde o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de intentos, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é importante não separar das suas raízes transcendentes o conceito de justiça. De fato, a justiça não é uma simples convenção humana, pois o que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela identidade profunda do ser humano. É a visão integral do homem que impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.

Não podemos ignorar que certas correntes da cultura moderna, apoiadas em princípios econômicos racionalistas e individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora « a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo ».

« Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados » (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.

Educar para a paz

5. « A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade ». A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.

A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos.

« Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus » – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9). A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.

Levantar os olhos para Deus

6. Perante o árduo desafi o de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: « Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio? » (Sal 121, 1). A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: « Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor? ». O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).

Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.

Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.

Oh vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar. Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas reflexões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de « educar os jovens para a justiça e a paz ».

Vaticano, 8 de dezembro de 2011.
Papa Bento XVI

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eleito o novo governo Provincial da Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo

 *Momento da entrega da Cruz de Frei Calos, fundador da Missão - simbolizando que o Provincial eleito é o continuador da missão do carisma capuchinho na Província
Na manhã desta quinta-feira,15 na sala capitular do Convento Nossa Senhora Auxiliadora, em Belém do Pará, os 76 capitulares votantes, elegeram o novo Governo da Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo. Estive no cargo de Provincial por dois mandatos e hoje tenho a alegria de publicar neste blog o nome do novo provincial eleito que me substituirá, bem como os nomes dos novos definidores para o mandato de 2012-2014.


O novo governo ficou assim composto:

Provincial: Frei Deusivan dos Santos Conceição
1° Definidor: Frei José Antônio Macapuna
2° Definidor: Frei Luis Rota
3° Definidor: Frei Eldi Pereira Silva
4° Definidor: Frei José Lázaro Oliveira Nunes

Os eleitos deverão nos próximos três anos levar adiante os projetos aprovados pelos capitulares nas diversas áreas de atuação da Província bem como coordenar e animar as atividades dos frades.
 
Ao governo eleito desejo as bênçãos de Deus e a proteção da Virgem do Carmo e de nosso Pai Francisco de Assis e que façam um relevante trabalho para o bem e o crescimento da nossa Província e da Ordem. Amém e Aleluia! 
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Eleição do Novo Provincial da Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo


Com uma Celebração presidida pelo bispo de Grajaú, Dom Franco Cuter, no início da manhã desta quinta-feira (15) e, num clima de oração e invocação do Espírito Santo, os frades capitulares realizam a eleição. O novo Conselho da Província eleito assumirá o próximo triênio 2012 -2014. Às 9h iniciam-se as votações, primeiramente para a escolha do novo provincial, depois será a vez de se escolher os quatro definidores e por último a eleição do vigário provincial e vice-provincial. 

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Capítulo Provincial aprova o Guia Pedagógico e o Diretório Econômico


Neste terceiro dia de capítulo, o trabalho dos capitulares se resumiu em apresentação de relatórios e a avaliação do Guia Pedagógico e do Diretório Econômico. O Pedagógico visa orientar de forma prática a formação dos novos candidatos, bem como ajudar na formação permanente dos frades. Já o Econômico tem outra dimensão que é a orientação dos frades sobre a administração dos bens que pertencem a Província. Este modelo já vinha sendo testado como experiência e hoje foi aprovado por unanimidade por todos os capitulares. E nos próximos triênios ele passará a reger toda a administração financeira da Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo. 

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ministro Provincial apresenta relatório aos capitulares e o livro sobre o Museu da Igreja do Carmo

 

O segundo dia do IV Capítulo realizado na terça-feira (13) aconteceu dentro do programado, sendo que 6h30 os capitulares fizeram a oração da Laudes e da Santa Missa na capela do convento. E logo após o ato litúrgico, todos os frades se dirigiram ao refeitório para o café da manhã. Seguindo rigidamente o cronograma do Capítulo, após o café, na sala capitular, deu-se o segundo dia de trabalho. O Ministro Provincial apresentou o Relatório dos três anos de mandato e fez a apresentação do livro do Museu da Igreja Carmo. Este livro contém a história do museu (documentos referentes à sua criação e todo o seu acervo).



O Museu da Igreja do Carmo foi criado em 2007, pela Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo. Este significativo conjunto de obras foi composto, a partir da criteriosa e ao mesmo tempo ousada coleta de peças organizada pelo Ministro Provincial e ampliou-se progressivamente, graças à ajuda dos frades da Província do Carmo. Ao longo dos seus quatros ano de existência, o Museu da Igreja do Carmo, ainda se organiza na catalogação de suas peças. O valor histórico e sentimental do seu acervo tem como objetivo manter viva a história da presença dos frades capuchinhos no Maranhão, Pará e Amapá.


O acervo detém um conjunto de cerca de mais de 1000 peças, provenientes das principais igrejas e das mais recônditas capelas dos frades capuchinhos do Maranhão, Pará e Amapá, abrangendo o período que se estende do século XVIII chegando até os nossos dias.


As coleções compreendem imaginária sacra, prataria, pintura, mobiliário, altares, vestimentas sacras, livros litúrgicos, pedras arqueológicas. Enfim, uma preciosa coleção que ostenta obras de autores exponenciais, entre outros tantos anônimos cuja produção artística não visava o renome, mas voltava-se apenas ao culto divino. 
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ministro Provincial faz Abertura do IV Capítulo Provincial Ordinário Eletivo


Às 18h30min, [do dia 12/12] com a presença dos frades capitulares e convidados na igreja de São Francisco de Assis, foi celebrada a Santa Missa votiva do Espírito Santo. No momento foi dado o acolhimento inicial ao IV Capítulo Ordinário Eletivo da Província Nossa Senhora do Carmo. Depois da acolhida e da liturgia da palavra, o presidente da celebração, frei José Rodrigues de Araújo manifestou grande alegria pela presença dos frades para mais um capítulo. A alegria se estendeu também com a saudação ao frei José Gislon, definidor para língua portuguesa e nomeado pelo Ministro Geral para presidir o Capítulo; ao frei Sérgio Pesenti, vigário provincial, representante da Província de São Carlos na Lombardia, frei Paolo Maria Braghini, Vice-Provincial do Amazonas e Roraima e Dom Frei Franco Cuter, bispo diocesano de Grajaú, que foram especialmente convidados para este momento.

Trechos do discurso:

Bem-vindos a todos!
Gostaria de iniciar minha reflexão recordando que o Capitulo Provincial deve ter duas dimensões fundamentais: O Capítulo é “tempo de Memória” e “tempo de Mística e Profecia”.


“Tempo de memória”. Teremos a oportunidade de uma avaliação de nossa caminhada a partir do relatório do Governo Provincial, em que nos ajudará a recolher a herança destes triênios que findamos e a descobrir as falhas que com certeza não faltaram. O nosso Capitulo tem como tema: “Capuchinhos, “Apóstolos do Maranhão”: Memória e presença há 400 anos”. Este momento deve ser aproveitado para uma avaliação de nossa presença nestas terras e do carisma franciscano-capuchinho depois de quatrocentos anos.

“Tempo de Mística e Profecia”. Somos convidados como discípulos e missionários de Jesus a exemplo de São Francisco e dos primeiros missionários que aqui chegaram trazendo o Evangelho a sermos portadores de uma palavra capaz de comunicar vida e a sermos portadores de vida para muitos. Mística e profecia fazem parte do código genético de nossa identidade eclesial e de nossa missão para o Reino de Deus. O verdadeiro profeta surge e é autêntico, através de uma experiência mística de Deus que o marca, envia, sustenta e consola nas crises. Uma mística autêntica, como encontra com o Deus vivo e amante da vida, só pode alimentar se - e exprimir-se – numa ação profética audaz e libertadora.


MEMÓRIA

Este ano a nossa Província completou doze anos de sua ereção canônica e aqui estamos para celebrarmos o nosso IV Capítulo Provincial. Estamos dando os primeiros passos, estamos a caminho, buscando as ferramentas apropriadas para abrirmos ao futuro, sabendo que o futuro nasce do máximo cuidado que teremos com o presente. Seja este Capítulo Provincial um momento de graça para avaliarmos nossa caminhada; seja um momento de confraternização e debates; seja uma ocasião propícia para reafirmar nossa condição de discípulos e missionários; seja, enfim, um tempo forte para buscarmos juntos, com criatividade e com visão de futuro, os meios oportunos para que nossa vida e missão sigam sendo significativas para todas as paróquias, fraternidades, cidades e estados em que atuamos.

Este IV Capítulo Provincial Ordinário Eletivo nos convoca a olhar para novos horizontes. Necessitamos nos abrir para novos tempos, conscientes de nossa identidade como frades capuchinhos, capazes de responder com criatividade e fidelidade aos novos desafios da vida religiosa e da missão ao celebramos os “Quatrocentos anos da presença do Evangelho no Maranhão” pelos capuchinhos franceses. Na ilustração da obra Histoire de la mission: Paris 1614, podemos observar o levantamento da cruz na colônia francesa e uma inscrição latina faz alusão à missão ("Ecce levabo ad gentes manum meam, et ad populos exaltabo signum meum"), ("Eis que levantarei a minha mão para as nações e arvorarei o meu estandarte para alertar os Povos"), Isaías 49,22. Algo que chama atenção é que a ilustração apresenta uma aliança entre índios e franceses como uma livre submissão da parte dos índios. São eles que, com a ajuda dos franceses, erigem a cruz, todos os outros índios e franceses rezam.

Este Capítulo nos desafia a sermos capuchinhos de olhos abertos e coração ardente, homens interiores, espiritualidade significativa, fraternidades proféticas. Necessitamos recuperar a centralidade do nosso carisma missionário a exemplo dos quatro irmãos da Província de Paris que aceitaram o desafio da missão para a “Nova França” e partiram de Paris no dia 28 de agosto de 1611 e no dia 19 de Março de 1612, dia de São José, depois de alguns meses de preparação partiram do porto de Cancale às seis da manhã e chegaram na ilha Grande do Maranhão no dia 8 de agosto e celebraram a Santa Missa pela primeira vez naquela ilha que seria conhecida como São Luís no dia 12 de agosto de 1612.

Coloquemos os homens e os fatos nos lugares que devem ocupar, portanto não podemos esquecer de prestar nossa homenagem e gratidão a Frei Ivo d`Evreux, Frei Arsênio de Paris, Frei Ambrósio de Amiens e Frei Claude d`Abbeville, pelo exemplo missionário que nos deixaram. Espero que esta data possa ser comemorada pela Província com festa, e uma Assembleia Provincial reflita sobre nosso papel depois de quatrocentos anos nestas terras com seus novos desafios. Momento de celebração e momento de renovação de nossas estruturas de animação missionaria, vida fraterna, espiritual, comunitária, social e pastoral.
MISTÍCA E PROFECIA


Nossa presença no Maranhão há quatrocentos anos com os irmãos de Paris e a mais de cem com os da Lombardia, nasceram de uma intuição mística que nutriu e provocou uma resposta evangélica dentro da situação histórica e foram sempre conduzidas por uma paixão operativa para o verdadeiro bem dos homens e mulheres atribulados e humilhados. Esta intuição e esta paixão se alimentaram no diálogo, coração a coração com o Deus da vida e da esperança e na familiaridade com os seus contemporâneos.

Escreveram os padres Sinodais na conclusão da IX Assembleia dos Bispos dedicada à vida consagrada: “A vida consagrada foi no decorrer da história da Igreja uma presença viva da ação do Espírito, como espaço privilegiado de amor absoluto a Deus e ao próximo...” (Mensagem final, 27 outubro 1994).


Falamos de mística e de profecia não para ir além de nossos problemas reais ou para navegar no mundo virtual dos princípios essenciais e dos horizontes sem confins. Ao contrário, para encontrar nestas duas dinâmicas a justa hermenêutica que torne o carisma herdado um verdadeiro impulso trans-geracional. Essa será a premissa e a fonte de uma nova história a ser inventada e vivida.

Devemos abrir passagem para o futuro junto com esta humanidade: como uma vez se abria sulcos em meio às florestas, para fundar uma nova cidade. Há sementes de futuro que ainda podem germinar das nossas raízes tão antigas, há uma criatividade que nos pertence e está sendo encontrada e exercitada com nova arte carismática e profética.

Há urgência e oportunidades que nos interpelam e nos desafiam dentro da história atual e suas angústias. Há utopias e esperanças que devemos interceptar e evangelizar, graças à sabedoria orientadora e terapêutica do nosso carisma.

Fecundidade e criatividade não podem ser inventadas por um teorema sociológico ou por um descontentamento religioso: mas surgem dos altos planos dos projetos de Deus, que quer também redimir e fecundar esta nossa fase histórica, transformando-a. Deus trabalha nosso presente para conduzi-lo além de cada paralisia e cada fatalismo, para uma fraternidade universal. Somos chamados a ser intérpretes e servidores, plenos da utopia de Deus.

Diante de novos desafios precisamos saber ver os sinais, ouvir a voz de Deus em meio a várias situações em que nos deparamos todos os dias, para isto precisamos de um coração contrito, humilde e bondoso, como fora o do seráfico Pai São Francisco, pois como ele, somos nós que devemos responder os apelos de Deus e tomar firmes decisões sobre nossas vidas. “Volta para a tua terra, e te será dito o que haverás de fazer!” Como São Francisco, neste Capítulo, devemos ter coragem e coração aberto para perguntar: Senhor, que queres que eu faça?

Aqui estamos juntos como fraternidade provincial para iniciarmos esta bela experiência de vida fraterna, de unidade, comunhão e isto é motivo de grande alegria e contentamento. Que estes dias em que vamos permanecer juntos na celebração do Capítulo Provincial possamos contar com o auxilio de Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora de Nazaré e de tantos nomes, com a intercessão de São José e do seráfico Pai São Francisco, do olhar de Frei Daniel de Samarate, Frei João Pedro e Frei Alberto Beretta, seja verdadeiramente para todos os capitulares um momento de grande ardor e zelo pela nossa vida e missão. Desejo e espero então que estes dias sejam proveitosos para o enriquecimento de nosso espírito e para a retomada mais vigorosa do caminho rumo à santidade! Deus seja louvado!
Frei José Rodrigues de Araújo, OFM.Cap
Ministro Provincial 

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Oração do IV Capítulo Provincial da OFMCap (MA-PA-AP)


Senhor Jesus Cristo, Verbo Eterno do Pai, neste tempo em que nossa Província Capuchinha se prepara para celebrar o IV Capítulo Provincial Ordinário Eletivo a vós recorremos, humildes e confiantes, pedindo sabedoria e discernimento para que sob o vosso olhar límpido e animador saibamos escolher na paz e no bem os irmãos que irão governar e animar nos próximos anos a Fraternidade Provincial com espírito franciscano de minoridade e de serviço.
Enviai-nos a luz do Espírito Santo, que procede de Vós e do Pai, para que, iluminados por esta chama eterna da Trindade, possamos discutir em nome da caridade e da verdade os problemas e os desafios da vida fraterna, pastoral e missionária.
Maria Santíssima, Nossa Senhora do Carmo, padroeira de nossa Província, não deixeis que se enfraqueça em nós o sinal vivo do primado do amor de Deus que salva, santifica e aperfeiçoa, e fazei que todo o nosso agir seja sempre para a maior glória de Deus. Amém.

sábado, 10 de dezembro de 2011

COMUNICADO: Capítulo Provincial dos Frades Capuchinhos


De 12 a 16 de dezembro, os frades capuchinhos da Província Nossa Senhora do Carmo (MA-PA-AM) estarão reunidos em Belém-PA, para a realização do IV Capítulo Provincial onde escolherão o novo provincial para dirigir a Ordem no triênio de 2012-2014. 


Como os frades  estarão ausentes da nossa paróquia, padres de outras paróquias estarão presentes na Igreja Matriz para realizarem as celebrações*.

Segunda-feira 12/12

6:30- Pe. Antonio
17h - Pe. Antonio

Terça-feira 13/12


6:30- Pe. Antonio
12h - Pe. Daniel
17h - Pe. Ricardo

Quarta-feira 14/12


6:30- Pe. Antonio
17h - Pe. Antonio

Quinta-feira 15/12


6:30- Pe. Antonio
17h - Pe. Antonio

Sexta-feira 16/12


6:30- Pe. Antonio
17h - Pe. Ricardo

Sábado 17/12


6:30- Pe. Ricardo


Nas demais comunidades da paróquia, pedimos que os fiéis informem-se com os coordenadores das respectivas comunidades para saber se estão confirmadas as suas celebrações.

Rezemos para que o Senhor escolha santos pastores e dignos ministros de apascentarem o Seu rebanho.

*Poderá haver alterações sem aviso prévio.

Alegria do dever cumprido


É com a alegria do dever cumprido que estou chegando ao final de meu mandato como Ministro Provincial da Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo. Quando fui eleito para o segundo mandato 2009-2011, os frades capitulares votaram seis prioridades no III Capítulo. E estas prioridades ao longo do triênio foram sendo colocadas em práticas.



E, hoje faltando menos de quatro dias para o início do IV Capítulo, posso afirmar que foi com alegria que visitei e dei uma benção especial em uma das últimas prioridades que estavam faltando para ser concretizada: adaptar alguns quartos na Fraternidade da COHAB em São Luís para receber os frades com problemas de saúde. Esta prioridade estava baseada em dois pontos: primeiro, criar um ambiente no Convento de Belém, com estruturas adequadas (tipo: enfermarias, elevador de acesso aos demais andares do convento) para os frades idosos e doentes. O primeiro ponto foi concretizado em 2010. E ao chegarmos ao final de meu mandato estamos entregando o segundo ponto dessa prioridade. Os trabalhos não estão totalmente concluídos, ainda faltam alguns detalhes e a colocação do elevador, mas posso lhes garantir uma coisa: estou com a sensação do dever cumprido. Por isso a minha alegria foi completa na Celebração da Eucaristia, onde dei graças a Deus por termos conseguido realizar todos os projetos votados no triênio de 2009-2011. Deus seja louvado!

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Igreja Católica cresceu no Brasil em 2010


A Igreja Católica no Brasil, por meio do Centro de Estatísticas Religiosas e Investigação Social (CERIS), realizou o censo anual no primeiro semestre de 2011, cujos resultados indicam um aumento de 55,79% no número de padres católicos no país entre 1990 e 2010.

Tendo como referência o ano de 2010 e, conforme a pesquisa realizada entre as dioceses, ordens e congregações, estima-se que houve um crescimento considerável em relação às vocações sacerdotais e religiosas, bem como o aumento do número de paróquias, além da criação de novas dioceses. 

O resultado ilustra muito bem como a Igreja está organizada e tende a ampliar cada vez mais sua presença em todo o Brasil. As mudanças na configuração da Igreja no Brasil, registradas no novo Anuário Católico 2012 trazem, entre outros dados, um retrato do atual quadro de nossas paróquias, bem como o número de agentes de pastoral consagrados (sacerdotes, diáconos, religiosos/as) que atendem a população católica de nosso país, confirmando assim, as necessidades de conversão pastoral apontadas pela Conferência de Aparecida. 

Dentre as mudanças que o censo revela, nas suas diversas vertentes, chamadas aqui de evolução da Igreja no Brasil, estão contempladas, por exemplo: o crescimento no número de diáconos permanentes, que passaram de 632 para 2711, mais que triplicando o seu número em apenas 20 anos. 

A evolução do número de paróquias por regional da CNBB (1940-2010) e a média de crescimento anual destas neste período;
A evolução do número de circunscrições eclesiásticas (1991-2010);
A evolução do número de diáconos permanentes neste mesmo período;
A evolução do número de presbíteros brasileiros e estrangeiros (1970-2010);
A evolução do número de religiosas, incluindo professas, noviças e professas egressas;
A evolução do número de habitantes por presbítero (1970-2010);
A relação entre habitantes por presbítero (1970-2010) e o percentual da evolução destes indicadores nos anos de 1990 a 2010, entre outros dados.

Esta amostragem do CERIS contesta, por um lado, teorias como a da secularização e a do enfraquecimento da Igreja Católica, que perde fiéis para outras denominações religiosas, ou mesmo para o ateísmo, como algumas pesquisas censitárias apontam. E por outro, reforça a tese de Zygmunt Bauman de que a busca pela comunidade religiosa, a Igreja ou a vida sacerdotal, é a busca por segurança em um mundo de inseguranças.

Todos os dados emersos na pesquisa estão em www.ceris.org.br
(CM)
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

NOTA DA CNBB - Projeto de Criminalização da Homofobia


NOTA DE ESCLARECIMENTO

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Brasília, 07 de dezembro de 2011

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por fidelidade a Cristo e à Igreja, no firme propósito de ser instrumento da verdade, vem esclarecer que, atendendo à solicitação da senadora Marta Suplicy, a recebeu em audiência, no dia 1º de dezembro de 2011, e ouviu sua apresentação sobre o texto substitutivo para o PL 122/2006.


A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação e manifestou, por fim, sua fraterna e permanente disposição para o diálogo e colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana.




Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição de Nossa Senhora - 08 de dezembro



O dogma da Imaculada Conceição parece fácil porque nós sentimos que Maria é uma pessoa completamente iluminada por Deus, o templo humano em que habita a graça e o pecado não entra. Bem antes de se tornar dogma, o povo já cultuava Nossa Senhora da Conceição. Muitas pessoas acham que Maria imaculada nasceu e viveu tão santa que não tinha as dúvidas, as crises e as dificuldades das pessoas comuns.

Os protestantes não aceitam esse dogma e o criticam duramente. Para as igrejas tradicionais da reforma protestante, o dogma da Imaculada fere os princípios cristãos de que todos somos pecadores e necessitamos da graça salvadora de Deus em Jesus Cristo. Além disso, não é um dogma definido por um Concílio Ecumênico, mas pelo Papa. Eles perguntam que autoridade ele tem para obrigar todos a crerem em algo que não está na Bíblia. Outros protestantes, usando o texto de São Paulo que diz “todos pecaram” (Rm 3,23), afirmam com isso que o dogma vai contra a Bíblia.

A Bíblia não afirma diretamente que Maria é imaculada. Se fosse assim não seria necessário o dogma[1].

Vamos conferir os pontos positivos:

Quando uma criança vem a este mundo, já no útero da mãe está recebendo, em doses distintas, amor e desamor, amor e rejeição, afeto e violência.

Há algo na nossa história que estraga os projetos do Senhor. Nós o chamamos Mistério do Mal e da Iniqüidade. Ele está se espalhando na humanidade e repercute dentro de cada pessoa. Damos a ele o nome de “pecado original”.

Os impulsos do poder, do ter e do prazer e tantos outros puxam a gente, cada um para o seu lado e podem nos afastar de Deus. A teologia chamou essa divisão interna de “concupiscência”. São Paulo lembra que às vezes essa divisão interna que vivemos é que muitas vezes nosso coração quer fazer o bem, mas acabamos fazendo o mal que não desejamos[2].

O dogma da Imaculada Conceição nos diz algo sobre Maria e sobre cada um de nós. Confirma que ela é uma criatura especial que alimenta em nós a esperança na vitória da graça de Deus sobre o mal e o pecado.