terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Bênção a "casais" do mesmo sexo?



Na declaração ‘Fiducia supplicans’, o Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé (CDF), em nome do Papa Francisco, diz que agora um sacerdote pode abençoar uma união de pessoas do mesmo sexo.

Curiosamente, em 2021, a mesma CDF publicou uma declaração a dizer que “a Igreja não dispõe do poder de abençoar uniões de pessoas do mesmo sexo”. O que é que mudou? Mudou o Prefeito da CDF. Há 2 anos era o Cardeal Ladaria, agora é o Cardeal ‘Tucho’ Fernandez, até há poucos anos investigado pelo Vaticano por suspeita de heresia. Se tenho a fama mais vale ter o proveito, pensou Tucho, e desde que chegou ao Vaticano conseguiu aumentar ainda mais a confusão doutrinal. 

O ponto 31 do documento hoje publicado sublinha que o objectivo não é equiparar estas uniões a casamentos (era o que faltava), mas sim que “tudo o que é verdadeiro, bom e humanamente válido nas suas vidas e relações seja investido, curado e elevado pela presença do Espírito Santo”.

Acontece que o problema na relação daquelas pessoas é exactamente a relação, que é contra a vontade de Deus. Por isso nada nela pode ser abençoada por Ele. Deus não pode abençoar o pecado. Sabendo isto, jamais se pode abençoar em conjunto, muito menos publicamente, duas pessoas numa união pecaminosa (ainda para mais sendo contra a natureza humana).

A bênção pode ser dada a cada um deles, em privado, a pedir que Deus lhe dê as graças actuais para que acabe com aquela união e abandone os comportamentos que só trazem infelicidade; neste mundo e muito mais ainda na vida eterna, que é a que realmente interessa.

É por amor a cada uma daquelas pessoas que a Igreja lhes tem de dizer claramente que nunca serão felizes indo contra os mandamentos de Deus. Nenhuma criatura, nem sequer a mais perfeita, pode compensar o que se perde quando se perde o amor de Deus. É trocar o infinito pelo finito, o eterno pelo instante.

Resumindo, nenhuma bênção é válida quando se trata de algo que Deus não quer. “E como é que sei que Deus não quer?” Basta ver o que a Igreja ensinou durante dois mil anos, que está em perfeito acordo com a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição, que, juntas, constituem a Revelação de Deus aos homens.
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Por: João Silveira
Fonte: Senza Pagare

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