sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Chile: "Papa está perto de nós e reza por nós", diz arcebispo de Santiago


Nesta quinta-feira, 22, o arcebispo de Santiago, Dom Celestino Aós, durante a sua participação em um programa de Rádio Maria “Ponto de Encontro”, voltou a falar sobre o plebiscito, que, neste domingo, 25, chamará os chilenos a expressarem-se sobre a Constituição, e sobre as duas igrejas queimadas na capital, convidando a um diálogo mais justo e pacífico no país.

Dom Celestino, entrevistado pelo padre Roberto Navarro e pela jornalista Macarena Gayangos, respondendo à pergunta sobre os atos de violência ocorridos em Santiago, no Chile, no último fim de semana – que resultou no incêndio de duas igrejas da arquidiocese local, disse estar preocupado não tanto com a destruição material dos edifícios, mas com o sofrimento das comunidades paroquiais. A indignação, disse ele, é tudo “para o povo de Deus, para nós, para os crentes, isso é o que dói”.

O prelado, tal como o Papa Francisco, expressou a importância de todos serem irmãos, de aprenderem a viver juntos no respeito pela dignidade de cada pessoa. Depois, relatou uma conversa que teve com o Papa há alguns dias, durante a qual o Pontífice expressou a sua proximidade e solidariedade para com o povo chileno, e encorajou-o a continuar na sua missão de busca da paz e do encontro: “Quero transmitir a todo o povo chileno, não só aos católicos, a solidariedade do Santo Padre que está muito próximo de todos nós, que reza por nós e que se interroga, como nós, como pode nos ajudar a irmos avante”.

"Convivência" e "união civil" são a mesma coisa para o Papa, explica Arcebispo assessor de Francisco


Dom Víctor Manuel Fernández, Arcebispo de La Plata (Argentina) e assessor teológico do Papa Francisco, deu a entender que para o Santo Padre os termos “convivência civil” e “união civil” são o mesmo reconhecimento legal para “uniões muito estreitas entre pessoas do mesmo sexo”.

Através de seu perfil deste Facebook 21 de outubro, Dom Fernández assinalou que “o que diz o Papa sobre este tema é o que sustentava também quando era Arcebispo de Buenos Aires”.


Em um documentário estreado nesta quarta-feira 21 de outubro em Roma, o Papa Francisco se mostrou favorável a aprovação de uma lei de convivência civil para casais homossexuais, distanciando-se do discurso da Santa Sé e de seus predecessores.

As palavras do Papa foram recolhidas em um fragmento do documentário “Francesco”, que reflete entre outros temas, sobre o cuidado pastoral para aqueles que se identificam como LGBT.

No documentário, o Santo Padre diz que “as pessoas homossexuais têm direito a estar na família. São filhos de Deus, têm direito a uma família. Não se pode expulsar ninguém da família, nem fazer sua vida impossível por isso”.

“O que temos que fazer é uma lei de convivência civil. Têm direito a estar talheres legalmente”, disse o Papa Francisco. “Eu defendi isso”, acrescentou.

Na versão original do documentário, em inglês, a frase do Papa “lei de convivência civil” foi legendada como “civil union law” (“lei de união civil”), suscitando comentários de que o Papa, na verdade, não se referia às leis específicas de uniões civis para casais do mesmo sexo, mas a algo distinto, e que seu sentido, portanto, tinha sido “distorcido” pelos meios de comunicação.

Paraguai: Destroem sacrário e queimam imagem da Virgem em paróquia


A paróquia São José Esposo, em San José de los Arroyos (Paraguai), foi profanada na quarta-feira, 21 de outubro, por desconhecidos que destruíram o sacrário e queimaram uma imagem da Virgem Maria.

“Hoje acordamos com esta triste notícia, alguns desajustados entraram no nosso templo esta madrugada, profanaram e queimaram a imagem da Virgem do Rosário. Destruíram o sacrário e outras coisas valiosas do nosso querido e valioso templo”, indicou nas redes sociais a administração da paróquia localizada no departamento de Caaguazú.

Vaticano facilita obtenção de indulgência plenária no dia dos fiéis defuntos


A Santa Sé decidiu que, nos lugares onde as medidas adotadas para evitar o contágio por coronavírus dificultam a frequência aos cemitérios, amplie-se a todo o mês de novembro as indulgências plenárias para os fiéis defuntos por ocasião do Dia de Todos os Fiéis Defuntos, em 2 de novembro.

Por meio de um decreto assinado penitencieiro-mor, Cardeal Mauro Piacenza, com mandato do Papa Francisco, a Santa Sé estabelece que “a Indulgência Plenária para aqueles que visitam um cemitério e rezam pelos defuntos, ainda que apenas mentalmente, de norma estabelecida apenas de 1° a 8 de novembro, pode ser transferida para outros dias do mesmo mês até seu término. Tais dias, escolhidos livremente pelo fiel, também podem ser separados uns dos outros”.

Também se decreta que "a Indulgência Plenária de 2 de novembro, estabelecida por ocasião da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos para aqueles que visitam piedosamente uma igreja ou um oratório e ali rezam o ‘Pai-Nosso’ e o ‘Credo’, pode ser transferida não apenas para o domingo precedente ou seguinte ou para o dia da Solenidade de Todos os Santos, mas também para outro dia do mês de novembro, à livre escolha de cada fiel”.

Estabelece-se ainda que “idosos, os doentes e todos aqueles que por motivos graves não podem sair de casa, por exemplo, por causa das restrições impostas pela autoridade competente para o tempo de pandemia, a fim de evitar que um grande número de fiéis se aglomere nos lugares sagrados, poderão obter a Indulgência Plenária desde que, unindo-se espiritualmente a todos os outros fiéis”.

Para isso, devem estar “completamente distantes do pecado e com a intenção de cumprir o mais rápido possível as três condições habituais (confissão sacramental, Comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), rezem orações piedosas pelos falecidos diante de uma imagem de Jesus ou da Bem-aventurada Virgem Maria”.

Essas orações podem ser, por exemplo, “Laudes e Vésperas do Ofício dos Defuntos, o Rosário Mariano, o Terço da Divina Misericórdia, outras orações pelos mortos queridos dos fiéis”.

Pe. Spadaro explica declarações do Papa no filme "Francesco", mas interrogações permanecem


O diretor da revista jesuíta La Civiltà Cattolica, Pe. Antonio Spadaro SJ, se apressou em sair nesta quarta-feira, 21 de outubro, e assegurar que o apoio do Papa Francisco às uniões civis homossexuais não é “nada novo” e também indicou que isso não significa uma mudança na doutrina. No entanto, a declaração do Santo Padre gerou mais perguntas do que respostas sobre a origem e a natureza do que disse no novo documentário "Francesco".

Em um vídeo publicado por TV2000, emissora de televisão que não pertence ao Vaticano mas sim aos bispos da Conferência Episcopal Italiana, Pe. Spadaro, que não é porta-voz do Vaticano, assegurou que “o diretor do filme 'Francesco' reúne uma série de entrevistas que foram feitas ao Papa Francisco ao longo do tempo, dando uma grande síntese do seu pontificado e do valor das suas viagens. Entre elas há vários trechos retirados de uma entrevista com Valentina Alazraki, jornalista mexicana, onde o Papa Francisco fala do direito à tutela legal dos casais homossexuais, mas sem mudar a doutrina de forma alguma”.

No entanto, os questionamentos surgiram pelo fato de o diretor do documentário, Evgeny Afineevsky, ter dito a Hanna Brockhaus, correspondente sênior em Roma da CNA, agência em inglês do Grupo ACI, que a declaração específica a favor de legalizar as uniões civis do mesmo sexo foram feitas diretamente a ele e a mais ninguém.

Se assistir ao vídeo da entrevista que o Papa Francisco concedeu a Alazraki, jornalista da rede de TV mexicana Televisa, vê-se que é exatamente o mesmo que foi usado por Afineevsky em "Francesco".

O trecho do documentário – legendado em inglês pela equipe "Francesco" – em que se fala sobre a homossexualidade foi divulgado no dia 21 de outubro pelo jornal argentino La Nación e divulgado no Twitter por @CatholicSat:



O que disse “Francesco” e o que realmente disse o Papa Francisco sobre homossexuais


ACI Prensa – agência em espanhol do Grupo ACI – comparou a longa entrevista original que o Papa Francisco concedeu à reconhecida vaticanista mexicana Valentina Alazraki em maio de 2019 com as cenas usadas pelo cineasta Evgeny Afineevsky. A primeira conclusão foi que a entrevista original foi massivamente editada, mas ao contrário do que diz Pe. Antonio Spadaro, a frase em que o Santo Padre apoia uma lei de convivência civil para casais homossexuais nunca viu a luz e segue sendo a surpresa do documentário.

Em “Francesco”, Afineevsky apresenta o Papa Francisco dizendo: “Os homossexuais têm o direito de fazer parte da família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ter uma vida miserável por causa disso. O que precisamos é criar uma lei de convivência civil. Dessa forma, eles estarão cobertos pela lei. Eu defendi isso”.

Entretanto, segundo a comparação dos vídeos, Afineevsky teria feito uma peculiar edição das palavras do Papa, pois esta é a resposta completa do Pontífice e o cineasta utilizou em sua edição apenas o texto em negrito:

“Fizeram-me uma pergunta em um voo, depois me deu raiva, me deu raiva por causa da forma como um meio transmitiu, sobre a integração familiar das pessoas com orientação homossexual. Eu disse: os homossexuais têm direito de estar na família, as pessoas que têm uma orientação homossexual têm direito de estar na família e os pais têm o direito de reconhecer esse filho como homossexual, essa filha como homossexual, ninguém deve ser expulso ou ter uma vida miserável por causa disso.

Outra coisa é, disse, quando se vê alguns sinais nas crianças que estão crescendo e então mandá-los – eu deveria ter dito profissional – me saiu psiquiatra, quis dizer um profissional porque às vezes há sinais na adolescência ou pré-adolescência que não se sabe se são de uma tendência homossexual ou se é que a glândula timo não se atrofiou com o tempo, vai saber, mil coisas. Então, um profissional. Título desse jornal: ‘o Papa manda homossexuais ao psiquiatra’. Não é verdade.

Fizeram-me essa mesma pergunta outra vez e eu repeti: eles são filhos de Deus e têm direito a uma família e tal, outra coisa é, e eu expliquei que me equivoquei naquela palavra, mas quis dizer isso quando notam algo raro, oh é raro. Não, não é raro. Algo que é fora do comum. Ou seja, não tomar uma palavrinha para anular o contexto. Aí, o que eu disse é, tem direito a uma família e isso não quer dizer aprovar os atos homossexuais”.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Bispo acusa o Papa de “heresia” por defender união civil gay


Um dos líderes mais importantes da Igreja Católica Romana, o arcebispo Carlo Maria Viganò, publicou um artigo nesta quarta-feira condenando uma declaração do papa Francisco sobre a união civil homossexual.

Em seu artigo, Viganò, que já foi Secretário-Geral do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, chega a dizer que Francisco estaria tentando provocar uma ruptura na Igreja, acusando o maior líder católico de cometer “heresia” e provocar um “escândalo para os fiéis” da Igreja romana.

“Não é preciso ser teólogo ou especialista em moral para saber que tais afirmações são totalmente heterodoxas e constituem uma causa gravíssima de escândalo para os fiéis”, disse ele ao escrever para o portal Life Site News.

“Mas preste atenção: essas palavras [do Papa] constituem simplesmente a enésima provocação pela qual a parte “ultra-progressiva” da Hierarquia quer provocar um cisma astuciosamente, como já tentou fazer com a Exortação Pós-Sinodal Amoris Laetitia , a modificação de doutrina sobre a pena de morte, o Sínodo Pan-amazônico e a imunda Pachamama, e a Declaração de Abu Dhabi, agora reafirmada e agravada pela Encíclica Fratelli Tutti”, continua o arcebispo.

Vaticano: Novo documentário retrata pontificado do Papa Francisco


O realizador Evgeny Afineevsky vai estrear hoje, no Festival de Cinema de Roma, o seu novo documentário ‘Francisco’, sobre o atual pontificado, retratado através de uma série de entrevistas com o Papa e pessoas próximas dele.

O portal de notícias do Vaticano informa que a obra aborda a missão da Igreja Católica, “declinada num olhar sobre os mais pobres, os migrantes e quem sofre injustiça”.

O filme tem entrevistas ao Papa Francisco e ao seu antecessor, Bento XVI, além de colaboradores da Cúria Romana e familiares do atual pontífice.

Afineevsky vai receber esta quinta-feira, nos jardins do Vaticano, o prémio Kinéo, dedicado a temas sociais e humanitários.

‘Francisco’ aborda temas como a pandemia, o racismo, os casos de abusos sexuais, as guerras e as perseguições a minorias.

China: Vaticano e Pequim anunciam renovação de acordo sobre nomeação de bispos


A Santa Sé e a República Popular da China anunciaram hoje a renovação do acordo assinado em outubro de 2018 sobre a nomeação de bispos católicos no país asiático.

“Os dois lados concordaram em estender a fase de implementação experimental do Acordo Provisório por mais dois anos”, assinala um comunicado divulgado pelo Vaticano.

O Acordo Provisório entre sobre a nomeação de bispos foi assumido em Pequim, a 22 de setembro de 2018 e entrou em vigor um mês depois.

O Vaticano refere, em nota oficial, que “o início da aplicação do referido Acordo – de fundamental valor eclesial e pastoral – foi positivo, graças à boa comunicação e colaboração entre as partes” e assume a intenção de “continuar o diálogo aberto e construtivo para encorajar a vida da Igreja Católica e o bem do povo chinês”.

O porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian, tinha anunciado a renovação do acordo, em declarações aos jornalistas.

“A China e o Vaticano decidiram, após consultas amistosas, estender o acordo temporário sobre a nomeação de bispos por dois anos”, indicou, sublinhando o esforço levado a cabo para uma “melhoria das relações” bilaterais.

O documento assinado em 2018 foi o primeiro do género assinado entre as duas partes.

As relações diplomáticas entre a China e a Santa Sé terminaram em 1951, após a expulsão de todos os missionários estrangeiros, muitos dos quais se refugiaram em Hong Kong, Macau e Taiwan.

Em 1952, o Papa Pio XII recusou a criação de uma Igreja chinesa, separada da Santa Sé [Associação Patriótica Chinesa, APC] e, em seguida, reconheceu formalmente a independência de Taiwan, onde o núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) se estabeleceu depois da expulsão da China.

A APC seria criada em 1957 para evitar “interferências estrangeiras”, em especial da Santa Sé, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado, deixando assim na clandestinidade os fiéis que reconhecem a autoridade direta do Papa.

O acordo entre a Santa Sé e a República Popular da China visa regularizar o estatuto da Igreja Católica neste país; Pequim exige que sacerdotes e bispos se registem oficialmente junto das autoridades civis.

A 1 de outubro, os secretários de Estado do Vaticano e dos EUA, cardeal Pietro Parolin e Mike Pompeo, estiveram reunidos e debateram este tema, face às objeções do responsável norte-americano.

“A Santa Sé, como repetidamente afirmou o cardeal Parolin, pretende propor a renovação do acordo ainda de forma provisória, sublinhando o seu carácter genuinamente pastoral”, indicou então o portal ‘Vatican News’.

O padre Peter Stilwell, que terminou em 2020 um mandato de oito anos como reitor da Universidade de São José, em Macau, defendeu em entrevista à Agência ECCLESIA a aproximação entre Pequim e o Vaticano, com uma política de “longo prazo”.

“Não sou ingénuo. Sei que as coisas são difíceis e sei que há dificuldades nas comunidades que sempre foram fiéis ao Papa e algumas têm sido maltratadas, outras vivem na clandestinidade com grandes dificuldades. Mas é preciso não perder de vista a grande imagem e os grandes objetivos; a Santa Sé tem de olhar para a Igreja na China em termos de longo prazo, não apenas no presente”, referiu o sacerdote.

O entrevistado sublinhou o pragmatismo do Vaticano, na renovação do acordo com Pequim, sobre a nomeação de bispos, observando que em 2030 a China pode ser ‘o maior país cristão do mundo’.

“Havia o risco de a China desenvolver uma Igreja que se viesse a tornar cismática. Havia a Igreja oficial cismática, que não estaria em ligação com o Vaticano, e havia a Igreja clandestina, cada vez mais acossada pelo regime à medida que ele procura controlar todos os sectores da sociedade”, indica o padre Peter Stilwell.

Num artigo publicado pelo jornal ‘L’Osservatore Romano’, o Vaticano indica que o principal objetivo do acordo é promover a “plena e visível unidade” das comunidades católicas.

“A questão da nomeação dos bispos reveste-se de importância vital para a vida da Igreja”, precisa o texto, enviado à Agência ECCLESIA.

O Vaticano sublinha que, “pela primeira vez em muitas décadas”, todos os bispos da China estão em comunhão com o Papa e que, graças ao acordo, “não haverá mais ordenações ilegítimas”.

O artigo admite que existem outras “preocupações” relativas à vida da Igreja Católica na China, as quais não dizem respeito a este acordo bilateral, visto como um “ponto de partida” para o aprofundamento das relações entre a Santa Sé e Pequim.

“Devemos reconhecer que ainda existem muitas situações de grande sofrimento. A Santa Sé está profundamente consciente disso, leva isso em conta e não deixa de chamar a atenção do governo chinês para encorajar um exercício mais frutífero da liberdade religiosa. O caminho ainda é longo e com muitas dificuldades”, pode ler-se.

OC

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

CNBB manifesta solidariedade à Igreja no Chile pelos templos profanados


No último domingo, 18 de outubro, o mundo assistiu a impactantes ataques de manifestantes a duas emblemáticas igrejas do centro de Santiago, capital do Chile. Por volta das 18h os bombeiros receberam ligações alertando sobre o início do incêndio provocado no interior da paróquia da Assunção. Concomitantemente tentaram atender a conflagração provocada na igreja São Francisco de Borja, capela dos carabineros do Chile.

Em declaração, emitida dia 18 de outubro, a Conferência Episcopal do Chile, afirmou que a violência não pode intimidar o desejo de justiça para o país. “Temos contemplado com tristeza as agressões, saques e o ataque a lugares de oração, espaços sagrados dedicados a Deus e ao serviço solidários às pessoas”, afirmaram.

Os bispos chilenos apontam que os grupos que usam a violência contrastam com muitos outros que estão se manifestando pacificamente.  Segundo a Conferência dos bispos do Chile, a imensa maioria dos Chilenos anseia por justiça e por mediadas eficazes que contribuam para superar a desigualdade. Não quer mais corrupção nem abusos, espera um tratamento digno, respeitoso e justo. “Cremos que essa maioria não apoia nem justifica ações violentas que causam dor a pessoas e famílias”, afirmou a declaração.

A dor pela profanação e os danos causados à igreja de São Francisco, patrimônio do sul do Chile e de Valdivia, foram expressos pelo monsenhor Nelson R. Huaiquimil, vigário geral da diocese chilena de Valdivia. Em uma declaração ele escreveu: “Estamos profundamente entristecidos com a destruição que sofreu o Templo de São Francisco de Valdivia, sabemos que o mais importante em cada situação são sempre as pessoas, e ali vivem cinco irmãos dehonianos, pessoas consagradas a serviço da comunidade. Estão bem, mas sentem um natural estado de impotência e dor. Dói-nos que tenham entrado no Templo e profanado o Santíssimo Sacramento, destruídas as imagens sagradas, destruídos os móveis e causado danos gerais a esta parte do patrimônio, que pertence a todos os valdivianos”.

Solidariedade à Igreja Católica no Chile
 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou correspondência à Conferência Episcopal Chilena na qual expressa fraterna solidariedade com a Igreja daquele país, em razão dos violentos atos de vandalismo sofrido. No documento, a presidência da CNBB afirma que não há como aceitar a violência como solução para os problemas de uma nação. A violência desumaniza os povos, fere pessoas, destrói patrimônios e macula a história.

Leia, abaixo, a íntegra:

Chile: Encapuzados atacam e tentam queimar outra igreja


Após o incêndio de duas igrejas no centro de Santiago, no Chile, um grupo de encapuzados atacou ontem à noite a igreja de São Francisco, na cidade de La Serena, e tentou queimá-la, porém foram dispersos pelos Carabineiros.

O ataque também ocorreu em meio às manifestações que recordam o primeiro ano da rebelião social no Chile; assim como no domingo, quando grupos de vândalos incendiaram as igrejas da Assunção e de São Francisco de Borja, ambas no centro da capital, Santiago.

O ataque à igreja de La Serena – cidade localizada 396 quilômetros ao norte de Santiago – os vândalos picharam as paredes, quebraram o vidro e tentaram atear fogo dentro do templo. Por meio de sua conta no Twitter, Carabineiros indicaram que alguns sujeitos roubaram bancos para montar barricadas.

Bispos do mundo se solidarizam com Igreja no Chile por ataques a seus templos


Diferentes conferências episcopais expressaram sua fraternidade e proximidade à Igreja no Chile diante dos recentes ataques a três de seus templos.

As mensagens dirigidas ao presidente da Conferência Episcopal do Chile e Bispo Castrense, Dom Santiago Silva, contaram com expressões de afeto ante a dor da destruição de igrejas no contexto das manifestações sociais no país.

A Paróquia da Assunção e a igreja de São Francisco de Borja, em Santiago, foram completamente destruídas após grandes incêndios em 18 de outubro, enquanto a igreja de São Francisco de Assis, em La Serena, foi saqueada e destruída na noite de segunda-feira, 19.

Esses ataques ocorrem no contexto das manifestações um ano após a rebelião social no país e alguns dias antes da realização de um plebiscito constitucional em 25 de outubro.

A Conferência Episcopal Espanhola se uniu "profundamente na dor do povo católico pelos ataques sofridos nos últimos dias".

Indicou que reza "a Deus para que derrame sua graça sobre o povo chileno para que os corações dos violentos sejam apaziguados e surja o respeito pela verdade, a justiça e os direitos humanos", descreveu um comunicado no site.

Papa incentiva união civil para casais homossexuais, uma mudança na postura do Vaticano


Em um documentário que estreou nesta quarta-feira em Roma, o Papa Francisco se mostrou favorável à aprovação de leis de união civil para casais do mesmo sexo, tomando assim distância da atual posição do Vaticano e dos seus predecessores em relação ao tema.

Os comentários surgiram em meio a uma parte do documentário que reflete, entre outros temas, sobre a pastoral dedicada a pessoas que se identificam como LGBT.

“Os homossexuais têm o direito de fazer parte da família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ter uma vida miserável por causa disso”, disse o Papa Francisco no filme ao comentar o trabalho desta pastoral.
Após essas observações, e em comentários que provavelmente causarão controvérsia entre os católicos, o Papa Francisco emitiu uma opinião pessoal sobre o tema das uniões civis para casais do mesmo sexo.

“O que precisamos é criar uma lei da união civil. Dessa forma, eles estarão cobertos pela lei”, disse o Papa. "Eu defendi isso," asseverou.
Os comentários são expostos no novo documentário sobre o Papa chamado, "Francesco", que fala sobre a vida e o ministério do Papa Francisco que estreou hoje, 21, no Festival de Cinema de Roma, e está programado para fazer sua estreia na América do Norte este domingo.

O filme narra a abordagem do Papa Francisco às questões sociais urgentes e ao ministério pastoral entre aqueles que vivem, nas palavras do pontífice, “nas periferias existenciais”.

Apresentando entrevistas com personalidades do Vaticano, incluindo o cardeal filipino Luis Tagle e outros colaboradores do papa, “Francesco” analisa a defesa que o Papa faz dos migrantes e refugiados, dos pobres, seu trabalho no tema dos abusos sexuais do clero, o papel das mulheres na sociedade e aqueles que se identificam como LGBT.

O filme aborda o alcance pastoral do Papa Francisco àqueles que se identificam como LGBT, incluindo uma história do pontífice encorajando dois homens italianos a manter um relacionamento do mesmo sexo a criarem seus filhos em sua igreja paroquial, que, segundo um dos homens, era muito benéfico para seus filhos.

“Ele não mencionou qual era a sua opinião sobre a minha família. Provavelmente ele está seguindo a doutrina sobre este ponto”, disse o homem, enquanto elogiava o Papa por sua disposição e atitude de boas-vindas e encorajamento.

Os comentários do Papa sobre as uniões civis aparecem precisamente nesta parte do documentário. O cineasta Evgeny Afineevsky disse à CNA, a agência em inglês do grupo ACI, que o Papa expressou o pedido por uniões civis na entrevista que o produtor conduziu com o pontífice.

O apelo direto do Papa por leis de união civil representa uma mudança da perspectiva de seus antecessores e de suas próprias posições a respeito das uniões civis no passado.

Em 2010, enquanto era arcebispo de Buenos Aires, o Papa Francisco se opôs aos esforços para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Entretanto, Sergio Rubin, futuro biógrafo do Papa, sugeriu que Francisco apoiava a ideia de uniões civis como uma forma de evitar que crianças fossem dadas em  adoção massivamente a estes casais, Miguel Woites, que trabalhou diretamente com a Conferência Episcopal da Argentina e a Arquidiocese de Buenos Aires dizia que esta afirmação era falsa.

Porém, o fato do próprio Papa afirmar no documentário ter “defendido” anteriormente as uniões civis homossexuais parece confirmar os relatos de Rubin e outros que afirmavam que, de forma reservada, o então cardeal Bergoglio apoiava a ideia.

No livro "No Céu e na Terra", de 2013, o Papa Francisco não descarta por completo a possibilidade das uniões civis, mas afirma que as leis que "assimilam" ao casamento as práticas homossexuais eram "uma regressão antropológica". Ele expressou ainda preocupação de que casais do mesmo sexo “tenham direito a adotar filhos, pois isto poderia afetar as crianças”. “Cada pessoa precisa de um pai e uma mãe que possam ajudá-los a formar sua identidade”, afirmava.

Em 2014, Pe. Thomas Rosica, que então trabalhava na assessoria de imprensa da Santa Sé, disse à CNA que o Papa Francisco não expressou apoio às uniões civis de pessoas do mesmo sexo, depois que alguns jornalistas relataram que ele o teria feito durante uma entrevista. Naquela altura, uma proposta de união civil era debatida na Itália e Pe. Rosica enfatizou que Francisco não iria opinar no debate, mas que ele daria ênfase à doutrina católica sobre o casamento.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Governo comunista chinês segue perseguindo católicos


Às vésperas da renovação do acordo China-Vaticano -que é dado como certo, apesar da pressão contra a diplomacia norte-americana- continuam chegando os ecos das indignações das autoridades comunistas desse país contra membros da Igreja Católica fiel ao Vaticano, principalmente daqueles que se negam a aderir à denominada Associação Patriótica Católica Chinesa (CPCA, sigla em inglês).

Religiosas preferem ser presas do que ceder às pressões do governo comunista

Exemplo disso é o que acontece com algumas freiras da Diocese de Xuanhua, na província de Hebei, que são continuamente pressionadas a ingressar na CPCA. “Preferimos ser presas e encarceradas do que preencher esses requerimentos”, expressou uma das religiosas. “Depois que os formulários [de inscrição do CPCA] fossem preenchidos, eles nos convocariam para assistirmos aulas de treinamento na capital da província, Shijiazhuang, onde seríamos doutrinadas com a ideologia do Partido Comunista Chinês, como fazem com os sacerdotes”.

Em junho passado, o governo da cidade de Gaojiaying no distrito de Chongli da cidade de Zhangjiakou ordenou que as freiras que serviam na Igreja Católica da cidade, que se recusaram a ingressar na CPCA, deixassem a área porque “não eram locais”. Abandonar a área é realmente um eufemismo, pois essa ordem equivale a um exílio. Algumas dessas religiosas vivem lá há 20 anos e não têm parentes que as possam acolher.

Sacerdote desaparecido é encontrado no Litoral da Paraíba


Padre José Gilmar Moreira, que desapareceu no último dia 13 de outubro, em João Pessoa (PB), foi encontrado na sexta-feira, 16, no Conde, Litoral Sul do estado, debilitado e com sinais de desidratação.

A informação foi confirmada pela Arquidiocese da Paraíba que, em nota, informou que o sacerdote “foi encontrado com vida na região da cidade do Conde”.

“Ele está bem e está sendo acompanhado pelo setor jurídico da Arquidiocese e pessoas próximas ao sacerdote para que tudo seja esclarecido”, afirmou a nota, ao pedir ainda “respeito ao momento” e indicar que, “assim que possível, a Arquidiocese emitirá nota oficial sobre o caso”.

“Agora é momento de agradecer a Deus e à Virgem Santíssima por este livramento!”, concluiu a nota.

De acordo com a polícia, Pe. Gilmar foi encontrado desorientado, caminhando às margens de uma estrada, mas sem sinais de violência. Ele foi reconhecido por um amigo, Agenor Lima Rocha, que acompanhava os policiais.

Ao portal G1, o delegado Luciano Soares relatou que ele e um agente da Polícia Civil passaram pelo sacerdote, que “não deu sinal”. “Ele só foi localizado porque em outra viatura havia uma pessoa que trabalhava com ele na paróquia e o reconheceu”.

Duas Igrejas incendiadas em Santiago do Chile

 
A ACN condena os violentos ataques a duas igrejas em Santiago do Chile, ontem, 18 de outubro. Dois templos foram atacados por manifestantes em um momento em que várias horas de manifestação pacífica aconteciam para comemorar o início da erupção social de 18 de outubro de 2019: a Igreja de São Francisco de Borja e a Igreja da Assunção, uma das mais antigas da capital, construída em 1876, que já havia sido atacada em 8 de novembro de 2019.

Declaração de Thomas Heine-Geldern, presidente executivo da ACN:


“Estamos consternados com as agressões, saques e ataques a igrejas em Santiago do Chile: os acontecimentos de ontem mostram o quão longe podem chegar a violência e o ódio promovidos por alguns grupos.

Nada justifica o uso da violência, nem os ataques a espaços sagrados, nem o uso da violência contra a fé e crenças alheias contribuirão para a defesa da justiça social, racial ou econômica.

Acreditamos que, embora seja legítimo manifestar e pedir mudanças sociais, o ódio desenfreado contra grupos religiosos gera violência e destruição e deve ser abertamente condenado em todo o mundo. Além disso, pedimos ao governo chileno que garanta a proteção dos edifícios religiosos contra este tipo de crimes de ódio.

Igrejas são incendiadas e destruídas durante protesto no Chile


A Igreja da Assunção, nas proximidades da Praça Itália em Santiago, foi completamente incendiada no domingo depois de ser atacada por encapuzados em meio a uma grande manifestação pelo primeiro aniversário do início dos protestos sociais no Chile.

A pequena igreja foi o segundo templo a ser atacado durante este dia de protestos em Santiago. Quando a cúpula pegou fogo após o desabamento da estrutura, vários manifestantes comemoraram.

A estrutura foi atacada por manifestantes encapuzados no momento em que várias horas de manifestação pacífica ocorreram ao redor da Praça Itália, onde eles comemoraram o início dor protestos de 18 de outubro de 2019.

Quando a igreja pegou fogo, bombeiros e equipes de resgate fizeram uma cerca para evitar que o colapso da estrutura atingisse as pessoas.

“Deixa cair, deixa cair”, gritaram alguns encapuzados, que festejaram a subsequente queda da cúpula da igrejinha, também conhecida como “freguesia dos artistas”, segundo a imprensa chilena.

Antes, bem próximo ao local onde ocorreu o incêndio, outro templo, dos ‘Carabineros’, foi saqueado e queimado, mas os bombeiros conseguiram apagar as chamas antes que elas causassem maiores danos.

“Queimar igrejas é uma expressão de brutalidade”, afirmou o ministro do Interior e Segurança, Víctor Pérez, ao destacar que durante o dia a polícia protegeu as estações de metrô de Santiago, os ônibus do transporte público e outros alvos dos violentos ataques do ano passado.

O ministro disse que “grupos minoritários” dentro da manifestação foram responsáveis pelos atos de violência.

Desde cedo, os manifestantes – na maioria jovens, mas também famílias e idosos – compareceram à Praça Itália, rebatizada pelos manifestantes como “Praça da Dignidade”, para comemorar o dia em que “o Chile acordou”, como afirmam os manifestantes, mas também para se reunir novamente em um grande protesto após meses de pausa devido à pandemia.

Embora a Polícia tenha chegado cedo ao local, parte do efetivo se retirou com o aumento do número de manifestantes na praça, coberta por cartazes e bandeiras. Somente no começo da noite, alguns efetivos retornaram.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Fala de humorista contra a criação de filhos é retrato da imaturidade dessa geração


Veio à tona esta semana a fala de um famoso humorista brasileiro sobre a criação de filhos. Ele fez questão de usar uma palavra bastante negativa para classificar o que seria isso, na prática, dizendo que “é um inferno ter filhos”.

Não vou citar nomes aqui porque a minha intenção não é atacar a pessoa do humorista, mas sim o que pode estar por trás da sua visão altamente negativa sobre a criação de filhos. Para mim, a sua fala é o retrato de algo mais complexo que podemos analisar resumidamente em alguns tópicos a seguir:

01 – Imaturidade dessa geração

Em um artigo publicado pela revista científica Lancet Child & Adolescent Health, em 2018, pesquisadores argumentaram que à adolescência deve ser estabelecida até os 24 anos. Susan Sawyer, diretora do Centro para a Saúde do Adolescente do Hospital Royal Children’s em Melbourne, uma das autoras da pesquisa, afirmou o seguinte, segundo a BBC.

“Apesar de muitos privilégios legais da vida adulta começarem aos 18 anos, a adoção das responsabilidades e do papel de adulto geralmente acontece mais tarde”.

O que vemos nisso é o adiamento das responsabilidades da vida para os jovens, algo que está estritamente relacionado à imaturidade dessa geração. Esse olhar superprotetor que chega a ser incapacitante sobre os jovens é o que reforça tamanha imaturidade.

É a extensão da figura da mãe superprotetora que prejudica o desenvolvimento emocional dos filhos ao nível da cultura. É a Síndrome de Peter Pan sendo culturalmente estabelecida como norma, fazendo assim com que a maturidade seja cada vez mais adiada, ou até não alcançada.

Fieis poderão doar por meio do PicPay para Coleta Missionária neste fim de semana, 17 e 18 de Outubro


A coleta Missionária, a ser realizada no próximo fim de semana, 17 e 18 de outubro, dentro da Campanha Missionária 2020, oferece uma nova forma de contribuição. Quem desejar contribuir com a Campanha Missionária poderá fazer sua doação por meio do PicPay. Para isto, basta acessar o QR na imagem acima.

Fortalecimento presença missionária da Igreja

Neste ano, junto com o material da campanha, foi enviada às dioceses brasileiras a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões, com prestação de contas da coleta missionária de 2019. O fundo internacional de solidariedade ajudou na formação, animação e cooperação missionária em diferentes projetos nos cinco continentes: catequese, obras sociais, hospitais, leprosários, asilos, orfanatos, postos de saúde, centros de saúde mental, escolas, atendimentos à família, formação missionária ad gentes, etc. O Brasil na última campanha contribuiu para este fundo com o valor de R$8.854.027,18.

Lançado o logotipo da Jornada Mundial da Juventude 2023


Os organizadores da Jornada Mundial da Juventude de 2023 lançaram hoje, 16 de outubro, o logotipo oficial do evento, que acontecerá em Lisboa, Portugal.

A data de lançamento, aliás, não poderia ser mais especial. É o dia em que João Paulo II, criador da Jornada Mundial da Juventude, foi eleito papa.

O novo logotipo da Jornada Mundial da Juventude

O logotipo foi criado pela designer portuguesa Beatriz Roque Antunes. Ela tem 24 anos, cursou design na Inglaterra, trabalha em uma agência de comunicação de Lisboa e foi a vencedora do concurso que escolheu a melhor arte para divulgar o encontro.

Segundo a designer, a inspiração para a peça veio do próprio tema da JMJ 2023: “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39). Em um vídeo, a autora explicou o que quis transmitir com a imagem: “Como nos diz a passagem que é o tema da JMJ Lisboa 2023, Maria não se acomoda e vai visitar a prima. É esse o convite aos jovens: que não se acomodem, que façam acontecer, que construam e não deixem o destino do mundo nas mãos dos outros. Precisamos todos que os jovens tomem o mundo nas suas mãos”.

Altar profanado por padre em ato obsceno é queimado em reparação


Altar profanado em ato sexual realizado e filmado por padre: esta manchete surreal chocou e entristeceu católicos do mundo inteiro na semana passada.

E não é para menos. Afinal, além da grave infidelidade do sacerdote à própria consagração, o ato constitui um doloroso sacrilégio. Pelo menos não há vítimas como num caso de abuso sexual, mas, ainda assim, o altar é consagrado para receber a Presença Real de Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia. A sua profanação, por isso, é particularmente penosa para todo católico fiel.

A polícia de Nova Orleans, nos EUA, deteve Travis Clark, de 37 anos, sob a acusação de prática de ato obsceno em local visível ao público. De fato, uma janela da igreja permite ver o presbitério a partir da rua. Mas não é só isso: o local era sagrado. O padre profanou o altar da igreja de São Pedro e São Paulo em Pearl River, na Luisiana, onde ele mesmo era o pároco.

Altar profanado em ato sexual

O padre foi flagrado realizando e filmando o ato obsceno sobre o altar na companhia de duas mulheres: Mindy Dixon, de 41 anos, e Melissa Cheng, de 23. Segundo informações da polícia, eles instalaram iluminação profissional para filmagens sobre o presbitério, o que demonstra a premeditação da profanação.

Mindy Dixon, de fato, é atriz pornográfica de carreira. Além disso, de acordo com veículos de imprensa norte-americanos, ela publicou em rede social, um dia antes da detenção, que estava indo a Nova Orleans “para profanar uma casa de Deus".

A polícia não indiciou o padre por abuso sexual, porque houve livre consenso entre os envolvidos. A procuradoria, no entanto, aceitou a acusação de obscenidade contra ele e as duas mulheres, já que o ato sexual sacrílego era visível a transeuntes e vizinhos.

Argentina e Covid: igreja sofre mais restrições até que academias


O crescimento exponencial da Covid-19 em algumas cidades do interior argentino, após meses de maior impacto na região de Buenos Aires (Argentina), levou as autoridades nacionais a imporem novos bloqueios. Dessa forma, os católicos têm reagido diante da desproporcionalidade e autoritarismo dos governantes em relação à participação na igreja e nas celebrações litúrgicas.

Em algumas dioceses de importantes cidades do país, como Córdoba e Mendoza, as autoridades querem novamente proibir as missas.

Revolta com proibição de missas

A Arquidiocese de Córdoba anunciou esta semana que não acompanharia as últimas medidas restritivas. Ou seja, as medidas que proibiriam o culto público. De fato, as restrições, disse o arcebispo Carlos Ñañez, afetam a saúde espiritual das pessoas. Sobretudo em um período de quarentena prolongada.

“Não vejo dificuldade em atender a urgente necessidade espiritual de todos os fiéis e ainda assim seguir com prudência o protocolo sanitário”, disse o bispo.

Assim, diante do alvoroço público, o governo de Córdoba expressou que houve um mal-entendido. Depois, as autoridades afirmaram que as restrições ao culto se referem a “atos onde há grande número de pessoas”.

Nesse sentido, definiu-se que “missas serão permitidas no máximo para 30 pessoas, em estrita observância aos protocolos de segurança sanitária. Também, batismos, casamentos, confissões e orações individuais”.

Importância da saúde espiritual

A diocese de Mendoza exigiu “o direito ao culto público, consagrado pela Constituição Nacional”. Isso após saber que as paróquias não poderiam continuar celebrando missas com a presença dos fiéis, a partir das novas restrições.

Inicialmente, o governador de Mendoza, Rodolfo Suárez, expressou seu espanto pelas medidas anunciadas pelo presidente Alberto Fernández. Sobretudo ele se referiu explicitamente à importância da saúde espiritual dos fiéis.

Mas depois de viajar a Buenos Aires e se reunir com as autoridades nacionais, segundo a imprensa, eles “resolveram divergências”. Ou seja, novamente teria havido um “mal-entendido”. Na verdade, em Mendoza também houve forte reação da opinião pública.

STF vota em novembro sobre lei de ideologia de gênero nas escolas


Não é de hoje que os partidos de esquerda tomaram ciência da dificuldade que é empurrar suas pautas progressistas no Congresso Nacional. A impopularidade da esquerda torna impossível a votação e a criação de projetos de lei que têm por finalidade a destruição da família e o ataque à sacralidade da vida humana, uma vez que os poucos deputados eleitos não são corajosos o bastante para arriscar uma possível reeleição.

Empenharam-se, portanto, em verificar como a agenda da cultura da morte se comportou em outros países onde as pautas também não avançaram pelo Poder Legislativo. Observaram como nos Estados Unidos o caso Roe x Wade (1973), tramitado na Suprema Corte, autorizou o assassinato de crianças até o nono mês de gestação, sem que o Parlamento pudesse fazer qualquer coisa a respeito, e decidiram fazer o mesmo no Brasil. Como seria possível que o PSOL, que conta apenas com 10 deputados entre os quase 600 parlamentares do Congresso Nacional, pudesse avançar com suas agendas contra a vida e contra a família? Não podendo ser tão democráticos quanto pregam, decidiram recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

O leitor mais atento já deve ter notado a contradição, afinal, não cabe aos Ministros do STF criar leis. Para isso foram eleitos os deputados e senadores. Entretanto, é necessário ressaltar que há tempos o STF abandonou a missão de guarda da Constituição para atuar como representantes de uma suposta minoria. É o que se chama de ativismo judicial, ou seja, quando um membro do Judiciário usurpa a competência de outro Poder, neste caso, a faculdade do Legislativo para criar leis. O ativismo judicial é tão flagrante no Brasil que seus ministros nem fazem questão de escondê-lo. Vejamos o que disse o atual presidente do STF, Luis Fux, em dezembro de 2016:

“Há várias questões em relação às quais o Judiciário não tem capacidade institucional para solucionar. É uma questão completamente fora do âmbito jurídico. Mas, mesmo assim, temos que decidir. E por que temos que decidir? Porque a população exige uma solução […] Essas questões todas deveriam, realmente, ser resolvidas pelo Parlamento. Mas acontece uma questão muito singular. O Parlamento não quer pagar o preço social de decidir sobre o aborto, sobre a união homoafetiva e sobre outras questões que nos faltam capacidade institucional.”[1]

Sim, os Ministros do STF investiram-se da missão de falar em nome do Congresso e, portanto, em nome de toda a população, uma vez que o Congresso supostamente recusa tratar de determinados assuntos. Comportam-se, portanto, como verdadeiros ditadores.

A mais nova batalha travada no STF está marcada para o dia 11 de novembro. Estão pautadas para este dia ações que discutem a constitucionalidade de leis municipais e estaduais que proíbem a inclusão de expressões relacionadas à ideologia, identidade e orientação de gênero nas escolas públicas. O tema é objeto da ADPFs 462, 466 e 578, bem como da ADI 5668.

Vaticano apresenta o Dia Mundial das Missões 2020


O Vaticano apresentou o Dia Mundial das Missões de 2020, que será celebrado no próximo domingo, 18 de outubro.

Na apresentação realizada na Sala de Imprensa da Santa Sé nesta sexta-feira, 16 de outubro, o secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Protase Rugambwa, recordou que a mensagem do Papa Francisco para o próximo Dia Mundial das Missões tem como título “Eis-me aqui, envia-me”, e assinalou que se refere “a como a missão desafia cada um de nós, pessoalmente, na nossa vocação e na nossa pertença à Igreja no mundo de hoje”.

Ao se referir à situação atual causada pela Covid-19, Dom Rugambwa citou o Santo Padre para enfatizar que, “neste contexto, o chamado à missão, o convite a sairmos de nós mesmos por amor a Deus e ao próximo se apresenta como oportunidade para compartilhar, servir e interceder”.

Neste sentido, o secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos afirmou que “cada um de nós é convidado a levar o amor de Deus a todos, especialmente aos mais necessitados”, e acrescentou que “isto significa cumprir a vontade de Deus e agir segundo o plano divino de salvação”.

Por isso, Dom Rugambwa convidou “a escutar a voz do Espírito Santo e a deixar-se guiar por esta força segura e capaz”, porque “todos nós batizados recebemos como um dom a força do Espírito Santo com o batismo e, por isso, somos chamados a ser protagonistas desta missão e a responder com firmeza a Deus: Eis-me aqui, envia-me”.

Estados Unidos: sacerdote que profanou altar gravando material pornográfico é preso


Um sacerdote da Arquidiocese de Nova Orleans (Estados Unidos) foi detido junto a duas mulheres e acusado de obscenidade depois de que o descobriram filmando um vídeo pornográfico sobre o altar de sua paróquia.

O Pe. Travis Clark, de 37 anos, pároco da Igreja Sts. Peter and Paul na localidade de Pearl River, Luisiana, foi detido no último 30 de setembro junto com duas mulheres: Mindy Dixon, de 41 anos, e Melissa Cheng, de 23. Os três estavam envolvidos na filmagem de um vídeo de sexo.

Um vizinho advertiu à polícia que as luzes na paróquia estavam acesas e, ao olhar pelas janelas, viram os o padre e as duas mulheres tendo sexo sobre o altar. Conforme as informações, o presbitério e o altar da igreja haviam sido equipados com iluminação profissional para cenários.

A Arquidiocese de Nova Orleans anunciou no dia seguinte, 1 de outubro, que Clark havia sido preso e destituído do ministério, acrescentando que não a destituição não estava relacionada ao crime de pedofilia, da qual o ex-padre não foi acusado.

Os detalhes não foram revelados até o último 8 de outubro, quando os registros do crime se tornaram públicos.

Dixon é uma atriz pornográfica segundo indicou o site Nola.com. Ela havia publicado em suas redes sociais o dia antes de sua detenção que se dirigia a Nova Orleans para “profanar uma casa de Deus” junto de outra atriz, presumivelmente Melissa Cheng.

A polícia acredita que o ato sexual foi consensuado e não apresentou cargos relacionados com abuso sexual. A acusação de obscenidade entretanto foi acolhida pela procuradoria do caso, dado que o ato sexual performado sobre o altar era visível aos transeuntes e vizinhos através de uma janela.

Espera-se que Clark enfrente as mais altas sanções canônicas por violar a continência clerical e pela profanação de um altar, o que é tipificado como crime no cânon 1376 do Código de Direito Canônico, que estabelece que “quem profana uma coisa sagrada, móvel ou imóvel, deve ser castigado com uma pena justa”.

O Arcebispo de Nova Orleans, Mons. Gregory Aymond, disse na sexta-feira 9 de outubro que a ação do sacerdote foi “demoníaca” e que este nunca mais voltará a servir no ministério católico.

“O comportamento obsceno de Travis Clark foi deplorável. A profanação do altar na Igreja foi demoníaca. Estou enfurecido por suas ações. Quando os detalhes ficarem claros, retiramos aquele altar e o queimamos. Amanhã consagrarei um novo altar”, disse Dom Aymond em um comunicado emitido pela arquidiocese.

Desfiguram e derrubam outra estátua de São Junípero Serra nos Estados Unidos


Um grupo de ativistas desfigurou com aerossol e derrubou uma estátua de São Junípero Serra na Califórnia (Estados Unidos), quando foi celebrado de forma local o “Dia dos Povos Indígenas”, na segunda-feira.

O motim que levou à destruição da estátua ocorreu em 12 de outubro na Missão São Rafael Arcanjo, em São Rafael, ao norte da Baía de São Francisco.

São Junípero Serra, um sacerdote e missionário franciscano do século XVIII, é visto por alguns ativistas como um símbolo do colonialismo e dos abusos que muitos nativos americanos sofreram após o contato com europeus. No entanto, historiadores afirmam que o missionário protestou contra os abusos e procurou combater a opressão colonial.

O Arcebispo de São Francisco (Califórnia), Dom Salvatore Cordileone, condenou na terça-feira a "regra da máfia" que levou a estátua do santo a ser "desfigurada e vandalizada por uma turba pequena e violenta".

“Esse tipo de comportamento não tem lugar em nenhuma sociedade civilizada. Embora a polícia tenha felizmente prendido cinco dos perpetradores, o que acontece a seguir é crucial, porque se são tratados como pequenos crimes contra a propriedade, a questão é perdida: os símbolos de nossa fé agora estão sob ataque não apenas em propriedade pública, mas também em nossas propriedades e mesmo dentro de nossas igrejas”, disse Dom Cordileone, em 13 de outubro.

Embora o próprio São Junípero não tenha fundado a Missão San Rafael – onde ocorreu o incidente –, o lugar deve sua existência ao legado do santo, pois fundou as primeiras nove missões no que viria a ser a Califórnia.

O protesto de uma hora, organizado por membros da tribo Coast Miwok, marcou o Dia dos Povos Indígenas, feriado que algumas cidades e estados, incluindo a Califórnia, designaram para substituir o Dia de Colombo.

Um funcionário da manutenção da igreja havia coberto a estátua com fita adesiva antes do protesto para protegê-la de pichações e cobriu as janelas da missão. Numerosas estátuas do santo foram vandalizadas ou destruídas este ano, a maioria delas na Califórnia.

Ativistas mascarados removeram a fita adesiva e lançaram tinta vermelha na face da estátua.

"Este é um lembrete contínuo do impacto da colonização e do genocídio de nosso povo", disse Dean Hoaglin, presidente do Conselho Tribal Coast Miwok de Marin, ao Fox2.

Os manifestantes tentaram impedir que as câmeras de notícias locais filmassem a derrubada da estátua, mas a Fox2 capturou a queda em vídeo. Pelo menos cinco pessoas podem ser vistas puxando a cabeça da estátua com cordas.

O vídeo parece mostrar a estátua caindo sobre um dos manifestantes, embora nenhum ferido tenha sido relatado.

A polícia prendeu cinco mulheres em relação com o incidente e as acusou do crime de vandalismo, informou a Fox2.

“Não podemos permitir que um pequeno grupo de infratores da lei não eleitos decida quais símbolos sagrados, nós católicos ou outros crentes, podemos exibir e usar para promover nossa fé. Isso tem que acabar”, disse Dom Cordileone.

“Atacar os símbolos da fé de milhões de católicos, que têm etnias tão diversas quanto qualquer outra fé nos Estados Unidos, é contraproducente. Também é simplesmente incorreto”, acrescentou.

Mike Brown, porta-voz da Arquidiocese de São Francisco, disse à mídia local que os manifestantes não pediram à missão para remover a estátua antes do protesto de segunda-feira.

Dom Cordileone destacou que o protesto contra a estátua começou pacificamente, mas logo se transformou em violência. Ele encorajou as pessoas a aprender mais sobre São Junípero Serra.

“Não há dúvida de que os povos indígenas do nosso continente sofreram com os europeus que vieram aqui e seus descendentes, especialmente depois que a era das missões acabou e a Califórnia entrou nos Estados Unidos. Mas o Pe. Serra é o símbolo errado para aqueles que desejam abordar ou reparar este agravo”, disse Dom Cordileone.

“O Pe. Serra e seus companheiros franciscanos – continuou – renunciaram a todos os propósitos mundanos para dar suas vidas ao serviço dos povos nativos, protegendo-os assim dos abusos de seus compatriotas espanhóis”.

Especialistas contestaram as alegações de que São Junípero estava de alguma forma envolvido no genocídio e, ao contrário, há evidências de que o santo defendeu os direitos dos povos indígenas frente aos maus-tratos por parte dos militares espanhóis.

PB: Padre detido por pintar cruz pede afastamento de paróquia por ser hostilizado


Padre Luciano Gustavo Lustosa pediu afastamento da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Conde (PB), por estar sendo “hostilizado” após o episódio em que foi conduzido à delegacia depois de pintar um cruzeiro localizado em frente à Igreja.
O caso ocorreu em 3 de outubro, depois que o sacerdote pintou de marrom um cruzeiro que havia sido pintado de azul pela prefeitura de Conde.

Pe. Lustosa foi conduzido pela Guarda Municipal para a delegacia da cidade de Alhandra, para prestar esclarecimentos “sobre o dano causado ao patrimônio, conforme alegou a prefeita Márcia [Lucena, do PSB], uma vez que a Prefeitura havia feito um gesto para recuperar o Cruzeiro”, indicou ‘Paraíba Online’. O sacerdote, porém, declarou que o cruzeiro pertence à Paróquia.

Diante desses fatos, Pe. Lustosa informou por meio de uma nota publicada no Facebook da Paróquia Nossa Senhora da Conceição que pediu “a Arquidiocese um afastamento provisório da Paróquia”.

Trata-se de uma medida para se “resguardar”, explicou o sacerdote, acrescentando: “temo por minha integridade física, uma vez que eu estou sendo hostilizado por meio de discursos de ódio e ataques verbais dirigidos a mim através de redes sociais”.

“A referida salvaguarda de minha integridade física em nada prejudica todos os procedimentos administrativos, policiais e judiciais sobre os lamentáveis fatos ocorridos, inclusive a respeito de qualquer tipo de ameaça decorrente de posicionamentos divergentes e lamentáveis”, ressaltou.

Além disso, Pe. Lustosa recordou que o caso “está sendo devidamente acompanhado pela Arquidiocese da Paraíba, através do Arcebispo Metropolitano e da assessoria jurídica, buscando assim as elucidações dos fatos ocorridos”.

“Desta forma, vivendo em um estado democrático de direito e respeito as garantias fundamentais do cidadão, desejamos que a luz da justiça, da democracia e da verdade, se evite erros, tiranias e abusos porvindouros”, afirmou.

O sacerdote também agradeceu o apoio recebido por parte dos paroquianos e moradores de Conde, bem como de pessoas de outros locais que ficaram sabendo do ocorrido.

“Procuremos construir um mundo com base na solidariedade, buscando nas divergências o complemento e não o afastamento em convívio social, respeitando sempre o próximo naquilo que lhe seja de direito, buscando o diálogo, a serenidade e a paz”, concluiu.

Após a condução do sacerdote à delegacia, a Arquidiocese da Paraíba publicou uma nota no dia 7 de outubro, afirmando que “acompanha com indignação o episódio” e que “entende que se tratou de uma exposição desnecessária no contexto de um estado democrático de direito e respeito às garantias fundamentais do cidadão”.

“Reivindicamos que o caso seja acompanhado com o devido respeito às pessoas envolvidas e às instituições públicas e religiosa, que buscarão todos os meios para elucidar o caso, à luz da justiça, da democracia e da verdade, tudo a evitar qualquer espécie de abuso de autoridade posterior”, concluiu a Arquidiocese.