Santos


Aqueles a quem chamamos “santos” eram homens e mulheres como os de­mais. Tornaram-se santos, porém, deixando-se modelar por Cristo, que foi para eles exemplo de vida verdadeiramente humana, toda te­cida de amor a Deus e aos irmãos.

Honrar os santos de maneira justa requer que neles se veja o Cristo, considerando em que ponto o imitaram para viver como cris­tão o próprio estado de vida, para cumprir a missão de salvação que recebemos do Pai no batismo, mis­são que se afirma e específica na crisma, no matrimônio, na ordem e nas vocações específicas vindas de Deus.

A cada mês nas datas em que celebramos o Próprio dos Santos dá-se particular relevo a seus dotes e características pessoais: traçam-se sua fisionomia, suas ações, sua espiritualidade. É ressaltado de modo particular aquilo que mais os vincula ao mistério de Cristo, do qual se apresentam como testemu­nhas cristãs no mundo.

O mistério de Cristo nos santos não é uma celebração diversa da do mistério de Cristo no tempo da Igreja. Em ambas temos a celebração da Palavra de Deus e da Eucaristia. A Palavra orienta, a Eucaristia nutre a nossa vida.

Os santos são muito diversos. Por isso, os dotes e caráter, as aptidões naturais postas em exercício, o sen­so de responsabilidade, a paciência, a perseverança nos empreendimen­tos, a serenidade, bondade, alegria, otimismo, jovialidade, tentativas de êxito… todas essas qualidades, tipicamente humanas e cristãs, que tornam os santos simpáticos e amáveis, são postas em relevo como estímulo para cultivarmos.

Toda renovação é obra de homens e mulheres que se empenharam com plena doação na iniciativa de salva­ção do Pai por meio do Filho; guia­dos pelo Espírito, eles cumpriram sua parte. Cabe agora a nós cumprir a nossa, firmados em seu exemplo. A Eucaristia tem valor, alcance, dina­mismo, únicos no mundo, como ge­radores de ação sempre nova, porque Cristo presente e ativo se identifica com quem o recebe na fé.


Diácono Jatobá

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