quinta-feira, 5 de março de 2015

Homilética: 3º Domingo da Quaresma - Ano B: "A santa violência de Jesus".


A liturgia da Palavra do terceiro Domingo da Quaresma convida-nos a refletir sobre o modo como temos praticado o nosso cristianismo. No Evangelho deste domingo, Jesus resolve com um choque de ordem os problemas do Templo: derrubou as barracas dos vendilhões e com chicote de cordas colocou todo mundo que o profanava para correr.

Incrível! A cena do Evangelho de hoje poderia assustar os meramente pacifistas: “Tirai isso daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes” (Jo 2,16). Trata-se do Filho que zela pelas coisas que são do seu Pai. Também nós, se formos bons filhos de Deus, cuidaremos direitinho das coisas do nosso Pai do céu seguindo o exemplo do nosso irmão e Senhor Jesus.

Fosse atualmente Jesus seria chamado de fundamentalistaextremistaviolento, raivoso, acusado de discurso de ódio e de gerar divisão. Diriam: "Ai que violento"! Pois é, mas essa foi a única forma que Ele arrumou para superar a violência que os pecadores faziam a Deus, ao sagrado e ao Templo.

Jesus Cristo falou e agiu com firmeza. Ele foi até mesmo santamente violento: chicote, gritos e quem sabe até alguma chibatada em algum dos vendilhões. Como é possível que aquele que disse de si mesmo que é manso e humilde de coração (cf. Mt 11,29) agora atue dessa maneira? A cólera de Deus, diferente da nossa ira, é sempre santa. Às vezes os pecadores ficam tão sem escrúpulos que só um choque de ordem como este pra resolver. Algumas coisas só com a ira santa se põem em ordem.

Jesus se irrita fortemente para por a salvo os direitos de Deus, a glória que só a ele lhe convém, e o bem das nossas almas. Mais ainda, aquele que é manso, pediu que fossemos violentos se quisermos alcançar o reino dos céus: “Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam” (Mt 11,12). É interessante também que a mansidão de Jesus e a violência que ele nos aconselha encontram-se no mesmo capítulo do Evangelho segundo Mateus! Qual é o tipo de violência que se nos pede? Deus pede de cada um de nós que travemos uma guerra contra os nossos apetites desordenados, as nossas ideias insensatas e a dureza dos nossos corações. Quiçá não seja infrequente que sintamos a força da soberba, da inveja, da luxúria e dos demais pecados capitais. Eles gritam em nós reclamando os campos perdidos e pedindo revanche pelas batalhas nas quais foram derrotados.

Estamos em guerra! Constantemente o inimigo se nos apresenta disposto a vencer-nos e arruinar-nos para, dessa maneira, tentar atingir o próprio Deus. Nesses quarenta dias quaresmais estamos com Jesus acompanhando-o no seu grande jejum, procurando completar na nossa carne que falta à Paixão de Cristo (cf. Cl 1.24). As forças do mal não nos deixarão em paz, mas é exatamente essa luta que nos fará livres. Não estamos sozinhos, é Deus quem nos fortalece!
Comentários aos Textos Bíblicos

1. I leitura: Ex 20,1-17

A primeira leitura nos traz à mente a importância de meditarmos os dez mandamentos como se fossem os pilares básicos da construção da vida. No entanto, antes mesmo de apresentar os mandamentos, há como que uma introdução que estabelece o terreno teológico onde os mandamentos estão edificados. É justamente para esse terreno que devemos voltar nossos olhos, pois nele se percebe a experiência de Deus como presença libertadora e protetora da vida: “Eu sou Javé seu Deus, que tirou você da terra do Egito, da casa da escravidão” (Ex 20,2).

O terreno que alimenta os mandamentos é a liberdade. Pode-se dizer, por consequência, que a sociedade que se espera construir à luz dos mandamentos é baseada em relações de libertação, fraternidade e solidariedade; uma sociedade onde caibam todos.

2. II leitura: 1Cor 1,22-25

Na segunda leitura mergulhamos num conceito às vezes estranho para a maioria de nós: é na fraqueza que se manifesta a força de Deus. Contrariamente às nossas percepções que nos levam a pensar sempre em vitória e sucesso, o projeto de Deus se insere na realidade, marcando uma contradição entre o projeto divino e o projeto humano. O relato do êxodo já nos indicava essa percepção. Desde o reverso da história, Deus fez uma opção diaconal pelos escravos, os mais fracos, e deu as costas ao faraó e seu sistema imperial – o mais forte. Com base na fraqueza, Deus construiu uma história de liberdade e de vida fraterna.

Paulo, escrevendo aos coríntios, descreve a complexidade da mensagem de Jesus aos olhos de alguns grupos: seria uma impostura para os judeus e loucura para os gregos. Anunciar um Messias crucificado seria um despropósito! Afinal, a cruz não seria a negação da própria vocação do Messias? A cruz de Cristo pode, sim, parecer loucura e sinal inevitável de fraqueza. Todavia, Deus transformou a cruz em sabedoria e caminho de salvação. Na teologia paulina, cresceu substancialmente a compreensão e a convicção de que Deus escolheu preferencialmente os mais pobres. 

3. Evangelho: Jo 2,13-25

Há no texto de João uma insistência na novidade escandalosa da mensagem e da pessoa de Jesus. João, diferentemente dos sinóticos, insere o episódio dos comerciantes do templo no começo do ministério de Jesus, durante sua primeira subida pascal a Jerusalém. Certamente o relato indica a ideia de que o culto espiritual da Igreja, o Corpo de Cristo, pôs fim ao culto sacrifical do templo. A partir desse momento, a incorporação ao novo povo da nova aliança acontece necessariamente pela fé. A confiança na identidade étnica ou na circuncisão já não é considerada como chave de pertença à nova realidade que se apresenta. “Muitos creram em seu nome, vendo os sinais que fazia” (v. 23). A mediação acontece unicamente por meio de Jesus. Nisso podemos ver a novidade significativa do evangelho, ou seja, lugares e objetos sagrados são substituídos por uma pessoa. Em Jesus a dignidade de todo ser humano é resgatada. Nele a humanidade se vê com outros olhos e pode se pensar como participante de um novo projeto no qual a morte dá lugar à vida e a prisão à liberdade.

Em Jesus se manifesta plenamente o amor com que Deus ama a todos os seres humanos. Jesus é o rosto humano desse Deus cuja presença os judeus celebravam anteriormente na colina de Sião. O templo de seu corpo faz que atualizemos cada vez mais qual seria o significado concreto da Igreja para nós. Não há como fugir dessa responsabilidade! O mais importante é, de fato, o templo de seu corpo, ou seja, o acontecimento da graça personificado em Jesus morto e ressuscitado. Jesus muito possivelmente está dizendo: não olhem para o templo e seus ritos; olhem para mim. O corpo ressuscitado de Jesus é o novo templo. Já não é um lugar ou lugares que nos definem, mas, sim, uma pessoa.

A cidade de Jerusalém está fervilhando de gente. Pessoas vindas das mais diferentes regiões se aproximam para a celebração da Páscoa. Um momento sublime para a história do povo de Deus que, no entanto, estava sendo manipulado tanto pelos religiosos quanto pelos políticos. Manipulava-se a religião e se oprimia o povo em nome de Deus. Naquela época, todo judeu maior de idade devia ir à festa e pagar ao templo os impostos prescritos. Eram pagos em moedas tírias (cunhadas numa cidade conhecida por Tiro). Por ser uma cidade pagã, as moedas não podiam entrar no templo e, por conta disso, havia os cambistas sempre prontos a fazer o câmbio (quando cobravam uma taxa de 8%).

Jesus, que não concordava com essa situação, assume uma atitude que tanto incomodou no passado quanto nos incomoda hoje: fez um chicote e expulsou todos do templo. Jesus relembra com suas palavras a mística dos profetas quando denunciavam (veja, por exemplo, Is 1,10-20 e Jr 7,1-10) a celebração realizada no templo de Jerusalém completamente desvinculada da vida. Jesus age como verdadeiro profeta ao denunciar a maneira pela qual a casa de Deus podia ser manipulada.

“O zelo por tua casa me consome.” Jesus restaura o significado de casa de Deus. A casa de Deus deveria ser entendida como lugar para anúncio da Palavra, e não para fazer da religião um comércio. Jesus profetiza contra o templo diante do pedido de um sinal pela população e fala a respeito da ressurreição. Ele veio para renovar as estruturas totalmente, e não apenas para colocar remendos velhos.

Poderíamos até mesmo estranhar a severidade da atitude e das palavras de Jesus. Não há nele, nesse momento, nenhum grau de flexibilidade. Ele não dá espaço para negociação ou debate. Trata-se de sua primeira visita ao templo de Jerusalém e a primeira impressão é a que fica. Aquilo que Jesus vê não era algo raro. Dia após dia, a mesma cena se repetia aos olhos de todas as pessoas. Quem se dispunha a fazer alguma coisa? Jesus tinha uma consciência privilegiada de como a religião deveria ser vivida. Performances ritualistas de nada adiantavam. É a vida que se reveste de sacralidade e precisa ser defendida. Naqueles dias, as atitudes religiosas estavam corrompidas pelos interesses econômicos e políticos do grupo dominante.


Eu dissera no começo que alguém poderia se assustar com a expressão “violência de Jesus” e creio não equivocar-me. Isso é assim porque estamos, paulatinamente, adocicando o cristianismo e dele apresentando uma versão light. Contentamo-nos com pouco ou quase nada, semelhante àquele amigo que disse ao outro: – “vou te dar um livro no Natal”. Então o amigo lhe responde: – “não precisa, pois eu já tenho um, muito obrigado”. Quando descuramos a vida da nossa alma passa a ser suficiente uma missa de vez em quando, uma confissão de vez em anos, um sinal da cruz desajeitado porque feito às pressas, uma oraçãozinha noturna que não se repete todas as noites, um velório aqui e outro acolá sem pensarmos que num futuro próximo ou distante seremos nós os velados. Cristianismo light! E como não parece suficiente o gosto do cristianismo tal como ele é, fazemos como a Coca-Cola, pedimo-lo com gelo e limão! Isto é, acrescentamos à religião cristã as nossas manias e más ideias a tal ponto que conseguimos desfigurar essa realidade humano-divino que Cristo fundou para a nossa salvação, a Igreja.

Nessa hora, diante do perigo de que os negociantes – os amigos de gelo e limão no cristianismo, os falsificadores da verdade – mintam e enganem sobre a pessoa e obra de Cristo, também nós precisamos de chicotes, um contra nós mesmos (nossos pecados) e um contra a mentira, o engano e a traição dos valores cristãos, perenes como o Evangelho.


Pistas para Reflexão

Comecemos pela primeira leitura a nossa meditação da Palavra de Deus para este Domingo.

Que nos apresenta o Livro do Êxodo? As Dez Palavras, os Mandamentos de Torá. A palavra “mandamento” tem, hoje um significado antipático. Não gostamos de mandamentos, de normas, de preceitos. No entanto, para um judeu – e também para um cristão -, os preceitos, os mandamentos do Senhor, são uma bênção, um sinal de carinho paterno de Deus, que Se volta para nós e nos abre o Seu Coração, falando-nos da vida, mostrando-nos o caminho, iluminando a direção da nossa existência. Foi com esse sentido que o Senhor nosso Deus deu a Lei, revelou os preceitos a Israel. A Lei não deveria ser vista como um feixe pesado e opressor de proibições, mas como setas que apontam para o caminho da Vida e nos fazem descansar no Coração de Deus.

O próprio termo hebraico torá, que traduzimos por lei, significa, na verdade instrução. Na Lei, na Instrução, Deus nos fala da vida porque deseja conviver com o Seu povo. Sendo assim, os preceitos são uma bênção! O profeta Baruc afirma isso com palavras comoventes: Escuta, Israel, os mandamentos da Vida; presta ouvidos, para conheceres a prudência. Por que Israel, por que te encontras na terra dos teus inimigos, envelhecendo em terra estrangeira? É porque abandonaste a fonte da Sabedoria. Ela é o livro dos preceitos de Deus, a Lei que subsiste para sempre: todos os que a ela se agarram destinam-se à Vida, e todos os que a abandonam perecerão. Volta-se, Jacó, para recebê-la; caminha para o esplendor, ao encontro de sua luz! Não cedas a outrem a tua glória, nem a um povo estrangeiro os teus privilégios. Bem-aventurados somos nós, Israel, pois aquilo que agrada a Deus a nós foi revelado” (Br 3,9-10.12; 4,1-4).

Eis, pois, o que são os mandamentos: uma luz, um caminho de liberdade, porque nos faz conhecer o Coração de Deus e os Seus sonhos para nós. Viver na Palavra de Deus, mergulhar nos Seus preceitos é viver o Seu sonho para nós, é ser livre, maduro e feliz. Por isso o Salmista, hoje, canta: “A Lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes. Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos!”

E, no entanto, Israel violou a Lei de Deus, fechou-se para os preceitos do Senhor... E por quê? Porque não basta seguir um feixe de regras e normas para agradar a Deus. A Lei somente tem sentido se for vivida como uma relação de amor. Olhai bem como começa o Decálogo: “Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de Mim”. Aqui está já dito tudo: por lado Deus, apaixonado, fiel, amoroso: tirou o Seu povo da miséria de suas escravidões. Por outro lado, o povo: de quem Ele espera um coração totalmente dedicado ao seu Deus: “Não terás outros deuses diante de Mim!” É esta relação de amor que Israel quebrou, contentando-se muitas vezes com um legalismo vazio e frio.

A imagem dessa situação, vemo-la no Evangelho de hoje: o Templo, lugar do encontro de Deus com o Seu povo, transformado numa espelunca, numa casa de comércio, um lugar de prostituição do coração, de idolatria... É idolatria a ganância, é idolatria a impiedade, é idolatria reduzir a religião a um negócio lucrativo, é idolatria pensar que se pode manipular Deus com um dízimo, com um rito ou com um volume da Bíblia! O Senhor previne: “Eu sou o Senhor vosso Deus que não aceita suborno!” (Dt 10,17) Por isso Jesus age de modo tão violento: Fez um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. Disse aos que vendiam pombas: ‘Tirai isso daqui! Não façais da Casa de Meu Pai uma casa de comércio!’” que significa este gesto de Jesus? É uma pregação pela ação, uma ação profética, uma ação, um gesto que vale por uma pregação. Jesus está revelando a santa ira de Deus contra o seu povo... Hoje em dia, com uma mania boboca de sermos politicamente corretos (coisa que nunca assentará num cristão), ficamos escandalizados com um Deus que Se inflama de ira, com um Jesus que deveria ser mansinho, bonzinho, tolinho, aguadozinho, insossinho, e aparece, no entanto, firme, forte, radical... e irado! Esse é o Jesus de verdade: surpreendente, desconcertante! Sua ira nos previne no sentido de que não podemos brincar com Deus, não podemos fazer pouco Dele! Correremos o risco de perdê-Lo, de sermos rejeitados do Seu Coração! Em outras palavras: a conversão é uma exigência fundamental para quem deseja caminhar com Deus, sendo discípulo do Filho Jesus! Mas, os judeus, ao invés de compreenderem isso, com cinismo criticam Jesus e pedem-Lhe um sinal: “Que sinal nos mostras para agir assim?” Vede bem, caríssimos: quando a infidelidade é grande, quando o nosso coração habituou-se no mal, corremos o risco de sermos tomados de tal cegueira, de tal dureza de coração, que já não vemos nem com a Luz! Jesus é a luz que brilha claramente. Sua atitude dura, recorda aos judeus o amor de Deus que foi traído, a Lei que foi deturpada, e eles ainda pedem por sinais...

Jesus dá um sinal, terrível, decisivo: “Destruí este Templo, e em três dias Eu o levantarei”. Que significa isso? “Estais destruindo este Templo? Ele é um sinal, é um símbolo profético: ele é o lugar no qual o homem pode encontrar Deus, ele é imagem do Meu corpo. Pois bem! Vós violastes a aliança, destruístes o sentido da relação com Deus: continuais, pois a destruir este Templo. Mas em três dias Eu o erguerei para sempre: vai passar a imagem, virá o Templo indestrutível, o lugar onde um novo povo poderá para sempre encontrar Deus: o Meu corpo morto e ressuscitado!” Eis o sinal, surpreendente, escandaloso: à infidelidade do seu povo, Deus responde entregando o Seu Filho e fazendo Dele o lugar da salvação e da graça, da Vida e da vitória da humanidade! É o que São Paulo nos diz na segunda leitura deste hoje: “Os judeus pedem sinais, os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos”. O sinal que Deus apresenta para Israel, o remédio que Deus preparou para curar a violação da Lei é o seu Filho crucificado, morto e ressuscitado!

Caríssimos, olhemos para nós, o Novo Povo de Deus, o Povo nascido da morte e ressurreição de Cristo. Não somos mais obrigados a cumprir os detalhados preceitos da Lei de Moisés mas, somos convidados a olhar o Crucificado, cujo corpo macerado é o lugar do perdão e do encontro com Deus, o lugar da nova e eterna Aliança... Olhando o Crucificado, ouçamos, mais uma vez, como Israel: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair da casa da escravidão, da miséria do pecado e da morte, da escuridão de uma vida sem sentido! Eu te dei o Meu Filho amado! Não terás outros deuses diante de Mim!” Compreendeis, irmãos? Os preceitos do Antigo Testamento passaram; não, porém, a exigência de um coração todo de Deus, um coração que o ame, um coração sem divisão! E, para nós, a exigência é ainda maior, porque Israel não tinha ainda visto até onde iria o amor de Deus; quanto a nós, sabemos: “Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida eterna” (Jo 3,16).

Caríssimos em Cristo, convertamo-nos! Ergamos os olhos para o Crucificado, “Poder de Deus e Sabedoria de Deus”, e mudemos de vida! Que nossa fé não seja fingida, superficial, descomprometida; que nossa religião não seja simplesmente uma prática fria e sem desejo de real conversão ao Senhor nosso! Crer de verdade exige que nos coloquemos debaixo do preceito de amor do Senhor! Estejamos atentos à advertência final e tremenda do Evangelho de hoje: “Vendo os sinais que Jesus realizava, muitos creram no Seu Nome. Mas Jesus não lhes dava crédito, pois conhecia a todos... conhecia o homem por dentro”. - Ah, Senhor Jesus! Tem piedade de nós! Converte-nos a Ti e, depois, olha o nosso coração convertido e dá-nos a Tua salvação! Piedade, Senhor! Na Tua misericórdia infinita, conduze-nos às alegrias da Páscoa! A Ti a glória, Cristo-Deus, pelos séculos dos séculos! Amém.

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