domingo, 26 de maio de 2019

Governo mantém monitoramento do Sínodo da Amazônia, revela diplomata


O diplomata Henrique da Silveira Sardinha revelou que a preparação para evento da Igreja Católica sobre a Amazônia trazia "ideias e conceitos preocupantes", que, mais tarde, atingiram nível satisfatório

Em outubro a Igreja Católica vai realizar em Roma o Sínodo da Amazônia, a partir de uma convocação do papa Francisco. O tema da assembleia sinodal (encontro de bispos) será “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. O evento reunirá representantes eclesiásticos dos oito países sul-americanos abrangidos pela Região Amazônica.

O monitoramento que o governo brasileiro vem realizando sobre o encontro da Igreja Católica foi o tema principal da sabatina com o diplomata Henrique da Silveira Sardinha, que teve seu nome aprovado nesta quarta-feira (22) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) para exercer a chefia da representação diplomática brasileira junto à Santa Sé (estado onde está o Vaticano). A indicação de Sardinha foi relatada pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

— Este evento chama, sim, a atenção do governo, porque a fase de base da preparação dos documentos do Sínodo trabalhou com ideias e conceitos preocupantes. Mas o fato é que à medida que os documentos vão subindo de nível, eles evoluem substancialmente. O documento preparatório já foi bem mais aceitável, à despeito de alguns problemas. A tradição da Igreja Católica é não mencionar países ou políticas públicas em particular, então creio que o documento final do Sínodo será satisfatório. O Itamaraty mantém contatos de alto nível com a Santa Sé onde manifestamos todas as nossas preocupações — deixou claro Sardinha.

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) detalhou que o plano de trabalho aprovado recentemente na assembleia pré-sinodal tratou de três temáticas: “A voz da Amazônia entendida como escuta daquele território”, “Ecologia integral” e “Igreja com o rosto amazônico”.

— O objetivo é iniciar novos caminhos para uma evangelização mais incisiva da Amazônia. Ao mesmo tempo este instrumento de trabalho é uma reflexão sobre o problema ecológico que afeta a região, visando promover a ecologia integral, em consonância com a encíclica Laudato Sí, do papa Francisco — informou o senador.

A análise da indicação de Sardinha segue agora ao Plenário do Senado.
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Centro Dom Bosco/ Senado

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