quarta-feira, 18 de abril de 2018

Igreja Católica e a "luta de classes e justiça social".


Convêm lembrar, que em todos estes tempos, a Igreja nunca pregou o conceito de “luta” como método para fazer “justiça social”. Pelo contrário. Pregou a OBEDIÊNCIA e SUBMISSÃO dos trabalhadores para com seus patrões; A CARIDADE dos homens de negócio para com os desempregados; A GRATIDÃO dos pobres para com seus benfeitores; A PACIÊNCIA dos doentes diante das enfermidades; A Igreja não prega a luta nem busca terra, teto e trabalho. Quem busca isto é Karl Marx. (e seus seguidores socialistas/comunistas). A Igreja busca o Reino de Deus e Sua Justiça. Importa buscar antes a Justiça de Deus, pois com ela tudo o mais será dado por acréscimo (Mateus 6,33). “Tirai-lhe o talento e dai ao que tem dez, pois aquele que tem em abundância lhe será dado mais ainda, mas ao que não tem, lhe será tirado até aquilo que julga ter. Quanto a este servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes“ - (Mateus 25,28-30). Diz a Sagrada Escritura: “O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo” - (João 18, 36). O Comunismo prega um “paraíso” na terra, um reino socialista no mundo, onde todos "teriam" de ser iguais. Mas nós, Católicos, devemos viver como peregrinos, preocupados com o Reino do Céu e a Salvação das Almas. Enquanto vivendo aqui, damos a César o que é de César, mas nunca devemos dar a César, o que é de Deus. Ou seja, para vencer na vida, não dependemos de fazer revoluções, a revolta da classe trabalhadora contra os patrões, montar a ditadura do proletariado. O que Jesus ensina é bem diferente. O que Jesus ensina é: buscai o Reino de Deus e sua justiça, e todo o resto, o necessário pra essa vida, vos será acrescentada. É por isso que os socialistas/comunistas veem na Igreja, um empecilho para colocar seus planos em prática. Afinal, sempre que alguém fomentasse alguma revolta pró-comunista, as pessoas estariam a dizer: “Estou buscando o Reino de Deus. O Céu, sim, o Céu, lá é onde seremos verdadeiramente felizes, aqui, buscamos viver a virtude”. Pois diz a Sagrada Escritura: "Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está o teu coração” - (Mateus 6,19-21)

É um fato conhecido, que os comunistas, assim como maçons e protestantes, fizeram um esforço organizado para infiltrarem-se na Igreja Católica. Eles designaram um grande número de seus homens para entrar no sacerdócio, e colocá-los em altos cargos com o fim de debilitar e atacar a Igreja. Diz o Papa Leão XIII, no dia 3 de Março de 1891: “Dói-nos pensar que os inimigos da Igreja, unidos numa conspiração tão maligna, trabalhem para debilitar e inclusive, se possível, eliminar completamente esse edifício maravilhoso, que Deus ergueu como um refúgio para a raça humana” – (Fonte: The Papal Encyclicals, volume 2, 1878-1903, página 237). A Teologia da Libertação, que rigorosamente é uma Leitura Marxista da Bíblia, é um câncer dentro da Igreja Católica, tendo como seu maior disseminador, o excomungado Leonardo Boff, expoente da Teologia da Libertação, frade franciscano que apostatou, traiu seus votos, e hoje vive com uma mulher casada. Esse, de fato, é o objetivo da Teologia da Libertação: destruir a Igreja e a Fé Católica a partir de dentro da Igreja, fazendo uma leitura Marxista da Bíblia. A gravidade da Teologia da Libertação, não é avaliada de modo suficiente; é a subversão radical do Cristianismo. Os adeptos da Teologia da Libertação, têm a enganosa mania de pensar que, quem não aceita esta teologia herética, não trabalha pelos pobres e oprimidos, e não se preocupa com eles; se acham os únicos defensores dos excluídos; é um engano e um erro absurdos. A Igreja em seus 2000 anos de vida sempre socorreu os desvalidos e ainda o faz, mas nunca precisou lançar mão de ideologias estranhas para isso; sempre agiu pelo puro amor a Jesus Cristo, que sofre no doente, no preso, no faminto, no que está nú e no que tem sede. A Igreja não precisa que novos teólogos a ensinem a fazer caridade; ela a faz desde os Apóstolos, ela é a caridade. Em suma, a Teologia da Libertação é um veículo religioso a serviço da revolução, conforme a apresentava o Padre Gustavo Gutierrez, considerado o “pai” dessa corrente, em seu livro Teologia da Libertação, de 1971, quando disse: “O homem, na luta revolucionária, liberta-se de algum modo da tutela de uma religião alienante, que tende à conservação da ordem” – (Fonte: Padre Gustavo Gutiérrez, Teologia da Libertação, Edição brasileira, Vozes, Petrópolis, 1975, página 67). Considerarando a Santa Igreja uma “religião alienante” (conceito marxista: “A religião é ópio do povo”, na frase de Marx), os teólogos da libertação e seus seguidores, procuram construir uma igreja “desalienada”, que tende, não “à conservação da ordem”, mas à sua subversão

Diz o decreto do Santo Ofício de 1949: “Se os fiéis de Cristo, que declaram abertamente a doutrina materialista e anticristã dos comunistas, e, principalmente, a defendam ou a propagam, “ipso facto” caem em excomunhão (“speciali modo”) reservada à Sé Apostólica”, finaliza o decreto.


Att, Credidimus Caritati