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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Católicos não adoram imagens




"Todos os homens estão obrigados a procurar a verdade, sobretudo naquilo que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, depois de conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la."
(CIC §2104).

Essa historinha de que católicos são idólatras já está ultrapassada e já foi tantas vezes respondida pela Igreja que me leva a acreditar que aqueles que ainda têm dúvidas sobre este assunto só podem ser pessoas que não leem as Sagradas Escrituras e não conhecem as verdades de fé da Igreja de Jesus.

Não são poucos os que são arrastados para as seitas protestantes e levados para longe da Igreja Católica com assuntos de que a Igreja é idólatra, que ela apostatou, que as imagens possuem demônios etc, aí o incauto fica com medo e vira protestante e, dali pra frente, ele se torna qualquer outra coisa, até ateu, umbandista ou seja lá o que for, menos católico de verdade. Isso porque o maior pecado para os protestantes não é roubar, matar, mentir, esses pecados não existem para eles. O maior pecado para o protestante é a idolatria.

Escrevo aqui para esclarecer uma questão para mim já ultrapassada e, ao mesmo tempo, mostrar que apesar de os protestantes dia e noite acusarem os católicos de idólatras, na verdade, eles é que são idólatras. Assim como tantos outros pecados dos quais eles acusam os católicos, mas que na verdade eles mesmos praticam.

O Católico tem como pilares para a sua fé as Sagradas Escrituras e a Tradição apostólica. O protestante nega a Tradição e proclama o “Só a Bíblia” como regra de fé. Portanto, será basicamente por meio da Bíblia (apesar de a bíblia protestante ser mutilada, revisada, corrigida e adulterada), responderei a essa questão usando basicamente a Bíblia que ele mesmo pode pesquisar na sua bíblia já que dizem que nós, católicos, é que adulteramos a bíblia, mas deixo claro que também usarei versículos dos livros deuterocanônicos pois são Palavra de Deus tanto quanto os demais.

Conceitos

O que é uma imagem? É uma ideia, a representação de alguma coisa, algo semelhante ao objeto pensado, um símbolo, algo que te leve a pensar ou recorde o objeto verdadeiro que nela está representado.

O que é um ídolo? É qualquer coisa criada que toma para si mesma a adoração que só deve ser feita a Deus, seu Criador. Desta forma, tudo aquilo que tome o lugar de Deus é um ídolo e aquele que o adora é um idólatra.

Na Bíblia, Deus é o primeiro a fazer imagem:

“Deus disse: Façamos o ser humano à nossa imagem e segundo à nossa semelhança...” (Gênesis 1,26a).

“Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou, macho e fêmea, ele os criou” (Gênesis 1,27).

“Deus criou o homem da terra, formou-o segundo a sua própria imagem (Eclesiástico 17,1).

“Ora, Deus criou o ser humano incorruptível e o tornou imagem de sua própria natureza” (Sabedoria 2,23).

 
Cf. Gênesis 5,1; 9,6

Proibição da Idolatria

Se Deus é o primeiro a fazer imagens, seria Deus idólatra? Segundo o argumento protestante sim. Segundo a fé católica, não.

Na verdade, a proibição virá um pouco mais tarde quando os povos das nações vizinhas estavam em contato com o povo de Israel. Esses povos vizinhos eram pagãos e idólatras porque consideravam a imagem não só como símbolo da divindade, mas também como habitação da própria divindade, ou seja, a própria divindade habitava na imagem, ela era o próprio “deus” nela representado. Assim, quando alguém fazia uma imagem, o “deus” deveria vir morar nela, já que toda a imagem realizava um apelo para que o “deus” nela representado viesse habitá-la. Por isso a Bíblia conta que quando Raquel, esposa de Jacó, rouba os ídolos de seu pai Labão (cf. Gênesis 31,19), ele se queixa que roubaram os seus “deuses” e não a suas imagens (cf. Gênesis 31,30).

Realmente é falta contra Deus adorar ídolos, acreditar que eles podem realizar algo, quando são de pedra, pau ou gesso, e nem podem responder:

“Ali servireis aos deuses, obra de mãos humanas, de madeira e pedra, que não podem ver nem ouvir, nem comer nem cheirar” (Deuteronômio 4,28).

“Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens. Têm boca, mas não falam, olhos e não podem ver, têm ouvidos, mas não ouvem, nariz e não podem cheirar. Têm mãos, mas não apalpam, pés e não podem andar, sua garganta não emite som algum. Semelhantes a eles sejam os que os fabricam e quantos neles põem sua confiança” (Salmo 115,4-8).

“Ora, verdadeiramente, muito insensatos, mais infortunados que a alma da criança, são os inimigos de vosso povo, que o oprimiram, porque eles também tiveram por deuses todos os ídolos das nações, que não podem servir-se de seus olhos para ver, que não têm nariz para aspirar o ar, nem ouvidos para ouvir, nem os dedos das mãos para apalpar, e cujos pés são incapazes de andar; foi, com efeito, um homem que os fez, formou-os alguém que recebeu a alma de empréstimo. Nenhum homem pode fazer um deus, mesmo semelhante a si próprio...” (Sabedoria 15,14-16s).

Cf. Isaías 44,9-20; Ezequiel 14,3ss; Jeremias 10,2-5; 2Coríntios 6,16-18.

A fim de evitar que o povo de Israel imitasse os costumes das nações vizinhas, foi que Deus entregou a Moisés os Dez Mandamentos com a proibição explícita da idolatria:

“Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto...” (Êxodo 20,3-5).

 
“Guardai-vos bem de corromper-vos, fazendo figuras de ídolos de qualquer tipo, imagens de homem ou de mulher, imagens de animais que vivem na terra ou de aves que voam no céu, ou de animais que rastejam sobre a terra ou de qualquer espécie de peixes que vivem na água, debaixo da terra. Nem tenteis levantar os olhos até o céu para ver o sol, a lua, as estrelas com todo o exército do céu e vos deixar seduzir, adorando-os e prestando-lhes culto” (Deuteronômio 4,16-19a).

Cf. Isaías 40,19-21; 46,5-7; Êxodo 32; 1Reis 12,28-33; Oséias 8,5; Sabedoria 13.

Entretanto, Deus manifesta a sua glória, não através dos bezerros de ouro nem através de outras imagens fabricadas pelos homens, mas através da criação. Por isso, São Paulo considera que os pagãos sem o evangelho, estão sob a ira de Deus, porque por culpa se desviaram da revelação natural conhecida na criação (cf. Sabedoria 14). Por isso Deus os abandona às perversidades morais:

“A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o leem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem” (Romanos 1,18-32).

Imagens

Dar valor às imagens não significa idolatria. A imagem é uma forma importante de comunicação, e o homem sensato sabe dar, sem exageros, devido valor às imagens. A Igreja Católica é injustamente acusada de idólatra, pois algumas pessoas tomam do Antigo Testamento argumentos para a acusação, como o trecho descrito em Deuteronômio 5,8-9, a respeito dos Dez Mandamentos.


A verdade bíblica de que Deus não proíbe a confecção e uso de toda e qualquer imagem, é que o mesmo Deus que proíbe que se façam ídolos para a adoração, é o mesmo que manda que se façam imagens para a veneração:

“Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada” (Êxodo 25,18-20).

“Fez dois querubins de ouro, feitos de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado, outro de outro, de maneira que faziam corpo com as duas extremidades da tampa. Esses querubins, com as faces voltadas um para o outro, tinham as asas estendidas para o alto, e protegiam com elas a tampa para a qual tinham as faces inclinadas” (Êxodo 37,7-9).

 
“... O projeto também descrevia o carro dos querubins de ouro, que com asas estendidas encobrem a arca da aliança do Senhor” (1Crônicas 28,18b).

“Para o interior do Santo dos Santos, mandou esculpir dois querubins e os revestiu de ouro. O comprimento de suas asas era de vinte côvados; uma asa do primeiro, de cinco côvados de comprimento, tocava a parede da sala, e outra, de cinco côvados, tocava a asa do segundo querubim. Uma asa do segundo querubim, de cinco côvados de comprimento, tocava a parede da sala, e a outra, de cinco côvados de comprimento, tocava a asa do primeiro. Assim, a envergadura das asas destes querubins era de vinte côvados. Sustentavam-se sobre seus pés, com o rosto voltado para a sala” (2Crônicas 3,10-13).

Moisés, Josué e os Sumos Sacerdotes judeus sempre se prostraram diante da Arca da Aliança para consultar a Deus. Sobre a Arca da Aliança que ficava no Templo de Jerusalém, existiam dois querubins de ouro:

“Em cima da arca, os querubins da glória, cobrindo com sua sombra o propiciatório” (Hebreus 9,5a).

O profeta Ezequiel teve uma visão divina e nela descreve as imagens dos seres vivos que, inclusive, lembram as esculturas murais e estátuas de animais fantásticos que enfeitavam as entradas dos antigos templos pagãos:

“Distinguia-se no centro a imagem de quatro seres que aparentavam possuir forma humana. Cada um tinha quatro faces e quatro asas. Suas pernas eram direitas e as plantas de seus pés se assemelhavam às do touro, e cintilavam como bronze polido. De seus quatro lados mãos humanas saíam por debaixo de suas asas. Todos os quatro possuíam rostos, e asas. Suas asas tocavam uma na outra. Quando se locomoviam, não se voltavam: cada um andava para a frente. Quanto ao aspecto de seus rostos tinham todos eles figura humana, todos os quatro uma face de leão pela direita, todos os quatro uma face de touro pela esquerda, e todos os quatro uma face de águia. Eis o que havia no tocante as suas faces. Suas asas estendiam-se para o alto; cada qual tinha duas asas que tocavam às dos outros, e duas que lhe cobriam o corpo. Cada qual caminhava para a frente: iam para o lado aonde os impelia o espírito; não se voltavam quando iam andando. No meio desses seres, divisava-se algo parecido com brasas incandescentes, como tochas que circulavam entre eles; e desse fogo que projetava uma luz deslumbrante, saíam relâmpagos” (Ezequiel 1,5-13).

Cf. Ezequiel 10,1-9.14-22

Também na Igreja Católica, a exemplo do Templo de Jerusalém, existem imagens que nos recordam as coisas celestiais. Ter imagens no Templo, portanto, não significa idolatria, de maneira alguma.

Aqueles que recriminam os católicos deveriam primeiramente provar que as imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Maria Santíssima e dos Santos, são realmente imagens dos deuses estrangeiros. Uma coisa é imagem, outra é ídolo. O mesmo Deus que proibiu fazer imagens de ídolos, mandou fazer imagens de não-ídolos:

“Partiram do monte Hor na direção do mar Vermelho, para contornar a terra de Edom. Mas o povo perdeu a coragem no caminho, e começou a murmurar contra Deus e contra Moisés: “Por que, diziam eles, nos tirastes do Egito, para morrermos no deserto onde não há pão nem água? Estamos enfastiados deste miserável alimento.” Então o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que morderam e mataram muitos. O povo veio a Moisés e disse-lhe: “Pecamos, murmurando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós essas serpentes.” Moisés intercedeu pelo povo, e o Senhor disse a Moisés: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo. Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida (Números 21,3-9).

Se referindo ao episódio da serpente de bronze que o livro da Sabedoria diz:

“Quando a estes veio o furor terrível das feras e pereciam pela mordida de serpentes tortuosas, tua ira não permaneceu até o fim. Foram molestados por pouco tempo e, como advertência, receberam um símbolo de salvação para se lembrarem do mandamento de tua Lei. Quem se voltasse para ele era salvo, não pelo que via, mas graças a ti, o salvador de todos. E assim mostraste a nossos inimigos que és tu quem livra de todo mal” (Sabedoria 16,5-8).

Mas Deus não nos proibiu de fazer estátuas?

“Não façais para vós deuses falsos. Não levanteis para vós ídolos ou colunas sagradas. Não coloqueis em vosso país nenhuma pedra esculpida para vos prostrardes diante dela, por que eu sou o Senhor vosso Deus” (Levítico 26,1).

Está claro que Deus proíbe a confecção de estátuas de deuses pagãos. Todas estas proibições se referem ao período em que os hebreus viviam cercados de povos pagãos que construíam e adoravam estátuas dos mais variados deuses. Vejamos:

“Elas convidavam o povo para os sacrifícios a seus deuses, e o povo comia e se prostrava diante deles. Israel aderiu a Baal-Fegor, e o Senhor inflamou-se de ira contra Israel” (Números 25,2-3).

“Os israelitas ofenderam ao Senhor e serviram aos baals. Abandonaram o Senhor, Deus de seus pais, que os libertou do Egito, e seguiram outros deuses, dentre os deuses dos povos que os rodeavam. Prostraram-se diante deles, provocando a indignação do Senhor. Abandonaram o Senhor e serviram a Baal e às astartes” (Juízes 2,11-13).

“Pronunciarei contra seus moradores a minha sentença, contra toda a sua maldade, porque me abandonaram, queimaram incenso a deuses estrangeiros e prostraram-se diante da obra de suas mãos” (Jeremias 1,16).

Cf. Jeremias 10,1-16; Deuteronômio 32,16-29; Isaías 57,3-13; Baruc 6; 1Reis 11,4-8;

O próprio Deus manda enfeitar o Templo de Jerusalém com enormes estátuas de querubins e também com esculturas de leões, touros e plantas. É claro que não mandou adorar essas estátuas!

“Sobre esses painéis havia representações de leões, touros e querubins, dando-se o mesmo nas molduras. Acima e abaixo dos leões e bois viam-se grinaldas executadas a martelo” (1Reis 7,29).

“Os sacerdotes introduziram a arca da aliança do Senhor no seu lugar, isto é, no lugar santíssimo do templo, também chamado Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins. Com efeito, os querubins estendiam as asas sobre o lugar onde estava a arca, cobrindo a arca e os varais” (1Reis 8,7-9).

“Os querubins levantaram as asas levando as rodas consigo, enquanto a glória do Deus de Israel estava bem por cima deles” (Ezequiel 11,22).

Cf. 1Reis 6,23-35; Ezequiel 41,17-20.25


Quando o Povo de Israel recusou-se a obedecer os Mandamentos do Senhor, imitando os povos pagãos, adorando as imagens e a serpente de bronze que Moisés havia feito, o próprio Deus mandou Josias destruir os ídolos e a serpente de bronze:

“Foi ele que acabou com os santuários das alturas, quebrou as colunas sagradas, cortou a estaca sagrada e fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés tinha feito; é que até aquela data os israelitas lhe queimavam incenso e a chamavam ‘Noestã’. Isto aconteceu porque não tinham escutado a voz do Senhor seu Deus, transgredindo a aliança. Não tinham escutado nem posto em prática nada do que o servo do Senhor, Moisés, tinha ordenado” (2Reis 18,4.12).

Neste caso, Moisés não pecou por ter feito a imagem da serpente de bronze, mas o povo pecou ao adorá-la, adotando os costumes pagãos. De fato, as imagens não foram feitas para adoração, mas as imagens sacras servem como instrumentos de Deus, como o cajado de Moisés.

E o crucifixo?

“Derramarei sobre a casa de Davi e sobre quem mora em Jerusalém um espírito de graça e de súplica, e eles olharão para mim. Quanto ao que transpassaram, eles o lamentarão como na lamentação de um filho único; eles o chorarão como se chora um primogênito” (Zacarias 12,10)

Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é preciso que o Filho do homem seja levantado, a fim de que todo o que nele crer tenha a vida eterna. E outra Escritura diz também: ‘Olharão para aquele que transpassaram’ (João 3,14-15;19,37).

E como foi que Moisés levantou a serpente de bronze? Leia novamente: Nm 21,3-9.

A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. Está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e anularei a prudência dos prudentes (Is 29,14). Onde está o sábio? Onde o erudito? Onde o argumentador deste mundo? Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo? Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura de sua mensagem. Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos - quer judeus quer gregos -, força de Deus e sabedoria de Deus”. (1Coríntios 1,18-24).

Cf. Apocalipse 1,7

A cruz deve nos lembrar que a morte foi vencida, que tanto a cruz como o túmulo de Jesus ficaram vazios e Ele está vivo! Em toda a história da salvação, Deus sempre se utilizou de figuras terrenas para representar as coisas do Céu:

“Se os meros símbolos das realidades celestes exigiam uma tal purificação, necessário se tornava que as realidades mesmo fossem purificadas por sacrifícios ainda superiores” (Hebreus 9,23).

As figuras a imagens devem apenas representar as coisas do Céu, e podem ser veneradas, tocadas e beijadas para aumentar a nossa fé, mas não devemos adorá-las como se fossem ídolos, pois a adoração somente se deve a Deus:

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade; estes são os adoradores que o Pai deseja” (João 4,23-24).

Ídolos não são apenas imagens de deuses pagãos


Atualmente o homem moderno elegeu para s outros ídolos mais sutis como o sexo desordenado, o ter e o poder, que é o materialismo:

“Mortificai, pois, aquela parte em vós que pertence à terra: a prostituição, a impureza, a paixão, os maus desejos e a avareza, que é uma espécie de idolatria. Dessas coisas é que provém a cólera de Deus sobre os filhos rebeldes” (Colossenses 3,5-6).

“Pois deveis saber que nenhum devasso, impuro ou avarento – que é como adorador de ídolos – terá parte na herança do reino de Cristo e de Deus” (Efésios 5,5).

“Não sabeis que os injustos não possuirão o reino de Deus? Não vos iludais: nem os imorais, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os pederastas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os beberrões, nem os caluniadores, nem os assaltantes possuirão o reino de Deus" (1Coríntios 6,9-10).

 
“Ora, as obras da carne são manifestas, a saber: prostituição, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçarias, ódios, discórdias, ciúmes, iras, rixas, dissensões, divisões, invejas, bebedeiras, orgias e outras como estas, das quais vos previno como fiz antes, pois quem praticar tais coisas não será herdeiro do reino de Deus” (Gálatas 5,19-21).

“Ficarão de fora os prostitutos, os feiticeiros, os devassos, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira” (Apocalipse 22,15).

Ajoelhar-se ou prostrar-se 
não configura um ato de adoração

Para justificar que ajoelhar-se ou prostrar-se diante de uma imagem ou pessoa configura idolatria, os protestantes costumam citar o seguinte trecho em que João ajoelha-se diante do anjo:

“Lancei-me a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: ‘Não faças isso. Sou um servo como tu e teus irmãos que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus’” (Apocalipse 19,10abc).

Observe que o próprio texto diz que João lança-se aos pés do anjo para adorá-lo. Vejamos outro trecho:

“Quando Pedro estava para entrar, Cornélio saiu-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés, adorando-o. Mas Pedro reergueu-o, dizendo: ‘Levanta-te, pois eu também sou apenas um homem’” (Atos 10,25-26).

Não foi o ato inicial (prostrar-se ou ajoelhar-se) que gerou repreensão e sim a intenção final, a adoração.

Na maioria das vezes, na bíblia, ajoelhar-se ou prostrar-se diante de uma pessoa, significa veneração, homenagem, respeito, saudação, e nem sempre quer dizer adoração. Vários personagens da bíblia, adoradores do único Deus como Moisés, Davi e Josué tinham o costume de se prostrar:

“Moisés saiu ao encontro do sogro e, prostrando-se, o beijou. Em seguida, depois de os dois se terem saudado, entraram na tenda” (Êxodo 18,7).

“Quando Betsabéia dobrou o joelho e se prostrou diante do rei, ele perguntou: “O que desejas?" Ela respondeu: “Meu senhor, tu juraste pelo Senhor teu Deus à tua serva: ‘Teu filho Salomão será rei depois de mim; será ele que se assentará no meu trono’. Agora, porém, Adonias se fez rei e tu, meu rei e senhor, não o sabes...” (1Reis 1,16-18ss).

“Também Davi se levantou e saiu da caverna; depois gritou atrás de Saul: “Meu senhor e rei!” Quando Saul olhou para trás, Davi caiu de joelhos com o rosto em terra e lhe fez uma reverência (1Samuel 24,9).

“Quando Abigail avistou Davi, desceu prontamente do jumento e prostrou-se com o rosto por terra diante dele. Assim prostrada aos seus pés, disse-lhe: Sobre mim, meu senhor, caia a culpa! Deixa falar a tua serva e ouve suas palavras” (1Samuel 25,23-24).

“Seus servos, chegando a Carmelo, disseram-lhe: Davi mandou-nos a ti, porque deseja tomar-te por mulher. Levantou-se então Abigail e prostrou-se com o rosto por terra, dizendo: Eis a tua serva, que será uma escrava para lavar os pés dos servos de meu Senhor” (1Samuel 28,14).

“E se alguém se aproximava para se prostrar diante dele, estendia a mão, detinha-o e beijava-o. Assim fazia Absalão com todos os israelitas que vinham procurar o rei para qualquer julgamento. E desse modo conquistou os corações dos israelitas” (2Samuel 15,5-6).

“Comunicaram ao rei que o profeta Natã estava presente. Quando ele chegou à presença do rei, prostrou-se com o rosto por terra (1Reis 1,23).

“A estas palavras Betsabéia se inclinou com o rosto por terra, prostrou-se diante do rei e disse: ‘Viva para sempre meu rei e senhor Davi!’” (1Reis 1,31).

“Em seguida o rei Salomão mandou retirá-lo do alto do altar, então ele foi prostrar-se diante do rei Salomão, que lhe disse: ‘Vai para tua casa’” (1Reis 1,53).

“Então Betsabéia foi ter com o rei Salomão para lhe falar a respeito de Adonias. O rei ergueu-se, foi ao seu encontro e prostrou-se diante dela” (2Reis 2,19ab).

Se levarmos em consideração a ideia protestante de que prostrar-se diante de alguém que não seja Deus seja sempre um ato de adoração, então devemos considerar que todos os personagens acima cometeram um ato de idolatria já que devemos nos prostrar somente diante de Deus. Porém, a Sagrada Escritura não menciona que qualquer uma delas, fazendo isso, cometeram idolatria. São sem fundamento, portanto, as acusações de que os católicos são idólatras.

Se prostrar fosse errado São Paulo teria repreendido o carcereiro que se prostrou diante dele e de Silas:

“Então o carcereiro pediu uma lanterna, entrou no cárcere e se lançou trêmulo aos pés de Paulo e Silas (Atos 16,29).

Quando uma pessoa se prostra diante de uma imagem ou de alguém, não significa que a esteja adorando. É necessário, portanto, conhecer a verdadeira intenção da pessoa ao fazer aquilo. A imagem nos reporta à realidade que nela está representada mas não é confundida ao que nela está representada. E não são poucas as passagens bíblicas que abordam o assunto:

Josué se prostrou diante de uma imagem de escultura (Js 7,6).

Moisés prostra-se diante do sogro (Ex18,7) .

Deus diz que nações se prostrarão diante de Abraão (Gn 27,29).

Betsabéia prostra-se diante de Davi (1Rs 1,16-22).

Jacó PROSTROU-SE diante de Esaú (Gênesis 33,3).

Os irmãos de José do Egito PROSTRARAM-SE diante dele segundo uma revelação em profecia (Gênesis 37,9).

Rute PROSTROU-SE diante do seu chefe (Rute 2,10).

David diante de Saul (I Samuel 24,9).

Abgail PROSTROU-SE diante de Davi (I Samuel 25,23).

Filhos de profetas PROSTRARAM-SE diante de Eliseu (II Reis 2,15).

Ester PROSTROU-SE diante do rei (Ester 8,3).

Nabucodonor, rei babilônico, PROSTROU-SE diante de Daniel (Daniel 2,46).

O carcereiro se PROSTROU aos pés de São Paulo e São Paulo não o repreendeu (At 16,29).

Todos os infiéis PROSTRARAM-SE diante de todos os fiéis por ordem de Deus (Apocalipse 3,9).

As pessoas se ajoelharam diante de Judá para LOUVÁ-LO! (Gen 49,8).

Os protestantes deturpam o entendimento sobre o ato de adorar o confundindo com o prostrar-se. Do mesmo modo que “IMAGEM DE ESCULTURA” não tem nada a ver com “ÍDOLO”; e “PROSTRAR” (κατάκοιτος - katákoitos) não tem nada a ver com “ADORAR” (λατρεία – latreía).

Os protestantes não sabem o que é adoração


O protestante tem um entendimento errôneo sobre o culto de Latria, eles confundem adoração com qualquer honraria que prestemos, por isso constantemente somos atacados de idólatras ou coisas do tipo.

O ex-pastor protestante Scoth Hann relembra seu pensamento sobre a Hiperdulia mariana antes de sua conversão ao catolicismo: “Não podia entender porque é que os Católicos davam a impressão de adorar a Maria, mesmo sabendo eu que a adoração a Maria era claramente condenada pela Igreja. Veio-me então à cabeça esta ideia: a questão está no que se considera adoração”.

Os protestantes definem adoração em termos de cantos, louvores e pregações. Assim, quando os Católicos cantam a Maria, lhe dirigem súplicas através da oração e pregam sobre ela, os protestantes interpretam que está sendo adorada mas, os Católicos definem a adoração como o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus, e nunca ofereceriam um sacrifício de Maria ou a Maria sobre o altar”.

O mais engraçado, porém, neste engano é ver que os protestantes fazem exatamente a mesma coisa que os católicos, mas em referência a pessoas que ainda estão aqui na terra, pessoas que ainda podem cair em pecado e afastar-se de Deus. O protestante pede aos amigos que orem por ele a Deus, como um católico pede a um Santo; o protestante agradece aos amigos que intercederam por ele junto a Deus quando suas orações são atendidas; o protestante louva o que é feito por outro protestante e que ele acha ser devido à graça de Deus.

O Catecismo da Igreja Católica dá o conceito de adoração:

A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto" (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13). Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer "o nada da criatura", que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que seu nome é santo. A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo. (§2096-2097).

O que disse Martinho Lutero, 
fundador do protestantismo

O costume de segurar um crucifixo diante de uma pessoa que esteja morrendo tem mantido muitos na comunidade Cristã e permitiu-lhes morrer com uma Fé confiante no Cristo crucificado. (Sermão sobre João, Capítulos 1-4, 1539; LW, Vol. XXII, 147)

Foi uma prática boa segurar um crucifixo de madeira diante dos olhos dos moribundos ou pressionar nas mãos deles. Isto trouxe o sofrimento e a morte de Cristo a mente, e confortava os moribundos. Mas para os outros, que arrogantemente se basearam em suas boas obras, entraram num céu que continha um fogo crepitante. Pois eles foram afastados de Cristo e falharam em impressionar a Paixão e morte vivificante de Jesus, em seus corações.(Sermão sobre João, Capítulo 6-8, 1532; LW, Vol. XXIII, 360)

Quando eu escuto falar de Cristo, uma imagem de um homem pendurado numa cruz toma meu coração, assim como o reflexo de meu rosto aparece naturalmente na água quando eu olho nela. Se não é pecado, mas sim bom em ter uma imagem de Cristo em meu coração, porque deveria ser um pecado de tê-lo em meus olhos? (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 99-100)

Agora, nós não pedimos mais do que gentileza em considerar um crucifixo ou a imagem de um santo, como testemunha, para a lembrança, como um sinal, assim como foi lembrado à imagem de César. (Contra os Profetas Celestiais, 1525; LW, Vol. 40, 96)

E eu digo desde já que de acordo com a lei de Moises, nenhuma outra imagem é proibida, do que uma imagem de Deus no qual se adora. Um crucifixo, por outro lado, ou qualquer outra imagem santa não é proibida. (Ibid., 85-86)

Onde, porém, imagens ou estatuas são produzidas sem idolatria, então a fabricação delas não é proibida. Meus confinadores devem também deixar-me ter, usar, e olhar para um crucifixo ou uma Madonna… Contanto que eu não os adore, mas apenas os tenha como memoriais. (Ibid., 86,88)

Porém, imagens para memoriais e testemunho, como crucifixos e imagens de santos, são para ser tolerados… E não são apenas para ser tolerados, mas por causa do memorial e  testemunho eles são louváveis e honrados… (Ibid., 91)

Os protestantes são idólatras

Os protestantes vivem acusando católicos de idolatria pelo simples fato de, a exemplo do Templo de Jerusalém, terem imagens de santos em seus templos. Muitos deles desconhecem que muitas denominações protestantes possuem imagens em seus templos que você pode conferir clicando AQUI.

No link acima, você poderá ver inúmeras aberrações protestantes que se configuram como idolatria.

 
As imagens que são representadas na Igreja Católica não são imagens de deuses, não são divindades, não foram feitas para adoração e nem devem ser adoradas. Acusar a Igreja Católica de idolatria é, portanto, pura ignorância de quem não conhece a verdade das Escrituras e de Cristo e tem prazer em espalhar a mentira que só pode ser diabólica, acusando a Igreja de Cristo de cometer algo que não e verdade.

Se temos que considerar ao pé da letra que a proibição de não fazer “ídolos, nem figura alguma do que existe em cima, nos céus, nem embaixo, na terra, nem do que existe nas águas, debaixo da terra” (Ex 20,4) refere-se a toda e qualquer tipo de imagem, então devemos também considerar que Deus é contraditório, que desobedeceu a si mesmo ao mandar construir as imagens de querubins, bois, plantas e leões (1Rs 6,23-35; Ez 41,17-20.25) no Templo de Jerusalém, devemos afirmar que Ele mesmo é idólatra pois fez o homem à sua imagem (Gn 1,26; 5,1; 9,3 Sb 2,23; Eclo 17,1-4); devemos considerar também que as imagens da televisão, e todo e qualquer tipo de figura, as estátuas, as fotos, enfim, tudo que configure uma imagem seja idolatria e que, por usufruírem de tais imagens, os protestantes também são idólatras pois ao julgarem os católicos por usarem “figura alguma”, condenam a si mesmos.

Ao ser interrogado por um jovem sobre o que deve fazer para possuir a vida eterna (cf. Mateus 19,16-22), Cristo mesmo não cita a parte "não farás para ti esculturas" (cf. Ex 20,4), não que isso tenha sido abolido, não foi, foi referente àquela época, porque o povo era pagão, existiam muitos falsos deuses e como bem sabemos o povo era infiel, adoravam estátuas, achavam que aquilo era um deus e isso desagradou muito a Deus. A condenação da idolatria continua no Novo Testamento, somos proibidos de adorar deuses falsos. O Catecismo da Igreja Católica diz: “O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige que o homem não acredite em outros deuses afora Deus, que não venere outras divindades afora a única. A escritura lembra constantemente esta rejeição de "ídolos, ouro e prata, obras das mãos dos homens", os quais "têm boca e não falam, têm olhos e não veem..." (§2112).

Conclusão

A Igreja Católica ainda considera a superstição, adivinhação e magia, a irreligião, o ateísmo e o agnosticismo como idolatria e afirma ainda que o culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo Original, e "quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada. A honra prestada às santas imagens é uma "veneração respeitosa", e não uma adoração, que só compete a Deus: O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem” (CIC §2132).



Gilberto B. Passos*
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Com a colaboração de outros textos inclusos no blog