domingo, 21 de outubro de 2018

Polícia identifica suspeitos de picharem igreja com suásticas nazistas

Câmeras também flagraram suspeitos pichando muros com frases contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro. 

Homens prestaram depoimento na quarta-feira (17) e foram liberados da delegacia. Crime é tratado como preconceito.

A Polícia Civil identificou e deteve na quarta-feira (17) dois suspeitos, de 29 e 34 anos, de terem pichado suásticas nazistas na capela de São Pedro da Serra, distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Um terceiro suspeito fugiu da abordagem e depois se apresentou na delegacia com um advogado. Eles prestaram depoimento e foram liberados.

Um vídeo com imagens de câmeras de segurança que a polícia teve acesso também mostra os homens pichando em outros muros e calçadas próximos à capela frases contrárias ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). A polícia chegou até o grupo após ver essas imagens do local.

O crime na igreja aconteceu na madrugada de domingo (14) e as pichações na fachada foram removidas na quarta-feira).

A linha de investigação trata o crime como preconceito, conforme a Lei 7716/89. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e estão sendo colhidos depoimentos e novas imagens de câmeras de segurança. A pena para este tipo de crime é de 2 a 5 anos de reclusão.


Ruas e muros de São Pedro da Serra, distrito de Nova Friburgo, foram pichados com dizeres contra Bolsonaro.

Segundo a Polícia Civil, os moradores ajudaram na identificação dos suspeitos e informaram que há uma polarização em torno da campanha presidencial no distrito e que os pichadores resolveram desenhar os símbolos nazistas por causa de convicções políticas.

O terceiro suspeito, de 24 anos, que chegou a fugir e depois se apresentou na 151ª DP. Ele já possui uma anotação criminal por desobediência.

Na casa do suspeito de 29 anos foi encontrada um pequena quantidade de maconha e ele também foi autuado por posse e uso de entorpecente.

A capela de São Pedro da Serra é a mais antiga da cidade com 150 anos. No local, existe um sino de bronze doado pelo Imperador Dom Pedro II.
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G1