terça-feira, 2 de outubro de 2018

Para recordar, em tempos de escolher candidatos


A primeira dentre todas as liberdades é a liberdade religiosa; o ato mais fundamental do ser humano é a fé em Deus e a liberdade de professar essa fé publicamente, sem ser ridicularizado, coibido ou perseguido moral ou fisicamente.

É necessário que se compreenda que o valor incomensurável que é a liberdade religiosa não deve ser confundido com a privatização da fé e da religião; em outras palavras: a verdadeira liberdade religiosa se dá quando as pessoas têm direito de externar sua fé e trazer seus valores religiosos para, com eles, participar na edificação de uma sociedade plural e aberta para a Transcendência. 

A experiência religiosa é um valor imprescindível para a humanidade e a religião, como tal, pode e deve influenciar a consciência e o comportamento social, deve forjar um modo de ver o mundo e a vida, deve plasmar um jeito de encarar os problemas, realizar as escolhas e afrontar os desafios.

É verdade que a religião não pode nem deve impor, mas pode e deve propor, insistir, recordar valores, exigências éticas, critérios morais. Sem isso, é a barbárie! Sem Deus, o humanismo é capenga, falso, simples e pura ideologia! Não resiste muito uma afirmação da dignidade do homem que não se funde na consciência do seu ser-amado-por-Deus.

Temos, atualmente, no Brasil, uma tremenda batalha cultural. Ela é urgente, próxima de nós, às portas de nossas casas e extremamente violenta: deseja arrancar os pilares cristãos de nossa sociedade, deseja negar e reinterpretar de modo falso e parcial a nossa história. Este tema não pode ficar de fora destas eleições. Agora, é uma dos mais urgentes!

Família, vida, aborto, sexualidade, liberdade de expressar sua fé versus agressão à fé e aos símbolos e valores dos demais, escola como espaço de liberdade versus escola como lugar de lavagem cerebral ideologicamente direcionada, verdadeira liberdade versus ditadura do politicamente correto...

Eis alguns dos verdadeiros temas desta eleição. Estejamos atentos! Não sejamos inocentes úteis! Não sejamos tolos! Atentos à agenda dos candidatos seja a que cargo for! Não dá mais para se fazer de inocente útil! A verdade é que, pouco a pouco, estão desconstruindo a nossa cultura cristã! Basta!


Dom Henrique Soares da Costa
Bispo de Palmares - PE