segunda-feira, 11 de junho de 2018

Papa aceita renúncia de 3 bispos do Chile

Dom Barros, Dom Juan e Dom Gonzalo

O Papa Francisco aceitou a renúncia de Dom Juan de la Cruz Barros Madrid, Bispo de Osorno; de Mons. Cristi[an Querido Cordero, Arcebispo de Puerto Montt e de Gonzalo Duarte Garcia de Cortázar, Bispo de Valparaíso; e nomeou administradores apostólicos enquanto decide quem os sucederá.

Trata-se das três primeiras renúncias aceitas depois da reunião dos 34 bispos chilenos como o Santo Padre em Roma de 15 a 17 de maio, para discutir sobre os casos de abusos sexuais no Chile, quando os Prelados colocaram seus cargos “à disposição do Santo Padre”.

Nessa reunião, analisaram as conclusões do relatório de 2.300 páginas sobre os abusos no Chile, elaborados pelo Arcebispo de Malta e um dos maiores especialistas sobre o tema, Dom Charles Scicluna.

Segundo um comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Ricardo Basilio Morales Galindo será o Administrador Apostólico da Arquidiocese de Puerto Montt, no lugar de Dom Cristián Caro Cordero.

Por sua parte, Dom Pedro Mario Ossandón Buljevic, Bispo Auxiliar de Santiago de Chile, será responsável pela direção pastoral da Diocese de Valparaiso como Administrador Apostólico no lugar de Dom Gonzalo Duarte García de Cortázar, de quem o Papa aceitou a renúncia.

Finalmente, o Administrador Apostólico da Diocese de Osorno, após a aceitação da renúncia de Dom Barros, será Dom Jorge Enrique Concha Cayuqueo, Bispo Auxiliar de Santiago de Chile.

A Igreja no Chile está em um processo de profunda renovação e conversão como consequência do escândalo de abusos sexuais que afeta o seu episcopado. Em uma carta dirigida aos católicos do Chile no dia 31 de maio, Francisco pediu que o processo de “renovação e conversão eclesial seja saudável e em longo prazo”.

Além disso, assinalou que “a renovação da hierarquia da Igreja em si mesma não gera a transformação que o Espírito Santo” impulsiona, por isso “somos obrigados a promover juntos uma transformação eclesial que envolve a todos. Uma igreja profética e, portanto, esperançosa, exige de todos uma mística de olhos abertos, questionadora e não adormecida. Não deixem que a unção do Espírito seja roubada”.

Durante esse processo de renovação e conversão, Francisco se reuniu com várias vítimas de abusos cometidos no Chile.
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ACI Digital