sábado, 16 de junho de 2018

Padre Fábio de Melo revela o motivo de não usar a tradicional batina


Ficar desconfortável ou numa possível saia justa não faz parte do repertório do mineiro Padre Fábio de Melo.  se para alguns religiosos certos assuntos são embaraçosos, como a vaidade, o Padre esclarece: ''Eu gosto de estar bem, isso é desde menininho. Eu nasci pobrezinho e minha mãe diz que eu sempre gostava de estar limpo, cheiroso, com o 'cabelinho de cuia' arrumado. Sei lá o que era aquilo. Meu pai não gostava muito daquele cabelo, mas desde pequeno consegui manter o corte que eu queria. Eu tinha um trauma de um corte que era o meia cabeleira.'' E essa vaidade, para ele, não tem relação alguma com o não uso da tradicional batina. ''Existem padres que ainda gostam do traje. Eu nunca usei, eu cresci numa congregação que já não tinha o hábito da batina. Sou filho de uma congregação fundada por um francês, um homem avançado para o tempo dele", diz.

Quando a discussão segue para a possível existência do diabo, o religioso também fala com tranquilidade: "O diabo existe e tem suas filiais. A minha maior preocupação é quando identifico o que é diabólico em mim e é alimentado pela minha rotina''. 

Alguns fiéis se preocupam tanto com essa temática que até buscam o padre para exorcismo. A resposta dele, para todos os casos, é única: ''Eu digo não. Cada um que expulse o diabo que criou. O diabo é seu, somente você tem autoridade de tirá-lo da ação", diz, completando: "Se eu fico pensando no diabo como uma instância, eu perco a responsabildiade de reconhecer em mim o que é diabólico. Eu tenho atitudes diabólicas, você tem também". 
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Front Católico