quarta-feira, 7 de março de 2018

Considerações sobre as polêmicas envolvendo a CNBB



Irmãos e irmãs, temos acompanhado com apreensão e tristeza as denúncias envolvendo vários bispos da CNBB. Uma parcela significativa destas denúncias já não são novidade para muitos que as presenciam em suas paróquias e acompanham notícias pelas manchetes publicadas nos meios de comunicação.

O flagelo pútrido da heresia se espalhou a tal ponto que a maior parte dos que a seguem acreditam prestar homenagem a Deus... Aqueles que são destinados ao sacerdócio são corrompidos pela peste da heresia, especialmente por teólogos “da libertação” ainda muito presente e viva nos seminários católicos. Não são poucos os seminaristas que defendem uma igreja independente de Roma, que dizem ser a CNBB autossuficiente, que são contra o celibato, a favor da ordenação feminina (assunto este já encerrado para a Igreja), e tantas outras banalizações do sagrado – a situação fica mais crítica quando lembramos que o seminarista de hoje é o padre de amanhã; os lugares santos, sempre venerados das igrejas, tornam-se negligenciados, caem em ruínas; por penoso que seja admiti-lo nega-se o batismo, abomina-se a Eucaristia, despreza-se a penitência, recusa-se a criação do homem e a ressurreição da carne, anulam-se todos os sacramentos da Igreja, etc. Os leigos estão saturados de tanta profanação!

A Santa Missa tem, cada vez mais, se configurado a uma peça de teatro feita de qualquer forma, na qual se admite um ministro qualquer, um pão qualquer, um vinho qualquer... as leituras podem ser escolhidas e substituídas por um texto qualquer... os ministros estão cada vez mais tornando-se “artistas” onde cada qual briga pela sua participação seja na leitura, no canto, no altar que para muitos tornou-se um palco e a assembleia uma plateia... Alguém precisa fazer alguma coisa! E aqueles que, em primeiro lugar, devem manifestar-se CONTRA estes abusos são os nossos bispos! Quanta decepção quando vemos que muitos destes não apenas são omissos, mas incentivam e até promovem estes abusos!

Aqueles que procuram viver uma vida santa, que aderem ao que pede a Santa Mãe Igreja são, seja no seminário ou na paróquia, taxados de hipócritas, de lobos em pele de ovelhas, de pessoas capazes de fazer algo pior que eles mesmos e, na primeira oportunidade, logo são afastados de suas funções. Desta forma, sem apoio, desistem e fazem morrer muitas vocações sacerdotais e religiosas, muitas vocações católicas que se perdem contrariados nesta Babel e acabam descambando para as seitas onde geralmente são muito bem acolhidos. Não é à toa que estatísticas afirmam que o Brasil em breve será, em sua maioria, uma nação protestante.

Quando uma pessoa procura a Igreja, ela não está em busca de mundanismo, ela está em busca do evangelho, dos sacramentos, de um encontro pessoal com Cristo Senhor. Triste quando, para o escândalo, encontra pessoas descomprometidas, que não conhecem as Escrituras, ignoram os sacramentos, vivem uma “fé” – se é que ainda podemos chamar de fé – banal. Pior ainda quando toda essa politização da fé tem apoio do clero!

Isso evidencia que todas as denúncias são verdadeiras enquanto a própria CNBB, em vez de tentar desacreditar o autor, não responde às acusações. Não responde ao que os católicos têm o direito de saber... 

Por que a CNBB permite abordagens sobre “gênero”, tantas vezes condenada pela Igreja, no livro da Via-Sacra deste ano? Com base em que documento magisterial a CNBB pede o desarmamento da população? Por que há desvios dos recursos arrecadados nas Campanhas da Fraternidade a grupos políticos que favorecem o aborto e possuem pautas contrárias ao que a Igreja ensina? Porque a CNBB se omite a abusos litúrgicos gritantes, na presença de bispos, cometidos no 14º Intereclesial das CEB’s? Como se explica a politização e os apoios abertos ao ex-presidente Lula, com direito a faixas de apoio e cartazes da ex-presidente Dilma em estações da Via-Sacra no 14º Encontro Intereclesial das CEB’s? O que fazem os assessores da CNBB apoiando o PT na política? Porque a CNBB é omissa à corrupção de partidos políticos como PT, PP, PMDB e não apoia abertamente a Operação Lava Jato? Cadê a prestação de contas da CF Ecumênica 2016 que envolveu o CONIC e na qual não se sabe o destino de pelo menos 2 milhões de reais doados pelos fieis? Como explicar o apoio da CNBB ao documento “Hospitalidade Eucarística” do CONIC, que coloca em dúvida pontos centrais da fé católica como sacrifício, transubstanciação, ordenação de mulheres, etc? O que faziam mulheres pastoras protestantes na concelebração da Missa ocorrida na 41ª Romaria da Terra, no RS?

Como se vê, não é o Bernardo Pires ou aqueles que o apoiam que denigrem a CNBB, são as denúncias comprovadas e ações omissas de muitos bispos coniventes com tais situações que denigrem e desonram a CNBB que tem muito a esclarecer e a mudar para reconquistar a sua credibilidade se ainda quiser manter o seu espaço perante os fieis católicos.

Neste sentido, o † ICatolica.com incentiva que seus leitores continuem a insistir pelas respostas às denúncias de forma clara e objetiva da parte da CNBB e pede, que persistam também na oração, pedindo ao Senhor santos pastores e dignos ministros. Afirmamos ainda que comentários desrespeitosos e xingamentos aos bispos, sejam quais forem, não serão admitidos nem tolerados. O leitor que desrespeitar esta regra fundamental a qualquer católico, será banido e bloqueado de nossos meios de comunicação. Não somos opositores da CNBB, queremos respostas às indagações e não um grupo de revoltados e frustrados que querem moldar uma Igreja a seu modo. O agir da Igreja deve ser sempre o agir de Cristo. 


Por fim, nas palavras do Papa emérito Bento XVI “mesmo se a Igreja sente ventos contrários, todavia sente, sobretudo, o vento do Espírito Santo que nos ajuda, nos mostra o caminho certo...”. Que neste ano do protagonismo leigo, o Senhor nos abençoe e tenhamos sempre a proteção da virgem Maria. Amém.

 

Com estima,

 

 

† ICatolica.com