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terça-feira, 25 de outubro de 2016

"A Virgem Maria cegou terroristas do ISIS enquanto nos escondíamos", afirmam cristãos no Iraque


Os estudantes cristãos que fugiram de Kirkuk (Iraque) devido ao ataque perpetrado pelo Estado Islâmico nas últimas horas, continuam mostrando os detalhes da sua odisseia para poder escapar.

Agora que já estão a salvo, Actuall pôde saber por mediação de Eduard Pröls, diretor alemão da plataforma CitizenGO que mantém contato com estes estudantes desde que passou a última primavera no Iraque, que algumas estudantes se salvaram de maneira inesperada.

Pröls disse à Actuall que Monally, uma das estudantes cristãs que estava seguindo com seus estudos apesar da guerra graças a um programa do arcebispado caldeu católico de Kirkuk, explicou como os terroristas do Estado Islâmico milagrosamente não as encontraram.

“Estivemos com o Estado Islâmico no mesmo quarto. Estiveram sentados sobre as camas e não souberam, nem sentiram, que nós estávamos escondidas debaixo delas”, explica Monally.

“A Virgem Maria os cegou”, conclui com confiança Monally, responsável pela casa em que vivia com sete estudantes das dezenas acolhidas pela Igreja católica em Kirkuk.

Pröls relata a este jornal outra mensagem que lhe enviaram: “A cada noite, durante o último curso, tivemos pesadelos com a possibilidade de que o Estado Islâmico invadisse a nossa casa. Ontem, eles se tornaram realidade”. 

O Arcebispo Mirkis, em primeira linha

O Arcebispo de Kirkuk e Bispo Auxiliar do Patriarcado de Babilônia dos Caldeus, Dom Thomas Mirkis, visitou o local onde as estudantes estavam alojadas e, em uma mensagem publicada em seu perfil do Facebook, sublinhou “a coragem das meninas”.

“É surpreendente que sete estudantes permaneceram 18 horas debaixo das camas sem fazer barulho algum”, destacou o arcebispo cristão caldeu.

Um plano de escapamento em várias fases

O Arcebispo Mirkis revela como o plano de evacuação de alguns estudantes foi realizado em várias fases. Depois de permanecer a sexta-feira sem água nem luz dentro das casas atemorizados, ao chegar a noite e, “apesar de os franco-atiradores disparar contra nós”, conseguiram salvar 14 pessoas.

Na manhã seguinte, de uma maneira parecida, outros sete foram retirados de Kirkuk em direção a Erbil, fugindo da incursão que o Estado Islâmico realizou em resposta à ofensiva sobre a cidade de Mossul.

“Na escuridão da noite, embora a intensidade do fogo fosse como chuva, conseguimos salvar todos”, assinala Dom Mirkis.
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Actuall / ACI