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domingo, 30 de outubro de 2016

O Dia Nacional da Proclamação do Evangelho


Pela lei 13.246 de 13/ 01/ 2016 foi substituída a festa chamada de Samhain (fim do outono) mais conhecida como o dia das bruxas ou Halloween, como se denomina nos EEUU, pelo Dia Nacional da Proclamação do Evangelho, a ser comemorado no 31 de outubro. 

Nos alegra muito pois a nossa cultura é vitalmente cristã, e as tradições druidas e célticas não pertencem a nossa matriz religioso-espiritual, tratando-se apenas de um mimetismo da indústria midiática e cultural. Esta comemoração reúne a todos os cristãos pois em razão do batismo assumimos o direito-dever de anunciar e testemunhar o Evangelho. 

Para os católicos e luteranos e também em chave ecumênica envolvendo a todos os que promovem a unidade dos cristãos, esta data lembra a assinatura do acordo sobre a doutrina da justificação no dia 31 de outubro de 1999. Esta caminhada nos faz olhar com uma perspectiva mais esperançosa e alvissareira rumo a comemoração dos 500 anos da Reforma que vai acontecer em 2017.

É importante assinalar que o processo histórico denominado como Reforma tem antecedentes que vão desde Cluny, passando pelos mendicantes, a devotio moderna, com muitas nuances e movimentos, fazendo lembrança da frase conciliar Ecclesia semper reformanda. Por primeira vez será lembrada conjuntamente por católicos e luteranos, mostrando que estamos fazendo um caminho muito edificante, que vai do conflito para a comunhão, como se intitula a Carta da Comissão Católico-Luterana que prepara esta comemoração conjunta.  

O ano de 2017 terá uma densidade ecumênica muito forte, pois nos fará descobrir novas perspectivas sobre Martinho Lutero e a Reforma, trazendo o resultado da pesquisa histórica mais recente, uma resenha dos temas básicos da teologia de Lutero à luz dos diálogos luterano-católicos, uma avaliação do passado com o reconhecimento das duas Igrejas pelos pecados contra a unidade, e finalmente um empenho maior no ecumenismo e na missão conjunta de testemunhar o Evangelho com a alegria, da graça e da liberdade cristãs, a serviço dos pobres, da pessoa humana e da integridade de toda a Criação. Deus seja louvado!


Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo de Campos (RJ)