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sábado, 28 de maio de 2016

Por que Deus fez os mosquitos?


Lembro-me de nossos primeiros dias de vida em Athens, Geórgia. Nós tínhamos acabado de mudar para lá vindos de Charlottesville, Virginia, para que eu pudesse assumir uma posição de pós-doutorado na Universidade da Geórgia. Minha filha mais velha tinha acabado de fazer três anos. Estávamos ocupados com a mudança por isso a mandamos para fora para brincar no novo balanço instalado no quintal. Poucos minutos depois, ela já queria vir para dentro – E eu pude entender o porquê. As pernas da pobre garota estavam cobertas de picadas de mosquito.

Situações como estas levantam perguntas como, “Por que Deus criou os mosquitos?”.

A pungência desta questão se estende além do desconforto de uma pequena criança. Os mosquitos causam uma quantidade muito significativa de real sofrimento humano. O mosquito (Anopheles), que abriga o parasita da malária infecta 247 milhões de pessoas com a doença por ano, dos quais cerca de 1 milhão morrem. Os mosquitos também espalham a febre amarela, dengue dentre outras doenças.

Por que Deus criaria os mosquitos, de fato?

A miséria causada por mosquitos levaram a esforços para sua erradicação. Se esse trabalho for bem-sucedido e estas pragas forem completamente eliminadas, o que vai aconteceria? Recentemente, um escritor da revista Nature colocou essa importante questão a cientistas que estudam a biologia dos mosquitos e seu papel ecológico primordial. Poderia a total erradicação dos mosquitos ter um impacto nocivo sobre os ecossistemas? Se não, então se justificaria ver nestas criaturas um verdadeiro incômodo, como sendo incompatível com o trabalho de um todo-poderoso, onisciente, todo-bom Criador. Mas se eles fizessem falta, então isso significaria que os mosquitos são realmente parte da boa criação de Deus.

Como se constata, os mosquitos desempenham um papel importante em uma variedade de ecossistemas. Por exemplo, a cada ano , quando a neve derrete na tundra ártica , mosquitos eclodem dos seus ovos e compõem uma parte significativa da biomassa. Alguns cientistas acreditam que esses insetos servem como uma importante fonte de alimento para as aves migratórias. Os mosquitos também causam impacto nas rotas migratórias das renas. Como as renas se movem através do Ártico, elas tomam determinadas rotas especificamente para evitar enxames de mosquitos. Estas rotas migratórias, em seguida, causam impacto na distribuição das plantas, ditando o comportamento alimentar de lobos, etc.

As larvas de mosquitos, em ambientes aquáticos, servem como uma fonte de alimento para os peixes. Em outros habitats, aranhas, salamandras, rãs, répteis, e outros insetos consomem mosquitos. Os mosquitos se alimentam das folhas em decomposição, de restos orgânicos, e micróbios. Eles servem como polinizadores também. Cerca de 3.500 espécies conhecidas de mosquitos ocupam todos os continentes e todos os habitats concebíveis. No entanto, apenas cerca de 200 dessas espécies vão incomodar os seres humanos e menos ainda vão morder.

Assim, parece que os mosquitos possuem uma função. Como tal, eles podem ser entendidos como parte de um bom projeto de Deus. 

Mas o que aconteceria se essas criaturas fossem erradicadas completamente? Parece que os peritos em mosquitos estão divididos sobre se a sua eliminação teria ou não teria um efeito dramático sobre a maioria dos ecossistemas. De acordo com alguns ecologistas, a eliminação dos mosquitos prejudicaria a maioria dos ecossistemas. Outros acreditam que outros organismos iriam intervir e assumir o papel dos mosquitos como fontes de alimentos, detrivores e polinizadores. No entanto, mesmo se os mosquitos pudessem ser eliminados sem consequências, isto não os excluiria dos bons desígnios de Deus. Se eles nunca fossem criados, parece que Deus ainda teria de fazer algo parecido com eles.

O fato de que outros organismos poderiam assumir o papel dos mosquitos dentro dos ecossistemas atesta um design elegante da ordem natural. Afigura-se a robustez com que foram construídos os ecossistemas; se uma espécie chave desaparece outros organismos podem tomar o seu lugar e proteger (tamponar) o ecossistema de potenciais danos.

A maioria dos cientistas concorda que – em comparação com outros organismos- mosquitos são extraordinariamente eficientes em sugar o sangue de um indivíduo e, em seguida, transferir o sangue para outra pessoa. Isso faz com que os mosquitos sejam aptos a espalhar micróbios patogênicos. Como consequência, se os mosquitos foram eliminados, a propagação de certas doenças pararia, mas há uma desvantagem para tal resultado. Enquanto a população pode se tornar mais saudável, os seus números iria inchar e superpopulação acabaria por se tornar uma preocupação. Superpopulação, em seguida, leva à perda de saúde por causa de recursos limitados e, assim, leva de volta ao sofrimento.

Ainda- a vingança é doce.
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Logos Apologética Cristã

Tradução: Rafael Avelino