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sexta-feira, 20 de maio de 2016

México: Peña Nieto promove legalização de casamento gay e bispos recordam: "Uniões homossexuais não são matrimônio".

 
O presidente do México, Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), anunciou ontem (18) que o governo promoverá que o reconhecimento do “casamento” gay na Constituição e no Código Civil Federal, de aplicação obrigatória em todo o país.

Através da rede social Twitter, Peña Nieto assinalou: “Assinei iniciativas de reforma para impulsionar que o casamento igualitário fique plasmado na Constituição e no Código Civil Federal”.

Durante algumas horas, o presidente mexicano usou como foto de perfil no Twitter uma imagem com a bandeira que caracteriza o movimento homossexual como filtro.

Enrique Peña Nieto teve uma diminuição na sua popularidade desde que começou sua gestão em 2012. Em abril, o diário mexicano ‘Reforma’ assinalou que a aprovação do mandatário mexicano diminuiu até 30%, a menor aprovação que um presidente teve nesse país desde 1995.

A desaprovação de Peña Nieto chegou a 66%, na pesquisa que realiza o jornal ‘Reforma’ a cada quatro meses.

Para Carlos Alberto Ramírez Ambriz, presidente do movimento mexicano ‘Dilo Bien’, que defende a família, Peña Nieto com sua proposta de reforma constitucional busca “destruir a família como base social”, ao mesmo tempo que concederá “mais poder à ditadura gay, encarregada de oprimir e censurar toda a sociedade que pense diferente dela”.

O movimento ‘Dilo Bien’ apresentou um abaixo-assinado através da plataforma internacional CitizenGO, exigindo aos senadores e deputados mexicanos que não aprovem as reformas propostas por Peña Nieto.

“A família é a base da sociedade. A reforma proposta pelo presidente atenta gravemente contra a instituição da família, a infância e o estado democrático e de direito no qual vivemos”, indica a carta que acompanha o abaixo-assinado.

Ramírez Ambriz explicou que a reforma impulsionada pelo presidente mexicano está contra a democracia e usa a família para esconder outros problemas.

“Há grandes necessidades no país que devem ser atendidas com rapidez”, assinalou, como por exemplo “erradicar a corrupção e resolver o tema dos desaparecidos”.

“O presidente e o partido político que o apoia (PRI) devem pagar um preço político alto”, assinalou, pois “não é possível que os funcionários públicos façam todo tipo de ações que prejudicam o México e não haja consequências”.

Por sua parte, para o Conselho Mexicano da Família (ConFamilia), “a iniciativa que o Presidente Peña Nieto promove, apoiado pelo seu Partido Político (PRI), é uma proposta que o posiciona e o seu partido em uma situação antifamília, que violenta a Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

‘ConFamilia’ promove uma reforma constitucional radicalmente contrária à proposta de Peña Nieto e busca que a Constituição mexicana reconheça explicitamente o matrimônio como uma união entre um homem e uma mulher. Sua proposta foi apresentada ao Senado em fevereiro deste ano, acompanhada por mais de 240 mil assinaturas.

A plataforma mexicana ‘Red Família’ se pronunciou também contra a proposta do presidente e questionou em um comunicado se sua proposta “tiver também a intenção de que o casamento seja para três ou mais pessoas”.

‘Red Família’ exortou o presidente do México a “repensar e evitar impor a visão particular de alguns grupos e comunidades. Acabar com a finalidade do casamento e danificar mais nosso ferido tecido social não é o caminho para reivindicar demandas e ofensas”.

Para apoiar o Movimento ‘Dilo Bien’, exigindo aos parlamentares mexicanos que não aprovem as reformas propostas por Peña Nieto, CLIQUE AQUI.

Uniões homossexuais não são matrimônio

Os bispos mexicanos recordaram ao presidente do país, Enrique Peña Nieto, que as uniões homossexuais não podem se equiparar ao matrimônio, depois que o presidente anunciou que promoverá o reconhecimento do ‘casamento’ gay na Constituição e no Código Civil Federal.

Em um comunicado difundido ontem, assinado pelo presidente da Conferência do Episcopado Mexicano (CEM), Cardeal José Francisco Robles Ortega, os bispos assinalaram que “as uniões de fato ou entre pessoas do mesmo sexo” não podem “equiparar-se ao matrimônio”.

Peña Nieto anunciou no dia 17 de maio, através da rede social Twitter, que assinou “iniciativas de reforma para impulsionar que o casamento igualitário fique plasmado na Constituição e no Código Civil Federal”.

O presidente teve uma queda na sua popularidade desde que começou sua gestão em 2012. Em abril, o diário mexicano ‘Reforma’ assinalou que a aprovação do mandatário mexicano diminuiu até 30%, a menor aprovação que um presidente teve nesse país desde 1995.

A plataforma mexicana ‘Dilo Bien’ apresentou um abaixo-assinado exigindo aos senadores e deputados mexicanos que não aprovem as reformas propostas por Peña Nieto.

Citando a exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia do Papa Francisco, a CEM recordou que “não existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimónio e a família”.

Os bispos reiteraram que “toda pessoa, independentemente de sua orientação sexual, deve ser respeitada em sua dignidade e tratada com compaixão e delicadeza, procurando evitar ‘todo sinal de discriminação injusta, e particularmente qualquer forma de agressão e violência’”.

A Igreja, explicaram os bispos mexicanos, “tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus” e o faz a exemplo do Filho de Deus que vai ao encontro de todos, sem excluir ninguém.

“Pelo que se refere às famílias, deve-se tentar assegurar um acompanhamento respeitoso, a fim de que aqueles que manifestam uma orientação sexual distinta possam contar com a ajuda necessária para compreender e realizar plenamente a vontade de Deus em sua vida”, assinalaram.

“Em uma sociedade na qual já não advertem com claridade que somente a união exclusiva e indissolúvel entre um homem e uma mulher está de acordo com uma função social plena, por ser um compromisso estável e por tornar possível a fecundidade, reconhecemos a grande variedade de situações familiares que podem oferecer certa estabilidade, mas as uniões de fato ou entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo, não podem equiparar-se ao matrimônio”.

Os bispos advertiram que “nenhuma união precária ou fechada à comunicação da vida nos assegura o futuro da sociedade”.
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ACI Digital