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segunda-feira, 14 de março de 2016

Via-Sacra: 2ª Estação: “Jesus carrega a Cruz” (S. Mateus 27,27-31).


“Salve, rei dos judeus!”

Jesus, Nosso Senhor, toda a Vossa vida sobre a terra foi um caminho de humildade e de cruz. Foi para carregar a madeira do suplício que na humilde cidade de Nazaré Vos aperfeiçoastes no trabalho diário e depois, indo pelas cidades e aldeias, levastes aos pobres o anúncio do Reino dos Céus, o Vosso Reino, que não é deste mundo. A Vossa carga, Senhor, somos nós, nós, duros de coração e lentos de entendimento, somos nós, sempre que atribuímos aos outros o peso da nossa falsa consciência, sempre que em face da pobreza e dos gritos de socorro ficamos parados, como se escravos de nossa covardia.

 Ó bom Pastor, que ainda carregais sobre os Vossos sagrados ombros toda a humanidade, como a uma ovelha perdida e depois resgatada, tende piedade de nós!

“Se alguém quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8,34)

“Quanto a mim, que eu não mim glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Gal 6,14)

“A perfeição consiste em fazer com amor a vontade de Deus, seja ela doce, seja ela amarga.” (São Padre Pio)

“Não há salvação da alma, nem esperança da vida eterna, senão na cruz.” (Imitação de Cristo, L,II. Cap.XII, p.175) 

“O que os homens menos entendem é a doutrina da cruz, “para os judeus, escândalo; para os pagãos, loucura” (1Cor 1,23).

Que um Deus morresse para salvar os homens, o mistério é profundo, perante o qual se inclinara sua razão; porém, que devam associar-se a este estupendo sacrifício, morrendo a si mesmos, às suas paixões, eis o que os escandaliza e lhes faz dizer como os cafarnaitas: “Esta palavra é dura, e quem pode ouvi-la?” (Jo 6,60).

Forçoso é, porém, que a ouçamos, pois dela depende a nossa salvação. A cruz reconciliou o céu e a terra que estavam em guerra. Da árvore da cruz brota o pomo de vida se perdera no paraíso terreal; de seu trono misterioso rebentam viçosos ramos que se elevam até o céu. Abracemo-nos, pois, como o tronco sagrado em que esteve pendente o Salvador do mundo; seja ele neste desterro, a nossa consolação, assim como é nossa fortaleza e nossa esperança.

Quando, por sua bondade, Deus nos enviar alguma tribulação, digamos com Santo André: “Oh, doce cruz por mim tão desejada e agora preparada para esta alma que por ela ardentemente suspira!”.

Todos os santos sentiram este abrasado desejo, todos falaram a mesma linguagem. “Sofrer ou morrer”, repetia frequentemente Santa Tereza, e no sofrimento achava mais quietação e ventura de que não gozam nunca aqueles do século.

Uma só lágrima derramada aos pés de Jesus crucificado é mil vezes mais deliciosa que todos os prazeres do século.

Por isso, o caminho da cruz é o caminho real, porque por ele passou o nosso verdadeiro rei, Jesus, o qual não só passou, mas nele viveu e morreu. Quem é que pode dizê-lo senão o verdadeiro Mestre: “Se alguém quiser vir após mim, tome a sua cruz e siga-me”?

Sigamos, pois, o caminho real, que é o do sofrimento, do sacrifício e da resignação. Só assim é que entraremos no reino dos céus, porque, diz o Apóstolo, é por muitas tribulações que lá chegaremos. Consolemo-nos, portanto, com aquela palavra bem acertada de quem disse: o sacrifício é a melhor moeda para comprar o céu. – Imitação de Cristo, p.183

Amabilíssimo Jesus, eu Vos agradeço o amor com que abraçastes a cruz tão pesada pelas minhas culpas. Perdoai-me, e dai-me o espírito de humildade e fortaleza, para que eu abrace sempre a minha cruz com perfeita paciência, dizendo em todas as tribulações: Ave, ó cruz bendita, única esperança.
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Fé Católica de Sempre