quinta-feira, 12 de junho de 2014

Padre é afastado da Igreja após abençoar casal gay em Goiânia


NOTA DA ARQUIDIOCESE DE GOIÂNIA
SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO PE. CÉSAR LUÍS GARCIA
DO EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO ORDENADO

O Pe. César Garcia levou ao conhecimento público no dia de hoje, 11 de junho, sua suspensão temporária do exercício do ministério ordenado. O Pe. César recebeu a ordenação sacerdotal aos 12 de dezembro de 1984, pela imposição das mãos de Dom Fernando Gomes dos Santos, primeiro arcebispo de Goiânia. Na ocasião, o novo padre assumiu o grave compromisso de anunciar a Boa Nova, ensinar a doutrina católica, administrar sacramentos e oferecer bênçãos segundo a Tradição da Igreja e em comunhão com o Magistério Eclesiástico. O neossacerdote assim se comprometeu livremente, sendo acolhido como padre diocesano, um colaborador do ministério dos arcebispos de Goiânia.

Como membro do presbitério da Arquidiocese, o Pe. César Garcia sempre foi bem quisto e teve a oportunidade de servir várias comunidades. Desde o início deste ano, passou a colaborar com Dom Washington Cruz em nova missão, como pároco da Paróquia S. Leopoldo Mandic, em Goiânia. No último dia 20 de maio, exercendo esse encargo, o Pe. César Garcia feriu disposições específicas da Igreja Católica que abençoa, tão somente, a união afetivo-sexual de casais formados por homem e mulher, sendo essa uma bênção nupcial, ao final da celebração do Sacramento do Matrimônio.

A Igreja Católica, enquanto instituição bimilenar, tem direito próprio e universal para legislar em vista do bem dos fiéis. Esse bem é proveniente de um cuidado pastoral, ordenado ao crescimento espiritual de cada batizado e reconhecido como caminho de santificação. A Arquidiocese de Goiânia vive em plena comunhão com a Sé de Roma, em estreito vínculo com o Sucessor de Pedro, atualmente o Papa Francisco. Os católicos, nesta Arquidiocese, têm direito à verdade de Cristo e devem ser motivados ao testemunho cotidiano da caridade, via única para a salvação eterna e para a construção na história de uma sociedade mais justa e fraterna.


Lamentamos profundamente a injusta interpretação da decisão tomada pela autoridade eclesiástica de suspender o Pe. César Garcia do exercício do ministério ordenado. Reiteramos que todas as pessoas são bem-vindas nas comunidades da Igreja Católica em Goiânia, e nelas, a todos nós são propostos os ensinamentos de Jesus Cristo como Mestre de vida. Ele, Jesus Cristo, sempre propõe uma vida nova (cf. Mc 1,14-15; Jo 3,3), particularmente aos batizados, seus discípulos.

O Pe. César Garcia permanece um estimado membro de nossa comunidade católica, podendo voltar ou não a exercer o ministério ordenado. O processo jurídico que apurará fatos e responsabilidades será aberto e, no devido tempo, chegará à conclusão, com as orientações ao referido sacerdote. Em cada um dos atos, com a devida ponderação e discernimento à luz da fé, procura-se o bem de cada um dos envolvidos e de toda a comunidade católica nesta Arquidiocese.

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Fonte: Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Goiânia

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