segunda-feira, 18 de março de 2013

São José, esposo da virgem Maria e o Início do Pontificado do Papa Francisco - 19 de março



Hoje, a Santa Igreja rejubila por dois motivos: Celebra mais uma vez a solenidade anual de São José, Esposo da Santíssima Virgem Maria; e inicia hoje o Pontificado do Santo Padre Francisco, que assim, sob a protecção do Servo fiel e prudente, dá início oficial ao seu Ministério Petrino, e Pastor da Igreja Universal.

A Igreja, celebra pois, com digníssima solenidade a São José, “homem justo, amparo e sustentador de Jesus, o Filho de Deus”. É pouco o que dele nos diz o Evangelho; todavia, é suficiente para compreender a importante função que lhe foi confiada no desígnio salvífico divino. A sua “justiça” está intimamente ligada à sua docilidade radical no que diz respeito ao projecto de Deus.

Meditemos, pois, sobre a figura bíblica de São José, tão querida à tradição cristã e ao Papa Pio IX, que o proclamou Patrono da Igreja universal, a 8 de Dezembro de 1870.


A grandeza de São José, reside na enorme graça que Deus lhe fez, quando põe nas suas mãos e sob a sua autoridade, as pessoas mais amadas por Ele: o seu Filho, feito Homem, Jesus, e a sua Virgem Mãe, Maria. Comenta São João Crisóstomo: “Maria é confiada agora a José, como mais tarde Cristo a confiará ao seu discípulo” (Homilias sobre o Evangelho de S. Mateus 4, 6). Nenhum outro homem teve, nem jamais terá um tal encargo: cuidar e guardar o Filho de Deus, conviver com Ele e educá-l’O. No entanto, erraríamos, porém, se admirássemos apenas a familiaridade que José teve com Jesus. Uma veneração, que brota somente de uma simples admiração, não faria justiça ao caminho de fé percorrido por ele. Como nos recorda o apóstolo Paulo na segunda leitura da Missa de hoje, Deus não concede uma graça, sem fazer contas, com a fé daquele que chama: o crente não se torna justo pelo que consegue fazer por si mesmo, com os seus próprios esforços, mas “em virtude da justiça, que vem da fé”. Isto significa que àquele que é chamado, antes de mais nada, é-lhe pedido para se entregar totalmente a Deus e à Sua graça. Assim fez José: confiou em Deus, mesmo sem compreender os acontecimentos que o esperavam.

É óbvio, que confiar-se sempre e totalmente a Deus, não é simples, e nem é fácil. Quem percorre este caminho, atravessa muitas vezes momentos de escuridão e deve afrontar provas dolorosas. Na narração evangélica da missa deste dia santíssimo, fala-se da “noite” de José. Esposo prometido a Maria, antes de passar a viver com ela, vem a descobrir a misteriosa maternidade da sua futura Esposa e pergunta-se o que deve fazer. Sendo justo, sublinha o evangelista Mateus, por um lado, não quer cobrir com o seu nome, um Filho de quem ignora a paternidade, mas, ao mesmo tempo, convencido da virtude de Maria, decide a não entregá-la a um processo rigoroso previsto pela lei (Cf Dt 22, 20 ss). Em sonhos, o anjo fez-lhe compreender que Maria tinha concebido por obra do Espírito Santo e, confiando em Deus, José consente e coopera no plano de salvação. É verdade que Deus não lhe pede antecipadamente o seu consentimento. A “ingerência” – por assim dizer – divina – na sua vida matrimonial, a intromissão na mais íntima relação pessoal com a sua Esposa, a mudança do projeto de vida, não puderam senão suscitar nele dúvidas e interrogações. Com efeito, quem confia em Deus, nem por isso vê tudo claro. Quem acolhe Deus e os seus projetos, é chamado inevitavelmente a esvaziar-se de si e a renunciar aos próprios sonhos e desejos. Deus não chama, sem exigir; nem enche, sem esvaziar; não dá, sem tirar. Só quem aceita voluntariamente a perda de si mesmo, pode entrar na lógica de Deus.

A justiça de São José, reside no seu silencioso assumir os projetos de Deus. Não calculou quanto lhe custaria conformar-se com eles, nem perdeu tempo a valorizar as consequências da sua decisão. Deus chamava-o, e ele, docilmente obedeceu. Acordado do sonho, diz o Evangelista, fez como lhe tinha sido indicado pelo anjo.

Assim, José é homem justo, não por ter exercido a justiça, segundo os seus próprios direitos, mas por ter permitido a Deus entrar na sua vida. Deus, que lhe tinha tirado a família em que tinha pensado, veio colocá-lo à frente da Sua própria família; retirou-lhe o direito à paternidade física, mas fê-lo protagonista de uma paternidade tanto mais responsável, quanto mais louvável e admirável. No sonho, José, antes do que na vida quotidiana, torna-se familiar com aquela vontade divina, que dia após dia, deveria realizar. E este “sonhar a vontade de Deus” preparou-o a vivê-la, iluminando os acontecimentos da sua existência familiar e facilitando-lhe o seu cumprimento quotidiano.

Que o glorioso Patriarca São José, nosso bem amado e querido patrono e protetor, alcance do Céu, para o Santo Padre Francisco, cujo Pontificado inicia neste dia glorioso, as bênçãos e graças celestes, necessárias ao seu Múnus de Vigário de Cristo e de Pastor da Igreja Universal, a fim de que, todos nós, apascentados por Sua Santidade, segundo o Coração de Cristo, possamos ir seguros e firmes, à fonte da graça, onde seremos saciados de todos os bens.

Imploramos do mesmo augusto Protetor, São José, para todos os nossos benfeitores, amigos, e leitores, abundantes graças celestiais.
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Fonte: Servos de Cristo Sacerdote!


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