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terça-feira, 22 de março de 2016

CNBB não está de acordo com “golpe no País”, afirma bispo da Diocese de Crateús, CE


“Tem muita gente posando de santinho, mas que nunca pensou em pobre. E não pensa em pobre. Estão fazendo discurso bonito porque querem o poder, e com isso a CNBB não concorda”, disse, em um discurso forte, Dom Ailton Menegussi.


“Quando se trata de um governo que nasceu dos pobres, esse é criminoso”, afirmou ao participar do encerramento dos festejos religiosos de São José, em Tauá, o Bispo da Diocese de Crateús, CE, Dom Ailton Menegussi, referindo-se ao momento político do Brasil e demonstrando seu  apoio ao partido dos trabalhadores (PT), assegurando, porém, seu descontentamento pela situação de corrupção no país.

O prelado, porém, não se limitou a dar a própria opinião, mas afirmou que suas palavras eram a posição da CNBB que rechaçava o que chamou de “tentativa de golpe”.

Sendo assim, disse que a CNBB não aceita que “partidos políticos se aproveitem a crise para dar golpe no País”.

“Não vamos apoiar a troca de governo, de pessoas interesseiras. Tem muita gente pousando de santinho, mas nunca pensou em pobre. Fazem discurso bonito porque querem poder, e a CNBB não concorda”, disse no Sertão cearense. “Que sejam punidos políticos de todos os lados porque sabemos que têm um monte de processos de outros políticos e que são engavetados. Mas quando se trata de governo que nasceu dos pobres, esse é criminoso. Nós não pensamos assim”.

Na avaliação do bispo, a Justiça “está tratando criminosos antes de provar as coisas”. “Uma vez provadas, que se punam os culpados. Agora os culpados não é só desse partido ou só daquele. Não sejamos bobos”, afirmou. “Queremos que o País seja respeitado, que os cidadãos seja respeitados”.

O vídeo estava sendo divulgado na internet AQUI neste link, porém, já foi removido! 


Contatada pela ACI Digital, a assessoria de imprensa da Conferência Episcopal informou que quem responde pela entidade é sua presidência e não os demais Bispos, que têm autonomia para expressar suas próprias opiniões , mas a título próprio e não como entidade.
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ZENIT