quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Em nota CNBB ainda não esclareceu muita coisa sobre doações da CF 2017 a ONG's que contrariam a Igreja!



A CNBB lançou uma Nota de Esclarecimento sobre o uso do dinheiro arrecadado pela Campanha da Fraternidade 2017. Essa nota chega alguns dias após a denúncia do Portal Paraclitus de que parte desse dinheiro foi usado para o financiamento de projetos de ONGs abortistas e/ou vinculadas ao MST.

Apesar da CNBB ter chamado esta nota de “Nota de Esclarecimento“, falta ainda muito a esclarecer.

Lançamos, pois, os nossos “dubia” para a CNBB, aguardando algumas respostas objetivas (não evasivas), para que efetivamente os fieis católicos brasileiros recebam uma prestação de contas efetiva, detalhada, transparente das contribuições que têm feito a cada Domingo de Ramos, nas coletas que encerram a Campanha da Fraternidade e que são destinadas ao Fundo Nacional da Solidariedade – FNS.

1) Por que a Fundação Grupo Esquel Brasil não é mencionada na Nota de Esclarecimento lançada pela CNBB?

2) A CNBB afirma na Nota que a ABONG é uma das signatárias da “Plataforma por um Novo Marco Regulatório”. A “Plataforma”, como organização, por não ter CNPJ, não existe. Isso significa que a CNBB considera aceitável que uma organização como a ABONG, que tem a legalização do aborto como um de seus objetivos, seja a entidade responsável por um projeto, em nome de uma “organização” legalmente inexistente? Mais ainda, a CNBB considera aceitável que a ABONG, tendo a legalização do aborto como um de seus objetivos declarados, receba dinheiro diretamente do FNS, seja para um projeto seu, seja para projetos de terceiros?

3) A Fundação Grupo Esquel Brasil, em seu site, afirma que o Marco Regulatório é um de seus projetos e que entre os seus gestores encontra-se a própria Fundação Esquel, a ABONG, o MST… juntamente com a Caritas, a Pastoral da Criança e outros. Portanto, tais entidades (algumas citadas pela Nota da CNBB) fazem parte da “Plataforma”. Então as entidades católicas que fazem parte da “Plataforma” estão trabalhando em comum e buscando recursos em comum com entidades cujos métodos e finalidades ferem frontalmente a fé e a moral católicas e também a Doutrina Social da Igreja Católica? Isso é considerado aceitável pela CNBB? 

4) Quando a coleta da Campanha da Fraternidade é realizada, a cada Domingo de Ramos, os fieis católicos são informados que o valor arrecadado será destinado às “obras assistenciais” ou “obras de caridade” ou “projetos sociais” da CNBB. Os fieis católicos sabem o que é a “Plataforma por um Novo Marco Regulatório"? Os fieis católicos foram devidamente informados que parte do dinheiro arrecadado na coleta da CF foi destinado ao financiamento de um evento, o V Encontro dos Signatários da Plataforma? Os fieis católicos foram devidamente informados que esse encontro não é, em si, um projeto social ou uma obra de caridade ou uma obra assistencial? A CNBB considera lícito estender o entendimento de “projeto social” ou “obra de caridade”, para que possa abranger também esse V Encontro dos Signatários da Plataforma por um Novo Marco Regulatório?

5) Quando tantas dioceses e paróquias do Brasil, bem como Santas Casas de Misericórdia, orfanatos, asilos e outras instituições católicas, não têm mais como sustentar a integralidade dos projetos sociais e obras assistenciais que vinham desenvolvendo junto às populações mais carentes, porque perderam os certificados de entidades filantrópicas (acarretando a perda dos incentivos fiscais), é justo que o Fundo Nacional da Solidariedade ajude a custear um evento, particularmente um evento cujas finalidades e organizações associadas os fieis católicos ignoram inteiramente?

Aguardamos as respostas a estes questionamentos, pedindo maior transparência por parte da CNBB.

E respeitosamente pedimos aos bispos brasileiros que, neste Ano do Laicato, escutem a voz dos leigos quando lhes manifestam, por este e por outros meios, os seus mais legítimos anseios e necessidades.

Enquanto aguardamos, mantemos a nossa campanha, iniciada no artigo anterior:

No Domingo de Ramos, NÃO CONTRIBUA para a COLETA da Campanha da Fraternidade.
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Paraclitus