terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vaticano realiza o maior congresso da história sobre o autismo


Uma síndrome que afeta pessoas e traz consequências pesadas para as suas famílias. Organizado pelo Pontifício Conselho para os Agentes sanitários o Congresso reúne os maiores especialistas sobre o assunto

O XXIX Congresso Internacional promovido pelo Pontifício Conselho para os agentes da saúde (PCOS), que se realizará na Cidade do Vaticano do 20 ao 22 de novembro, dedica esse ano ao tema do autismo.

Foi apresentado nesta terça-feira na sala de imprensa da Santa Sé pelo Presidente do PCOS, monsenhor Zygmunt Zimowski; o secretário, monsenhor Jean-Marie Mate Musivi; o subsecretário, padre Augusto Chendi, M.I.; e o responsável da neuropsiquiatria Infantil do Hospital "Bambino Gesù" (Roma), Stefano Vicari.

O título do Congresso de três dias é: "A pessoa com dificuldades no espectro autista: incentivar a esperança". O TEA – Transtorno do Espectro Autista, é “uma questão complexa e delicada".

A TEA é um distúrbio neurocomportamental também chamado de síndrome de Kanner, de origem multifatorial que se manifesta principalmente nos três primeiros anos de vida e perdura por toda a vida. Afeta pouco mais de um por cento das crianças.

Será "uma grande oportunidade porque reúne grande cientistas. Não é suficiente o médico, o psicólogo ou o terapeuta, mas toda a sociedade deve unir-se neste percurso” indicou o arcebispo polonês. E esclareceu que “o autismo não somente atinge a criança afetada, mas toda uma família”.

Mons. Zygmunt Zimowski explicou que se trata de "sensibilizar não somente o mundo científico, mas também as famílias atingidas e a sociedade que pode estigmatizar esta síndrome". No autismo, além do mais, continuou sua excelência, “existe um aspecto ético e pastoral” e, portanto, o congresso concluirá com “uma mensagem final às dioceses e à comunidade internacional, à Organização Mundial da Saúde e institutos sanitários”. Porque se trata de favorecer "um diálogo entre todas as disciplinas", explicou.

Entre as razões que levaram à escolha do tema do autismo está o fato de que os jovens adultos que apresentam formas graves de autismo, precisam de um grande compromisso do círculo social de pertença, dos educadores, dos médicos e de todos os agentes sócio-assistenciais e pastorais. “Partindo das grandes dificuldades, começando das éticas, morais e espirituais, que enfrentam, tanto as pessoas com TEA, quanto os que cuidam delas, nos levaram a escolher um tema tão importante”, destacou-se na coletiva de imprensa.

A cúpula terá a participação de 650 pessoas de 57 países, com palestrantes de cinco continentes e será realizada na Nova Sala do Sínodo. Serão três dias intensos de aprofundamento entre as diversas disciplinas envolvidas nos casos de TEA, que inclui médicos, especialistas famosos, cientistas, assistentes sociais e pastorais de todo o mundo.

Por outro lado, a apresentação do congresso esclareceu que “o objetivo principal é identificar e encontrar as ferramentas certas para a cura e cuidado espiritual de todos aqueles que, direta ou indiretamente, são afetados por um problema como o do autismo; para incentivar a esperança e dar impulso existencial àqueles que vive casos mais difíceis, como os profissionais de saúde, familiares e associações que se encarregam”.

O momento mais importante do encontro será a audiência geral com o Papa Francisco, quando o Santo Padre se reunirá pela primeira vez oficialmente com o mundo do autismo.


Em preparação para o Congresso, o PCOS levou em consideração todas as iniciativas realizadas pelas instituições, organizadores e países, servindo-se da colaboração da Organização Mundial da Saúde e do Instituo superior da Saúde da Itália. Para as famílias é uma tragédia porque se perguntam: o que será do meu filho quando não estejamos mais aqui? As respostas das instituições são muito escassas.
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ZENIT

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