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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A atual crise de refugiados


Na quarta-feira, dia 02/09/2015, grande parte do mundo ficou chocado ao ver a imagem do corpo sem vida do pequeno Aylan Kurdi em uma praia da Turquia. Trata-se de um menino sírio-curdo de três anos, cuja morte, durante a viajem da Turquia para a Grécia, se transformou num símbolo da tragédia dos refugiados do Oriente Médio. Aylan Kurdi, seu irmão e sua mãe morreram afogados tentando fugir das regiões de conflito no Oriente Médio. Diante da gravidade da situação dos refugiados no Oriente Médio, realizam-se sete reflexões.

1- É dever da Igreja e de cada cristão acolher os refugiados do Oriente Médio e de outras partes do mundo. O fiel cristão, de forma individual, apoiado pela Igreja, deve fazer todo esforço possível para acolher os refugiados e impedir que tragédias para o do menino Aylan Kurdi voltem a acontecer.

2- É necessário reconhecer e, ao mesmo tempo, cobrar alguma solução para o fracasso dos grandes organismos internacionais (ONU, OEA, Anistia Internacional, Alto Comissariado para os Direitos Humanos, etc), os quais, nos últimos anos, veem com passividade as crises internacionais e muito pouco conseguem fazer para ajudar as populações civis e os refugiados.

3- É preciso cobrar uma atitude mais séria, mais enérgica dos organismos que representam os países árabes e islâmicos, como, por exemplo, a Liga Árabe e a Liga do Golfo Pérsico. É preciso cobrar uma atitude mais humanística e de acolhimento dos refugiados por parte dos dois países líderes do mundo árabe, o Irã e a Arábia Saudita. Também é preciso cobrar uma atitude de acolhimento dos refugiados das nações árabes emergentes, que procuram novos espaços no mundo político e diplomático internacional, como, por exemplo, a Turquia, o Catar e a Tunísia.

4- É preciso cobrar mais responsabilidade dos países que se apresentam no cenário internacional como novas/velhas lideranças políticas com capacidade de gerenciamento de conflitos internacionais. Dentre esses países, cita-se: a China e a Rússia.

5- É preciso dar mais apoio e, ao mesmo tempo, cobrar mais agilidade para atender os refugiados aos organismos que tradicionalmente se dedicam a ajudar as populações civis afetadas por conflitos. Dentre esses organismos, cita-se: Caritas Internacional, Cruz Vermelha e Médicos Sem Fronteiras.

6- Diante da crise dos refugiados, é preciso cobrar uma atitude mais crítica dos grupos e movimentos de contestação social, de vanguarda cultural, etc. São grupos que tradicionalmente protestam e demonstram grande indignação com a morte de uma baleia, com a morte de um leão, com uma árvore que é derrubada, mas que, muitas vezes, se calam diante de catástrofes humanas. A morte do pequeno Aylan Kurdi é um bom exemplo. Onde estão as multidões indignadas diante da morte de Aylan Kurdi? Onde estão os artistas pedindo justiça? A morte de Aylan Kurdi tem que servir para demostrar, para a vanguarda cultural, que os seres humanos também têm valor e dignidade. Se leões e árvores merecem respeito, os seres humanos também merecem. 

7- Por fim, é necessário cobrar e incentivar a União Europeia e as nações da Europa, do velho continente, a receberem de braços abertos os refugiados. Eles são vítimas de guerras assassinas e, muitas vezes, não tem qualquer culpa sobre os atos de violência. Nesse momento é necessário deixar de lado os interesses econômicos, as disputas políticas e os ódios ideológicos e, por causa disso, acolher, de forma plena, a obra prima da criação de Deus, ou seja, o próprio ser humano que, nas pessoas dos refugiados, mostram para a humanidade o lado mais frágil da espécie humana. 
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ZENIT