sábado, 31 de janeiro de 2015

Sacerdotes são ameaçados por usarem o título “padre” no Facebook.

Mensagem automática de rede social 
diz que restrição faz parte das políticas de uso

O padre Peter West é sacerdote há quase 25 anos, mas, esta semana, ele voltou a ser apenas "Peter West".

Pelo menos no Facebook.

Ele conta que foi acessar a rede social nesta terça-feira e acabou sendo bloqueado porque o seu nome de usuário incluía o título “padre”.

A rede mantém há certo tempo a política de não permitir que os seus membros usem títulos profissionais ou religiosos. “O Facebook é uma comunidade em que as pessoas usam as suas identidades verdadeiras”, explica a política do site, baseada na proposta de que cada membro sempre saiba com quem está se conectando a fim de que a comunidade seja segura. Entre uma série de outros itens, as regras pedem que os usuários não acrescentem aos seus nomes “nenhum tipo de título (p. ex.: profissional, religioso)”.

Vários sacerdotes católicos contornam esta restrição juntando a palavra “padre” ao seu primeiro nome ou usando um hífen entre os dois, ou, no caso de sacerdotes que são membros de congregações religiosas, acrescentando a sigla da sua ordem no final do nome.

Mas a recente onda de sacerdotes que sofreram as medidas restritivas do Facebook levou à criação, nesta semana, da página “Tell FB: Allow Catholic Priests to keep the title ‘Father’ in their FB name” [“Digam ao FB: Deixem os padres católicos manterem o título ‘padre’ em seu nome na rede”]. 

“A política do Facebook parece imposta de maneira desigual”, declarou o arcebispo da cidade norte-americana de Oklahoma, dom Paul Coakley, em uma entrevista (feita, aliás, através do Facebook). “Eu combinei a palavra ‘arcebispo’ com o meu nome: ArchbishopPaul Coakley. Parece que esta restrição não se justifica se observarmos o tipo de discurso que as mídias sociais deveriam promover. Eu realmente quero que as pessoas saibam com quem elas estão se comunicando ao entrarem em contato comigo. Uma das coisas que me atraíram no Facebook é a variedade de oportunidades que ele oferece para a evangelização”.

Perseguição contra os cristãos: qual é o próximo passo?


Quando você ouve falar em "cristãos perseguidos", o que vem à sua mente?

Você pensa em algum lugar do Oriente Médio? Você pensa em igrejas destruídas, mosteiros pilhados, crianças decapitadas, mulheres vendidas como escravas sexuais, sacerdotes e fiéis sendo obrigados a fugir da própria terra para salvar a vida? Você fica aliviado quando lhe dizem que estas atrocidades são cometidas só por pessoas que "mal interpretaram" a "religião da paz"? Talvez sim. Você encontra pelo menos um “frio conforto” ao ouvir dizer que a perseguição contra os cristãos só acontece em terras distantes, em cidades que quase nem encontramos no mapa, com pessoas cujos nomes não sabemos pronunciar e cujas línguas não falamos? Eu espero que não.

E também espero que ninguém ache que os cristãos aqui no Ocidente não têm inimigos civis, sociais, morais e espirituais altamente motivados a destruí-los. Eu espero que nós não sejamos como os judeus alemães em 1935, que vasculhavam os textos das Leis de Nuremberg em busca de algum trecho que lhes garantisse que as leis antissemitas se aplicavam a qualquer outro grupo de judeus, mas não a eles.

Já faz décadas que o dogmatismo anticristão em geral e o fanatismo anticatólico em particular vêm sendo socialmente aceitáveis. Um agressor pode levar uma vida tranquila e agradável numa cultura popular que vê como “normal” insultar católicos e suas crenças. Mais recentemente, o vasto aparato da burocracia civil, aqui nos Estados Unidos, por exemplo, voltou os seus olhos malignos contra os fiéis cristãos, em especial contra os católicos. Armados com um arsenal de leis, regulamentos e ordens, com um exército de burocratas não eleitos e irresponsáveis​​, apoiados por juízes e tribunais e, em última análise, fortificados por homens com distintivos e armas, os poderes políticos têm se alinhado aos poderes culturais contra os católicos e contra os cristãos como um todo. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Didaqué: O Caminho da Vida e o Caminho da Morte

Didaqué: A Instrução dos Doze Apóstolos (Ano 145-150d.C)

O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE

CAPÍTULO I 

1Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois. 

2Este é o caminho da vida: primeiro, ame a Deus que o criou; segundo, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você.

3Este é o ensinamento derivado dessas palavras: bendiga aqueles que o amaldiçoam, reze por seus inimigos e jejue por aqueles que o perseguem. Ora, se você ama aqueles que o amam, que graça você merece? Os pagãos também não fazem o mesmo? Quanto a você, ame aqueles que o odeiam e assim você não terá nenhum inimigo.

4Não se deixe levar pelo instinto. Se alguém lhe bofeteia na face direita, ofereça-lhe também a outra face e assim você será perfeito. Se alguém o obriga a acompanhá-lo por um quilometro, acompanhe-o por dois. Se alguém lhe tira o manto, ofereça-lhe também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que lhe pertence, não a peça de volta porque não é direito.

5Dê a quem lhe pede e não peças de volta pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Bem-aventurado aquele que dá conforme o mandamento pois será considerado inocente. Ai daquele que recebe: se pede por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebeu sem necessidade, prestará contas do motivo e da finalidade. Será posto na prisão e será interrogado sobre o que fez... e daí não sairá até que devolva o último centavo.

6Sobre isso também foi dito: que a sua esmola fique suando nas suas mãos até que você saiba para quem a está dando. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Níger: Boko Haram pretende «massacrar todos os cristãos», denuncia religiosa.


Uma religiosa católica que fugiu do Níger denunciou a intenção do grupo fundamentalista islâmico ‘Boko Haram’ de “massacrar todos os cristãos” deste país africano.

A denúncia da missionária, cujo nome não é revelado por uma questão de segurança, é feita através da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Segunda esta organização humanitária, a religiosa “foi forçada a fugir, juntamente com o resto da sua congregação”, e agora estão “escondidas” em casa de uma família na capital, Niamey.

Vários ataques contra a comunidade cristã no Níger, durante vários dias da última semana, causaram pelo menos uma dezena de mortos e a destruição de diversas igrejas.

A AIS dá conta do “clima de terror “em que vivem os cristãos por causa da extrema violência que continua a verificar-se em diversas cidades do Níger.

Na sua mensagem, a religiosa descreve a “terrível violência” que irrompeu na capital e em Zinder, a segunda cidade do Níger, em resultado de uma série de manifestações por causa da publicação em diversos jornais europeus de caricaturas do Profeta Maomé.

Uma das igrejas destruídas pela vaga de ataques é a de Santa Teresa, que tinha sido edificada com o apoio da Fundação AIS e que em outubro abriu as suas portas ao culto. 

Homilética: IV Domingo do Tempo Comum - Ano B: "Ninguém é profeta por escolha própria, mas porque Deus o chama."


“Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar” (Mc 1,21). Lemos nas páginas do Evangelho como o Senhor Jesus dá importância à pregação da boa nova: indo de uma cidade a outra para anunciar a sua mensagem e realizando-a com perfeição, com autoridade. As pessoas reconhecem-no: “eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!” (Mc 1,27).

Por nossa parte, deveríamos estar muito interessados no que ele nos diz. A formação que vamos recebendo de Cristo através da Igreja tende a fazer-nos homens ou mulheres responsavelmente livres. A nossa liberdade vai sendo educada paulatinamente para que possamos escolher aquelas coisas que nos fazem mais humanos e mais cristãos. Longe, portanto, da autêntica formação a coação e o controle sobre os outros. Não se trata de asfixiar as pessoas para que façam o bem. O importante é ajudá-las a amar o bem, a desfrutar na prática das coisas boas, a ver que somente na realização do bem verdadeiro encontra-se a felicidade. De fato, a autoridade de Jesus não retira a liberdade do cristão, mas a favorece aperfeiçoando-a.

Desde a chegada de Cristo, o demônio bate em retirada, mas o seu poder é ainda muito grande e “ a sua presença torna-se mais forte à medida que o homem e a sociedade se afastam de Deus” (São João Paulo II); devido ao pecado mortal, não poucos homens ficam sujeitos à escravidão do demônio, afastam-se do Reino de Deus para penetrarem no reino das trevas, do mal; convertem-se, em diferentes graus, em instrumento do mal no mundo e ficam submetidos à pior das escravidões. Jesus sabe que para libertar a humanidade do domínio do pecado, Ele deverá ser sacrificado na Cruz como verdadeiro Cordeiro Pascal. O demônio, por sua vez, procura distraí – lo em vista de o desviar ao contrário para a lógica humana de um Messias poderoso e com sucesso. A Cruz de Cristo será a ruína do demônio, e é por isso que Jesus não cessa de ensinar aos seus discípulos que para entrar na sua Glória deve sofrer muito, ser rejeitado, condenado e crucificado ( cf. Lc 24, 26), dado que o sofrimento faz parte integrante da sua missão.

O pecado mortal é a pior desgraça que nos pode acontecer. Quando um cristão se deixa conduzir pelo amor, tudo lhe serve para a glória de Deus e para o serviço dos seus irmãos, os homens, e as próprias realidades terrenas são santificadas: o lar, a profissão, o esporte, a política… “Pelo contrário, quando se deixa seduzir pelo demônio, o seu pecado introduz no mundo um princípio de desordem radical, que afasta do seu Criador e é a causa de todos os horrores que se aninham no seu íntimo. Nisto está a maldade do pecado: em que os homens tendo conhecido a Deus não o honraram como Deus nem lhe renderam graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato… Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito pelos séculos” (Rm 1, 21-25).

O pecado – um só pecado – exerce uma misteriosa influência, umas vezes oculta, outras visível e palpável, sobre a família, os amigos, a Igreja e a humanidade inteira. Se um ramo de videira é atacado por uma praga, toda a planta se ressente; se um ramo fica estéril, a videira já não produz o fruto que se esperava dela; além disso, outros ramos podem também secar e morrer.

Renovemos hoje o propósito firme de repelir tudo aquilo que possa ser ocasião, mesmo remota, de ofender a Deus: espetáculos, leituras inconvenientes, ambientes em que destoa a presença de um homem ou uma mulher que segue o Senhor de perto… Amemos muito o Sacramento da Penitência (Confissão). Meditemos com frequência a Paixão de Cristo para entender melhor a maldade do pecado.

O Cristo Revolucionário do Ex-Padre Beto


Tenho escutado muito sobre Cristo revolucionário ultimamente. Dizem que ele revolucionou o seu tempo, e que foi subversivo.

Coloque-se, por exemplo, no lugar de Herodes. Ele é governador numa região que inclui a nação de Israel, com prévio histórico de rebeliões. Você está sentado sobre um barril de pólvora pronto para explodir. Com isso em mente você começa a entender melhor a reação insana de Herodes, contada em S. Mateus 2.1-21.

Ou se coloque no lugar dos escribas e fariseus. Eles eram o “magistério” daqueles dias. Eram infalíveis. Eram a nata religiosa de Israel. De repente surge alguém, que se diz o Ungido, o Filho, e os chama de hipócritas, filhos do Inferno, serpentes e raça de víboras (S. Mateus 23). Explica-se, que estes, assim como Herodes, o tenham visto como um homem revolucionário e subversivo.

E, de fato, ele era as duas coisas.

Toda vez que ouço alguém dizer sobre a pregação revolucionária e subversiva de Cristo, preciso concordar. No entanto, o simples fato de que Cristo jamais apelou à política, ou às armas para converter o mundo, já deveria envergonhar uns 90% dos revolucionários atuais. Além disso, para piorar a coisa, nem sempre a “revolução” que Cristo trouxe é compatível com os projetos revolucionários” da nossa geração. A revolução cristã é bem diferente! Vamos ser sinceros: provavelmente nenhum “revolucionário” de hoje aceitaria a revolução cristã, pois a tomam como conservadora e reacionária.

Vamos tomar como ilustração um famoso e atual revolucionário. Ele atende por Beto, e é ex-padre, tendo sido excluído da Igreja Católica Apostólica Romana por declarações favoráveis ao adultério, a poligamia, e a homossexualidade. Numa entrevista recente ao portal I-Gay, o ex-sacerdote romano justificou sua postura com o seguinte argumento:

“Jesus era revolucionário, mas essa característica foi amenizada pela Igreja. Ele é visto num representação romântica das palavras amor e da paz. Acontece que o amor dele era comprometido, tanto que isso o levou a arregaçar as mangas. Jesus inclusive combateu preceitos religiosos, como o do “atire a primeira pedra quem nunca pecou”, em relação às prostitutas”.

Praticamente em cada frase há um ídolo a ser derrubado, uma mentira a ser exposta. Coisa fácil, aliás. Por brevidade vamos ficar apenas com o caso da mulher adultera. Beto coloca as palavras de um jeito premeditado, como que para enganar aqueles que não conhecem pessoalmente o texto bíblico. Ele quer convencer o leitor – no caso, os gays que o apoiam – que Jesus revolucionou a relação da religião com as prostitutas, quando disse “atire a primeira pedra”. Infelizmente, para e ele e para seus fãs, tal conclusão está muito longe da verdade.

“E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redargüidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” – S. João 8.3-11.

É decepcionante que Beto fale daquilo que desconhece. Primeiro que esse texto não dá qualquer informação sobre o relacionamento de Cristo com as prostitutas. O que vemos nesse texto é uma mulher pega no ato de adultério, cuja pena era a morte. Beto ignora as palavras de S. João, e também ignora o ensino da Lei de Deus. O adultério, na Lei, é punido com a morte, mas a prostituição, mesmo sendo pecado, não era punida com a morte – a menos que a prostituta fosse filha de um Sacerdote. Isso, por si só, já desqualifica completamente a exegese do ex-padre Beto.

Resta saber como Cristo agiu quanto a esse pecado então. Do modo como o ex-padre Beto coloca premeditadamente suas palavras, Cristo revolucionou o modo com a religião de seu tempo lidava com os pecadores. E, de fato, Cristo fez isso.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Comissão da CNBB emite nota pelo Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo


Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço 
da Caridade, da Justiça e da Paz
Nota por ocasião do Dia Nacional 
de Combate ao Trabalho Escravo


A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, neste Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, dirige uma palavra a todos os que se empenham em eliminar este crime.

Em 2014, a Campanha da Fraternidade teve como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, com o objetivo de identificar as práticas de tráfico humano e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vistas ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

A exploração do ser humano, através do trabalho escravo, é um grave desrespeito à pessoa humana, especialmente ao direito de trabalhar em condições dignas, recebendo um salário justo. O trabalho é dimensão constitutiva do ser humano e não oportunidade para a violação da sua dignidade.   

A sociedade tem a tarefa de conduzir-se por uma economia que preze a dignidade humana, acima de tudo.  Isto implica, entre outras coisas, em eliminar a prática do trabalho escravo em qualquer faixa etária, nas diferentes relações de trabalho, seja na agropecuária, na construção civil, na indústria têxtil, nas carvoarias, nos serviços hoteleiros e em serviços domésticos. Os migrantes e imigrantes estão mais expostos à essa exploração, devido à sua situação de vulnerabilidade e a necessidade de trabalhar para prover seu próprio sustento e o de sua família. 

Papa alerta sobre a realidade da ausência paterna


CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Retomamos o caminho das catequeses sobre família. Hoje nos deixamos guiar pela palavra “pai”. Uma palavra mais que qualquer outra querida a nós cristãos, porque é o nome com o qual Jesus nos ensinou a chamar Deus: pai. Hoje o sentido deste nome recebeu uma nova profundidade justamente a partir do modo em que Jesus o usava para se dirigir a Deus e manifestar a sua especial relação com Ele. O mistério abençoado da intimidade de Deus, Pai, Filho e Espírito, revelado por Jesus, é o coração da nossa fé cristã.

“Pai” é uma palavra conhecida por todos, uma palavra universal. Essa indica uma relação fundamental cuja realidade é tão antiga quanto a história do homem. Hoje, todavia, chegou-se a afirmar que a nossa seria uma “sociedade sem pais”. Em outros termos, em particular na cultura ocidental, a figura do pai seria simbolicamente ausente, dissipada, removida. Em um primeiro momento, a coisa foi percebida como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai como representante da lei que se impõe de fora, do pai como censor da felicidade dos filhos e obstáculo da emancipação e da autonomia dos jovens. Às vezes, em algumas casas, reinava no passado o autoritarismo, em certos casos até mesmo a opressão: pais que tratavam os filhos como servos, não respeitando as exigências pessoais do crescimento deles; pais que não os ajudavam a empreender o seu caminho com liberdade – mas não é fácil educar um filho em liberdade – ; pais que não os ajudavam a assumir as próprias responsabilidades para construir o seu futuro e o da sociedade.