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domingo, 5 de novembro de 2017

Teólogo renuncia a comitê do Episcopado dos EUA após publicar carta ao Papa Francisco


Um influente teólogo renunciou ao Comitê de Doutrina da Conferência Episcopal dos Estados Unidos após publicar uma carta que dirigiu ao Papa Francisco na qual critica alguns aspectos de seu pontificado.

O franciscano capuchinho membro da Comissão Teológica Internacional, Pe. Thomas Weinandy, que servia até a última quarta-feira como consultor do Secretariado para Doutrina do Episcopado norte-americano, enviou sua carta ao Santo Padre no dia 31 de julho, texto que foi divulgado no dia 1º de novembro, através do portal norte-americano Crux e do blog Settimo Cielo, do vaticanista italiano Sandro Magister.

Em uma declaração de 1º de novembro, James Roger, chefe do Escritório de Comunicações da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, na sigla em inglês), informou que a renúncia do sacerdote a seu cargo no Comitê de Doutrina “se fazia efetiva imediatamente”.

Embora o Pe. Weinandy seja muito crítico em sua carta ao Papa, também expressa ao iniciar o texto seu “amor pela Igreja e sincero respeito para com seu ministério” e considera que “todos os católicos, clero e leigos igualmente, devem se dirigir ao senhor com lealdade filial e obediência fundamentadas na verdade”.

Na missiva, o presbítero assinala que o pontificado do Papa Francisco gerou “confusão” entre os fiéis, diminuiu a importância da doutrina da Igreja, nomeou bispos que não são adequados, suscitou o silêncio entre os prelados do mundo para não criticá-lo e fez os fiéis perderem a confiança no papado. 

Após tomar conhecimento da carta, o presidente da USCCB, Cardeal Daniel DiNardo, emitiu uma declaração “sobre a natureza do diálogo na Igreja”, na qual afirma que os debates teológicos são com frequência objeto da atenção dos meios, “algo que é de se esperar e que com frequência é bom”.

O Purpurado ressaltou que os teólogos e os bispos devem se esforçar para interpretar caritativamente o ensinamento do Santo Padre e que os fiéis devem compreender que “existem diferenças legítimas” entre os católicos; e que é “trabalho da Igreja, todo o corpo de Cristo, trabalhar para um maior entendimento da verdade de Deus”.

O Cardeal destacou também que “a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos é um corpo colegiado de bispos que trabalham para essa meta. Então, como pastores e mestres da fé, permitem-me ressalta que sempre defendemos unidos a lealdade ao santo Padre, Papa Francisco, que é ‘perpétuo e visível fundamento da unidade, não só dos Bispos mas também da multidão dos fiéis’”.
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ACI Digital