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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cresce a tensão com o Irã pelo assassinato do imã xiita Al-Nimr


Não se aplacam as polêmicas depois da execução do imã xiita Nimr Bakr al-Nimr, ordenada pelo governo saudita em 2 de janeiro. Após os protestos de rua em Teerã, no Bahrein e no Sudão, a Arábia Saudita decidiu romper as relações diplomáticas com o Irã. O ministro de Assuntos Exteriores de Riad, Adel al-Jubair, disse ao vivo na televisão que os diplomatas de Teerã tinham 48 horas para deixar a Arábia Saudita.

O gesto só alimenta a cólera no Irã, já bem elevada. Até o líder supremo Ali Khamenei interveio invocando um "castigo divino" pela execução de um religioso que tinha simplesmente manifestado "críticas públicas, sem convidar os fiéis a pegar em armas nem ter participado de conspirações sombrias". As fortes acusações foram acompanhadas de uma imagem mais que eloquente no site oficial do líder supremo: um carrasco formado por duas metades, uma vestindo o branco saudita e a outra o preto do Estado Islâmico.

Mais moderado, o presidente iraniano Hassan Rohani condenou a execução de Al- Nimr e também os 400 manifestantes iranianos que atacaram no sábado a embaixada saudita em Teerã, chamando-os de "extremistas culpados por atos injustificáveis". Os protestos terminaram com um ato simbólico: os manifestantes trocaram a placa da rua Boustan, endereço da embaixada saudita, por uma com o nome do xeque Nimr. Até agora, 40 pessoas foram presas pela polícia iraniana. 

O tema também foi abordado pelo padre maronita Rouphael Zgheib, diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias no Líbano. Entrevistado pela Agência Fides, o sacerdote afirmou que a execução de Al-Nimr "tem como efeito imediato a piora da crise institucional libanesa, mas seus efeitos catastróficos já estão se registrando em todos os cenários de conflito que assolam o Oriente Médio, da Síria e do Iraque ao Iêmen".

Para o diretor das Pontifícias Obras Missionárias no Líbano, a "provocação muito forte" de Riad "pode bloquear os frágeis planos de paz com que se tentavam combater os conflitos na região. Depois disso, as perspectivas de paz parecem desmoronar, com o risco de se inflamar ainda mais o conflito no Iêmen, na Síria e no Iraque".
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ZENIT