segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Por que a Igreja não vende tudo e dá aos pobres?




Esta é uma pergunta bastante pertinente e apesar de antiga, nunca deixou de ser atual, aliás, ultimamente,  com o apetite cada vez mais voraz que a mídia  secular demonstra ter para escornear a Igreja Católica, ela torna-se ainda mais relevante. Sendo assim, vamos direto aos fatos, porque apesar de haver um grande número de “bem-intencionados” Judas Iscariotes, sejamos francos,  dentre eles são poucos os que são dados à leitura e à pesquisa.  Assim, não é prudente que me estenda muito.



Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse: Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? (João 12,4-5).



A Igreja Católica é a instituição mais antiga da terra. Se fosse uma empresa privada, seria a maior do mundo, não apenas em tamanho, mas em termos de volume do seu patrimônio e sua riqueza e por sua presença em quase todos os países do mundo. Sua importância, porém, não se restringe ao seu tamanho e número de fiéis batizados. Foi a Igreja Católica que criou, por exemplo, o sistema universitário, os métodos de pesquisa científica ou a filantropia institucional, sem a qual a palavra caridade, que significa amor, não teria sequer o sentido que têm hoje nas sociedades  ocidentais.  Contudo, apesar de inúmeros outros feitos de valor, o mais notório deles: a caridade da Igreja Católica é infelizmente ignorada tanto pelos católicos como pelos não-católicos. Assim, a Igreja Católica é sistematicamente criticada por sua riqueza.

“Mas se a Igreja é tão rica e poderosa, por que não vende tudo o que possui para ajudar aos necessitados?”
Vamos aos números e fatos:



A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 
3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância.  Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância.  Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1  leprosário; 360 asilos; 60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância.



No Brasil, podemos seguramente dizer que a contribuição da Igreja Católica para a Saúde pública foi mais valiosa do que a de qualquer outro governo já existente no país. Na década de 50, quando a rede pública de saúde ainda não contava com uma capacidade operacional expressiva, eram as casas de caridade da Igreja Católica que cuidavam das pessoas que não tinham condições de se tratarem em um hospital. As Santas Casas de Misericórdia e Sanatórios eram e continuam a ser  dirigidos e subsidiados pela Igreja Católica,  e têm as  freiras e religiosos católicos como sua principal fonte de recursos humanos. Seria quase impossível listar e numerar as atividades e contribuições da Igreja Católica no campo da caridade.

“Tudo o que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos, o fazeis a mim.” (Mt 25,40).
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(com algumas correções de português).

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