Adsense Teste

domingo, 10 de dezembro de 2017

Ucrânia celebrará o Natal no dia 25 de dezembro pela primeira vez na história


Natal na Ucrânia será diferente este ano, isso por causa de uma lei ratificada recentemente pelo Presidente do país, Petro Poroshenko, que reconhece como festa nacional o dia de Natal segundo o calendário católico latino. O país celebrava o Natal unicamente de acordo com o calendário grego, empregado pela maioria ortodoxa e pela Igreja Católica Greco Ucraniana, sendo a data da celebração o dia 07 de janeiro.

A declaração da festa de Natal em 25 de dezembro foi aprovada com 238 votos pelo Parlamento ucraniano no dia 16 de novembro passado, e significa a celebração de dois natais. A medida permitirá aos católicos de rito latino cumprir suas obrigações religiosas com maior facilidade, assim como beneficiará a outras comunidades cristãs.

“Na Ucrânia há por volta de 11 mil comunidades religiosas católicas e protestantes que celebram o Natal segundo o calendário gregoriano, quer dizer, no dia 25 de dezembro”, reconhece o memorando do projeto de lei aprovado. “Esta data é também aceitável”. 

São Melquíades


Hoje nos deixamos atingir pela santidade de vida de um Papa que buscou no Pastor Eterno e Universal toda a graça que necessitava para ser fiel num tempo de transição da Igreja. São Melquíades, de origem africana, fez parte do Clero Romano, até que em 310 faleceu o Papa Eusébio e foi eleito sucessor de São Pedro.

No período de seu governo, Melquíades sofreu com a perseguição aos cristãos pelo Imperador Máximo. Esta perseguição só teve um descanso quando Constantino venceu Máximo na histórica batalha em Roma (312) a qual atribuiu ao Deus dos cristãos. Com isto, surgiu o Edito de Milão em 313, concedendo a liberdade religiosa; assim, São Melquíades passou do Papa da perseguição para o Papa da liberdade dos cristãos.

Durante os quatro anos de seu Pontificado, as piores ameaças nasceram no interior da Igreja com os hereges. São Melquíades foi grande defensor da Fé, por isso combateu principalmente o Donatismo, que contestava a legitimação da eleição dos ministros de Deus e fanaticamente se substituía a qualquer autoridade.

Aproveitou Melquíades, a liberdade religiosa para organizar as sedes paroquiais em Roma e recuperar os bens da Igrejas perdidos durante a perseguição. São Melquíades através da Eucaristia semeou a unidade da Igreja de Roma com as demais igrejas. Entrou no céu em 314 e foi enterrado na Via Ápia, no cemitério de Calisto. Do Doutor Santo Agostinho, São Melquíades recebeu o seguinte reconhecimento: “Verdadeiro filho da paz, verdadeiro pai dos cristãos”.


Ó Deus, que aos vossos pastores associastes São Melquíades, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Amém.


São Melquíades, rogai por nós!

sábado, 9 de dezembro de 2017

Colocar crianças para escolherem o próprio “gênero”?


Que estranha a atitude que temos para com as crianças hoje em dia! Impomos restrições à liberdade delas quando o assunto são jogos, alimentação e a desordem da vida escolar. Não deixamos que saiam de casa, com medo de que sejam sequestradas ou encontrem alguma planta à qual estamos convencidos de que elas sejam alérgicas. As escolas proíbem a seus paladares o prazer de um doce açucarado ou a alegria do sal em suas batatas fritas. Monitoramos como uns loucos suas interações com outras crianças, com medo de que uma delas diga uma palavra feia ou comece uma briga inofensiva de socos.

No entanto, quando se trata de escolherem o próprio “gênero”, de remodelarem por inteiro a sua identidade, nós dizemos: “Fiquem à vontade”.

Esta sociedade que não confia nos filhos para darem uma volta de bicicleta no parque confia neles, no entanto, para decidirem a que sexo vão pertencer; para insistirem que a natureza cometeu um erro para com eles; para afirmarem que o médico que disse que eles eram um menino ou uma menina estava errado.

O incentivo da confusão de gênero em crianças com idade escolar não tem nada a ver com liberdade, mas sim com relativismo.

Que as crianças estejam mais mimadas do que nunca e, no entanto, sejam encarregadas de derrubar séculos de razão em matéria de sexo, deveria fazer-nos desconfiar da tendência para discutir assuntos de gênero nas escolas. Esta campanha se identifica como uma campanha libertadora, destinada a dar às crianças a possibilidade de se encontrarem com seu verdadeiro “eu”. Mas seria mais fácil dar crédito a esse discurso se os mesmos “especialistas” que aplaudem quando o pequeno João se transforma em Maria não fossem também o tipo de pessoas interessado em proibir tanto o João quanto a Maria de jogarem bola na rua ou comerem um pedaço de bolo.

Fotografia da exposição “You Are You”,
tirada em um acampamento de verão para crianças “gender-nonconforming”.

Não, o incentivo da confusão de gênero em crianças com idade escolar não tem nada a ver com liberdade; tem tudo a ver, isso sim, com relativismo. Diz respeito não a algum instinto entre os jovens de se livrarem dos supostos grilhões das definições de sexo, mas sim ao fato de os adultos terem abdicado de suas responsabilidades com relação à identidade e ao futuro de seus filhos; diz respeito, isso sim, a uma profunda perda de foco no mundo dos adultos, especialmente na educação, ao ponto de muitos agora acharem difícil dizer: “Não, José, você não pode entrar no banheiro das meninas.”

Crianças precisam de limites. É assim que elas aprendem. Esses limites podem ser físicos: “Não vá para o meio da rua”; morais: “Esta palavra é feia”; ou, muito frequentemente, biológicos: “Homem não chora”, “Seja uma boa menina”, “Quem é a princesa do papai?”

A distinção sexual é central para a compreensão de mundo das crianças e para o modo como elas entendem a si mesmas e aos outros. Nós sabemos disso. Sabemos que mães dão carinho e pais dão castigos. Que meninos formam gangues e meninas formam “panelinhas”.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Por que a Igreja Católica é Romana?


Alguns leigos de outras comunidades religiosas, que nos enviam mensagens, declaram não compreender bem como a Igreja de Jesus Cristo pode ser chamada Católica Apostólica Romana. E o problema reside, como não é difícil supor, no último título.

Quando explicamos que “católica” significa universal, isto é, que a Igreja está para todos os homens e mulheres do mundo, de todas as nações, culturas e condições sociais, conforme a determinação de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mc 16,15), normalmente não há refutação. Quanto ao termo “apostólica”, também não se criam maiores problemas, já que a verdadeira doutrina cristã é aquela que procede dos Apóstolos, e isso está dito e repetido na Bíblia inúmeras vezes (p/ex. 2Ts 2,15; 3,6). Mas e quanto ao título “romana”? Por que a Igreja é chamada assim?

E correm os mais afoitos, ligeiríssimos, a nos acusar de toda sorte de corrupção da fé cristã. Já ouvi as mais curiosas (e absurdas) associações e deturpações a esse respeito, até uma assim: "Você é católico romano, eu sou 'católico cristão'", - como se fosse possível ser cristão e não ser católico, no sentido próprio da palavra. É comum, inclusive, que algumas pessoas chamem a Igreja de Cristo apenas “Igreja Romana”, suprimindo seus títulos principais (Católica e Apostólica), numa triste tentativa de diminuir a sua importância ou negar a sua autenticidade histórica e autoridade sagrada, percebida claramente em todo o contexto e história do cristianismo.

Bem, mas, afinal, como é que a Igreja pode ser universal e romana ao mesmo tempo?

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Palavra de Vida: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).


Uma jovem, quando estava na sua casa, na Palestina − uma das periferias anônimas do poderoso império romano − recebeu uma visita inesperada e desconcertante: um mensageiro de Deus, que lhe trazia um convite e aguardava a sua resposta. «Alegra-te» − diz-lhe o Anjo, ao saudá-la. Depois, revela-lhe o amor gratuito de Deus por ela e pede a sua colaboração, para que se possa realizar o plano de Deus sobre a humanidade.

Maria, num misto de espanto e alegria, aceita a dádiva deste encontro pessoal com o Senhor e, por seu lado, entrega-se totalmente a este projeto ainda desconhecido, com plena confiança no amor de Deus. Com o seu «Eis-me!», generoso e total, Maria coloca-se decididamente ao serviço de Deus e dos homens. Com o seu exemplo, indica a todos uma maneira luminosa de aderir à vontade de Deus.

«Eis a serva do Senhor, 
faça-se em mim segundo a tua palavra».

Meditando sobre esta frase do Evangelho, Chiara Lubich escreveu: «Para realizar os seus desígnios, Deus só precisa de pessoas que a Ele se entreguem com a humildade e a disponibilidade de uma escrava. Com esta atitude, Maria – verdadeira representante da humanidade, cujo destino ela assume – oferece a Deus todo o espaço para a sua atividade criadora. Mas a expressão “servo do Senhor”, além de exprimir humildade, era também um título de nobreza, atribuído aos grandes servidores da História da Salvação (como Abraão, Moisés, David e os Profetas). Com aquelas palavras, Maria demonstra toda a sua grandeza» (1).

«Eis a serva do Senhor, 
faça-se em mim segundo a tua palavra».

Também nós podemos descobrir a presença de Deus na nossa vida e escutar a “palavra” que Ele nos dirige. Deus convida-nos a realizar na História, aqui e agora, um pedaço do Seu desígnio de amor. A nossa fragilidade e a sensação de não estarmos à altura, poderiam bloquear-nos. Se isso acontecer, façamos nossas as palavras do Anjo: «Nada é impossível a Deus» (2), e confiemos no Seu poder, mais do que nas nossas forças. É uma experiência que nos liberta dos condicionamentos e da presunção de nos bastarmos a nós próprios. Faz despontar as nossas melhores energias e recursos que nunca pensávamos ter, tornando-nos finalmente capazes de amar.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Catequese do Papa Francisco sobre sua viagem a Mianmar e Bangladesh


CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 6 de dezembro de 2017


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de falar da viagem apostólica que realizei nos dias passados a Mianmar e Bangladesh. Foi um grande dom de Deus e por isso agradeço a Ele por cada coisa, especialmente pelos encontros que pude ter. Renovo a expressão da minha gratidão às autoridades dos dois países e aos respectivos bispos, por todo o trabalho de preparação e pela acolhida reservada a mim e aos meus colaboradores. Um profundo “obrigado” quero dirigir ao povo birmanês e ao bengalês, que me demonstraram tanta fé e tanto afeto: obrigado!

Pela primeira vez um sucessor de Pedro visitava Mianmar e isso aconteceu pouco depois que se estabeleceram relações diplomáticas entre este país e a Santa Sé.

Quis, também neste caso, exprimir a proximidade de Cristo e da Igreja a um povo que sofreu por causa dos conflitos e repressões e que agora está lentamente caminhando para uma nova condição de liberdade e de paz. Um povo em que a religião budista é fortemente enraizada, com os seus princípios espirituais e éticos, e onde os cristãos estão presentes como pequeno rebanho e fermento do Reino de Deus. Esta Igreja, viva e fervorosa, tive a alegria de confirmar na fé e na comunhão, no encontro com os bispos do país e nas duas celebrações eucarísticas. A primeira foi na grande área esportiva no centro de Yangon e o Evangelho daquele dia recordou que as perseguições por causa da fé em Jesus são normais para os seus discípulos, como ocasião de testemunho, mas que “não se perderá um só cabelo da vossa cabeça” (cfr Lc 21, 12-19). A segunda Missa, último ato da visita em Mianmar, era dedicada aos jovens: um sinal de esperança e um presente especial da Virgem Maria, na catedral que leva o seu nome. Nas faces daqueles jovens, cheios de alegria, vi o futuro da Ásia: um futuro que será não de quem constroi armas, mas de quem semeia fraternidade. E sempre em sinal de esperança abençoei as primeiras pedras de 16 igrejas, do seminário e da nunciatura: dezoito!

Imaculada desde a concepção


No próximo dia 8, celebraremos a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, ou seja, honraremos o privilégio singular concedido por Deus à Virgem Maria, escolhida para a Mãe do Filho de Deus encarnado, preservando-a, desde a sua concepção, da herança do pecado original.

Está aí uma luz dada pela Igreja sobre a vida intrauterina. Vida humana, respeitável, com direitos, querida por Deus, objeto do seu amor, desde o primeiro momento da concepção.

“Vossos olhos contemplaram-me ainda em embrião” (Sl 139,16): essa é a citação bíblica escolhida por São João Paulo II para falar sobre o crime abominável do aborto: “o aborto provocado é a morte deliberada e direta... de um ser humano na fase inicial da sua existência, que vai da concepção ao nascimento... Trata-se de um homicídio... A pessoa eliminada é um ser humano que começa a desabrochar para a vida, isto é, o que de mais inocente, em absoluto, se possa imaginar: nunca poderia ser considerado um agressor, menos ainda um injusto agressor! É frágil, inerme, e numa medida tal que o deixa privado inclusive daquela forma mínima de defesa constituída pela força suplicante dos gemidos e do choro do recém-nascido. Está totalmente entregue à proteção e aos cuidados daquela que o traz no seio...” (Evangelium Vitae, 58).

“Alguns tentam justificar o aborto, defendendo que o fruto da concepção, pelo menos até certo número de dias, não pode ainda ser considerado uma vida humana pessoal. Na realidade, porém, a partir do momento em que o óvulo é fecundado, inaugura-se uma nova vida que não é a do pai nem a da mãe, mas sim a de um novo ser humano que se desenvolve por conta própria. Nunca mais se tornaria humana, se não o fosse já desde então. A essa evidência de sempre a ciência genética moderna fornece preciosas confirmações. Demonstrou que desde o primeiro instante, se encontra fixado o programa daquilo que será este ser vivo: uma pessoa, esta pessoa individual, com as suas notas características já bem determinadas. Desde a fecundação, tem início a aventura de uma vida humana, cujas grandes capacidades, já presentes cada uma delas, apenas exigem tempo para se organizar e se encontrar prontas para agir... O ser humano deve ser respeitado e tratado como uma pessoa desde a sua concepção e, por isso, desde esse mesmo momento, lhe devem ser reconhecidos os direitos da pessoa, entre os quais e primeiro de todos, o direito inviolável de cada ser humano inocente à vida”  (Evang. Vitae, 60).

Freira se diz favorável ao aborto e liberação das drogas


Ivone Gebara é freira  da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora – Cônegas de Santo Agostinho. Atualmente reside em Camaragibe, na periferia de Recife. A religiosa é doutora e escritora e busca, segundo seu pensamento mudar a Igreja a partir de dentro. Gebara deu entrevista ao portal UOL recentemente reafirmando posições que vão na contramão do que ensina a Igreja como a questão do aborto, prática o Papa Francisco rechaça com frequência.

A religiosa milita em sua teologia para que a Bíblia não seja reconhecida como Palavra de Deus. "Defendemos [teólogas feministas]  que os textos bíblicos sejam vistos como produção literária de uma época com abertura à transcendência, e não como ‘palavra de Deus'”. Quando ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, Gebara justifica pelo amor. “na minha opinião, para essas coisas, basta apenas o amor. Uma comunidade religiosa precisa incluir a diversidade em seus valores".

Na contramão do que orienta a Igreja, a freira Ivone Gebara faz eco aos discurso pró-aborto das feministas e grandes fundações que buscam legalizar esse crise em diversos países inclusive o Brasil. A religiosa se posta claramente contra o que tem ensinado Papa Francisco reiterada vezes quando fala que o aborto faz parte da cultura do descartável.