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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Oração dos Bispos do Regional Centro-Oeste da CNBB pelo atual momento do Brasil


Reunidos no Conselho Episcopal Regional (Conser), nos dias 27 a 30 de março, os bispos do Regional Centro-Oeste da CNBB prepararam uma oração pelo atual momento do Brasil. No texto, eles convocam todas as Igrejas particulares de Goiás e do Distrito Federal a terem discernimento e coragem para construir um novo mundo possível. Os bispos lembram, na oração, que a Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” é um momento importante de renovação do compromisso em defesa da vida. Eles também refletem sobre a Páscoa e rezam para que o Senhor nos liberte das trevas deste mundo: medo, desesperança, violência, descrédito, corrupção, desconfiança. Por fim, pedem a intercessão de Nossa Senhora, para que rogue ao país e ao seu povo, cravado nas dioceses espalhadas por todo o país.

ORAÇÃO DOS BISPOS DO REGIONAL CENTRO-OESTE
DA CNBB PELO ATUAL MOMENTO DO BRASIL

Senhor, confiaste-nos o pastoreio nas Dioceses do Regional Centro-Oeste. Unidos a Ti, ó supremo e misericordioso Pastor, e movidos pelo Teu desejo de unidade e de colegialidade, nos encontramos para rezar juntos e para refletir sobre a caminhada de nossas Igrejas diocesanas e sobre o atual momento brasileiro. Com os nossos corações unidos pela oração, Te pedimos que as nossas palavras venham primeiro de Ti e que ajudem a lançar luzes de discernimento e coragem para construir um novo mundo possível ao nosso Brasil.

Pai Eterno, de Tuas mãos todas as coisas foram criadas. Como o oleiro com a obra de sua arte, nos deste a figura de Tua imagem e semelhança. Movidas pela cobiça e pela ganância, avançam sem limites as fronteiras da monocultura e a idolatria do mercado, destruindo os biomas brasileiros, privatizando o controle das sementes, secando rios e nascentes, devastando o jardim da criação divina e desfigurando a vida humana. Por isso, com a Campanha da Fraternidade, que estamos promovendo e incentivando, renovamos nosso compromisso de defesa da vida no Cerrado brasileiro, com suas águas, sua biodiversidade e com o povo que aqui habita, em sua dignidade, cultura e fé, na defesa da vida.

Senhor Jesus, Verbo eterno feito carne, amor de todos os amores, nosso redentor e salvador, que um dia nos chamaste a segui-lo e nos enviaste em missão! Hoje, compartilhando com os sofrimentos e encruzilhadas de nosso país conflagrado, meditamos sobre a Tua cruz: a falta de uma casa onde pudesses nascer; a fuga apressada de Teus pais, contigo ao colo, para protegê-lo da fúria de Herodes, ameaçado em seu poder; as investidas que enfrentaste dos fanatismos farisaicos e daqueles que manipulavam o povo para Te crucificar; o julgamento tendencioso que Te condenou à pena de morte no meio de dois ladrões, também julgados pelas autoridades que oprimiam e expropriavam o povo. 

Croácia: Igreja condena peça blasfema que apresenta Jesus como violador


A controversa peça de teatro que apresenta Jesus violando uma mulher muçulmana foi condenada pela Igreja na Croácia, que instou os responsáveis a tomarem medidas, porque “ofende Deus, o homem e a nação”.

A peça intitulada “Nossa violência e sua violência” foi escrita pelo croata Oliver Frljic, que há algumas semanas dirigiu na Polônia um espetáculo teatral que mostra com uma imagem de São João Paulo II.


Através de um comunicado, a Arquidiocese de Split (Croácia) condenou a nova obra blasfema de Frljic que usa como contexto a atual crise de refugiados que chegam à Europa, do Oriente Médio e do Norte da África.

“Instamos a todos os responsáveis (...) a tomar medidas para que (a obra) não ofenda as pessoas nem humilhe a cultura”, assinalou a Arquidiocese no texto dirigido ao Ministro de Cultura, às autoridades em Split e ao teatro da cidade. 

Dom Belisário: "Conta da crise não seja repassada aos pobres".


Dom José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís, no Maranhão, participa da 55ª Assembleia geral da CNBB, em andamento em Aparecida (SP). Como já expresso pelo Episcopado, há grande preocupação por parte de toda a Igreja sobre a situação socioeconômica e política do Brasil. No momento em que se discute a reforma da Previdência e na iminência da greve geral convocada para sexta-feira 28/04), Dom Belisário reafirma, em entrevista, a apreensão pela perda de direitos adquiridos pelos brasileiros e se questiona: “Que tipo de reforma teremos?”.

Para o arcebispo, “a conta da crise econômica não pode ser repassada para os pobres”. 

“Vamos ter uma declaração, por ocasião do 1º de maio, como temos sempre feito quando cai durante a Assembleia, e naturalmente na declaração estas temáticas serão debatidas. Será expressa uma posição da nossa Assembleia a respeito da conjuntura nacional”. 

A ruptura do pacto entre as gerações e a privatização do futuro


Para o economista Frederico Melo, do Dieese, a proposta da reforma previdenciária rompe um pacto entre as gerações, pois leva ao desencorajamento das contribuições dos jovens que se questionam o sentido de trabalhar durante 49 anos para ter uma aposentadoria integral.

O fenômeno da quinquenarização da sociedade, ou seja, do quinto setor, integrado pelos aposentados, depende do sistema solidário e de partilha entre as gerações. Kofi Hamann que foi presidente da ONU, sempre defendeu a tese de uma sociedade para todas as idades, de acordo com ele, ter pessoas anciãs, era um valioso capital humano e moral. Na perspectiva da reforma atual, voltamos a distopia (contra utopia) de Aldous Huxley, “Um maravilhoso mundo feliz”, em que as pessoas tinham um prazo de validade para viver, depois do qual tinham que ser sacrificadas. Um modelo que restringe direitos, precarizando os recursos da terceira idade, terá como efeito reduzir a expectativa de vida e inviabilizar a sobrevivência dos idosos que não tiverem amparo na sua família.

Ora, num quadro de 13,5 milhões de desempregados, a renda familiar diminuiu, como manter o grupo nuclear da família (país e filhos) com a necessidade (que é dever) de amparar os idosos? Quando se priorizam os lucros de possíveis aposentadorias privadas e não se olha para as pessoas, especialmente os mais pobres e desprotegidos, estamos diante de uma economia sem alma que não duvida em sacrificar o povo para fazer “caixa”. 

MT: Diocese divulga Nota sobre o massacre que deixou 10 mortos na área rural de Colniza


NOTA DA DIOCESE DE RONDONÓPOLIS-GUIRATINGA 
INDIGNAÇÃO E REFLEXÃO

Aos irmãos e irmãs das Comunidades Cristãs e a Sociedade,

É com pesar e indignação que tomamos conhecimento de mais uma atrocidade cometida contra trabalhadores rurais ocorrida no último dia 20 de abril na comunidade de Taguaruçu do Norte, área rural do município de Colniza, Diocese de Juína-MT, na qual foram assassinadas brutalmente nove pessoas. Além destes homicídios há pessoas feridas e desaparecidas como resultado da violência que impera na região pela disputa de terras, a ausência do estado e de uma política fundiária injusta e desigual.

Não se trata de um episódio isolado. No último dia 15 de abril, a Comissão Pastoral da Terra, divulgou em seu Relatório Anual de Conflitos no Campo e constatou o aumento de 22% nos assassinatos de populações do campo em função de conflitos agrários no ano de 2016 em comparação com o ano anterior. Isto representa o assassinato de 61 pessoas. Neste relatório fica evidente a omissão do atual governo brasileiro, ao indicar a retirada de recursos ou decretar o fim de programas essenciais para a vida do trabalhador no campo, o corte de recursos dos órgãos fiscalizadores para observar o cumprimento da lei nas demarcações determinadas pela justiça e a explicita retirada de direitos dos trabalhadores do campo, dos povos tradicionais e dos indígenas, através de medidas provisórias como as de número 215 e 759.

Vivemos, como já nos alertou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, um momento preocupante no qual direitos constitucionais importantes, conquistados duramente pelos trabalhadores, pelos mais pobres e pelos mais fracos estão sendo retirados em nome de uma ordem econômica que privilegia uma minoria e estende à maioria das pessoas, um pesado ônus econômico e social.

O Ensino Social da Igreja condena a posse da terra como direito absoluto, denuncia as insuportáveis injustiças provocadas pela apropriação ilegítima da terra, feita por proprietários ou empresas nacionais e internacionais, às vezes apoiados por organismos do Estado. Pisando sobre todos os direitos adquiridos e, muitas vezes, sobre os títulos legais de posse do solo, tiram a terra dos pequenos agricultores e dos povos indígenas e submetendo-os a forma degradante de dependência e até escravidão. A terra é dom de Deus Pai para todos os seus filhos e filhas, sem exclusão. 

COMISE Regional NE V divulga Nota de Apoio à Greve Geral


NOTA DE APOIO À GREVE GERAL

CONSELHO MISSIONÁRIO DOS SEMINÁRIOS
REGIONAL NE V

“Ide, fazei discípulos em todas as nações...” (Mt 28,19).


“Para que bebendo, eles não esqueçam a lei 
e não desconheçam o direito de todos” (Pv 31,5)

Nós, como parte integrante do povo que sofre, chora e que levanta sua voz contra as injustiças do nosso tempo, que por vezes fere nossa dignidade enquanto seres humanos que precisam ter seus direitos respeitados reconhecidos, e não somente reconhecidos, mais sobretudo respeitados e garantidos.

Queremos unir nossas vozes à voz de todos os que lutam para dizer que estamos cheios, inquietos e com o coração marcado pela tristeza por ver pessoas que foram levantadas do meio do povo em favor do povo, que uma vez bebendo o vinho do poder esquecem as leis que amparam e favorecem a todos concedendo-lhes os direitos à vida e os meios indispensáveis para isso. É o momento de o povo de maneira muito específica os desfavorecidos, os mais fracos, se unirem e se levantarem para lutar por seus direitos, fazendo com que percebam que quando nos unimos para lutar por um único bem somos mais fortes. 

A desgraça da bebida


Desde que o mundo é mundo as bebidas existem. Elas não constituem um mal em si, a questão é o como delas se faz uso. São Paulo recomendou que Timóteo tomasse um pouco de vinho, e o próprio Jesus o usou no primeiro milagre que fez em sua vida pública, tomando-o também na sua última Ceia.

Durante o tempo que estive na Europa nunca vi um italiano ou um europeu bêbado. Por exemplo, a cultura italiana da taça de vinho diária é incapaz de tirar a sobriedade de alguém. A cultura e a educação (até entre os jovens) fazem a diferença. Infelizmente o que sobra na Europa falta no Brasil...

O brasileiro em geral não sabe fazer uso de bebidas alcóolicas. Creio que o álcool constitui a pior droga do nosso país. A bebida é quase sempre a porta maldita para as outras drogas.

Em Rio Bonito, nossa pacata cidade, a situação não é diferente. Sofremos com adolescentes que já bebem (o que não seria permitido pela lei), com jovens que encontram na Avenida principal da cidade a sua única diversão na bebida que quase sempre conduz às drogas e à promiscuidade. Recordo-me com tristeza o último carnaval, quando de noite, eu tive que chamar a Samu para levar jovens em coma alcóolico caídos na calçada da Igreja da Praça. E adolescentes e jovens que chegam com este mesmo coma no Darci Vargas após estas festas promovidas para a juventude de nossa cidade? Ninguém vê isso? Na verdade, estão vendo no próprio Big Brother, que mostrou no último sábado um médico que precisou entrar na casa para aplicar glicose em uma “irmã” completamente bêbada.

Pais, cuidado com os vossos filhos. Quantos acidentes estão sendo gerados pelo uso do álcool. Cuidado com uma bebida que já está nos colégios e que se chama “ecstasy”. É do mal! Cuidado com as festinhas de quinze anos e os churrascos dos vossos filhos. Estão sendo regados por bebidas sofisticadas e drogas. Abram o olho, antes que percam vossos filhos.

Como é triste ser dominado pelo vício do álcool. Quantas pessoas que dormem na rua por causa desta maldita doença. E os bares? Alguém de bem pode manter um bar hoje em dia? Andando pela cidade, vi um deles que anunciava ser um lugar de paz. Que paz? Mentira! Em nenhum destes botecos existe paz. Até uma criança sabe disso! Malditos lugares que destroem tantas vidas! 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Papa: nossa alma é migrante e a certeza da presença de Deus nos dá esperança


CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 26 de abril de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

“Eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20). Estas últimas palavras do Evangelho de Mateus recordam o anúncio profético que encontramos no início: “A ele será dado o nome de Emanuel, que significa Deus conosco” (Mt 1, 23; cfr Is 7, 14). Deus estará conosco, todos os dias, até o fim do mundo. Jesus caminhará conosco, todos os dias, até o fim do mundo. Todo Evangelho está em torno destas duas citações, palavras que comunicam o mistério de Deus cujo nome, cuja identidade é estar-com: não é um Deus isolado, é um Deus-com, em particular conosco, isso é, com a criatura humana. O nosso Deus não é um Deus ausente, levado por um céu distante; é, em vez disso, um Deus “apaixonado” pelo homem, tão ternamente amante a ponto de ser incapaz de se separar dele. Nós humanos somos hábeis em cortar ligações e pontos. Ele, em vez disso, não. Se o nosso coração se esfria, o seu permanece sempre incandescente. O nosso Deus nos acompanha sempre, mesmo se por ventura nós nos esquecêssemos Dele. Na linha que divide a incredulidade da fé, decisiva é a descoberta de ser amados e acompanhados pelo nosso Pai, de não sermos nunca deixados sozinhos por Ele.

A nossa existência é uma peregrinação, um caminho. Também quantos são movidos por uma esperança simplesmente humana percebem a sedução do horizonte, que os leva a explorar mundos que ainda não conhecem. A nossa alma é uma alma migrante. A Bíblia está cheia de histórias de peregrinos e viajantes. A vocação de Abraão começa com este comando: “Saia da tua terra” (Gen 12, 1). E o patriarca deixa aquele pedaço de mundo que conhecia bem e que era um dos berços da civilização do seu tempo. Tudo conspirava contra o significado daquela viagem. No entanto, Abraão parte. Não se torna homens e mulheres maduros se não se percebe a atração do horizonte: aquele limite entre o céu e a terra que pede para ser alcançado por um povo de caminhantes.

Em seu caminho no mundo, o homem nunca está sozinho. Sobretudo o cristão nunca se sente abandonado, porque Jesus nos assegura de não nos esperar somente ao término da nossa longa viagem, mas de nos acompanhar em cada um dos nossos dias.