terça-feira, 2 de julho de 2013

Fazendo as malas para a JMJ Rio2013: veja dicas sobre o que levar


Já começou a contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Você já começou a fazer as malas? Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que levar.

Veja a seguir as principais dicas, feitas com a ajuda de pessoas que já participaram de outras jornadas.

Se você também tiver outras dicas, deixe um comentário!

Veja as principais dicas:


O que fazer:

·     Viva bem a Jornada. Ela é uma peregrinação espiritual e isso deve orientar todos os seus passos. Participe atentamente dos eventos, vá às catequeses, se confesse, comungue, ore, adore. Procure realmente se encontrar com Cristo.

·    Seja gentil com todos, procure fazer amigos. Ajude quem estiver precisando, seja generoso.

·   Seja paciente e tenha bom humor. Haverá filas, imensas aglomerações, possíveis dificuldades e tumultos, grandes demoras. A Jornada é uma peregrinação, por isso, certamente inclui alguns sacrifícios e é muito importante saber lidar com isso. O peregrino nem sempre consegue fazer tudo o que gostaria. Contratempos podem acontecer – ofereça as dificuldades e o cansaço a Deus e aproveite a experiência.

·   A Jornada demanda energia, então você precisará se esforçar um pouco. Mas aproveite também para descansar e reconheça seus limites.

·      Alimente-se bem e beba bastante água.

·    Seja gentil com os estrangeiros. Eles vão precisar muito de sua ajuda! Pense como você se sentiria em um país onde você não conhece a língua nem os costumes. Procure falar com eles, entendê-los, orientá-los. Você poderá fazer grandes amigos!

O que levar:

Para a Jornada:

·        Bíblia e terço

·        Bandeira do Brasil

·    Ítens para trocar com os peregrinos (chaveiros, pulseiras, broches, canetas, camisas, etc: qualquer coisa que lembre o Brasil faz o maior sucesso entre os estrangeiros; leve também pequenos itens regionais).

·    Se você for ficar em casa de família, não esqueça de levar alguma lembrança para seus anfitriões também.

Roupas:

·        Leve apenas o necessário, pois pode ser melhor comprar lá o que faltou do que andar com malas pesadas. Uma possível sugestão bem básica para uma semana é levar 1 muda de roupa completa (camisa, calça ou bermuda, roupa de baixo e meias) para cada dia que você for passar no Rio, lembrando que será difícil lavá-las. Adapte isso conforme a necessidade.

·     Prefira roupas leves, pois mesmo no inverno o Rio de Janeiro é quente.

·     Não esqueça de agasalho, pois à noite e de manhã faz frio e, seja como for, é inverno e o tempo pode mudar.

·        Tênis macio: o peregrino anda muuuito.

·        Boné e lenço para proteger do sol

·        Pijama

·        Chinelo

·        Óculos escuro

·        Capa de chuva e guarda-chuva – nessa época do ano, pode chover

Higiene pessoal:

·        Roupa de banho – quem vai ficar em ginásios e escolas poderá ter que tomar banhos coletivos. Vale a pena estar precavido.

·        Toalha de banho e itens de higiene pessoal em tamanhos pequenos, como sabonete, xampu, desodorante, escova de dentes e creme dental, pente, cotonete, etc.

·        Protetor solar é essencial. Lembre-se que grande parte dos eventos será na praia.

·      Remédios básicos como analgésicos, para dor muscular, para estômago, para enjoo.

Para a vigília:

·        Saco de dormir, lençol e travesseiro

·        Repelente de insetos

·        Lanterna

Para a viagem:

·        Adaptador para tomadas

·        Máquina fotográfica / filmadora (mas tome muito cuidado com elas!)

·        Bloco de anotações e caneta

·        celular e carregador

·      Papel com telefones de emergência (da sua família, da pessoa responsável pelo seu grupo, etc.)

·        Cinto de viagem (para carregar dinheiro dentro da calça e documentos)

·        Cadeados para a mala

·        Documentos

·        Binóculos

·        Saco para guardar as roupas sujas

·    Dinheiro, tanto em espécie como cartão. Os peregrinos que tiverem requisitado na inscrição, terão tickets de transporte e cartão para refeições. Mas pode haver emergências de todo tipo, por isso, é importante estar prevenido.


·   Como sempre há o risco de extravio de malas durante o vôo, leve também uma pequena bagagem de mão e nela coloque os itens mais importantes e caros (documentos e aparelhos), além de uma muda de roupas.
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Algumas dicas a mais ( adicionadas pelo comentarista Sergio Hide Hanna):

Toalha pequena ou uma FRALDA, serve como esponja e também para tirar o excesso de água. Ela seca rápido e evita de molhar demasiadamente a toalha de banho. Peça para uma costureira para fazer as bordas.

Aos coordenadores de caravana, algo muito útil é providenciar um tecido com estampas chamativas. Deste tecido se faria várias TIRAS para ser amarradas nas malas e mochilas de todos os peregrinos do seu grupo, inclusive na mochila que todos ganharão. Os que viajam bastante de avião sabem como é difícil achar nossa bagagem na esteira do aeroporto. Isso também irá diferenciar a bagagem de seu grupo dos outros, além de dificultar a ação dos ladrões.

Acho que uma BARRACA PEQUENA é bem viável, não para todos, mas a barraca serviria para guardar as mochilas, sacos de dormir, coisas de maior volume de todo o grupo no dia da Missa de encerramento.

Acho CALÇA JEANS muito pesado, ruim de lavar e de secar, levarei apenas uma. Levarei mais blusas e calças de fibra sintética e tactel.

ALCOOL GEL E TOALHAS UMEDECIDAS podem ser comprados no Rio de Janeiro.

Acho o TRAVESSEIRO um estorvo na JMJ, só acho depende de cada um, taí as dicas...... Boa Jornada a todos......
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Os contributos da JMJ à população brasileira

Dom Eduardo escreve aos párocos e administradores paroquiais

Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.

“ _ Ai, meu Senhor! Olha que não sei falar, pois sou jovem”.
“_ Não digas que és jovem: pois onde eu te enviar, irás; o que eu te mandar, dirás.
[...] Vê, eu ponho minhas palavras em tua boca. Hoje eu te estabeleço sobre povos e reis,
para arrancar e arrasar, destruir e demolir, edificar e plantar” (Jr 1, 6-7.10).


Chegou o tão esperado Julho de 2013!

O palpitar do coração dos jovens envolvidos na dinâmica da JMJ se pode sentir por todos os cantos do país. Aos pés do Redentor eles depositarão os inúmeros frutos já colhidos nestes anos de preparação e expectativas. E ali, envolvidos pelo abraço do Cristo e entusiasmados com a convivência junto aos peregrinos do mundo inteiro, os jovens recolherão as graças especiais de Deus e as bonitas experiências de Igreja para oferecê-las as suas comunidades de origem.

O clima de festa e de fortalecimento da fé e dos grandes ideais que a Jornada garante aos que dela participam vêm para endossar a voz da juventude brasileira que nestes dias tem saído às ruas para recuperar a utopia de novos tempos para o Brasil. A JMJ se torna uma forte aliada dos saudáveis manifestos em prol da vida e dos valores universais. A luta pela justiça, pela paz, pela verdade, pela solidariedade, pela dignidade, pelos direitos fundamentais do ser humano ganha força com estes jovens peregrinos que acompanharão, pessoal ou virtualmente, a Jornada. É bênção de Deus para a vida de nosso povo!


A Igreja, defensora do ser humano por mandato de Jesus Cristo, carrega a missão de defender continuamente as grandes causas que garantem vida em abundância para todos. Ela reconhece os direitos dos jovens e o seu poder de transformação. O texto-base da Campanha da Fraternidade deste “Ano da Juventude” nos incentiva a este olhar positivo: “A juventude é o tempo propício à formação para a cidadania, porque os jovens tomam ciência de seus direitos e responsabilidades. Esse é um dos compromissos da ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Nessa formação inclui-se, de modo particular, o incentivo e a ajuda aos nossos jovens a fim de que participem efetivamente e a partir da ética cristã dos espaços que lhes são oferecidos.[...] A Campanha da Fraternidade de 2013 conclama nossos jovens e, com eles, toda a Igreja, a contagiar com a alegria e a criatividade juvenis as estruturas sociais e eclesiais a fim de que estejam dispostas a cuidar melhor do jovem sofrido, abrindo-lhes os braços da caridade e as portas da inclusão” (CF 2013, n. 230-234). É urgente valorizar e dar ouvidos a esta juventude conectada que se destaca no cenário social e eclesial, mostrando a sua capacidade de mobilização para fazer valer seus anseios: “Os jovens que crescem na cultura midiática [...] querem viver em um mundo mais pacífico, mais tolerante e mais responsável. Por isso, estão se organizando, cada vez mais, por meio das redes sociais, para defender seus direitos, a natureza, a qualidade de vida das pessoas, e construir uma sociedade mais humana e solidária” (n. 48).

Além dos benefícios que cada jovem cidadão recebe em sua formação humano-cristã, a Jornada favorece a sociedade de diversos modos, inclusive com um significativo legado social e econômico. O país que acolhe uma Jornada Mundial da Juventude só tem a ganhar. Vejam, por exemplo, toda a movimentação nas dioceses por ocasião da Peregrinação dos Símbolos da JMJ! Ao atingir mais de dois milhões de jovens, este acontecimento proporcionou-lhes crescimento da sensibilidade, do senso crítico e coletivo, dos gestos de caridade e do sentido de corresponsabilidade cidadã diante das realidades de maior sofrimento humano. A criatividade e o protagonismo da juventude conduziram-na missionariamente às várias casas de detenção, aos lixões, aos ambientes de prostituição, às creches, aos hospitais, aos moradores de rua, aos drogados, às comunidades de recuperação dos dependentes químicos, às comunidades indígenas, etc. O impacto econômico também é positivo em tempo de Jornada. Pesquisas e relatórios referentes à JMJ de Madri em 2011 revelam-nos que a Espanha foi beneficiada com mais de 350 milhões de euros e com a geração de 5 mil postos de trabalho. Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT) os turistas jovens gastam mais e registram uma maior probabilidade de retornarem ao país visitado do que os adultos. Isto tudo nos dá segurança em afirmar que a Jornada só traz benefícios, tanto para a pessoa que dela participa quanto para a Igreja e a sociedade que a acolhem. Ela é uma providencial ocasião para que mais jovens, inclusive de outros países, celebrando juntos os mesmos ideais, fortaleçam sua vocação cristã e reconheçam sua essencial responsabilidade na construção do Reino de Deus.

A JMJ Rio 2013, antes mesmo de acontecer, já divulga alguns de seus inúmeros contributos à população brasileira, principalmente aos cariocas. O site oficial www.rio2013.com tem nos alegrado com informações a este respeito: parceria com a ONG internacional WWF (World Wide Fund for Nature) para fomentar a educação ecológica dos jovens e discutir a sustentabilidade do evento com vídeos e palestras sobre meio ambiente, água, biodiversidade, mudanças climáticas, energia sustentável, realidade amazônica; elaboração de um Guia Ecológico para jovens; projeto ousado de acessibilidade para os jovens com deficiência (visual, auditiva, intelectual e motora); inauguração do Polo de Atenção Integral à Saúde Mental (PAI), que atenderá principalmente jovens dependentes químicos; estruturação de uma rede de entidades religiosas e civis para atuar na prevenção ao uso de drogas e tratamento de dependentes; significativos investimentos com a segurança e a infraestrutura que beneficiarão a população após o evento; geração de empregos.

E em nossa realidade paroquial, quais os impactos que a JMJ está deixando? Como estamos aproveitando de toda esta oportunidade para a evangelização da juventude? Que serviços nossas paróquias estão prestando para o amadurecimento da dimensão social do jovem cristão que deseja participar mais da vida da Igreja e da Sociedade? Nossos grupos, catequese, encontros, retiros, movimentos, pastorais estão atentas às buscas e desafios dos jovens, abordando junto a eles os temas que dizem respeito a sua vida cotidiana e social? A Doutrina Social da Igreja é trabalhada junto a eles favorecendo-lhes conteúdo substancioso e seguro para o diálogo e participação na sociedade? Como garantir aos jovens envolvidos na JMJ um ambiente paroquial que realmente contribua com o amadurecimento da dimensão pessoal, espiritual, eclesial, social de sua vocação cristã?

Como é bom constatar que muitos jovens católicos, de nossas paróquias, estão despertando para a importância e o prazer de serem verdadeiros cidadãos; colaboradores especiais de uma nova sociedade. Um jovem católico de 23 anos que estará no Rio de Janeiro para a JMJ me disse, após participar das recentes manifestações: “Estou emocionado com este momento de manifestação da nossa juventude nas ruas! Sinto-me cidadão lutando pelos direitos das pessoas! A JMJ veio em boa hora, reforçando e abençoando as nossas reivindicações. Além do mais, o papa Francisco nos brindará com reflexões de apoio a nossa voz.”

Queridos irmãos, vamos apostar no novo que os jovens carregam para o benefício de todos. A JMJ vem incrementar os ideais cristãos e animar a vocação de discípulo missionário de nossos jovens. Não percamos este tempo de graça que a Jornada vem nos trazer. Qualifiquemos a nossa presença e o nosso serviço junto a eles.

Divulguemos, principalmente pelas redes sociais com a ajuda dos próprios jovens presentes nelas, os horários dos eventos da Jornada naquela semana do dia 23 a 28 de julho, para que os que não poderão se fazer presentes possam estar sintonizados com este importante acontecimento a favor da juventude, da Igreja e da sociedade. E promovamos uma verdadeira corrente de oração para que tudo transcorra do jeito que Deus deseja e para que nenhum imprevisto comprometa negativamente a organização do evento.

Apostar nos jovens, com tudo aquilo que implica esta postura, é compromisso audacioso e gesto profundo de conversão pastoral.

Bênçãos de Deus a todos e proteção materna de Maria, Mãe da Juventude.
E até o Rio de Janeiro!


Brasília, 01 de julho de 2013.
CJ – Nº 0354/2013


Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

segunda-feira, 1 de julho de 2013

JMJ Rio2013 pode injetar R$ 273,9 milhões no comércio carioca


A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou uma pesquisa sobre o impacto econômico da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 no comércio de varejo do Rio de Janeiro. A Jornada poderá injetar R$273,9 milhões no comércio carioca.

Os que devem faturar mais durante a Jornada são os hiper e supermercados, alcançando o valor de R$100,7 milhões (40,2%). Devem ter 36,1% de investimento econômico dos peregrinos, segmentos como: livrarias e papelarias; farmácias e perfumarias; venda de artigos de uso pessoal e doméstico; e lojas de móveis e eletrodomésticos. Ficando em segundo lugar de injeção de dinheiro.

Em terceiro lugar ganha o ramo de combustíveis e lubrificantes, com R$28,4 milhões. Vestuário e calçados chegará a R$26,4 milhões de faturamento.


A expectativa de faturamento do comércio varejista para o mês de julho era de um aumento de 4,5%, maior do que no ano passado. Por causa da Jornada Mundial da Juventude, é esperado um acréscimo de 2,6% no mês do evento, totalizando um aumento de 7% de injeção de dinheiro no setor, somente em julho.

Ainda não há dados de faturamento do setor de serviço porque os cálculos são feitos com base no estudo da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa do Instituto no setor de serviço será publicada no dia 21 agosto.

“O Rio é uma cidade de prestação de serviço, se juntar os dois milhões de peregrinos, esse setor vai se beneficiar também. Sem dúvida nenhuma o impacto será muito positivo”, afirma Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

De acordo com o economista, após a Jornada, a pesquisa será feita para quatro tipos de serviços utilizados durante a JMJ: alojamento, alimentação, lazer e transporte.


A população da cidade vai crescer 12%, indicando que o resultado geral será positivo. Caso não houvesse feriado, o impacto seria ainda maior.
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Um Papa pecador


O Papa Francisco pôs em reboliço muitos editoriais midiáticos ao se dizer pecador. A imprensa – em sua maioria distante dos mistérios e da teologia cristã – caiu matando, com uma perguntinha assaz oportunista e tendenciosa: Mas como? O próprio Papa comete pecados? É a típica pergunta de quem se acha dono da verdade. Não fosse a caridade de compreender essa ausência de humildade e falta de visão ou compreensão sobre a misericórdia divina, diria ser este o maior pecado da imprensa livre e tendenciosa: não reconhecer os próprios. Porque já se disse – e muito bem dito – que o maior pecado humano é não admitir que todo ser humano é pecador. Até o Papa admite.

Um pensador, Blaise Pascal, escreveu a respeito: Há duas espécies de homens: uns que se consideram pecadores, e os pecadores que se consideram justos. E o Papa Francisco, falando de improviso a uma multidão na praça de São Pedro, disse textualmente: “Também o Papa tem muitos pecados, mas quando nos damos conta desse pecado, encontramos a misericórdia de Deus. Deus sempre perdoa. Não nos esqueçamos disso”. Mais adiante, acrescentou: “Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, lhe oferece seu amor e o acolhe”.


Não vamos aqui discutir a tão propalada questão da “infalibilidade papal”. Esse é outro assunto. Dogma e princípio de fé nos itens a ela relacionados. O que se discute é o aspecto humano e sua propalada origem – fraca e negligente com seus próprios princípios de moral e seus apelos de consciência – mas sempre chamada à reconciliação ou ao menos ao reposicionamento de suas condutas contrárias aos desejos de Deus. Aquilo que denominamos pecado não passa de um ato de desobediência ou afastamento da graça divina, a força que nos criou e nos conduz. Por outro lado, nossa infidelidade ao projeto de amor ditado por Deus é característica da fraqueza humana, o que não deixa de ser pecado.

Por força de nossa origem, o pecado original foi uma grande nódoa que obscureceu a relação humana com seu Criador. Conhecemos a história e como esta se reverteu, com a imolação do Cristo. A tradição da Igreja, todavia, nos lembra sempre que não somos isentos da imperfeição, que somos fracos, volúveis e tropeçamos sempre, apesar do preço altíssimo de nossa redenção. Esse é o ensinamento da Igreja. Ora, “tu, que ensinas aos outros... não te ensinas a ti mesmo!” (Rom 2,21). Então, também o Papa, como ser humano falível e limitado, tem o dever e o cuidado de reconhecer-se como os demais, pecador, pequeno, frágil... “Não há doente mais incurável do que aquele que não reconhece a sua doença”, diria Santo Agostinho. Da mesma forma que acrescentaria: “O pecador, ainda que seja rei (ou papa) é escravo, não de um único homem, mas de tantos senhores quanto sejam seus vícios”. E de vícios entendemos bem.


Então, se o próprio Papa se diz sujeito às mazelas do Inimigo, que se dirá de nós? Mas a graça é maior que a fraqueza. Dela e da misericórdia do Pai é que fluem as forças necessárias para vencermos todo e qualquer pecado, todo e qualquer perigo contra a preciosidade de nossa alma – a maior riqueza que temos. “Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos” (Rom 5, 210.  Nisto reside nossa esperança, nossa contrição. Como dizemos em ato contínuo, na fé que professamos: “Eu pecador, me confesso”... Nós, nós todos, Papa e reis, Bispos e padres, cristãos e ateus, nos confessamos diante da misericórdia divina: Perdoa-nos, ó Pai, o maior dos nossos pecados: a prepotência de nos julgarmos santos, donos da verdade...


Wagner Pedro Menezes
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30 anos de Catequese Renovada


No próximo dia 25 de agosto será celebrado o Dia do(a) Catequista, em comemoração a esta data a Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética da CNBB preparou uma proposta celebrativa. Confira o material na íntegra.

30 anos de Catequese Renovada
Celebração para o dia do/a Catequista

“ A Catequese é um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da fé. Sua finalidade é a maturidade da Fé”. (CR, n. 31)

APRESENTAÇÃO

Caríssimos/as Catequistas!

Estamos crescendo de forma admirável na proposta de uma catequese de inspiração catecumenal à serviço da Iniciação à vida Cristã. Os sinais são visíveis em toda parte.  E nesse processo percebemos a importância fundamental da liturgia como celebração da fé suscitada pela catequese.

O despertar primeiro dessa nova consciência é fruto da CATEQUESE RENOVADA (Doc. Nº 26 da CNBB) que completa seus 30 anos de existência neste ano de 2013. Muito mais que um documento se trata de um grande espírito de renovação, não só na catequese, como de toda a ação evangelizadora da Igreja. CR Propôs novas metodologias, novo dinamismo e um renovado ardor missionário. Abriu caminho para o processo de Iniciação à vida cristã com inspiração catecumenal e para a animação Bíblica da vida e da pastoral.

O Dia do Catequista, que celebra a vida e a vocação de todos e todas que se deixaram embeber por esse espírito de renovação é também a melhor ocasião para fazer memória e cantar ação de graças pelas maravilhas que o Espírito realizou entre nós através da CR. E queremos fazê-lo em meio ao clima do Ano da Fé que veio reforçar  ainda mais a importância decisiva do ministério da catequese hoje.

Contamos desta vez com a preciosa ajuda de Maria Erivan e sua equipe do NE 1 (Ceará) para a elaboração do roteiro desta celebração. Queremos agradecer de coração este belo serviço à todas as comunidades do Brasil!

BOA CELEBRAÇÃO!
 
PROPOSTA CELEBRATIVA PARA O DIA DO CATEQUISTA
– CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA ( onde houver padre) –

- Espaço Celebrativo:( Flores, Bíblia, Vela, Documento n. 26 da CNBB e outros símbolos da Região que falam de renovação na catequese)

- Comentarista: Queridos/as Catequistas!

Hoje, domingo, Dia do Senhor, a Igreja no Brasil celebra o Dia do Catequista e dos outros ministérios e serviços da comunidade.  Reunidos como discípulos e discípulas, desejamos louvar e bendizer a Deus em primeiro lugar pela vocação de cada um/a. Pois “Jesus chamou os que desejava escolher”. (Mc 3, 13 ).  Agradecer por todos aqueles que ouviram o chamado do Mestre e disseram SIM, Senhor, “eis-me aqui, envia-me”. (Is 6, 8).Com alegria também queremos trazer presente no altar do Senhor o ANO DA Fé que estamos vivenciando e de maneira muito especial os 30 ANOS DO DOCUMENTO CATEQUESE RENOVADA ( Nº 26 da CNBB). Revendo o caminho, é possível perceber quantas conquistas foram alcançadas como frutos desse documento, grande presente do Espírito para nós. Quantos encontros, semanas catequéticas, seminários e simpósios foram realizados. Quantos subsídios e manuais surgiram desde então. Por tudo isso, queremos hoje dar graças a Deus.

RITOS INICIAIS

- Procissão de Entrada: O Presidente acompanhado por todos os catequistas da comunidade e equipe celebrativa. 

- Comentarista: Acolhendo a procissão de entrada, cantemos juntos:

Senhor se tu me chamas eu quero te ouvir, se queres que eu te siga respondo, eis-me aqui.

1.     Profetas te ouviram e seguiram tua voz, andaram mundo afora e pregaram sem temor. / Seus passos tu firmastes sustentando seu vigor. Profeta tu me chamas: vê Senhor, aqui estou.
2.     Os séculos passaram, não passou, porém tua voz que chama ainda hoje, que convida a te seguir. / Há homens e mulheres que te amam mais que a si, e dizem com firmeza: vê Senhor, estou aqui.

Ou: Por amor e vocação (CD Avancem para águas mais profundas)

- Saudação Inicial – (por conta do presidente da celebração).

- Ato Penitencial:

-Comentarista: queremos trazer presente nesta celebração nossa revisão pelo que deixamos de fazer, pela nossa falta de coragem em lançar as redes e “avançar para águas mais profundas”.
(Lc 5,4). Também neste Ano da Fé reconhecer nossa falta de fé nos momentos mais críticos de nossa e vida e do ministério da catequese.  

- Catequista: Senhor, nestes trinta anos de caminhada da Catequese Renovada, que orienta para uma formação sistemática dos catequistas, queremos te pedir perdão, pelas vezes que não valorizamos os encontros de formação, que não aprofundamos tua Palavra e não fomos presença na celebração e na vida da comunidade.

Senhor, piedade, ó Cristo piedade. Piedade de nós compaixão, Senhor. (bis).

- Catequista: Cristo, a catequese renovada nos chama para uma experiência de Encontro Contigo, que ajude os catequisandos a conhecerem a Ti. Pelas vezes que não testemunhamos e não falamos de ti, te pedimos perdão.

- Catequista: Senhor, as situações históricas e aspirações do nosso povo são conteúdos de catequese. Pelas vezes que deixamos de acolher os mais necessitados, te pedimos perdão.

- Celebrante conclui...

- Hino de Louvor: a escolha da equipe

- Oração do Dia ............

LITURGIA DA PALAVRA

- Acolhida a Palavra

(Bíblia ou Lecionário, ladeado com duas velas e trazidos por catequistas).

- Comentarista: A Palavra de Deus é o Livro por excelência da Catequese. Pois é a catequese hoje, a grande responsável de colocar nas mãos de crianças, jovens e adultos a Palavra de Deus. Acolhamos a Palavra de Deus que é a luz que ilumina a nossa catequese e sustenta a nossa vocação. 

- Canto: 

A Palavra de Deus é luz que guia na escuridão. É semente de paz, de justiça e perdão. (bis).

Ou:

É como a chuva que lava é como fogo que arrasa. Tua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal.

- Primeira Leitura – Is 66,18-21
- Salmo: 116(117)
- Segunda Leitura – Hb 12,5-7.11-13
- Canto de Aclamação: a escolha...
- Evangelho – Lc 13 , 22-30

- Homilia: Pode ser feita em forma de Leitura Orante ( leitura – meditação- oração – contemplação/ação) a partir de um ou de todos os textos bíblicos proclamados. Importante: na hora da meditação (O que diz o texto para nós hoje?) fazer clara ligação com os elementos principais que CR nos ensinou: “catequese como processo de iniciação à vida de fé”; “interação fé e vida”; “Bíblia como livro por excelência da catequese”; “Catequese transformadora”; “opção preferencial pelos pobres”; “catequese inculturada”; “Catequese evangelizadora”; “catequese comunitária e integrada nas outras pastorais”, etc. 

(Obs: Em lugares onde não há padre pode-se também escrever em folhas de papel os elementos acima para serem refletidos entre todos).

- Profissão de Fé: enquanto os/as catequistas acendem as velas no Círio Pascal, motivar o mantra:

Canto: Ó luz do Senhor que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós. 

- Presidente:  (explica o sentido deste gesto)  para depois perguntar: Vocês creem em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra e assim o ensinam na catequese?

- Catequistas: Sim creio

- Presidente: Vocês creem em Jesus Cristo e o seguem com fidelidade, levando os catequisandos a fazer a experiência do Encontro com Ele?

- Catequistas: Sim creio e procuro seguir

- Presidente: Vocês creem no Espírito Santo que com o Pai e o Filho formam a melhor comunidade de amor e incentivam o espírito comunitário na catequese?

- Catequistas: Sim creio e incentivo.

- Presidente: Vocês creem que a Igreja-comunidade é caminho para a construção do Reino de Deus na história que leva ao Reino definitivo e ajudam a todos a vivenciar esta mesma fé?

- Catequistas: Sim creio e procuro testemunhar.

- Presidente: Esta é a fé da Igreja que no batismo recebestes. Renovai-a neste Ano da Fé e esforçai-vos para cultivá-la naqueles que vos foram confiados na catequese.

- Catequistas: Assim seja!

LITURGIA EUCARÍSTICA

- Apresentação das Oferendas

- Canto: Queremos oferecer (CD - avancem para águas mais profundas)

- Oração Eucarística – (segue normal até depois da comunhão).

RITOS FINAIS

Envio dos catequistas: Antes da Benção Final o presidente convida os/as catequistas a se colocarem diante do altar e lhes apresenta uma Bíblia aberta no qual todos/as colocam sua mão direita.

- Comentarista: Foi a CATEQUESE RENOVADA que abriu o caminho para a Palavra de Deus, tornando a Bíblia o livro por excelência da catequese. O/a Catequista é, por isso, considerado ministro da Palavra e sua missão é dar a conhecê-la para que seja amada e vivida. É importante que esse compromisso se renove constantemente...

Presidente: Animados pelo Espírito Santo e enviados pela comunidade continuai o caminho de educação da fé que tem sua fonte na Palavra de Deus. E que esta Palavra também seja Luz e força para realizar o serviço da construção de seu Reino de Fraternidade! 

Que o Senhor vos proteja e vos guarde,
Que faça iluminar sobre vós a sua face e vos dê a Paz!
(e dirigindo-se a todos): Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, o Pai, o Filho e o Espírito Santo...

Todos:  Amém.


Canto final: a escolha...
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Fonte: CNBB

Pastoral da Criança celebra 30 anos com mais de 35 mil comunidades pelo Brasil


Para celebrar seus 30 anos será realizado um Congresso Nacional comemorativo em Aparecida (SP), de 27 de julho a 2 de agosto. O congresso, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, vai reunir cerca de 500 participantes entre coordenadores da Pastoral da Criança nos estados, setores e núcleos, além da equipe nacional, assessores técnicos, palestrantes e outros convidados. Também participam do evento 20 representantes da Pastoral da Criança de vários países, entre eles Filipinas, Angola, Guatemala, República Dominicana, Peru e Paraguai. 

A Celebração dos 30 anos acontece no dia 29 com Missa na Basílica de Aparecida e sessão solene no Centro de Eventos, com a presença do cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB; dom Aldo Di Cillo Pagotto, presidente do conselho diretor da Pastoral da Criança; irmã Vera Lúcia Altoé, coordenadora nacional da Pastoral da Criança; médico Nelson Arns Neumann, coordenador da Pastoral da Criança Internacional, bispos referenciais da Pastoral da Criança, autoridades civis e outras personalidades. 


Criada em 1983 pela médica pediatra e sanitarista Dra. Zilda Arns Neumann, hoje a entidade está presente em mais de 35 mil comunidades de todos os estados do Brasil e em mais 21 países da América Latina, África e Ásia. Reconhecida como uma das maiores organizações do mundo, a Pastoral da Criança trabalha em ações de combate às doenças e mortes infantis, melhoria da qualidade de vida das crianças e suas famílias. 

Congresso Nacional

Neste ano, o congresso de Aparecida substitui os encontros regionais que a entidade promove anualmente para avaliar as atividades e planejar as novas ações empreendidas pelos milhares de voluntários. O evento é uma oportunidade para fortalecer a missão, atualizar conhecimentos, trocar experiências e buscar maior compreensão das diversas realidades existentes no país, observou a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, irmã Vera Lúcia Altoé. Com foco no desenvolvimento integral das crianças desde o ventre materno até os 6 anos, o programa do congresso inclui diversas oficinas e plenárias. A Centralidade da Infância, projeto que responde ao apelo dos bispos no Documento de Aparecida para que a infância seja destinatária de ação prioritária da Igreja, da família e do Estado é um dos destaques do programa.


A ampliação das ações de vigilância nutricional para prevenção da obesidade infantil; os cuidados nos primeiros mil dias (período da gestação mais os dois primeiros anos de vida) da criança e o sistema de geoprocessamento são outros temas das oficinas de formação contínua do congresso. As mudanças econômicas e sociais do país, como também o avanço das novas tecnologias são outras questões para reflexão no encontro de Aparecida, adiantou o gestor de relações institucionais Clóvis Boufleur. As mudanças, cada vez mais aceleradas, “afetam tanto as ações da Pastoral da Criança, como as famílias que acompanhamos”, observa. “Vamos debater como agregar as novas tecnologias ao processo de informação e comunicação para dar mais agilidade às ações da entidade ”, concluiu Boufleur.
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Fonte: CNBB