sábado, 4 de setembro de 2021

Presidente da CNBB sai em defesa do STF por ocasião do 7 de setembro



Em uma tentativa de voltar os católicos contra o poder executivo, através de um vídeo no qual ele dá várias indiretas ao comandante máximo da nação e aos católicos que comparecerão às manifestações de 7 de setembro, Dom Walmor, Presidente da CNBB, intimou os católicos dizendo: “não se deixe convencer por quem agride os poderes Legislativo e Judiciário”. 

Por ocasião do Dia da Pátria, 7 de setembro, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, publicou mensagem pedindo que, independente de “convicções político-partidárias”, não se aceitem “agressões a instituições que sustentam a democracia”, porém ele ignora solenemente as diversas vezes em que o STF abusou do seu poder, interferindo de maneira inconstitucional nos poderes legislativo e executivo, através da prática do ativismo judicial.

Ativismo judicial costuma ser chamado o fenômeno jurídico para uma postura ativa do Poder Judiciário na interferência de maneira regular e significativa em ações políticas dos demais poderes. Um compilado foi avaliado por militares da ativa e da reserva, além de integrantes do governo mostra que essa prática foi executada 123 vezes nos últimos dois anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contra o atual Governo. Isso equivale a uma decisão por semana.

“O dia 7 de setembro contribua para inspirar no seu coração o compromisso com o exercício qualificado da cidadania. A participação cidadã na política, reivindicando direitos, com liberdade, está diretamente relacionada com o fortalecimento das instituições que sustentam a democracia. Por isso, não se deixe convencer por quem agride os poderes Legislativo e Judiciário”, disse dom Walmor em vídeo publicado no site da CNBB. “Somos todos irmãos”, disse o arcebispo de Belo Horizonte (MG), inclusive “daqueles com que não concordamos”. Em seguida, o arcebispo afirmou que “a existência de três poderes impede a existência de totalitarismos, fortalecendo a liberdade de cada pessoa”.

Ao afirmar que “somos todos irmãos”, dom Walmor disse que “é preciso contemplar esta verdade, deixá-la reconfigurar a nossa interioridade, pois o Brasil está sendo contaminado por um sentimento de raiva e de intolerância”. Segundo ele, “muitos, em nome de ideologias, dedicam-se a agressões, ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população”.

“Ora, quem se diz cristão ou cristã deve ser agente da paz e a paz não se constrói com armas. Somos todos irmãos. Esta verdade é sublinhada pelo Papa Francisco na carta encíclica Fratelli Tutti. Deve inspirar o nosso cuidado com os que sofrem”, declarou.


Por: Templario de Maria

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