segunda-feira, 6 de abril de 2020

Fazer penitência é andar de joelhos ou flagelar-se?


Uma das práticas espirituais que os cristãos costumam realizar na Semana Santa é a penitência, mas talvez seja confundida com o jejum, com a abstinência ou as mortificações corporais.

Segundo explicou Pe. Donato Jiménez ao Grupo ACI, a penitência consiste em “realizar um exame de consciência” e ter um “firme propósito” de emenda para não cometer novamente as mesmas falhas.

Depois que nós confessamos os nossos pecados a um sacerdote, ele nos dá uma penitência, que “deve ser realizada”.

Segundo Pe. Donato Jiménez, cada penitência corresponderá às faltas que cometemos. Por exemplo, no caso do roubo, a pessoa deverá devolver os objetos, dar esmolas aos pobres.

O sacerdote também sugeriu realizar alguma obra de misericórdia, como ajudar os nossos amigos ou familiares em qualquer necessidade que tiverem, visitar os parentes ou amigos que estão nos hospitais ou nos asilos, entre outras coisas. Além disso, o jejum e a oração são maneiras que nos ajudam espiritualmente. 

O parágrafo 1431 do Catecismo da Igreja Católica diz que a penitência “é uma reorientação radical de toda a vida, um regresso, uma conversão a Deus de todo o nosso coração, uma rotura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más ações que cometemos”.

“A conversão realiza-se na vida cotidiana por gestos de reconciliação, pelo cuidado dos pobres, o exercício e a defesa da justiça e do direito, pela confissão das próprias faltas aos irmãos, pela correção fraterna, a revisão de vida, o exame de consciência, a direção espiritual, a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição por amor da justiça. Tomar a sua cruz todos os dias e seguir Jesus é o caminho mais seguro da penitência”, indica o parágrafo 1435.
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ACI Digital

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