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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Por que a Igreja Católica é Romana?


Alguns leigos de outras comunidades religiosas, que nos enviam mensagens, declaram não compreender bem como a Igreja de Jesus Cristo pode ser chamada Católica Apostólica Romana. E o problema reside, como não é difícil supor, no último título.

Quando explicamos que “católica” significa universal, isto é, que a Igreja está para todos os homens e mulheres do mundo, de todas as nações, culturas e condições sociais, conforme a determinação de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mc 16,15), normalmente não há refutação. Quanto ao termo “apostólica”, também não se criam maiores problemas, já que a verdadeira doutrina cristã é aquela que procede dos Apóstolos, e isso está dito e repetido na Bíblia inúmeras vezes (p/ex. 2Ts 2,15; 3,6). Mas e quanto ao título “romana”? Por que a Igreja é chamada assim?

E correm os mais afoitos, ligeiríssimos, a nos acusar de toda sorte de corrupção da fé cristã. Já ouvi as mais curiosas (e absurdas) associações e deturpações a esse respeito, até uma assim: "Você é católico romano, eu sou 'católico cristão'", - como se fosse possível ser cristão e não ser católico, no sentido próprio da palavra. É comum, inclusive, que algumas pessoas chamem a Igreja de Cristo apenas “Igreja Romana”, suprimindo seus títulos principais (Católica e Apostólica), numa triste tentativa de diminuir a sua importância ou negar a sua autenticidade histórica e autoridade sagrada, percebida claramente em todo o contexto e história do cristianismo.

Bem, mas, afinal, como é que a Igreja pode ser universal e romana ao mesmo tempo?

É um desses problemas tão simples que nos impressiona que possa provocar dúvidas. O fato é que o título “romana” não implica nacionalismo nem particularismo: não quer dizer que a Igreja pertença a Roma, ou que se limite a Roma, assim como aconteceria com uma empresa, por exemplo. Romana, no caso em questão, é apenas o título que indica o endereço da sede primacial da Igreja. Apenas isso.

De fato, a Igreja, atuando neste mundo, precisa ter um endereço, um referencial físico e postal, que é o do Bispo de Roma, feito Chefe visível por Cristo, o Papa. Em consequência, a Igreja Católica recebe, como uma espécie de “subtítulo”, a designação “romana”, mas isso em nada contraria a sua catolicidade/universalidade.

De modo semelhante, Jesus, Salvador de todos os homens, foi chamado “Nazareno”, porque, convivendo entre os homens, precisou usar um endereço físico neste mundo, que foi a cidade de Nazaré. E será que Nosso Senhor Jesus Cristo, por acaso, veio só para os habitantes de Nazaré? Evidentemente não. Chamá-lo de “Jesus Nazareno” ou “Jesus de Nazaré” compromete o caráter universal da sua missão? Claro que não. Da mesmíssima maneira se dá com o nome dado à Igreja que Ele instituiu neste mundo.
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O Fiel Católico