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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A violência e seus remédios


É preocupante a atual situação de violência na nossa sociedade. Mais preocupante ainda se levarmos em conta que boa parte desta situação deve-se ao tráfico e consumo de drogas, sobretudo do craque. Craque: devastador tanto pelo que cria de imediata e profunda dependência quanto pelo estrago que faz no usuário. E, no entanto, tem se propagado pelo interior do nosso Estado de modo realmente assustador.

Violência: assaltos, assassinatos, depredações, sequestros, vandalismos, exploração sexual de menores, agressões no seio da família... Como combatê-la? – perguntamo-nos, preocupados.

Logo uns dizem: coloque-se mais polícia nas ruas, mais segurança pública ostensiva e preventiva! É verdade: mais segurança nas nossas ruas e estradas, certamente que ajuda a combater algumas manifestações dessa onda desalmada. Mas, certamente que não basta e não é nem pode ser a solução.

Políticas públicas amplas e eficientes – defendem outros. Não há dúvidas de que educação, emprego e outras iniciativas inclusivas por parte do Estado brasileiro são dívidas históricas que precisam ser resgatadas e, por negligência ou incompetência, tantos males têm trazido à nossa sociedade, dentre eles o aumento dos índices de criminalidade e seus congêneres.

Nada disso surte efeito duradouro sem uma ênfase nos valores morais, sem a construção de uma ética pública e privada – defendem ainda outros. Como não concordar? Não é precisamente este vazio moral que destrói as famílias, que joga na lama mais fétida os nossos dirigentes e as nossas instituições democráticas? Precisamos, sim, de reconstruir nossa convivência social a partir de valores e instituições que exprimam e transmitam tais valores. Basta pensar na família e na escola... 

Mas, há ainda uma última perspectiva, um último nível para que se possa sanar a violência entranhada na nossa atual sociedade: não há valores que se sustentem e não há homem realmente comprometido com eles de modo absoluto (salvo raríssimas exceções) sem Deus, sem religião! 

Mais que tudo, é uma falta de Deus, de referência religiosa profunda e empenhativa que constatamos na nossa sociedade. Sem isto, tudo o mais tende a desabar.

E aqui está um imenso campo e enorme desafio para a Igreja: reanunciar Jesus à nossa sociedade secularizada, provocando um encontro profundo e transformador das pessoas com Jesus. Mas, este desafio é de cada cristão pessoalmente: tornar Jesus presente na sua vida, no seu ambiente e na sua famílias.

Uma sociedade aberta a Deus é uma sociedade sadia, respeitosa da vida de cada pessoa, porque nela está presente a imagem do Criador. Pense nisso, meu caro Amigo...


Dom Henrique Soares da Costa

Bispo de Palmares, PE