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quinta-feira, 6 de julho de 2017

O pacto com o diabo: um tema recorrente na arte e na cultura


Muitas lendas populares mostram-nos os pactos de seres humanos com o diabo. Trata-se de uma referência cultural de toda a civilização ocidental inserida no acervo das tradições cristãs.

Em todas – ou quase todas – lendas e histórias, há um padrão: uma pessoa oferece sua alma ao diabo para que o maligno lhe conceda algum favor. Estes favores podem ser os mais variados: desde a construção de um elemento arquitetônico (como a Frauenkirche de Munique), o poder ou a eterna juventude.

Na Europa, existem inúmeras pontes chamadas de “Ponte do Diabo”, que foram, supostamente, construídas pelo maligno e, inclusive, chegou-se a dizer que o extraordinário violinista Nicooló Paganini fez um pacto em troca de sua magnífica técnica.

São histórias em que se mostra o perigo deste pacto e – ainda bem!- na tradição popular, é sempre o diabo que sai perdendo. Algumas vezes, porque é enganado; outra pela intervenção de Deus ou pelo arrependimento de quem faz o pacto.

Talvez, Fausto, de Goethe, seja quem melhor represente este tema universal. Goethe moldou, em seu relato, uma lenda clássica alemã. O autor mostra como um grande sábio, insatisfeito com sua vida, faz um trato com o diabo. Depois, o Fausto literário esconde um Fausto real, que é de onde vem a lenda transmitida de forma oral.

A lenda situa o protagonista na cidade Knittlingen e seu nome é Johann Georg Faust. A história acontece no final do século XVI e supõe-se que o Fausto real tenha vivido em Colinia, Leipzig Leipzig e Saturen de Brisgovia (onde morreria por causa de uma explosão com substâncias químicas). Outros se referem a ele como Georgius Faustus e dizem que ele andava com os cachorros, que eram demônios.

O diabo na tradição cristã

A presença do demônio e seus pactos não nascem em Fausto nem em Teófilo. Não há certeza de quando e onde começaram a propagar essas lendas. Há histórias em que sacrifícios humanos são prometidos ao diabo e também histórias de bruxas “meigas”, irmandades e invocações, inclusive envolvendo relações sexuais com demônios (das quais nasceriam seres malignos).

Vale dizer que os cristãos foram perseguidos por este tema. Na Roma Antiga, os cristãos eram acusados de realizar celebrações em que degolavam crianças, adoravam animais e mantinham relações sexuais depravadas. O maligno estava presente em todos os atos, segundo os romanos.

Histórias reais ou lendas, a cultura oferece-nos muitos temas em que o diabo, o mal, o pecado e a ambição humana são protagonistas. A dúvida, a grande dúvida que recai ao ler estas obras e admirar estas construções é a seguinte: Realmente é possível vender a alma ao diabo?
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