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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Inconversíveis! Duros de coração! Eis o retrato de uma alma hipócrita!


A alma católica tem em seu cerne uma admirável ordem, em que resplandece um sadio respeito, uma honesta reverência por quem representa uma legítima autoridade. Destes presume sempre bondade e inocência, jamais julga, jamais condena, a não ser de mal-grado e após incontestáveis e inescusáveis evidências, e ainda discreta e respeitosamente.

É próprio da mente revolucionária a revolta e a protestação, a celeuma e a acusação. E, isso, desde sempre! Satanás, o pai da revolução, revoltou-se contra Deus em seu “non serviam”, tornando-se acusador (cf. Ap 12,10). O cristão, ao contrário, sabe respeitar e chegar ao entendimento em particular (cf. Mt 18,15), ainda mais quando se tratam daqueles cuja Escritura afirma: “não toqueis em meus ungidos” (Sl 104,15).

Alguns néo-conversos, que ainda carregam em si o espírito protestador, incapazes de viver a finura da caridade e da justiça, insensíveis para a paternidade espiritual e obtusos de compreensão até para as mais despretensiosas ironias humanas, precisam de nossa oração e nosso exemplo, ainda mais quando se erigem em apóstolos, enquanto deveriam dar-se conta de que nem começaram a engatinhar como discípulos. Estes, em seu ânimo afoito, frequentemente confundem os pais com inimigos e, estes, com modelos aos quais, sem notarem, emulam.

Apontam nos outros o que abunda em si, exigem respeito desrespeitando, atacam se escondendo, crêem-se homens enquanto se escondem como moleques, perplexos em sua puerilidade de pirralhos.

Insensatos, raivosos, intolerantes, saturam-se num não percebido farisaísmo, que se escandaliza com Deus, o Qual brinca nas superfícies da terra (cf. Pr 8,31).

Assim, encarnam em suas existências o ranço de uma graça sem graça, sem a jovialidade do fruto do Espírito, que “é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5,22-23), consumindo-se nas obras da carne, entre as quais estão brigas, rixas, divisões e partidos (cf. Gl 5,20). 

Não, estes não são aprovados por Deus, nem podem ensinar ninguém em nada. Não podem ser mestres, pois, para sê-lo, falta-lhes um pré-requisito básico: ser homens!

Arremedos de bem, podem ter trejeitos de piedade, maneirismos de religião, mas, enquanto se não converterem, estão fadados a ser apenas um rascunho de católico, o garrancho da devoção, a troça mais vergonhosa de um cristianismo revolucionário, virtude desvirtuada, plenitude do vácuo!

Ante comportamentos tão flagrantemente burlescos, podemos exortar apenas a que tais indivíduos voltem a si, percebam seu ridículo, envergonhem-se dele, e se deixem de escudar em suas aparentes razões, em verdade insensatos julgamentos, passando a comportar-se como homens e como católicos, e não como cães amatilhados, como ogros revoltados, desordeiros, indecorosos.

Não, estes arrogantes não se humilham. É esta também uma nota característica da mente revolucionária: não reconhecer o erro, que se passou do limite, que se deu à difamação de quem merece respeito. Agem como delinquentes que estapeiam alguém enquanto lhe amordaçam dizendo-lhe que se não faça de vítima! Ignoram a defesa, emudecem-na, impossibilitam-na, reproduzem aquela mesma espiral do silêncio e, nisso inclusive!, são tão revolucionários quanto os outros. Que vergonha!

Inconversíveis! Duros de coração! Empedernidos, incrustados no mal, insensíveis de consciência… Se não reverem seus conceitos, terão um triste fim: o fim dos revolucionários, uma alma aguerridamente confusa e confusamente aguerrida, que peleja contra Deus ao invés de abraçar-se-Lhe.

Não, diferentemente doutras vezes, isso não é uma piada. É um diagnóstico sério, um prognóstico grave: convertam-se, cumpram o quarto mandamento do decálogo!

Como diz São Josemaría, “a vocação de sacerdote aparece revestida duma dignidade e duma grandeza que nada na terra supera. Santa Catarina de Sena põe na boca de Jesus Cristo estas palavras: não quero que diminua a reverência que se deve professar aos sacerdotes, porque a reverência e o respeito que se lhes manifesta, não se dirige a eles, mas a Mim, em virtude do Sangue que lhes dei para que o administrem. Se não fosse isso, deveríeis dedicar-lhes a mesma reverência que aos leigos e não mais Não devem ser ofendidos: ofendendo-os ofende-se a Mim e não a eles. Por isso o proibi e estabeleci que não admito que toqueis nos meus Cristos (Sacerdote para a eternidade).

Isso é ser homem! Isso é ser católico!!!
Esto Vir! Esto catholicus!!!


Pe. José Eduardo
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Fabiano Marta Tobias