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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Desde o Vaticano II a liturgia vive uma “crise profunda”, diz Cardeal Sarah.


A liturgia da Igreja foi afetada por uma “grave e profunda crise” desde o Concílio Vaticano II, disse o cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“É preciso reconhecer que a grave e profunda crise que atingiu a liturgia e a própria Igreja desde o Concílio se deve ao fato de que seu centro não é mais Deus e a adoração a Ele, mas sim os homens e sua suposta capacidade de “fazer” algo para manter-se ocupado durante as celebrações eucarísticas.”

O Cardeal fez estas declarações em um colóquio na Alemanha para comemorar o 10° aniversário do motu próprio do Papa Emérito Bento XVI, Summorum Pontificum, que permitiu um maior uso do que agora é chamado de Forma Extraordinária da Missa (Missa Tridentina).

Cardeal Sarah disse que não pensava que a extensão deste problema fosse reconhecida na Igreja:

“Ainda hoje, um número significativo de líderes da Igreja subestimam a grave crise que atravessa a Igreja: o relativismo no ensino doutrinário, moral e disciplinar, graves abusos, a dessacralização e banalização da Sagrada Liturgia e uma visão meramente social e horizontal da Missão da Igreja.” 

Ele também pontuou como problema a falta de fé nos ensinamentos da Igreja sobre a Eucaristia, tanto por parte do clero quanto dos leigos.

“A grave crise da fé, não só a nível dos fiéis cristãos, mas também e sobretudo entre muitos sacerdotes e bispos, tornou-nos incapazes de compreender a liturgia eucarística como um sacrifício, como o ato da entrega de uma vez por todas de Cristo pela humanidade no sacrifício da cruz de maneira sangrenta, por toda a Igreja, e através de diferentes épocas, lugares, povos e nações”.

O Cardeal Sarah serve como prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos desde 2014, quando foi nomeado para esse cargo pelo Papa Francisco. Originário da Guiné, ele é um dos bispos africanos de maior influência na Igreja.
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