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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cientistas: "Há perigo “muito real” de que o Santo Sepulcro de Cristo desabe".


Uma equipe de cientistas que realizou recentemente uma grande restauração da tumba de Jesus, em Jerusalém (Israel), advertiu que o Santo Sepulcro enfrenta um “risco muito real” de desabamento.

Em uma entrevista exclusiva com National Geographic, Antonia Moropoulou, supervisora científica e diretora da Universidade Técnica Nacional de Atenas (NTUA, na sigla em inglês), advertiu que se não fortalecerem os alicerces do Santo Sepulcro, poderá enfrentar uma falha estrutural significativa.

“Quando falhar, a falha não será um processo lento, mas catastrófico”, disse.

Uma equipe de cientistas da NTUA concluiu recentemente um processo de restauração de um ano no local onde Jesus supostamente foi enterrado em Jerusalém. National Geographic transmitiu amplamente o processo de restauração.

Durante o processo de restauração, a equipe de cientistas determinou que a edícula (“pequena casa”, em latim), um pequeno santuário dentro da Igreja do Santo Sepulcro que está em torno da tumba de Jesus, repouse sobre bases instáveis de túneis, canais e escombros.

De acordo com os Evangelhos, o corpo de Cristo foi colocado em uma tumba nova, esculpida na pedra, onde ninguém havia sido enterrado. O Evangelho de Marcos especifica que as mulheres que foram ver a tumba para ungir o corpo de Cristo descobriram que havia ressuscitado.

A veneração do local onde Cristo foi enterrado é da época de Santa Helena, no século IV, que descobriu e identificou a tumba. O filho de Santa Helena, o Imperador Constantino, construiu a Igreja do Santo Sepulcro em 326.

A laje na qual o corpo de Cristo foi colocado é o ponto central de veneração e foi colocada dentro de uma estrutura de mármore de aproximadamente um metro e meio, conhecida como edícula, desde aproximadamente 1555.

Parte do motivo para que os alicerces sejam instáveis é porque o local foi construído sobre as ruínas de uma pedreira de calcário, que alguma vez que foi usada para construir tumbas de judeus de classe alta.

A integridade estrutural do local é uma preocupação há cerca de cem anos, de acordo com o National Geographic, mas o progresso foi truncado pelas disputas entre os três principais grupos cristãos responsáveis pelo local, assim como pela falta de financiamento. 

A Igreja do Santo Sepulcro está sob os cuidados dos Patriarcados: Grego-ortodoxo e armênio de Jerusalém e dos franciscanos católicos da Custódia da Terra Santa.

Atualmente, os cientistas estão trabalhando com as autoridades da igreja para determinar o melhor plano para restaurar os alicerces do local. Calcula-se que o valor das obras é de mais de 6 milhões de dólares e demorará aproximadamente 10 meses.

No processo, os arqueólogos esperam expor lugares arqueológicos, pela primeira vez em séculos.

Os cientistas da equipe de restauração de NTUA estão compilando um relatório que será entregue às autoridades dos três principais grupos cristãos, que devem chegar a um acordo antes que o processo comece.

“Este trabalho é um trabalho coletivo”, disse Moropoulou. “Não nos pertence, pertence a toda a humanidade”.
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ACI Digital