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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Bento XVI: “O futuro Papa ao qual já hoje prometo a minha reverência e obediência incondicionadas”.


“Entre vós, entre o Colégio Cardinalício, está também o futuro Papa ao qual já hoje prometo a minha reverência e obediência incondicionadas”, disse Papa Bento XVI, no último dia de seu pontificado, durante sua reunião com os cardeais prestes a entrar em conclave para eleger seu sucessor, fevereiro 28, 2013, no último dia de seu pontificado. Quatro anos depois, estas palavras constituem como uma herança preciosa para os católicos do mundo.

Permaneçamos unidos

“Antes de vos saudar pessoalmente, desejo dizer-vos que continuarei a estar convosco com a oração, especialmente nos próximos dias, a fim de que sejais plenamente dóceis à acção do Espírito Santo na eleição do novo Papa. Que o Senhor vos mostre o que Ele quer. E entre vós, entre o Colégio Cardinalício, está também o futuro Papa ao qual já hoje prometo a minha reverência e obediência incondicionadas. Portanto, com afeto e reconhecimento, concedo-vos de coração a Bênção Apostólica.”

Ele também disse seus pensamentos sobre a Igreja, “corpo vivo, animado pelo Espírito Santo” que “vive realmente pela força de Deus”, citando Guardini: “Diz Guardini: A Igreja «não é uma instituição pensada e construída sob um projecto…. mas uma realidade viva… Ela vive ao longo do tempo, no futuro, como todos os seres vivos, transformando-se… E no entanto na sua natureza permanece sempre a mesma, e o seu coração é Cristo». Foi a nossa experiência, ontem, parece-me, na Praça: ver que a Igreja é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo e vive realmente pela força de Deus. Ela está no mundo, mas não é do mundo: é de Deus, de Cristo, do Espírito. Vimos isto ontem. Por isso é verdadeira e eloquente também outra famosa expressão de Guardini: «A Igreja desperta nas almas». A Igreja vive, cresce e desperta nas almas, que — como a Virgem Maria — acolheram a Palavra de Deus e a conceberam por obra do Espírito Santo; oferecem a Deus a própria carne e, precisamente na sua pobreza e humildade, tornam-se capazes de gerar Cristo hoje no mundo. Através da Igreja, o Mistério da Encarnação permanece para sempre presente. Cristo continua a caminhar através dos tempos e em todos os lugares.”

Ele chamou os cardeais para a unidade: “Permaneçamos unidos, queridos Irmãos, neste Mistério: na oração, especialmente na Eucaristia quotidiana, e assim servimos a Igreja e a humanidade inteira. Esta é a nossa alegria, que ninguém nos pode tirar.” 

Sou simplesmente um peregrino

Nila breve saudação do balcão central do Palácio apostólico de Castel Gandolfo, naquela noite, antes de entrar em um silêncio monástico, Papa Bento XVI disse “obrigado” seis vezes: “Obrigado! Obrigado a todos vós! Queridos amigos, sinto-me feliz por estar convosco, rodeado pela beleza da criação e pela vossa simpatia, que me faz muito bem. Obrigado pela vossa amizade, o vosso afeto!”

Ele continuou: “Sabeis que este meu dia é diferente dos anteriores. Já não sou Sumo Pontífice da Igreja Católica: até às oito horas da tarde, ainda o sou; depois já não. Sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta terra.”

Então, ele acrescentou: “Mas quero ainda, com o meu coração, o meu amor, com a minha oração, a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum, o bem da Igreja e da humanidade. E sinto-me muito apoiado pela vossa simpatia. Unidos ao Senhor, vamos para diante a bem da Igreja e do mundo. Obrigado!” “Agora, de todo o coração, dou-vos a minha Bênção: «Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo». Obrigado! Boa noite! Obrigado a todos vós!”, concluiu o Papa.
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ZENIT