Adsense Teste

sábado, 24 de dezembro de 2016

Quando a autoridade está a serviço da impiedade


À medida que o relativismo revolucionário avança no mundo e dentro da Igreja podemos constatar o crescente distanciamento entre o que se prega em boa parte de nossas paróquias e dioceses e o que a Igreja sempre ensinou em seu magistério infalível.

A situação é verdadeira gritante, escandalosa, indignante…

É muito entristecedor ver leigos bons, que querem ser santos, que desejam viver a verdade do Evangelho tal como ensina a santa Igreja, serem rechaçados, humilhados e isolados por seus padres ou bispos, tratados como excêntricos, exagerados, radicais, como gente a ser evitada…é indignante ver como muitos desses padres e bispos usurpam de sua autoridade para massacrar suas ovelhas mais pequenas, execrando-as e pondo-as em ridículo publicamente pelo fato de estas quererem receber a SS Eucaristia de joelhos e/ou na boca.

Muitos desses senhores estufam o peito e vociferam enraivecidos mandando que se levantem os que se ajoelham para receber a Sagrada Comunhão e/ou insistem que devem receber a Sagrada Hóstia na mão. Alguns apelam para o argumento da unidade com resto da assembleia para justificar a atitude autoritária, outros acusam estes fieis de estarem ”querendo aparecer” como se fossem deuses que conhecem o íntimo dos corações… tem sido frequente muitas dessas autoridades demostrarem aversão e combater o uso do véu por parte de senhoras e jovens nas santas missas…mesmo a modéstia à qual tem aderido um número sempre maior de pessoas passou a ser alvo das críticas e oposições por parte de muitos pastores de almas. E assim tem sido com várias outras práticas de piedade às quais tem aderido nosso povo, que cada vez mais tem rejeitado esse catolicismo superficial, desfigurado pelo relativismo reinante, que desorienta e causa confusão.

O que é desconcertante nessas autoridades que combatem a piedade é a atitude conivente, quando não incentivadora, de ideias e práticas completamente incompatíveis com a Verdade do Evangelho e com o ensinamento da Igreja.

Eles não aceitam um fiel comungar de joelhos e na boca, mas dão a comunhão para mulheres com vestes imorais e sensuais, com as pernas de fora, costas peladas, parte dos peitos aparecendo… sem dizer das roupas coladas e transparentes…

São estes mesmos senhores que negam aos fiéis o direto de se ajoelharem para receber Jesus Eucarístico, mas que, desobedecendo a doutrina católica, dão a comunhão a maçons, amasiados, macumbeiros, espíritas, marxistas-comunistas, etc…

São estes que querem oprimir os fiéis sob o peso de uma autoridade esmagante para impor caprichos pessoais ou ideais contrárias ao ensinamento da Igreja, mas que não querem obedecer a mesma Igreja em matérias graves.

São esses valentes que a pretexto da ”unidade” humilham e perseguem aqueles que querem ter uma vida cristã ancorada na rica tradição católica, mas que evocando a ”diversidade” defendem um ecumenismo sem pé e sem cabeça e relativizam a doutrina católica, deturpando-a e reduzindo-a de tal forma que qualquer herege se sinta à vontade perto dela.

O povo católico que já possui ou está adquirindo um conhecimento básico de sua fé, vai percebendo a distância enorme entre a verdadeira doutrina católica ensinada pelo Magistério da Igreja e o que eles têm visto e ouvido em muitas de suas paróquias e dioceses. 

Esse povo tem se sentido defraudado, negligenciado e muitas vezes combatido pelos seus próprios pastores. E na mesma proporção em que cresce neles o conhecimento da verdadeira doutrina católica cresce também o sentimento de desalento e profunda insatisfação com esse estado de coisas… mas, a opressora ”ditadura do relativismo” está tão generalizada dentro da Igreja, que parecem não terem a quem recorrer.

Os poucos padres e bispos que têm a coragem de pregar e defender a verdadeira fé católica são logo estigmatizados e rotulados de radicais, rebeldes, desobedientes, etc…. pessoas contrárias a unidade. Sua honra e sua moral são atacados de todas as formas para que, uma vez desacreditados, a mensagem da qual são portadores possa também perder a credibilidade.

A situação atual é tão inusitada que aqueles revolucionários horizontalistas que sempre desprezaram a hierarquia evocam agora com voz forte a força da obediência para submeter aqueles que sempre nela acreditaram. Muitas autoridades estão usando sua posição dentro da Igreja para implodir a Igreja bem como para calar a voz e paralisar a atuação daqueles que não se alinham a esse projeto demolidor.

E antes que alguma alma imbecilizada pelo ”politicamente correto”, possa ver nessas linhas qualquer expressão de rebeldia contra a hierarquia ou incentivo ao desrespeito ou desobediência é importante esclarecer que essas pessoas que querem viver um cristianismo autêntico são pela ordem e pela obediência e amam seus pastores e sua santa Igreja e por isso mesmo gostariam de ver seus bispos usando sua autoridade não para combater a piedade e a sadia tradição, mas sim para fazer o que a Igreja lhes manda fazer, como por exemplo: acabar com a influência e infiltração maçônica em suas dioceses e nas paróquias que as compõe; acabarem com as aberrações e abusos litúrgicos( missas shows, missas de cura, missas sertanejas, missas crioulas, baterias e instrumentos de percussão nas missas , teatros, ”danças litúrgicas”, auto comunhão, etc…), suspender ou corrigir os diversos padres que têm ensinado heresias, cometido escândalos comprovados e praticados abusos na sagrada liturgia; proibir bebidas alcoólicas e shows mundanos nas festas de padroeiros e outros eventos das Igrejas.

O povo que vai se esclarecendo gostariam imensamente de ver seus padres usarem sua autoridade para pregar a verdade integral do Evangelho, sem mutilação ou falsificação… gostariam de ver seus sacerdotes usarem sua autoridade para impor o respeito e o decoro na casa de Deus cobrando de mulheres e homens vestes e posturas decentes que condigam com a sacralidade da casa de Deus. Esse povo gostaria de ver e ouvir padres e bispos, que a exemplo de Cristo, falassem com autoridade, sem medo… que tivessem a coragem de pregar a verdade e sofrer as consequências de seu profetismo.

O que esse povo quer ver são padres que os conduza no estreito caminho da salvação, que antes de tudo busquem a glória de Deus e o bem eterno do rebanho que lhes foi confiado.

O que verdadeiros católicos querem ver são bispos e padres que não se acovardem diante dos lobos que buscam devorar e destruir o rebanho; que levem as pessoas a viverem na graça de Deus e na santidade, que por amor ao rebanho denunciem o pecado e as situações de pecado. Que exortem as famílias a terem vida de oração, a viverem na graça, a rejeitarem as novelas imundas e pervertedoras, que denunciem os programas e ambientes que fazem perder a amizade e a comunhão com Deus.

Verdadeiros católicos querem ver seus pastores guiá-los na verdadeira fé, ajudando-os a perceber a coerência entre o que se professa e o que se deve viver. Querem ver seus padres e bispos lutando pela vida contra o aborto, pela família contra a ideologia gay e de gênero, contra o petismo-comunismo-marxismo, etc….

Verdadeiros católicos querem o fim dessa absurda inversão de valores dentro da Igreja onde quem quer viver uma devota piedade e a sã doutrina tem sofrido perseguição e execração e quem adere ao relativismo revolucionário é aplaudido e premiado.

Por fim nos resta a esperança nas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que disse que as portas inferno não prevalecerão contra a sua Igreja.

Existem padres e bispos que querem ser fiéis a sua missão, mas em sua maior parte se sentem muito acuados, isolados e desamparados… são esses poucos padres e bispos que alimentam espiritual e doutrinariamente essas pequenas ovelhas de Deus, por isso é preciso rezar muito por estes e pedir para eles ao Espírito Santo o dom da fortaleza para que sejam sempre capazes de defender a verdade e colocar os interesses de Deus acima de qualquer outro bem, e o dom da Sabedoria para saberem como agir de modo a redundar na maior Glória de Deus e no bem e salvação das ovelhas que custaram o sangue de Cristo.


Pe. Rodrigo Maria,

escravo inútil da Santíssima Virgem.