Adsense Teste

sábado, 3 de dezembro de 2016

Absolvidos pelo STF no caso Caxias já mataram mulher durante aborto, esquartejaram e incendiaram cadáver


A decisão do Supremo Tribunal Federal – STF conduzida pelo Ministro e ativista Luis Roberto Barroso determinando que  aborto até o terceiro mês de gravidez não é crime beneficiou  dois assassinos. O julgamento do STF  foi válido para um caso acontecido em 2013, em Duque de Caxias,na  Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Os técnicos em enfermagem Rosemere Aparecida Ferreira e Edilson Ferreira, inocentados pela 1º turma do STF, nesta terça-feira, 29, foram presos em 2013. Um ano depois os  dois mataram  uma mulher durante a realização de um aborto no caso que ficou conhecido nacionalmente como a morte de Jandira dos Santos Cruz.

Foi um crime hediondo  conforme descrito pelo delegado que acompanhou o caso, em 2014,em entrevista  ao jornal O Dia.  “O crime foi bárbaro. A Jandira estava com pouco mais de três meses de gravidez e passou mal durante o aborto. Eles (Rosemere e outros envolvidos) não chamaram socorro. Então, resolveram dar um tiro na cabeça do cadáver para fingir um assassinato. Depois, o corpo foi esquartejado e incendiado”.


Ainda segundo o jornal O Dia, pouco tempo depois Rosemere foi apontada pela Polícia Federal como integrante de uma das maiores quadrilhas de aborto do país desbarata na operação “Herodes”. Outras 76 pessoas foram presas com ela incluindo o médico “Carlos Eduardo de Souza e Pinto, também beneficiado pelo STF no caso relativo a Caxias”. 


Luís Roberto Barroso  votou pela revogação da prisão dos  réus e após a repercussão negativa do caso buscou justificar dizendo que decisão visa discutir políticas públicas para as mulheres. Ao jornal O Dia, o promotor Marcelo Muniz que atua na “Herodes” assinalou que decisão poderá prejudicar a operação. “Por enquanto não afeta o processo, mas pode acabar com ele. Se o aborto não for crime, não existirá também associação criminosa (no caso)”. 
______________________________________
Ancoradouro