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sábado, 19 de novembro de 2016

Você é insubstituível? Sim e não!


Há frases que de início são muito bonitas e possuem certo sentido, uma delas é a de que "você é insubstituível", quem nunca ouviu esta frase? Pois bem, a frase tem em si uma certa verdade, acontece que não pode ser levada 100% a sério. Vou explicar.

Certamente conhecemos algumas pessoas na vida que consideramos especiais e insubstituíveis e nós mesmos o somos para algumas pessoas.

Quando dizemos que alguém é insubstituível - e é verdade - em cada um de nós temos uma impressão digital gravada, essa digital é única na face da terra, mas isso vale para a vida ou mesmo para as pessoas que nos amam. Você é insubstituível! Nenhum outro ser na face da Terra terá o seu jeito de andar, vestir, falar, valores, essência, ver e viver a vida. Você é único no espetáculo das emoções e insubstituível no palco da vida. (Ver nota: Comparar é negar o outro).

Quando se trata do mercado de trabalho ou mesmo no mundo empresarial, diferente da vida em si, engana-se aquele que se acha insubstituível. O colaborador ou mesmo o próprio empresário que se acha único dentro da organização e até mesmo no seu ramo de negócios, está fadado a permanecer eternamente no mesmo cargo ou, na pior das hipóteses, a sucumbir em sua própria carreira.

O profissional que vive a pensar que outra pessoa não poderá fazer tão bem as suas funções, além de estacionar no tempo, se tornará impromovível e não galgará outro degrau em sua própria carreira. Morrerá sufocado dentro do seu pequeno mundinho.

Conheço pessoas que se acham insubstituíveis, acham que se não estiverem presentes no seu ambiente de trabalho ninguém vai fazer certo, tudo vai dar errado. Certa vez ouvi um líder dizer que não podia subir no cargo porque "essas antas" (referia-se aos seus subordinados) não estavam à sua altura. Engano! Gente assim, mais cedo ou tarde, será substituída. 

Um líder de verdade sempre fica feliz em capacitar alguém a fazer tão bem as funções do seu cargo de trabalho quanto a si mesmo. Sendo assim - e por consequência - será promovido, e um mar de novas oportunidades se abrirá diante de seus pés.

Você pode ser substituível mas todos possuem seus diferenciais, suas digitais, suas qualidades que podem ser usadas para o seu crescimento no local de trabalho, podem colocar outro no seu lugar, mas esse outro não é você, não trará os mesmos resultados que você, ele pode ser melhor ou pior, mas nunca será você!

Na vida podemos não esquecer pessoas insubstituíveis que passaram por nós e que deixaram a sua digital, e nos dão muita saudade, porém, no mercado de trabalho as pessoas sempre são substituíveis ainda que essa substituição signifique risco de insucesso lembrando que o funcionário está para a empresa assim como a empresa está para o funcionário.

Um líder precisa ser admirado para ser seguido. Para isso, sua conduta ética tem que ser exemplar. Ele reconhece e, se necessário, até defende seus subordinados pois sabe que eles são treinados e capacitados para desenvolver as atividades que a eles foram confiadas.

Um rei visionário é aquele que abdica do trono a ponto de dar lugar a um futuro rei que tenha uma visão mais ampliada e longínqua que a sua, por que não? O mundo dos negócios é uma verdadeira dança das cadeiras, um sai para dar lugar a outro ainda mais competente.

Há pessoas que quando percebem que o outro está crescendo, criam dentro de si a inveja, esse sentimento perigoso. Quem ganha destaque e leva vantagem no âmbito profissional é suscetível a se tornar alvo da inveja. Pessoas invejosas se angustiam, entristecem-se com a vitória, com o prestígio, ou simplesmente desejam que o outro não tenha nada. Aí começam a criar meios de macular a imagem do outro para que ele não cresça, não avance, ou simplesmente para que ele fique sempre abaixo da sua função.

Alguns invejosos reprimem o sentimento, não fazendo transparecer, mas no fundo morrem de raiva do colega, por ser mais competente, ou por ter mais destaque ou porque ganhou aquela promoção, muitas vezes se fazem de amigos, enchendo de elogios falsos mas na oportunidade te puxarão o tapete. Outros escancaradamente dizem que não gostam de você, sem apresentar motivos razoáveis, simplesmente, te difamam. Quando ouvem alguém falar bem de você serão os primeiros que, com sutileza ou não, tentarão menosprezar suas qualidades. Alguns invejosos conseguem influenciar outras pessoas, que muitas vezes acabam desenvolvendo uma antipatia pelo invejado sem ao menos entenderem o porquê. (Ver nota: Sobre a calúnia e a difamação...”).

Bem contrário é a admiração que é um sentimento bom, é ter apreço por alguém ou por algo, pode ser caracterizado por uma surpresa ou espanto, mas jamais com querer ou desejar mal.

É hora dos líderes das organizações reverem conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus ‘erros ou deficiências’, em que as críticas sejam construtivas e não destrutivas; em particular, e não no meio de todo mundo, possibilitando ao outro um pensamento posterior; não expondo o funcionário ou desvalorizando o seu trabalho, do contrário, a tendência é que a autoconfiança dele diminua e a produtividade abaixe consideravelmente. Isso sem contar o aumento de estresse. Afinal de contas cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Se um gerente ou coordenador está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’ que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. Em sua gestão o mundo perderia todos esses talentos. Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens ou mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados… Apenas peças…

As pessoas são substituíveis - em suas características e experiência de vivência - mas não em todo o resto. Sempre vai existir ou nascer alguém tão bom quanto. O que deve-se estar ciente é por quanto tempo estaremos dispostos a ficar esperando ou procurando por isso.


Gilberto B. Passos