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terça-feira, 8 de novembro de 2016

#Enem2016: "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil".


Se eu disser que "todos os deuses pagãos são demônios" (Sl XCV, 5), ou seja, todos os "deuses" das religiões não abraâmicas, isto é intolerância religiosa?

Se eu disser que "há um só Pastor, uma só Fé, um só Batismo" (Ef IV, 5) e uma só Igreja, Santa e Católica, e que, portanto — se quero ser coerente com a Fé que professo — todas as demais religiões são falsas, no sentido de que não foram fundadas e edificadas por Deus (cf. Mt XVI, 18), isto é intolerância religiosa?

Se, seguindo a ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo — "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt XXVIII, 19) —, eu anunciar o Evangelho aos que não são católicos, com a intenção de fazê-los discípulos de Cristo por meio de Sua Santa Igreja Romana, isto é intolerância religiosa?

Se eu disser que "toda autoridade foi dada a Cristo, no Céu e na terra" (Mt XXVIII,18), e que, desta forma, toda ordem espiritual e temporal deve estar sujeita ao Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, isto é intolerância religiosa?

Vejam: não se trata de deixar de praticar a caridade para com quem é de outra religião (amá-lo em Cristo), nem de deixar de conviver com ele, nem de discriminá-lo (no sentido pejorativo), nem de agredi-lo verbalmente, nem de persegui-lo, nem de negar-lhe a dignidade humana. Trata-se tão somente de professar de modo integral a Fé que Cristo, Nosso Senhor, revelou. 

Não posso crer no Deus Uno e Trino e ao mesmo tempo dizer que os deuses pagãos são deuses de fato; não posso professar que a Igreja Católica é a Igreja e o Corpo Místico de Cristo e simultaneamente dizer que todas as religiões vêm de Deus; não posso deixar de anunciar o Evangelho sem ferir a ordem dada por Cristo; não posso crer que Cristo é o Rei do Universo se não creio que o bem-comum, cuja ciência arquitetônica é a política, ordena-se a Ele.

E OS CATÓLICOS DEVERIAM GRITAR ISTO DE CIMA DOS TELHADOS!

"Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a Sã Doutrina da Salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério" (II Tm IV, 1-5).



Allan Victor Almeida Marandola, 
Seminarista