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domingo, 2 de outubro de 2016

No Angelus, Papa recorda os cristãos fiéis nas adversidades


VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
 À GEÓRGIA E AO AZERBAIJÃO
(30 DE SETEMBRO - 2 DE OUTUBRO DE 2016)

ANGELUS
Igreja da Imaculada, Baku
Domingo, 2 de outubro de 2016


Amados irmãos e irmãs!

Nesta Celebração Eucarística, dei graças a Deus convosco, mas também por vós: aqui, depois dos anos da perseguição, a fé realizou maravilhas. Desejo recordar tantos cristãos corajosos, que tiveram confiança no Senhor e mantiveram-se fiéis nas adversidades. Como fez São João Paulo II, dirijo a todos vós as palavras do apóstolo Pedro: «Honra… a vós que credes!» [1 Ped2, 7; cf. Homilia, Baku, 23 de maio de 2002: Insegnamenti XXV/1 (2002), 852].

O nosso pensamento volta-se agora para a Virgem Maria, venerada neste país, e não só pelos cristãos. A Ela nos dirigimos com as palavras do Anjo Gabriel quando Lhe trouxe a boa notícia da salvação, preparada por Deus para a humanidade.

Na luz que resplandece do rosto materno de Maria, dirijo uma cordial saudação a vós, queridos fiéis do Azerbaijão, encorajando cada um a testemunhar com alegria a fé, a esperança e a caridade, unidos entre vós mesmos e com os vossos pastores. Saúdo e agradeço, em particular, à Família Salesiana, que cuida intensamente de vós e promove várias obras beneméritas, e às Irmãs Missionárias da Caridade: continuai com entusiasmo a vossa obra ao serviço de todos!

Confiemos estes votos à intercessão da Santíssima Mãe de Deus e invoquemos a sua proteção para as vossas famílias, os doentes e os idosos, para quantos sofrem no corpo e no espírito.

[Oração do Angelus; e a Bênção final] 

Alguém pode pensar que o Papa perde muito tempo: fazer tantos quilômetros de viagem para visitar uma pequena comunidade de 700 pessoas, num país de 2 milhões! E uma comunidade que não é uniforme sequer, porque entre vós fala-se o azerbaijano, o italiano, o inglês, o espanhol... Tantas línguas! Mas é uma comunidade de periferia; e, nisto, o Papa imita o Espírito Santo: também Ele desceu do Céu para vir a uma pequena comunidade de periferia, fechada no Cenáculo. E àquela comunidade que tinha medo, sentia-se pobre e talvez perseguida, ou posta de lado, dá a coragem, a força, a ousadia para continuar a proclamar o nome de Jesus. E as portas daquela comunidade de Jerusalém, que estavam fechadas pelo medo ou a vergonha, abriram-se de par em par fazendo sair a força do Espírito. O Papa perde o tempo como o perdeu o Espírito Santo naquele tempo!

Só duas coisas são necessárias: naquela comunidade, estava a Mãe – não esqueçais a Mãe! – e, naquela comunidade, havia a caridade, o amor fraterno que o Espírito Santo derramou neles. Coragem! Avante! Continuai para diante! Sem medo, avante!
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